{"id":24363,"date":"2010-05-07T19:02:20","date_gmt":"2010-05-07T19:02:20","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24363"},"modified":"2010-05-07T19:02:20","modified_gmt":"2010-05-07T19:02:20","slug":"responsaveis-pelo-pnbl-criticam-postura-das-teles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24363","title":{"rendered":"Respons\u00e1veis pelo PNBL criticam postura das teles"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">No dia seguinte ao an&uacute;ncio oficial da cria&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o principal defensor de que a estatal Telebr&aacute;s volte ao mercado de telecomunica&ccedil;&otilde;es como ve&iacute;culo de amplia&ccedil;&atilde;o da concorr&ecirc;ncia na banda larga divulgou um artigo refor&ccedil;ando os pilares do programa. No texto, publicado nesta quinta-feira, 6, no jornal Folha de S.Paulo, o secret&aacute;rio de Log&iacute;stica e Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio do Planejamento, Rog&eacute;rio Santanna, critica a alta concentra&ccedil;&atilde;o estabelecida nas telecomunica&ccedil;&otilde;es e diz que apenas a inclus&atilde;o digital da Na&ccedil;&atilde;o garantir&aacute; o desenvolvimento econ&ocirc;mico necess&aacute;rio para o Brasil. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">A antecipa&ccedil;&atilde;o &agrave;s cr&iacute;ticas com a publica&ccedil;&atilde;o do artigo por Santanna n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica estrat&eacute;gia do governo de defesa do PNBL. Na coletiva &agrave; imprensa de lan&ccedil;amento do PNBL, a c&uacute;pula do governo respons&aacute;vel pelo plano ironizou a oferta da Oi de assumir a conex&atilde;o final de banda larga no plano. &quot;A iniciativa da Oi foi positiva, dos provedores tamb&eacute;m. O mercado est&aacute; se mexendo e vendo que do jeito que est&aacute; n&atilde;o d&aacute; pra ficar&quot;, afirmou Cezar Alvarez, coordenador do PNBL. &quot;Mas n&oacute;s n&atilde;o conseguimos entender de onde sa&iacute;ram os custos que foram apresentados; os dados n&atilde;o est&atilde;o claros&quot;, alfinetou mais tarde. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">A falta de transpar&ecirc;ncia nos custos calculados pelo governo vinha sendo o principal alvo de cr&iacute;ticas das empresas, da&iacute; a ironia no coment&aacute;rio de Alvarez. A Oi pediu ao governo R$ 27 bilh&otilde;es em est&iacute;mulos e benef&iacute;cios para atender a meta do governo no PNBL. O governo, por sua vez, anunciou que o plano ter&aacute; um custo total de R$ 5,7 bilh&otilde;es, sendo que apenas R$ 3,2 bilh&otilde;es dever&atilde;o ser aportados diretamente pelo Tesouro Nacional. O restante dos investimentos seria feito pela pr&oacute;pria Telebr&aacute;s, quando a estatal come&ccedil;ar a dar lucro. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><strong>Desenvolvimento <\/strong><\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Em seu artigo na Folha de S. Paulo, um dos aspectos destacados pelo secret&aacute;rio Rog&eacute;rio Santanna &eacute; o forte crescimento da classe m&eacute;dia brasileira entre 2003 e 2008. Nesse per&iacute;odo, 24 milh&otilde;es de pessoas tiveram sua renda ampliada, compondo agora a classe C da pir&acirc;mide econ&ocirc;mica brasileira. &quot;Por&eacute;m, apesar dessas e de outras conquistas, que melhoraram a vida do brasileiro e o grau de confiabilidade dos investimentos estrangeiros, ainda n&atilde;o superamos o desafio de incluir os cidad&atilde;os na sociedade da informa&ccedil;&atilde;o e do conhecimento&quot;, avalia. &quot;A maioria desses servi&ccedil;os &eacute; prestada por apenas tr&ecirc;s empresas, que det&ecirc;m 86% do mercado brasileiro e visam as classes A e B&quot;.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Segundo o secret&aacute;rio, o potencial de expans&atilde;o da banda larga &eacute; enorme, ainda mais considerando que hoje ela &eacute; &quot;cara, de baixa velocidade e concentrada em regi&otilde;es de alta renda&quot;. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; velocidade &#8211; principal alvo das cr&iacute;ticas atuais ao PNBL, que planeja viabilizar pacotes de 512 kbps, o que n&atilde;o seria considerado &quot;banda larga&quot; -, o artigo traz uma pondera&ccedil;&atilde;o que revela que, mesmo no mercado atendido pelas empresas privadas, o servi&ccedil;o n&atilde;o atinge velocidades altas. &quot;As velocidades de banda disponibilizadas s&atilde;o, em 90% dos casos, inferiores a um megabit&quot;. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><strong>Conceito de banda <\/strong><\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">N&atilde;o h&aacute; um consenso entre os &oacute;rg&atilde;os internacionais sobre quais velocidades s&atilde;o consideradas de banda larga. A Uni&atilde;o Internacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (UIT) recomenda que esta classifica&ccedil;&atilde;o se aplique &agrave; conex&otilde;es entre 1,5 Mbps a 2 Mpbs. A Federal Communications Commission (FCC) considera &quot;banda larga&quot; as conex&otilde;es acima de 768 kbps. J&aacute; a Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE) admite que qualquer conex&atilde;o acima de 256 kbps s&atilde;o de alta velocidade. Aqui no Brasil, na falta de uma defini&ccedil;&atilde;o clara, seria admitido como banda larga toda e qualquer conex&atilde;o &agrave; Internet acima do dial up (64 kbps). <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><strong>Servi&ccedil;os p&uacute;blicos <\/strong><\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Um outro argumento bastante usado pelos representantes do governo que constru&iacute;ram o plano &eacute; a dificuldade de o pr&oacute;prio Estado assegurar servi&ccedil;os p&uacute;blicos por conta da falta de conectividade. Em seu artigo, Santanna repisa esse aspecto, argumentando que a m&aacute;quina p&uacute;blica precisa se modernizar mas, sem essa oferta de servi&ccedil;o, essa evolu&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito burocr&aacute;tico fica comprometida. &quot;Como o governo vai cumprir seu compromisso social com os trabalhadores de garantir aposentadoria em at&eacute; 30 minutos, se a banda larga n&atilde;o estiver em todos os munic&iacute;pios? Como poder&aacute; massificar o uso da nota eletr&ocirc;nica com as atuais defici&ecirc;ncias nessa &aacute;rea?&quot;, questiona o secret&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Para Santanna, o mercado j&aacute; provou que n&atilde;o consegue expandir o servi&ccedil;o de banda larga. &quot;O pequeno n&uacute;mero de cidades em que h&aacute; concorr&ecirc;ncia na banda larga mostra que, sozinho, o mercado n&atilde;o ir&aacute; resolver esse problema&quot;, afirma. Existiria, na vis&atilde;o do secret&aacute;rio, uma &quot;resist&ecirc;ncia natural&quot; &agrave; expans&atilde;o da Internet no pa&iacute;s por parte das concession&aacute;rias. Isso porque a oferta de banda larga viabiliza outras formas de comunica&ccedil;&atilde;o de voz, o que pode gerar uma redu&ccedil;&atilde;o na receita dessas empresas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia seguinte ao an&uacute;ncio oficial da cria&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o principal defensor de que a estatal Telebr&aacute;s volte ao mercado de telecomunica&ccedil;&otilde;es como ve&iacute;culo de amplia&ccedil;&atilde;o da concorr&ecirc;ncia na banda larga divulgou um artigo refor&ccedil;ando os pilares do programa. 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