{"id":24423,"date":"2010-05-18T18:39:59","date_gmt":"2010-05-18T18:39:59","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24423"},"modified":"2014-09-07T03:00:04","modified_gmt":"2014-09-07T03:00:04","slug":"os-avancos-e-as-insuficiencias-do-pnbl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24423","title":{"rendered":"Os avan\u00e7os e as insufici\u00eancias do PNBL"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O governo publicou no &uacute;ltimo dia 14 o <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=18401\">Decreto 7.175<\/a>, que institui o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A meta principal do Programa &eacute; assegurar o acesso &agrave; internet em alta velocidade a cerca de 39 milh&otilde;es de domic&iacute;lios at&eacute; 2014. O decreto traz uma s&eacute;rie de avan&ccedil;os importantes. Talvez o mais representativo seja o papel indutor dado ao Estado, especialmente com a retomada da Telebr&aacute;s como protagonista do setor. Mas peca pela omiss&atilde;o de quest&otilde;es fulcrais para fazer com que esta nova tecnologia sirva de fato &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o como um direito humano para todos os brasileiros e todas as brasileiras.<\/p>\n<p>O PNBL est&aacute; formatado para ser um conjunto de a&ccedil;&otilde;es que visa &agrave; massifica&ccedil;&atilde;o da banda larga, estabelecendo como meta mais do que triplicar os atuais 11,8 milh&otilde;es de lares conectados atualmente. O m&eacute;rito do Programa est&aacute; em assumir que o mercado &eacute; incapaz de assegurar o alcance desta meta. No entanto, tal amplia&ccedil;&atilde;o, no Programa, n&atilde;o assume o objetivo central que vem norteando as pol&iacute;ticas de diversos pa&iacute;ses: a universaliza&ccedil;&atilde;o deste servi&ccedil;o. Sem este horizonte, corre-se o risco de que esta tecnologia torne-se um elemento qualificador da desigualdade existente em nosso pa&iacute;s. <\/p>\n<p>Para atingir as metas do PNBL, o governo federal promete atuar para baratear a oferta de banda larga a partir do fomento ao desenvolvimento de um mercado apoiado em pequenos e m&eacute;dios provedores. O principal instrumento seria o uso da Telebr&aacute;s como fornecedora de dados no atacado. A empresa negociar&aacute; a pre&ccedil;os mais baixos do que os praticados pelas grandes detentoras de infraestrutura (em sua maioria, operadoras de telefonia) e exigir&aacute;, em troca, que o servi&ccedil;o chegue na casa do cidad&atilde;o a um pre&ccedil;o m&aacute;ximo para uma dada velocidade. A previs&atilde;o &eacute; que o valor fique entre R$ 35 e R$ 25, a depender do n&iacute;vel de isen&ccedil;&atilde;o de impostos concedido.<\/p>\n<p>Para pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m renda suficiente para comprar pacotes nesta faixa de pre&ccedil;o, estuda-se uma esp&eacute;cie de &ldquo;banda larga popular&rdquo;, que poderia custar entre R$ 15 e R$ 10. No entanto, ela teria velocidade de 512 Kbps e limita&ccedil;&otilde;es do volume de dados. A redu&ccedil;&atilde;o de custos neste caso seria possibilitada por uma forte redu&ccedil;&atilde;o do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Presta&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os (ICMS).<\/p>\n<p>Para dotar a Telebr&aacute;s de condi&ccedil;&otilde;es para cumprir este novo papel, ser&aacute; criada uma Rede Nacional aproveitando a infraestrutura de propriedade de empresas p&uacute;blicas, como Petrobr&aacute;s, Furnas, Eletronorte e Companhia Hidrel&eacute;trica do S&atilde;o Francisco (Chesf). O uso das fibras da Eletronet, alvo de den&uacute;ncias de jornal&otilde;es paulistas, foi abandonado. Segundo o governo, pelo fato do investimento na melhoria desta rede ser equivalente ao de uma nova. A op&ccedil;&atilde;o foi pela expans&atilde;o da Rede Nacional, que deve acumular 30 mil Km de fibras &oacute;ticas e chegar &agrave; Bras&iacute;lia e a outras 25 capitais em 2014. Uma extens&atilde;o feita por linhas de r&aacute;dio vai possibilitar a cobertura de um raio de 100 Km de cada ponto da rede.