{"id":24414,"date":"2010-05-17T17:13:47","date_gmt":"2010-05-17T17:13:47","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24414"},"modified":"2010-05-17T17:13:47","modified_gmt":"2010-05-17T17:13:47","slug":"um-comeco-promissor-para-o-centro-de-estudos-barao-de-itarare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24414","title":{"rendered":"Um come\u00e7o promissor para o Centro de Estudos &#8216;Bar\u00e3o de Itarar\u00e9&#8217;"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">S&atilde;o Paulo &#8211; Quase 300 pessoas, entre comunicadores e lideran&ccedil;as sociais, &ldquo;batizaram&rdquo;, na noite de sexta-feira (14), o Centro de Estudos da M&iacute;dia Alternativa &ldquo;Bar&atilde;o de Itarar&eacute;&rdquo;. Um debate sobre &ldquo;A Cobertura Jornal&iacute;stica da Sucess&atilde;o Presidencial&rdquo; abriu o semin&aacute;rio &ldquo;A M&iacute;dia e as Elei&ccedil;&otilde;es de 2010&rdquo; e marcou o lan&ccedil;amento da entidade, no Sindicato dos Engenheiros de S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">N&atilde;o faltaram den&uacute;ncias, relatos incisivos e at&eacute; autocr&iacute;ticas na atividade &mdash; que confrontou as opini&otilde;es dos jornalistas Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada), Leandro Fortes (CartaCapital), Maria In&ecirc;s Nassif (Valor Econ&ocirc;mico) e Altamiro Borges (Vermelho). Numa das interven&ccedil;&otilde;es mais pol&ecirc;micas, Amorim cobrou os jornalistas independentes que abusam da opini&atilde;o &mdash; mas sonegam not&iacute;cias &mdash; na internet, sobretudo na blogosfera.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">&ldquo;At&eacute; agora, estamos vendendo opini&atilde;o. S&oacute; vamos parar de falar para n&oacute;s mesmos e ampliar quando houver informa&ccedil;&atilde;o. O que decide &eacute; a not&iacute;cia, o hard news. Os blogs sobreviver&atilde;o &agrave; medida que forem mais informa&ccedil;&atilde;o e menos opini&atilde;o&rdquo;, disparou o jornalista do Conversa Afiada &mdash; e tamb&eacute;m da TV Record.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Sobre a grande m&iacute;dia &mdash; ou PiG (Partido da Imprensa Golpista), como costuma dizer &mdash;, Amorim n&atilde;o poupou qualificativos. &ldquo;A m&iacute;dia &eacute; sombria e gordurosa. Os textos do Fernando Henrique Cardoso no Estad&atilde;o est&atilde;o cheios de colesterol&rdquo;, discursou. &ldquo;Mas h&aacute;, em contrapartida, um panorama de sinistro de unanimidade contra o Lula, que perdeu, em seus governos, a oportunidade de criar mecanismos para enfrentar o PiG. O Lula encantou e dobrou o PiG, mas o PiG continua forte.&rdquo;<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">De todo modo, prevaleceram no debate os petardos contra a grande m&iacute;dia e seus expoentes. Leandro Fortes afirmou que o notici&aacute;rio pol&iacute;tico produzido em Bras&iacute;lia &eacute; &ldquo;basicamente uma farsa&rdquo; &mdash; e o Senado, &ldquo;uma casa de comadres, uma pantomima absurda&rdquo;: &ldquo;A quem interessa saber o que o senador &Aacute;lvaro Dias (PSDB-PR), ou o Arthur Virgilio (PSDB-AM), vai falar todos os dias na tribuna?&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Boa parte disso, segundo ele, &eacute; de responsabilidade da pr&oacute;pria categoria de jornalistas. &ldquo;Nem todo mundo que trabalha no PiG est&aacute; ideologicamente aprumado (com os patr&otilde;es), mas &eacute; o pr&oacute;prio jornalista quem faz o jogo sujo hoje&rdquo;, acredita. Fortes desmascarou, ainda, a classe m&eacute;dia brasileira, que, em sua opini&atilde;o, &eacute; &ldquo;iletrada e apavorada&rdquo;, &ldquo;est&aacute; distanciada da sociedade&rdquo; e &ldquo;vive basicamente com o que sai na revista Veja&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">&ldquo;Imaginar os jornais como partidos exige uma articula&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica dos jornalistas, que fazem parte do jogo, do movimento ideol&oacute;gico&rdquo;, concordou Maria In&ecirc;s Nassif. Citando o revolucion&aacute;rio italiano Antonio Gramsci (1891-1937) e o jornalista brasileiro Perseu Abramo (1929-1996), a rep&oacute;rter especial do Valor avan&ccedil;ou na compara&ccedil;&atilde;o entre as estruturas dos partidos e das reda&ccedil;&otilde;es. Enquanto as legendas t&ecirc;m programas, estatutos, filiados, militantes e quadros, os jornais ostentam linha editorial, manual de reda&ccedil;&atilde;o, comando, profissionais fi&eacute;is e leitores.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Para Mania In&ecirc;s, essa configura&ccedil;&atilde;o dita as regras da grande m&iacute;dia nos dias de hoje. &ldquo;Existem explos&otilde;es de p&acirc;nicos, a sensacionaliza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica. Ao recorrer a isso, os jornais falam para setores restritos, n&atilde;o fazem mais a opini&atilde;o p&uacute;blica&rdquo;, diz Maria In&ecirc;s. &ldquo;A internet e a m&iacute;dia alternativa tamb&eacute;m n&atilde;o podem falar para si pr&oacute;prio. T&ecirc;m de ampliar o escopo de cada site.&rdquo;<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">J&aacute; o primeiro presidente do Centro de Estudos da M&iacute;dia Alternativa &ldquo;Bar&atilde;o de Itarar&eacute;&rdquo;, Altamiro Borges, tamb&eacute;m evocou an&aacute;lises de Perseu Abramo e de outros especialistas da m&iacute;dia. &ldquo;O Perseu estava certo ao dizer que a manipula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; na mentira, mas no que voc&ecirc; real&ccedil;a ou oculta da verdade&rdquo;, disse de in&iacute;cio. &ldquo;A m&iacute;dia, como diz muito bem o professor Denis de Moraes, exerce duplo poder &mdash; um econ&ocirc;mico e outro pol&iacute;tico&rdquo;, agregou posteriormente.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Segundo Altamiro, a nova entidade nasce com quatro fun&ccedil;&otilde;es: lutar de forma mais sistematizada e eficiente pela democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o; fortalecer as m&iacute;dias alternativas atuais; investir em pesquisas; e formar comunicadores sob os princ&iacute;pios da emancipa&ccedil;&atilde;o humana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S&atilde;o Paulo &#8211; Quase 300 pessoas, entre comunicadores e lideran&ccedil;as sociais, &ldquo;batizaram&rdquo;, na noite de sexta-feira (14), o Centro de Estudos da M&iacute;dia Alternativa &ldquo;Bar&atilde;o de Itarar&eacute;&rdquo;. 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