{"id":24355,"date":"2010-05-07T15:42:07","date_gmt":"2010-05-07T15:42:07","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24355"},"modified":"2010-05-07T15:42:07","modified_gmt":"2010-05-07T15:42:07","slug":"organizacoes-apresentam-principios-para-a-universalizacao-da-banda-larga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24355","title":{"rendered":"Organiza\u00e7\u00f5es apresentam princ\u00edpios para a universaliza\u00e7\u00e3o da banda larga"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Na reuni&atilde;o que se realiza na tarde de hoje (7) com os respons&aacute;veis pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) no governo, representantes de organiza&ccedil;&otilde;es e movimentos sociais entregar&atilde;o uma carta em que enumeram doze pontos que consideram fundamentais em uma pol&iacute;tica p&uacute;blica para a &aacute;rea. O texto &eacute; assinado por 35 entidades.<\/p>\n<p>A carta sa&uacute;da o an&uacute;ncio do PNBL como uma mostra de que o Estado brasileiro percebeu a &ldquo;necessidade urgente de a&ccedil;&otilde;es do poder p&uacute;blico para enfrentar a grave desigualdade existente hoje no que diz respeito &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de acesso &agrave; banda larga no pa&iacute;s&rdquo;. Por&eacute;m, ressalta que as medidas, ainda que positivas, s&atilde;o insuficientes. <\/p>\n<p>Em especial, o texto ressalta o tempo todo a quest&atilde;o da universaliza&ccedil;&atilde;o, em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; &ldquo;massifica&ccedil;&atilde;o&rdquo; proposta pelo plano. Outro ponto importante &eacute; a caracteriza&ccedil;&atilde;o da banda larga como fundamental &agrave; efetiva&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos, em especial do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, as entidades tamb&eacute;m apontam a necessidade de o servi&ccedil;o ser prestado em regime p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Veja a &iacute;ntegra da carta:<\/p>\n<p>&ldquo;<strong>Plano Nacional de Banda Larga: importante, mas n&atilde;o suficiente<\/strong><\/p>\n<p>A proposta do Plano Nacional de Banda Larga anunciada no dia 5 de maio marca o reconhecimento do Estado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; necessidade urgente de a&ccedil;&otilde;es do poder p&uacute;blico para enfrentar a grave desigualdade existente hoje no que diz respeito &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de acesso &agrave; banda larga no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>As organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil abaixo-assinadas sa&uacute;dam a iniciativa e reconhecem as medidas ali contidas, inclusive o fortalecimento da Telebr&aacute;s, como um passo importante &ndash; ainda que n&atilde;o suficiente &ndash; para a democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso. Entendemos que qualquer pol&iacute;tica p&uacute;blica para banda larga deve estar baseada na garantia da universaliza&ccedil;&atilde;o, da qualidade e da continuidade do servi&ccedil;o, promovendo a acessibilidade econ&ocirc;mica a partir do reconhecimento das desigualdades sociais, de g&ecirc;nero e &eacute;tnico-raciais do pa&iacute;s. <\/p>\n<p>Mais do que um simples servi&ccedil;o, a internet &eacute; uma rede que integra diferentes modalidades de servi&ccedil;os e funciona como um espa&ccedil;o de converg&ecirc;ncia de distintas perspectivas sociais, culturais, pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas. O acesso &agrave; internet em alta velocidade &eacute; hoje essencial para a efetiva&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos e da democracia e para a realiza&ccedil;&atilde;o plena da diversidade cultural brasileira, ao possibilitar a afirma&ccedil;&atilde;o das identidades locais e regionais e o interc&acirc;mbio entre as diferentes culturas. <\/p>\n<p>A despeito de sua import&acirc;ncia estrat&eacute;gica, o acesso &agrave; banda larga no Brasil &eacute; hoje limitado a 20% das resid&ecirc;ncias. O servi&ccedil;o &eacute; caro e ruim, como indica