{"id":24359,"date":"2010-05-07T18:37:09","date_gmt":"2010-05-07T18:37:09","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24359"},"modified":"2010-05-07T18:37:09","modified_gmt":"2010-05-07T18:37:09","slug":"veja-foi-indispensavel-para-construir-o-neoliberalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24359","title":{"rendered":"&#8220;Veja foi indispens\u00e1vel para construir o neoliberalismo&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A professora do curso de Hist&oacute;ria da Universidade Estadual do Oeste do Paran&aacute; (Unioeste) Carla Luciana Silva passou meses dedicando-se a leitura paciente de pilhas de edi&ccedil;&otilde;es antigas da revista <em>Veja. <\/em><span style=\"font-style: normal\">A an&aacute;lise tornou-se uma tese de doutorado, defendida na Universidade Federal Fluminense, e agora, em livro.  &ldquo;<\/span>Veja: o indispens&aacute;vel partido neoliberal (1989-2002)&rdquo; (Edunioeste, 2009, 258 p&aacute;ginas) &eacute; o registro do papel assumido pela principal revista do Grupo Abril na constru&ccedil;&atilde;o do neoliberalismo no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>A hip&oacute;tese defendida pela professora Carla &eacute; que a revista atuou como agente partid&aacute;rio que colaborou com a constru&ccedil;&atilde;o da hegemonia neoliberal no Brasil. Carla deixa claro que a revista n&atilde;o fez o trabalho sozinha, mas em conson&acirc;ncia com outros ve&iacute;culos privados. Por&eacute;m, teve certo protagonismo, at&eacute; pelo n&uacute;mero m&eacute;dio de leitores que tinha na &eacute;poca &ndash; 4 milh&otilde;es, afirma Carla em seu livro. <\/p>\n<p>&ldquo;A revista teve papel privilegiado na constru&ccedil;&atilde;o de consenso em torno das pr&aacute;ticas neoliberais ao longo de toda a d&eacute;cada. Essas pr&aacute;ticas abrangem o campo pol&iacute;tico, mas n&atilde;o se restringem a ele. Dizem respeito &agrave;s t&eacute;cnicas de gerenciamento do capital, e &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma vis&atilde;o de mundo necess&aacute;ria a essas pr&aacute;ticas, atingindo o lado mais expl&iacute;cito, produtivo, mas tamb&eacute;m o lado ideol&oacute;gico do processo&rdquo;, afirma trecho do livro.<\/p>\n<p>O livro pode ser adquirido diretamente com a autora, atrav&eacute;s do email <a href=\"mailto:carlalssilva@uol.com.br\">carlalssilva@uol.com.br<\/a><a href=\"mailto:carlalssilva@uol.com.br\"><\/p>\n<p><\/a><strong>Sobre o t&iacute;tulo do livro, porque &ldquo;indispens&aacute;vel&rdquo;? &Eacute; uma brincadeira com o slogan da <\/strong><em><strong>Veja <\/strong><\/em><strong>ou reflete a import&acirc;ncia da revista para o avan&ccedil;o do neoliberalismo no Brasil? <br \/><\/strong>O t&iacute;tulo &eacute; uma alus&atilde;o ao slogan da revista e ao mesmo tempo nos lembra que ela foi um sujeito pol&iacute;tico importante na constru&ccedil;&atilde;o do neoliberalismo. A grande imprensa brasileira foi indispens&aacute;vel para que o neoliberalismo tenha sido constru&iacute;do da forma que o foi. A <em>Veja <\/em>diz ser indispens&aacute;vel para o pa&iacute;s que queremos ser. A pergunta &eacute;: quem est&aacute; inclu&iacute;do nesse &ldquo;n&oacute;s&rdquo; oculto? A classe trabalhadora &eacute; que n&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Quais os interesses defendidos por <\/strong><em><strong>Veja<\/strong><\/em><strong>?<\/strong><br \/>Os interesses s&atilde;o os dominantes como um todo, mais especificamente os da burguesia financeira e dos anunciantes multinacionais. Em que pese o discurso de defesa da liberdade de express&atilde;o articulado &agrave; publicidade, o que importa pra revista s&atilde;o os interesses em torno da reprodu&ccedil;&atilde;o capitalista. A revista busca se mostrar como independente, o que se daria atrav&eacute;s de sua verba publicit&aacute;ria. &Eacute; fato que a revista tem uma verba invej&aacute;vel, mas isso n&atilde;o a transforma no Quarto Poder, que vigiaria os demais de forma neutra. Ao mesmo tempo em que ela &eacute; portadora de interesses sociais, faz parte da sociedade, a sua vigil&acirc;ncia &eacute; totalmente delimitada pela conjuntura e correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as espec&iacute;fica. O exemplo mais claro s&atilde;o as den&uacute;ncias de corrup&ccedil;&atilde;o e forma amb&iacute;gua com que <em>Veja<\/em> tratou o governo Collor, o que discuto detidamente no livro.