{"id":24431,"date":"2010-05-20T16:22:31","date_gmt":"2010-05-20T16:22:31","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24431"},"modified":"2010-05-20T16:22:31","modified_gmt":"2010-05-20T16:22:31","slug":"mercado-de-tv-a-cabo-gera-disputa-no-congresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24431","title":{"rendered":"Mercado de TV a cabo gera disputa no Congresso"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&Eacute; uma briga de cachorro grande. De um lado, empresas de telefonia de olho no lucrativo mercado da TV por assinatura, no qual querem entrar. De outro, as empresas que j&aacute; exploram esse mercado dispostas a lutar para preservar seu nicho. Em torno dessa briga, o lobby mais uma vez se faz presente no Congresso.<br \/>&nbsp;<br \/>Circula pela C&acirc;mara um recurso solicitando aos deputados que o Projeto de Lei 29\/07 (que abre o mercado de TV por assinatura &agrave;s empresas de telefonia) seja analisado no plen&aacute;rio da Casa antes de seguir ao Senado. O projeto foi aprovado em car&aacute;ter terminativo na Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a da&nbsp; C&acirc;mara. <\/p>\n<p>O autor da iniciativa, o deputado R&eacute;gis de Oliveira (PSC-SP), n&atilde;o esconde de onde veio a inspira&ccedil;&atilde;o para o recurso. Ele admite que foi procurado por representantes da empresa Sky, de TV a cabo, e pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Programadores de Televis&atilde;o por Assinatura (ABPTA) antes de apresent&aacute;-la.<\/p>\n<p>O parlamentar paulista ressalta que n&atilde;o conhece, nem mant&eacute;m qualquer tipo de contato com pessoas que atuam no mercado de TV paga. &ldquo;Eles foram ao meu gabinete e perguntaram se eu apresentaria um recurso. Qual &eacute; o mal? &Eacute; regimental. N&atilde;o sei qual &eacute; a pressa de votar esse projeto&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p><strong>Interesses comerciais<\/strong><\/p>\n<p>R&eacute;gis, de qualquer maneira, avalia que seu recurso n&atilde;o ter&aacute; as assinaturas suficientes para for&ccedil;ar a aprecia&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria em plen&aacute;rio. Ou seja, o projeto deve mesmo seguir na pr&oacute;xima semana para an&aacute;lise dos senadores. &ldquo;V&atilde;o pedir aos deputados que assinaram para que desistam&rdquo;, avalia. <\/p>\n<p>A hist&oacute;ria ilustra, no entanto, os interesses comerciais que est&atilde;o por tr&aacute;s do projeto. Relator do PL 29 na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia da C&acirc;mara, o deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE) classifica a tentativa de recurso como &ldquo;uma clara manobra protelat&oacute;ria&rdquo;. &ldquo;Temos dez medidas provis&oacute;rias e o plen&aacute;rio n&atilde;o est&aacute; conseguindo votar. Todo mundo sabe que qualquer mat&eacute;ria que vier para o plen&aacute;rio, se n&atilde;o tiver urg&ecirc;ncia ou acordo, est&aacute; condenada a s&oacute; ser votada no fim do ano ou na pr&oacute;xima legislatura&rdquo;, explica o deputado cearense, ressaltando que o recurso &eacute; leg&iacute;timo. &ldquo;N&atilde;o tem nada de irregular&rdquo;.<\/p>\n<p>Para o congressista cearense, o receio de que novas empresas &ldquo;com recursos e capacidade de investimento&rdquo; atuem no mercado de TV por assinatura explicam o pedido. &ldquo;Se voc&ecirc; olhar os n&uacute;meros hoje, a Sky &eacute; uma das empresas que mais tem crescido no n&uacute;mero de assinantes. E eu acho que ela v&ecirc; o projeto como uma amea&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao seu crescimento e &agrave; sua participa&ccedil;&atilde;o no mercado.&rdquo; <br \/>. <br \/>De acordo com a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), o mercado brasileiro de TV por assinatura alcan&ccedil;ou 7,9 milh&otilde;es de clientes em mar&ccedil;o de 2010.<\/p>\n<p>O Congresso em Foco entrou em contato com a assessoria da Sky e com a ABPTA, mas n&atilde;o obteve resposta. O site est&aacute; aberto para eventuais esclarecimentos.