<\/p>\n<p>A inten&ccedil;&atilde;o deste modelo &eacute; acabar com o gargalo dos backbones e backhauls (grandes e m&eacute;dios troncos por onde passam os dados) das concession&aacute;rias, cujo tr&aacute;fego &eacute; oferecido a pre&ccedil;os alt&iacute;ssimos aos pequenos e m&eacute;dios provedores para min&aacute;-los na concorr&ecirc;ncia com os pacotes das pr&oacute;prias operadoras. Por isso, a l&oacute;gica de fixa&ccedil;&atilde;o de um pre&ccedil;o m&aacute;ximo a ser garantido pelos provedores que comprarem dados da Telebr&aacute;s &eacute; bastante positiva. A expans&atilde;o e a capilaridade da rede tamb&eacute;m, pois delas dependem parte importante do sucesso do PNBL.<\/p>\n<p>No entanto, um aspecto medular ainda a ser equalizado &eacute; a oferta do servi&ccedil;o de internet em alta velocidade diretamente pelo governo federal, ou pelo Poder P&uacute;blico em geral. O decreto prev&ecirc;, no Artigo 4&ordm;, inciso IV, esta possibilidade &ldquo;apenas e t&atilde;o somente em localidades onde inexista oferta adequada&rdquo; dos servi&ccedil;os. O Comit&ecirc; Gestor do Programa de Inclus&atilde;o Digital (CGPID) ser&aacute; o respons&aacute;vel por identificar estas &aacute;reas.<\/p>\n<p>Esta formula&ccedil;&atilde;o &eacute; restritiva. A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal diz, em seu Artigo 21, que &ldquo;compete &agrave; Uni&atilde;o explorar, diretamente ou mediante autoriza&ccedil;&atilde;o, concess&atilde;o ou permiss&atilde;o, os servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es, nos termos da lei, que dispor&aacute; sobre a organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, a cria&ccedil;&atilde;o de um &oacute;rg&atilde;o regulador e outros aspectos institucionais&rdquo;. N&atilde;o h&aacute;, portanto, por que um decreto limitar a a&ccedil;&atilde;o direta do Estado se esta &eacute; uma diretriz da nossa Carta Magna.<\/p>\n<p>Apesar da reda&ccedil;&atilde;o limitadora, o conceito de &ldquo;localidades onde inexista oferta adequada&rdquo; ainda permite uma abertura para tra&ccedil;ar um planejamento com vistas &agrave; oferta pr&oacute;pria da banda larga pela Uni&atilde;o. O uso deste expediente deve ser entendido como pilar do Programa, pois n&atilde;o h&aacute; qualquer perspectiva de que a universaliza&ccedil;&atilde;o da banda larga possa ser feita pelo mercado. <\/p>\n<p>Segundo dados do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, compilados no documento &ldquo;Brasil em Alta Velocidade&rdquo;(<a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=18387\">veja aqui<\/a>), h&aacute; um &ldquo;gap de acesso&rdquo; no Brasil (domic&iacute;lios que est&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas ou de renda incapazes de atrair a oferta do servi&ccedil;o) de 55,7% dos lares. Diagn&oacute;stico apresentado pelo pr&oacute;prio governo mostra como o custo da banda larga representa 4,5% das despesas de uma fam&iacute;lia. Desta forma, &eacute; improv&aacute;vel que as operadoras comerciais, mesmo com pre&ccedil;os subsidiados por isen&ccedil;&otilde;es ou pela Telebr&aacute;s, consigam chegar a uma parcela importante da popula&ccedil;&atilde;o brasileira.<\/p>\n<p>A tentativa de oferecer o servi&ccedil;o a R$ 10 &eacute; importante. Por&eacute;m, a velocidade escolhida (512 Kbps) e a admiss&atilde;o de limites no volume de dados que podem ser carregados s&atilde;o condicionantes preocupantes. O governo argumenta que tal combina&ccedil;&atilde;o &eacute; a poss&iacute;vel, e que ela j&aacute; seria uma evolu&ccedil;&atilde;o frente ao quadro atual, j&aacute; que boa parte dos brasileiros possui conex&otilde;es com velocidade de 256 Kbps. Independente desta constata&ccedil;&atilde;o, o PNBL deve tratar a banda larga como parte de um direito, devendo o acesso a ela ser garantido de forma ison&ocirc;mica.<\/p>\n<p>Qual seria a sa&iacute;da, j&aacute; que o mercado n&atilde;o ser&aacute; o vetor de universaliza&ccedil;&atilde;o do acesso a este servi&ccedil;o? Discutir uma solu&ccedil;&atilde;o m&aacute;gica e imediata &eacute; temer&aacute;rio. Mas &eacute; poss&iacute;vel visualizar um caminho mais ambicioso do que o explicitado no Decreto 7.175. A Telebr&aacute;s deveria capitanear uma infraestrutura estatal que contaria com o backbone feito a partir de sua Rede Nacional, com backhauls sustentados pelos governos estaduais com o &uacute;ltimo quil&ocirc;metro (mecanismos para fazer chegar a banda larga na casa do cidad&atilde;o) mantidos por esses ou por prefeituras. Ou at&eacute; mesmo pelo governo federal, quando necess&aacute;rio. Este sistema deveria buscar a oferta gratuita sempre que poss&iacute;vel. Quando n&atilde;o fosse vi&aacute;vel, disponibilizaria o servi&ccedil;o a um custo muito baixo e a taxas de velocidade a serem ampliadas gradualmente.