<\/p>\n<p><strong>Isso significa defender atores e grupos espec&iacute;ficos? E, ao longo dos anos, estes atores mudam?<br \/><\/strong>Essa pergunta &eacute; mais dif&iacute;cil de responder, requer uma leitura atenta, a cada momento hist&oacute;rico especifico. A revista n&atilde;o &eacute; por defini&ccedil;&atilde;o, governista [no per&iacute;odo estudado]. Ela &eacute; defensora de programas de a&ccedil;&atilde;o. No per&iacute;odo analisado (1989-2002), sua a&ccedil;&atilde;o esteve muito pr&oacute;xima do programa do F&oacute;rum Nacional [<a href=\"http:\/\/www.forumnacional.org.br\" target=\"_blank\">www.forumnacional.org.br<\/a>] de Jo&atilde;o Paulo dos Reis Velloso. Ela busca convencer n&atilde;o apenas seus leitores comuns, mas a sociedade pol&iacute;tica como um todo e tamb&eacute;m os gerentes capitalistas.<\/p>\n<p><span style=\"font-style: normal\"><strong>E que rela&ccedil;&atilde;o <\/strong><\/span><em><strong>Veja <\/strong><\/em><span style=\"font-style: normal\"><strong>estabelece com grupos estrangeiros?<\/strong><\/span><br \/>Essa &eacute; outra pergunta que requer aten&ccedil;&atilde;o e mais estudos. O Grupo Abril n&atilde;o &eacute; um grupo &ldquo;nacional&rdquo;. Suas empresas t&ecirc;m participa&ccedil;&atilde;o direta de capital e administra&ccedil;&atilde;o estrangeira. Primeiro, &eacute; importante ter claro que o Grupo Abril n&atilde;o se restringe a suas publica&ccedil;&otilde;es. A editora se divide em v&aacute;rias empresas, sendo que a Abril &eacute; majoritariamente propriedade do grupo Naspers, dono do Buscap&eacute; [site de compara&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os] e de empresas espalhadas pelo mundo todo, da R&uacute;ssia &agrave; Tail&acirc;ndia. Essa luta pela abertura de capital [no setor das comunica&ccedil;&otilde;es] foi permanente ao longo dos anos 1990 e a Abril foi o primeiro grande conglomerado [de comunica&ccedil;&atilde;o] brasileiro a abrir seu capital legalmente. &Eacute; bom lembrar que o grupo tem investido bastante tamb&eacute;m na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o, e por isso a privatiza&ccedil;&atilde;o do ensino continua sendo uma meta a atingir.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\"><strong>Aconteceram v&aacute;rias edi&ccedil;&otilde;es do &ldquo;F&oacute;rum Nacional&rdquo; no per&iacute;odo em que faz sua an&aacute;lise. Por que <\/strong><em><strong>Veja <\/strong><\/em><strong>defendeu com tanto afinco as resolu&ccedil;&otilde;es, especialmente econ&ocirc;micas, sa&iacute;das desse F&oacute;rum?<br \/><\/strong>O F&oacute;rum Nacional tem v&aacute;rios t&iacute;tulos. Eles [os integrantes do F&oacute;rum] foram se colocando ao longo dos anos, desde 1988, como intelectuais que pensam o Brasil e defendem programas de a&ccedil;&atilde;o &ndash; as formas espec&iacute;ficas de constru&ccedil;&atilde;o de um projeto s&oacute;cio-econ&ocirc;mico, que mudaram ao longo dessas duas d&eacute;cadas. N&atilde;o existe um v&iacute;nculo org&acirc;nico da revista com o F&oacute;rum, ao menos n&atilde;o o comprovamos, mas existe uma afinidade de programa de a&ccedil;&atilde;o. A tentativa de reforma da Constitui&ccedil;&atilde;o em 1993 foi um bom exemplo, conforme desenvolvo no livro. <\/p>\n<p><strong>No livro, voc&ecirc; aponta que a Veja &ldquo;comprou&rdquo; as id&eacute;ias no F&oacute;rum Nacional, transformando-as numa verdadeira cartilha econ&ocirc;mica para salvar o Brasil no come&ccedil;o dos anos 90. Quais seriam os principais t&oacute;picos desta &ldquo;cartilha&rdquo;?