{"id":24343,"date":"2010-05-06T16:40:52","date_gmt":"2010-05-06T16:40:52","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24343"},"modified":"2010-05-06T16:40:52","modified_gmt":"2010-05-06T16:40:52","slug":"estado-podera-atuar-onde-oferta-de-banda-larga-nao-for-adequada-meta-e-servico-a-r-35","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24343","title":{"rendered":"Estado poder\u00e1 atuar onde oferta de banda larga n\u00e3o for &#8220;adequada&#8221;; meta \u00e9 servi\u00e7o a R$ 35"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) lan&ccedil;ado nesta quarta-feira, 5, pelo governo federal prev&ecirc; um intrincado conjunto de a&ccedil;&otilde;es para que o Estado volte ao mercado de telecomunica&ccedil;&otilde;es como fomentador da concorr&ecirc;ncia. <\/p>\n<p>O PNBL prev&ecirc; que a Telebr&aacute;s se foque prioritariamente na oferta de capacidade de rede no atacado. Apesar disso, o governo alertou que n&atilde;o se furtar&aacute; em explorar &aacute;reas onde as empresas privadas n&atilde;o tenham interesse, abrindo caminho para uma oferta de varejo tamb&eacute;m. <\/p>\n<p>O fato relevante publicado na ter&ccedil;a, 4, guarda uma outra sutileza com rela&ccedil;&atilde;o aos planos do governo: no documento est&aacute; descrito que a estatal poder&aacute; fazer oferta final onde &quot;inexista oferta adequada&quot; do servi&ccedil;o. Assim, depreende-se que o Estado pode entrar no mercado direto ao consumidor mesmo onde as teles j&aacute; est&atilde;o, desde que fique caracterizado que a oferta n&atilde;o est&aacute; adequada (pre&ccedil;o muito alto, por exemplo). <\/p>\n<p>O governo confirmou que cobrar&aacute; R$ 230\/mbps em sua oferta de rede, valor bem abaixo dos R$ 1,4 mil cobrado pelas teles em m&eacute;dia pela mesma capacidade. Segundo os representantes do governo, qualquer interessado poder&aacute; comprar capacidada na rede estatal, sejam elas empresas pequenas, m&eacute;dias ou grandes. <\/p>\n<p><strong>Pre&ccedil;o final<\/strong> <\/p>\n<p>Quem comprar capacidade de rede da Telebr&aacute;s ter&aacute; o compromisso de assegurar um pre&ccedil;o espec&iacute;fico para o consumidor final. O pre&ccedil;o-alvo escolhido foi de R$ 35, incluindo impostos federais e estaduais. Considerando apenas o valor do servi&ccedil;o, o faturamento ser&aacute; de R$ 29. Esse &quot;pacote&quot; dar&aacute; acesso a uma velocidade de 512 kbps. Atualmente o pre&ccedil;o m&eacute;dio da conex&atilde;o estaria em R$ 49 na oferta mais baixa de velocidade (256 kbps). <\/p>\n<p>Com a oferta a R$ 35, o governo estima que mais 23 milh&otilde;es de domic&iacute;lios ter&atilde;o capacidade de contratar servi&ccedil;os de banda larga, ampliando a oferta nacional para 35,2 milh&otilde;es de lares. <\/p>\n<p><strong>&quot;Banda larga popular&quot;<\/strong> <\/p>\n<p>Ainda sem nome fantasia, o governo tamb&eacute;m prev&ecirc; o lan&ccedil;amento de um pacote popular de banda larga, qua contar&aacute; com incentivos mais fortes e restri&ccedil;&otilde;es de acesso. Esse pacote &quot;banda larga popular&quot;, como tem sido chamado informalmente, custar&aacute; R$ 15 para o consumidor final. <\/p>\n<p>A esse valor, o governo permitir&aacute; que as empresas privadas limitem a taxa de download dos clientes, para reduzir o consumo de capacidade de rede. <\/p>\n<p>O plano popular prev&ecirc; a oferta apenas do servi&ccedil;o, sem o modem inclu&iacute;do no pacote. Com isso, o governo acredita que ser&aacute; poss&iacute;vel baixar o custo final do consumidor, que comprar&aacute; no varejo o modem que mais se adequar a suas condi&ccedil;&otilde;es financeiras. O projeto n&atilde;o faz distin&ccedil;&atilde;o entre conex&otilde;es fixas e m&oacute;veis. Incluindo a oferta de R$ 15, o governo projeta que a oferta de banda larga poder&aacute; atingir 39,8 milh&otilde;es de domic&iacute;lios at&eacute; 2014. <\/p>\n<p><strong>&quot;Modem para Todos&quot;<\/strong> <\/p>\n<p>Para atingir o pre&ccedil;o final de R$ 15 incentivado ser&aacute; implantado um programa de redu&ccedil;&atilde;o de custos dos modems no varejo. O programa ter&aacute; foco nas empresas classificadas pelo Minist&eacute;rio do