<\/p>\n<p><strong>Regula&ccedil;&atilde;o: separa&ccedil;&atilde;o estrutural e regime p&uacute;blico<\/strong><\/p>\n<p>O governo tamb&eacute;m pretende qualificar a concorr&ecirc;ncia por meio da aprova&ccedil;&atilde;o de regras incidentes sobre as grandes operadoras. Entre elas est&atilde;o a regulamenta&ccedil;&atilde;o do compartilhamento das redes (conhecido tamb&eacute;m como unbundling) e a defini&ccedil;&atilde;o do modelo de custos do tr&aacute;fego de dados. O primeiro vai coibir as concession&aacute;rias na fixa&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os abusivos para o tr&aacute;fego de dados que comercializam. Este &eacute; um grande obst&aacute;culo hoje para os pequenos e m&eacute;dios provedores e mesmo para estados e prefeituras que t&ecirc;m programas de inclus&atilde;o digital. O segundo compreende o c&aacute;lculo sobre quanto custa o tr&aacute;fego de dados por uma dada infraestrutura. Este mecanismo &eacute; condi&ccedil;&atilde;o para que a ag&ecirc;ncia reguladora, Anatel, possa fiscalizar se o pre&ccedil;o cobrado &eacute; justo ou n&atilde;o. Ambas j&aacute; deveriam ter sido regulamentadas pela Anatel h&aacute; anos, mas, por conta da fragilidade e falta de vontade pol&iacute;tica da Ag&ecirc;ncia, ainda n&atilde;o o foram.<\/p>\n<p>Para garantir os objetivos do PNBL, de aumento da competi&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os, estas medidas s&atilde;o importantes, mas insuficientes. Uma sa&iacute;da mais efetiva seria a ado&ccedil;&atilde;o do modelo de separa&ccedil;&atilde;o estrutural entre os detentores da infraestrutura e os prestadores do servi&ccedil;o. Nele, n&atilde;o poderia haver uma empresa que detivesse a rede e prestasse o servi&ccedil;o. Quem optasse pelo neg&oacute;cio da venda de tr&aacute;fego no atacado buscaria comercializar para o maior n&uacute;mero de operadores. J&aacute; quem oferta o servi&ccedil;o teria mais alternativas de fornecedores de dados. Ele j&aacute; &eacute; utilizado no Reino Unido, It&aacute;lia, Nova Zel&acirc;ndia e Su&eacute;cia.<\/p>\n<p>Contudo, a implanta&ccedil;&atilde;o de nenhuma destas medidas ser&aacute; efetiva se o servi&ccedil;o n&atilde;o passar a ser prestado em regime p&uacute;blico. Este, segundo a Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (9.472\/97), &eacute; um enquadramento jur&iacute;dico que deve ser aplicado &agrave;queles servi&ccedil;os considerados essenciais, &ldquo;de interesse coletivo, cuja exist&ecirc;ncia, universaliza&ccedil;&atilde;o e continuidade a pr&oacute;pria Uni&atilde;o comprometa-se a assegurar&rdquo; (Art. 64). Tal defini&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se adequa &agrave; internet em alta velocidade?<\/p>\n<p>O regime p&uacute;blico &eacute; condi&ccedil;&atilde;o para que o Estado tenha condi&ccedil;&otilde;es de assegurar obriga&ccedil;&otilde;es de universaliza&ccedil;&atilde;o, qualidade, velocidade e continuidade, bem como o controle das tarifas. Para al&eacute;m da discuss&atilde;o sobre universaliza&ccedil;&atilde;o j&aacute; colocada, faz-se necess&aacute;rio discutir a qualidade, especialmente a velocidade. Segundo dados do governo federal, a internet no Brasil &eacute; lenta: 33% das conex&otilde;es t&ecirc;m somente at&eacute; 256 kbps e apenas 1% das conex&otilde;es s&atilde;o superiores a 8Mbps.<\/p>\n<p>Como o modelo preconizado pelo PNBL se ap&oacute;ia fortemente na oferta pelo mercado, atribuir esta responsabilidade aos prestadores privados sem determinar regras efetivas que garantam a boa presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o pode ser um tiro no p&eacute;. &Eacute; importante lembrar que as operadoras de Telecom s&atilde;o campe&atilde;s de reclama&ccedil;&otilde;es no Procon. Tamb&eacute;m &eacute; bom recordar a pane recente da Telef&oacute;nica em S&atilde;o Paulo, que deixou a cidade sem telefone e sem internet por dias.