<br \/><\/strong>O F&oacute;rum Nacional surgiu em 1988 como uma forma de organizar o pensamento e a&ccedil;&atilde;o dominante. Ele se constituiu um verdadeiro aparelho privado de hegemonia, buscando apontar caminhos para a forma da hegemonia nos anos 1990. E existe at&eacute; hoje, fazendo o mesmo. Portanto, ele n&atilde;o &eacute; apenas uma f&oacute;rmula econ&ocirc;mica, mas de economia pol&iacute;tica. Tratou de temas relevantes como &ldquo;modernidade e pobreza&rdquo;, &ldquo;Plano Real&rdquo;, &ldquo;Seguran&ccedil;a&rdquo;, &ldquo;estrat&eacute;gia industrial&rdquo;, &ldquo;pol&iacute;tica internacional&rdquo;, sempre trazendo intelectuais considerados <em>&ldquo;top&rdquo;<\/em> do pensamento hegem&ocirc;nico para ver, a partir de suas pesquisas, quais caminhos deveriam ser seguidos, n&atilde;o apenas pelos governos, mas tamb&eacute;m pela sociedade pol&iacute;tica, ditando os rumos da economia.<\/p>\n<p><strong>Essa &ldquo;cartilha&rdquo; econ&ocirc;mica foi atualizada? Voc&ecirc; se recorda de alguma campanha recente em que a revista tenha tomado a frente? <br \/><\/strong>A atualiza&ccedil;&atilde;o &eacute; constante, mas n&atilde;o &eacute; uma cartilha. O F&oacute;rum e a revista s&atilde;o independentes um do outro, ao que parece, n&atilde;o h&aacute; um vinculo org&acirc;nico. Mas <em>Veja <\/em>assumiu v&aacute;rias campanhas, sendo a principal delas a manuten&ccedil;&atilde;o do programa econ&ocirc;mico de Fernando Henrique durante todo o governo Lula. A blindagem feita ao presidente Lula da Silva foi imensa, especialmente se compararmos com o que foi feito do caso do mensal&atilde;o ao que ocorreu no governo Fernando Collor. O que explica isso parece ser claramente a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica [de FHC e reproduzida por Lula] que garantiu lucros enormes aos bancos e a livre circula&ccedil;&atilde;o de capitais, al&eacute;m de outras pol&iacute;ticas complementares.<\/p>\n<p><strong>Qual foi a import&acirc;ncia da revista para a corrente neoliberal desde Collor? D&aacute; para mensurar? <\/strong><br \/>Foi muito importante, mas n&atilde;o d&aacute; pra mensurar. &Eacute; importante que tenhamos claro que o neoliberalismo n&atilde;o &eacute; uma cartilha, por mais que se baseie em documentos como o Consenso de Washington, por exemplo. Ele n&atilde;o foi &ldquo;aplicado&rdquo;. Foi constru&iacute;do como projeto de hegemonia desde os anos 1980. A grande imprensa participou da efetiva&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de consenso fundamentais: as privatiza&ccedil;&otilde;es, o ataque ao servi&ccedil;o p&uacute;blico, a suposta fal&ecirc;ncia do Estado. &Eacute; importante olharmos hoje, p&oacute;s crise de 2008, para ver que muitos desses preceitos s&atilde;o defendidos como sa&iacute;da da crise.<\/p>\n<p><strong>Qual a import&acirc;ncia de Veja para as privatiza&ccedil;&otilde;es?<br \/><\/strong>Dif&iacute;cil medir dessa forma. Posso falar da import&acirc;ncia das privatiza&ccedil;&otilde;es para <em>Veja<\/em>: elas precisavam acontecer de qualquer forma. E isso era um compromisso com o projeto que representava e com os seus interesses capitalistas espec&iacute;ficos, do Grupo Abril. &Eacute; bom lembrar que a cria&ccedil;&atilde;o de consenso em torno desse ideal foi importante para que o grupo pudesse abrir seu capital oficialmente ao capital externo.<\/p>\n<p><em><strong>Veja <\/strong><\/em><strong>deixa de ser neoliberal para ser neoconservadora? Digamos assim, amplia sua atua&ccedil;&atilde;o do debate econ&ocirc;mico, fundamental &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o do neoliberalismo, e passar a fazer campanhas tamb&eacute;m em outras pautas conservadoras?