{"id":24416,"date":"2010-05-17T17:33:51","date_gmt":"2010-05-17T17:33:51","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24416"},"modified":"2010-05-17T17:33:51","modified_gmt":"2010-05-17T17:33:51","slug":"a-superinteratividade-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24416","title":{"rendered":"A superinteratividade contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">E-mails para a produ&ccedil;&atilde;o, telefonemas para o locutor, vota&ccedil;&atilde;o para a melhor m&uacute;sica, para a melhor banda, para o melhor &aacute;lbum, para o melhor cantor. Escolha do participante que sai do show de televis&atilde;o, animador que apresenta maior divers&atilde;o em 15 segundos, a menina mais bonita, sugest&atilde;o de temas, v&iacute;deos pela internet, opini&atilde;o via celular. Pautas do leitor, espa&ccedil;o para coment&aacute;rio de not&iacute;cias, promo&ccedil;&otilde;es, blog de fotos on-line para compartilhamento de experi&ecirc;ncias de turismo. Isso tudo e muito mais.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">S&atilde;o tantos os espa&ccedil;os para a dita participa&ccedil;&atilde;o popular nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o que o ouvinte, telespectador ou leitor nem sabe mais como dar conta de tanta interatividade. &Eacute; esse montante de ferramentas e recursos buscados pelos programadores que est&aacute; enterrando o que poderia ser um instrumento de inclus&atilde;o na comunica&ccedil;&atilde;o social.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Esse processo em nada se diferencia de outro j&aacute; muito conhecido pelos estudiosos da comunica&ccedil;&atilde;o: a prolifera&ccedil;&atilde;o demasiada de determinados espa&ccedil;os acaba por apag&aacute;-los por si mesmos. Pode-se considerar tal fen&ocirc;meno, claramente, em rela&ccedil;&atilde;o aos outdoors. J&aacute; n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;os de visibilidade claros dentro da maioria dos ambientes urbanos, mas sim, uma diversidade de cores, formas e mensagens que passam despercebidas e simplesmente acabam por gerar a t&atilde;o conhecida polui&ccedil;&atilde;o visual.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><strong>Novos rumos democratizadores<\/strong><\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Vivencia-se um momento de polui&ccedil;&atilde;o interativa, pode-se dizer. Em busca de entrar em um novo modelo de comunica&ccedil;&atilde;o, propagado, grosso modo, como o formato que mais traz audi&ecirc;ncia atualmente, os comunicadores em geral, e principalmente as empresas de comunica&ccedil;&atilde;o como um todo, promovem o uso da m&iacute;dia como canal interativo.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Pergunta-se, no entanto, que interatividade &eacute; essa? Quem est&aacute; realmente interessado em saber qual a banda mais votada da semana? Ou os sufr&aacute;gios midi&aacute;ticos, intrinsecamente representam alguma modifica&ccedil;&atilde;o na comercializa&ccedil;&atilde;o dos produtos culturais, servindo como pesquisa impl&iacute;cita sobre gostos moment&acirc;neos do p&uacute;blico?<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">&Eacute; preciso deixar claro que n&atilde;o &eacute; essa a interatividade pretendida por quem a entende como fomentadora de cidadania, no sentido de permitir a constru&ccedil;&atilde;o de uma m&iacute;dia pluralista. A intensidade de rea&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico em rela&ccedil;&atilde;o ao que &eacute; ofertado diretamente pelas empresas de m&iacute;dia n&atilde;o contribui em nada para a cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os plurais &ndash; ao fazer uma liga&ccedil;&atilde;o ou enviar um e-mail para qualquer tipo de escolha, o sujeito tem postos diante de si apenas caminhos j&aacute; prontos, sem possibilidades de mudar o que lhe foi ofertado, sem chances de criar novos rumos, democratizadores, para a comunica&ccedil;&atilde;o de massa.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><strong>Do discurso &agrave; a&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Enquanto a popula&ccedil;&atilde;o se acostuma a ouvir um programa de r&aacute;dio interativo e a interagir com TV e jornal, seja via internet ou telefone, os canais de retorno mais comuns atualmente, entende-se que est&aacute; se perdendo o verdadeiro potencial do interativo, que haveria em uma programa&ccedil;&atilde;o aberta &agrave; constru&ccedil;&atilde;o conjunta.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Pensar caminhos para que o interativo n&atilde;o seja mera rea&ccedil;&atilde;o &eacute; uma tarefa &aacute;rdua, por&eacute;m importante e de interesse p&uacute;blico. &Eacute; certo que a personaliza&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos ser&aacute; cada vez maior, tendo em vista as tend&ecirc;ncias individualistas dos tempos modernos, e isso certamente ser&aacute; feito pelas vias comerciais. No entanto, trabalhar conte&uacute;dos de forma que representem a express&atilde;o plural de comunidades, utilizando-os para agrupar e n&atilde;o individualizar os sujeitos, &eacute; um princ&iacute;pio que deve morar no ideal dos estudiosos brasileiros, para que a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seja apenas discurso e possa tamb&eacute;m ser a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">* <em>Val&eacute;rio Brittos &eacute; professor  titular do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o da Unisinos e doutor em Comunica&ccedil;&atilde;o e  Cultura Contempor&acirc;neas pela FACOM &#8211; UFBA. Ana Maria Rosa &eacute; mestranda em Comunica&ccedil;&atilde;o na  Unisinos.<\/em> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o tem apostado em todo o tipo de ferramentas de interatividade com os cidad&atilde;os, mas ser&aacute; que estamos exercendo nossa cidadania com esse tipo de iniciativa?<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[53],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24416"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24416"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24416\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}