<\/p>\n<p><strong>Gest&atilde;o da pol&iacute;tica<\/strong><\/p>\n<p>A gest&atilde;o do Programa ficar&aacute; a cargo do Comit&ecirc; Gestor do Programa de Inclus&atilde;o Digital (CGPID). A op&ccedil;&atilde;o &eacute; interessante, d&aacute; um car&aacute;ter interministerial e coloca o n&uacute;cleo da condu&ccedil;&atilde;o do PNBL dentro da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. Junto ao Comit&ecirc;, o governo anunciou a cria&ccedil;&atilde;o de um F&oacute;rum Brasil Digital, com a presen&ccedil;a de representantes do poder p&uacute;blico, associa&ccedil;&otilde;es representativas das operadoras comerciais do setor e entidades da sociedade civil. A iniciativa &eacute; importante. <\/p>\n<p>Preocupa o fato de n&atilde;o haver qualquer men&ccedil;&atilde;o a ela no Decreto 7.175. O F&oacute;rum n&atilde;o pode ser uma inst&acirc;ncia informal, mas um &oacute;rg&atilde;o institucionalizado. Para al&eacute;m disso, &eacute; necess&aacute;rio fazer uma reflex&atilde;o sobre sua composi&ccedil;&atilde;o. A sociedade civil deve ter participa&ccedil;&atilde;o majorit&aacute;ria, j&aacute; que re&uacute;ne, de diversas formas, os sujeitos do direito a ser assegurado por meio das a&ccedil;&otilde;es do PNBL. Uma presen&ccedil;a excessiva das operadoras privadas traz o risco de captura do FBD, ao permitir a elas regulem seu pr&oacute;prio neg&oacute;cio.<\/p>\n<p><strong>Para al&eacute;m do acesso<\/strong><\/p>\n<p>Outra melhoria importante a ser feita no Programa &eacute; o equil&iacute;brio entre suas v&aacute;rias dimens&otilde;es. Corretamente, ele encara o problema do acesso com foco na infraestrutura para permitir uma oferta mais acess&iacute;vel. Mas a democratiza&ccedil;&atilde;o da internet n&atilde;o se esgota no simples acesso &agrave; ela. Diferente de outros meios, a internet permite uma intera&ccedil;&atilde;o maior. Por isso, t&atilde;o importante quanto &eacute; a pol&iacute;tica para a produ&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos que garanta instrumentos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o para poder entrar no mundo digital n&atilde;o apenas como consumidores, mas como sujeitos da Rede Mundial de Computadores. <\/p>\n<p>Esta discuss&atilde;o est&aacute; prevista dentro de um grupo tem&aacute;tico a ser criado no CGPID, sob coordena&ccedil;&atilde;o dos minist&eacute;rios da Educa&ccedil;&atilde;o e da Cultura. Este &uacute;ltimo j&aacute; vem discutindo uma pol&iacute;tica de conte&uacute;dos digitais. Este tema precisa entrar no debate p&uacute;blico, para que n&atilde;o seja tratado como uma segunda etapa do PNBL, mas como um eixo cuja implanta&ccedil;&atilde;o comece j&aacute; no curto prazo. <\/p>\n<p>Deve fazer parte do esfor&ccedil;o do Programa o Marco Civil em elabora&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. O processo &eacute; rico, pelo seu car&aacute;ter colaborativo. No site <a href=\"http:\/\/culturadigital.br\/marcocivil\/\" target=\"_blank\">culturadigital.br\/marcocivil<\/a>, o anteprojeto de lei &eacute; debatido com qualquer cidad&atilde;o que participar da comunidade. A din&acirc;mica pode ser um exemplo de procedimentos a ser adotado nas outras discuss&otilde;es do PNBL.<\/p>\n<p><em>* Jonas Valente &eacute; jornalista. Membro do Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social e pesquisador do Laborat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas de Comunica&ccedil;&atilde;o da UnB (Lapcom).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decreto que cria Programa Nacional de Banda Larga traz avan&ccedil;os importantes, mas peca pela omiss&atilde;o de quest&otilde;es fulcrais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[56],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24423"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24423"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24423\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28125,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24423\/revisions\/28125"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24423"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24423"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24423"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}