Desenvolvimento como &quot;empresas de tecnologia nacional&quot;. O plano consiste na desonera&ccedil;&atilde;o de PIS e Cofins (9,25%) dos modems fabricados no Brasil. <\/p>\n<p>Essas empresas tamb&eacute;m ter&atilde;o isen&ccedil;&atilde;o plena de IPI. Atualmente, as empresas de tecnologia nacional que t&ecirc;m Processo Produtivo B&aacute;sico (PPB) j&aacute; disp&otilde;e de um desconto de 95% desse imposto. <\/p>\n<p><strong>Isen&ccedil;&otilde;es de Fust e Fistel<\/strong> <\/p>\n<p>As empresas que forem parceiras em ambos os planos de oferta poder&atilde;o usufruir de uma desonera&ccedil;&atilde;o de Fust e Fistel. H&aacute; uma ressalva importante nessa pol&iacute;tica de incentivo: apenas pequenas e m&eacute;dias empresas optantes pelo Simples ter&atilde;o acesso a essa pol&iacute;tica. <\/p>\n<p>A desonera&ccedil;&atilde;o consiste no n&atilde;o recolhimento do Fust e das taxas de fiscaliza&ccedil;&atilde;o e instala&ccedil;&atilde;o que comp&otilde;em o Fistel. <\/p>\n<p>O valor total referente &agrave; ren&uacute;ncia do Fust para pequenas e m&eacute;dias empresas &eacute; de R$ 11,36 milh&otilde;es at&eacute; 2014. No caso do PIS\/Cofins para modems, s&atilde;o R$ 770 milh&otilde;es. e a amplia&ccedil;&atilde;o da isen&ccedil;&atilde;o do IPI para empresas com tecnologias nacional &eacute; de R$ 3,75 milh&otilde;es. <\/p>\n<p>O governo tamb&eacute;m promover&aacute; uma pol&iacute;tica de cr&eacute;dito para micro, pequenas e m&eacute;dias empresas e para lan houses. O financiamento ser&aacute; via Cart&atilde;o BNDES no valor de R$ 1 bilh&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>Cr&eacute;dito do BNDES<\/strong> <\/p>\n<p>Tamb&eacute;m ser&aacute; aberta uma linha de financiamento de R$ 6,5 bilh&otilde;es para financiamento da aquisi&ccedil;&atilde;o de equipamentos de telecomunica&ccedil;&otilde;es de tecnologia nacional com condi&ccedil;&otilde;es diferenciadas. Tamb&eacute;m ser&aacute; descontingenciado o Funttel, assegurando R$ 1,75 bilh&atilde;o para fomento de pesquisa e desenvolvimento. <\/p>\n<p><strong>Clientes governamentais<\/strong> <\/p>\n<p>A base do PNBL divulgada pelo governo j&aacute; deixa claro que, em alguns casos, a Telebr&aacute;s far&aacute; uma oferta direta, como provedora de banda larga, e n&atilde;o apenas no atacado. &Eacute; o caso, por exemplo, do atendimento ao pr&oacute;prio governo. O material divulgado confirma que o atendimento do Serpro, Dataprev, Datasus, ECT (Correios) e RNP ser&aacute; feito a partir de agora pela estatal revitalizada, tirando de cena as concession&aacute;rias de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Esses &oacute;rg&atilde;os s&atilde;o importantes clientes corporativos das empresas privadas, e nesse sentido a entrada da Telebr&aacute;s pode criar uma nova situa&ccedil;&atilde;o competitiva. <\/p>\n<p>Esse atendimento &eacute; uma das prioridades do plano, assim como a oferta de pontos de acesso p&uacute;blico, como telecentros e outras formas de oferta p&uacute;blica de acesso &agrave; Internet.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) lan&ccedil;ado nesta quarta-feira, 5, pelo governo federal prev&ecirc; um intrincado conjunto de a&ccedil;&otilde;es para que o Estado volte ao mercado de telecomunica&ccedil;&otilde;es como fomentador da concorr&ecirc;ncia. O PNBL prev&ecirc; que a Telebr&aacute;s se foque prioritariamente na oferta de capacidade de rede no atacado. Apesar disso, o governo alertou &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24343\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Estado poder\u00e1 atuar onde oferta de banda larga n\u00e3o for &#8220;adequada&#8221;; meta \u00e9 servi\u00e7o a R$ 35<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[1123],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24343"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24343"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24343\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24343"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24343"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24343"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}