<br \/><\/strong>N&atilde;o vejo essa distin&ccedil;&atilde;o. Neoliberalismo foi um projeto de hegemonia, uma forma de estabelecer consenso em torno de pr&aacute;ticas sociais espec&iacute;ficas. A forma do capitalismo imperialista, portanto, n&atilde;o se restringe &agrave; economia. A pol&iacute;tica conservadora sempre esteve presente no neoliberalismo, haja visto a experi&ecirc;ncia de [Ronald] Reagan [presidente dos Estados Unidos] e [Margareth] Thatcher [primeira-ministra da Gr&atilde;-Bretanha], a destrui&ccedil;&atilde;o do movimento sindical, a imposi&ccedil;&atilde;o do chamado pensamento &uacute;nico. Por esse caminho chegou-se a dizer que a hist&oacute;ria tinha acabado e que a luta de classes n&atilde;o fazia mais sentido. Os movimentos sociais foram duramente reprimidos e, al&eacute;m disso, se buscou construir consenso em torno de sua fal&ecirc;ncia, o que foi acompanhado pelo transformismo dos principais partidos de esquerda, especialmente no Brasil. O que vemos hoje &eacute; a continuidade dessa pol&iacute;tica. Os dados dos movimentos sociais denunciam permanentemente o quanto tem aumentado a sua criminaliza&ccedil;&atilde;o ao passo que os incentivos ao grande capital do agrobusiness s&oacute; aumenta.<\/p>\n<p><strong>Existem diferen&ccedil;as muito contundentes entre a <\/strong><em><strong>Veja<\/strong><\/em><strong> de 89, a de 2002 e a de hoje?<\/strong> <br \/>H&aacute; diferen&ccedil;as claro. Havia, em 1989, um grau um pouco mais elevado de compromisso com not&iacute;cias, com investiga&ccedil;&otilde;es jornal&iacute;sticas, o que parece ter se perdido totalmente ao longo dos anos. A revista se tornou uma difusora de propagandas, tanto de governos como de produtos (basta ver as capas sobre Viagra ou cirurgias pl&aacute;sticas).<\/p>\n<p><strong>J&aacute; nos primeiros cap&iacute;tulos do livro, voc&ecirc; chama aten&ccedil;&atilde;o para o fato de Veja ser muito did&aacute;tica e panflet&aacute;ria quanto ao liberalismo. Ela deixou de fazer apologia ao neoliberalismo de maneira t&atilde;o clara?<br \/><\/strong>Teria que analisar mais detidamente. Essa &eacute; uma coisa importante: sentar e ler detidamente, semanas a fio, pra podermos concluir de forma mais segura a posi&ccedil;&atilde;o da revista.<\/p>\n<p><strong>Em algum momento do per&iacute;odo analisado a revista foi muito atacada por alguma cobertura espec&iacute;fica?<br \/><\/strong>Sim, a revista teve embates, especialmente com a <em>Isto&Eacute; <\/em>e, posteriormente, com a <em>Carta Capital<\/em>. Essas revistas talvez tenham ajudado a tirar uma ou outra assinatura de <em>Veja <\/em>em conjunturas especiais. O caso Collor n&atilde;o &eacute; simples como parece. A revista <em>Veja<\/em> fazia campanha nas capas mostrando o movimento das ruas e dentro do editorial ia dizendo que o governo deveria ser mantido em nome da governabilidade. Foi quando isso se tornou insustent&aacute;vel que ela defendeu a renuncia do presidente (e n&atilde;o o impeachment). Mas depois, construiu uma bela campanha publicit&aacute;ria. A Abril colocou luzes verde amarela em seus pr&eacute;dios, lan&ccedil;ou boton comemorativo, pra construir mem&oacute;ria, dizer que foi ela que derrubou o Collor. O importante &eacute; a gente perceber que n&atilde;o &eacute; esse o movimento mais importante. O importante &eacute; a gente ter instrumentos contra hegem&ocirc;nicos que nos permitam construir uma vis&atilde;o efetivamente critica do que est&aacute; acontecendo. &Eacute; importante ressaltar que ela [<em>Veja<\/em>] sempre fala como se fosse a porta-voz dos interesses da na&ccedil;&atilde;o, do pa&iacute;s, da sociedade, e como se n&atilde;o fosse ela portadora de interesses de classe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Historiadora fala sobre livro em que analisa o protagonismo da revista na defesa dos valores neoliberais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1318],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24359"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24359"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24359\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}