o alto n&uacute;mero de reclama&ccedil;&otilde;es a entidades de defesa do consumidor. Dados da Uni&atilde;o Internacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es mostram que, em 2009, os custos com acesso &agrave; banda larga representaram em m&eacute;dia 4,58% da renda per capita do brasileiro, valor alt&iacute;ssimo em compara&ccedil;&atilde;o a pa&iacute;ses de realidade similar. Os dados demonstram que o modelo atual, baseado unicamente nas regras de mercado, n&atilde;o d&aacute; conta de responder &agrave;s necessidades do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Reconhecemos como positiva a implementa&ccedil;&atilde;o de um processo permanente e salientamos a necessidade da participa&ccedil;&atilde;o ativa da sociedade civil no acompanhamento e fiscaliza&ccedil;&atilde;o da execu&ccedil;&atilde;o do Plano. Neste processo, &eacute; fundamental que sejam reconhecidas as articula&ccedil;&otilde;es em curso, como o desenvolvimento do marco civil da Internet e a reforma da Lei de Direitos Autorais e o ac&uacute;mulo de debates pr&eacute;vios em espa&ccedil;os participativos, especialmente nas Confer&ecirc;ncias Nacionais de Comunica&ccedil;&atilde;o e Cultura e no F&oacute;rum de Cultura Digital. Com refer&ecirc;ncia neste ac&uacute;mulo, entendemos que o Plano deve se basear nas seguintes diretrizes:<\/p>\n<p>1. Considerar o acesso &agrave; internet banda larga como um direito fundamental e um servi&ccedil;o p&uacute;blico, a ser garantido pelo Estado e prestado em regime p&uacute;blico, por empresas e entidades p&uacute;blicas e privadas;<\/p>\n<p>2. Garantir a universaliza&ccedil;&atilde;o do acesso residencial &agrave; banda larga, na perspectiva de efetivar o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, com a oferta do servi&ccedil;o em condi&ccedil;&otilde;es acess&iacute;veis para o conjunto da popula&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>3. Estabelecer controle sobre as tarifas de modo a tornar vi&aacute;vel o acesso a toda popula&ccedil;&atilde;o, garantindo a gratuidade do servi&ccedil;o sempre que necess&aacute;rio e a n&atilde;o discrimina&ccedil;&atilde;o de tarifas entre os usu&aacute;rios;<\/p>\n<p>4. Promover a concorr&ecirc;ncia efetiva entre operadoras na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, inclusive por meio do provimento direto por empresas p&uacute;blicas e da parceria destas com pequenos provedores, garantindo acesso n&atilde;o discriminat&oacute;rio e competitivo &agrave; infraestrutura das operadoras;<\/p>\n<p>5. Definir pol&iacute;ticas integradas entre Uni&atilde;o, estados e munic&iacute;pios de modo a otimizar o uso da infraestrutura f&iacute;sica e l&oacute;gica e viabilizar a amplia&ccedil;&atilde;o da oferta p&uacute;blica de banda larga com o uso de diferentes tecnologias, inclusive por meio da reserva de espa&ccedil;o eletromagn&eacute;tico livre de licen&ccedil;as para aplica&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias;<\/p>\n<p>6. Proporcionar espa&ccedil;os de acesso p&uacute;blico e comunit&aacute;rio gratuito e sem restri&ccedil;&otilde;es quanto ao tipo de uso, inclusive por meio do fomento a redes abertas;<\/p>\n<p>7. Determinar par&acirc;metros obrigat&oacute;rios de continuidade e qualidade do servi&ccedil;o, em especial em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; velocidade de acesso e ao dever de informa&ccedil;&atilde;o ao consumidor;<\/p>\n<p>8. Proteger o direito &agrave; liberdade de express&atilde;o, &agrave; privacidade, &agrave; prote&ccedil;&atilde;o de dados pessoais, &agrave; neutralidade de rede de todos os usu&aacute;rios e usu&aacute;rias e &agrave; acessibilidade de pessoas com defici&ecirc;ncia;<\/p>\n<p>9. Estimular o uso da rede para produ&ccedil;&atilde;o, compartilhamento e distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do informativo e cultural, visando &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e da cultura;<\/p>\n<p>10. Implementar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de promo&ccedil;&atilde;o da cultura digital e