&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p><strong>Telefone, internet banda larga e TV por assinatura<\/strong><\/p>\n<p>Os servi&ccedil;os descritos acima, e oferecidos em forma de pacote, est&atilde;o no cerne da disputa entre as empresas de telefonia e as de TV por assinatura. Hoje, oficialmente s&oacute; as televis&otilde;es pagas poderiam oferecer o trio de servi&ccedil;os. Mas, na pr&aacute;tica, a via j&aacute; &eacute; m&atilde;o de dupla. O que o projeto visa &eacute; exatamente regulamentar essa situa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>&ldquo;A tend&ecirc;ncia do consumidor em querer esses servi&ccedil;os combinados levou as empresas a conseguirem, nos meandros da legisla&ccedil;&atilde;o, oferecer esses servi&ccedil;os. E hoje, nas principais cidades do pa&iacute;s, nos principais mercados, todo mundo tem acesso a uma variedade de servi&ccedil;os combinados de voz, de televis&atilde;o por assinatura e de internet completamente &agrave; margem de qualquer regulamento&rdquo;, explica Lustosa.<\/p>\n<p>Por conta dessa falta de regula&ccedil;&atilde;o, emenda o peemedebista, aqueles que eram contra o PL 29 no in&iacute;cio (notadamente radiodifusores e alguns operadores de TV por assinatura), ficaram a favor. &ldquo;&Eacute; melhor um projeto que regulamente esse processo do que a absoluta falta de regra&rdquo;, explica Lustosa. <\/p>\n<p>Al&eacute;m da regulamenta&ccedil;&atilde;o e do aumento da concorr&ecirc;ncia, o deputado cearense avalia que a proposta vai for&ccedil;ar o mercado a modernizar as redes de transmiss&atilde;o no pa&iacute;s de forma mais c&eacute;lere. &ldquo;Com isso, as empresas v&atilde;o contribuir com a meta do governo pela universaliza&ccedil;&atilde;o da banda larga sem que tenha de haver um aporte de recursos p&uacute;blicos, principalmente nas &aacute;reas onde o mercado &eacute; mais demandante e tem mais recursos para pagar pelos servi&ccedil;os&rdquo;.<\/p>\n<p>Segundo Lustosa, as redes das empresas de telefonia j&aacute; instaladas nos domic&iacute;lios &ldquo;s&atilde;o redes antigas, herdadas do per&iacute;odo em que as empresas de telefonia eram p&uacute;blicas&rdquo;. <\/p>\n<p><strong>Cr&iacute;tica<\/strong> <\/p>\n<p>O PL 29 foi aprovado em car&aacute;ter terminativo (sem a necessidade de ir a plen&aacute;rio) pela Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a (CCJ) da C&acirc;mara na semana passada. Se pelo menos 51 deputados assinarem o recurso de R&eacute;gis, a mat&eacute;ria ficar&aacute; na C&acirc;mara. O texto aprovado no colegiado, e relatado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem outra pol&ecirc;mica: obriga a transmiss&atilde;o de, pelo menos, um canal religioso pelas TVs por assinatura. <\/p>\n<p>Contudo, o recurso de Regis n&atilde;o partiu apenas por conta do pedido dos que atuam no mercado de TV fechada. Desembargador do Tribunal de Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo entre os anos de1990 a 1993 e uma das refer&ecirc;ncias jur&iacute;dicas na C&acirc;mara, R&eacute;gis de Oliveira critica o Artigo 6&ordm; do PL 29. <\/p>\n<p>Pelo artigo, as prestadoras de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es de interesse coletivo n&atilde;o poder&atilde;o, por exemplo, contratar artistas nacionais para produzir conte&uacute;do audiovisual para sua veicula&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Isso &eacute; problem&aacute;tico e inconstitucional&rdquo;, resume. &ldquo;O mercado tem de ser livre. Eles que briguem e que disputem o mercado igualmente&rdquo;, complementa.<\/p>\n<p>R&eacute;gis de Oliveira chegou a criticar a cota estabelecida para a produ&ccedil;&atilde;o audiovisual brasileira em canais internacionais (tr&ecirc;s horas semanais em hor&aacute;rio nobre). Contudo, ele foi convencido de que a medida serve de est&iacute;mulo para a produ&ccedil;&atilde;o brasileira. <\/p>\n<p>&ldquo;A cota &eacute; para filmes, document&aacute;rios, miniss&eacute;ries. Para algo que gere empregos, que gere divisas&rdquo;, afirma Lustosa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&Eacute; uma briga de cachorro grande. De um lado, empresas de telefonia de olho no lucrativo mercado da TV por assinatura, no qual querem entrar. De outro, as empresas que j&aacute; exploram esse mercado dispostas a lutar para preservar seu nicho. 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