est&iacute;mulo ao uso da rede para fins educacionais, cient&iacute;ficos e culturais;<\/p>\n<p>11. Fortalecer instrumentos de regula&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o por parte do poder p&uacute;blico, com amplia&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o social, garantia de independ&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o aos agentes de mercado e capacidade de atua&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida e eficaz;<\/p>\n<p>12. Promover a inova&ccedil;&atilde;o com base em uma pol&iacute;tica de fomento &agrave; pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologia nacional para hardwares e softwares livres.<\/p>\n<p>Acreditamos que a observa&ccedil;&atilde;o desses princ&iacute;pios e diretrizes pode garantir uma pol&iacute;tica de banda larga efetivamente inclusiva e sustentada no interesse p&uacute;blico. <\/p>\n<p>Bras&iacute;lia, 7 de maio de 2010<\/p>\n<p>ABCCom &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Canais Comunit&aacute;rios<br \/>ABRA&Ccedil;O &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional das R&aacute;dios Comunit&aacute;rias <br \/>AMARC Brasil &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Mundial de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias<br \/>ANEATE &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional das Entidades de Artistas e T&eacute;cnicos em Espet&aacute;culos de Divers&atilde;o<br \/>Casa de Cultura Digital<br \/>Campanha Quem Financia a Baixaria &eacute; Contra a Cidadania<br \/>Centro de Estudos da M&iacute;dia Alternativa &quot;Bar&atilde;o de Itarar&eacute;<br \/>CFP &ndash;  Conselho Federal de Psicologia<br \/>COJIRA &#8211; Comiss&atilde;o de Jornalistas pela Igualdade Racial (DF, RJ, BA, AL, PB e SP)<br \/>CTB &#8211; Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil<br \/>CUT &ndash; Central &Uacute;nica dos Trabalhadores<br \/>Federa&ccedil;&atilde;o dos Banc&aacute;rios da Bahia e Sergipe<br \/>FENAJ &ndash; Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas<br \/>FITERT &ndash; Federa&ccedil;&atilde;o Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifus&atilde;o e Televis&atilde;o<br \/>FITTEL &ndash; Federa&ccedil;&atilde;o Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunica&ccedil;&otilde;es<br \/>FNECDC &#8211; F&oacute;rum Nacional das Entidades Civis de Defesa dos Consumidor<br \/>FNDC &#8211; F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o<br \/>Idec &ndash; Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor<br \/>Instituto Geled&eacute;s <br \/>Gpopai &ndash;  Grupo de Pesquisa em Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas para o Acesso &agrave; Informa&ccedil;&atilde;o<br \/>Instituto NUPEF &#8211; N&uacute;cleo de Pesquisas, Estudos e Forma&ccedil;&atilde;o<br \/>Instituto Patr&iacute;cia Galv&atilde;o<br \/>Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social<br \/>Laborat&oacute;rio Brasileiro de Cultura Digital<br \/>MPB &ndash; Movimento M&uacute;sica pra Baixar <br \/>Movimento Fora do Eixo<br \/>MNU &#8211; Movimento Negro Unificado<br \/>N&uacute;cleo de Jornalistas Afrodescendentes (RS)<br \/>SinTPq &#8211; Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia de Campinas e Regi&atilde;o<br \/>LBL &#8211; Liga Brasileira de L&eacute;sbicas<br \/>PROTESTE &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Defesa do Consumidor<br \/>SINTTEL- Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunica&ccedil;&otilde;es do Piau&iacute;<br \/>Sindicato dos Banc&aacute;rios da Bahia<br \/>UBM &#8211; Uni&atilde;o Brasileira de Mulheres &ldquo;<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na reuni&atilde;o que se realiza na tarde de hoje (7) com os respons&aacute;veis pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) no governo, representantes de organiza&ccedil;&otilde;es e movimentos sociais entregar&atilde;o uma carta em que enumeram doze pontos que consideram fundamentais em uma pol&iacute;tica p&uacute;blica para a &aacute;rea. 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