{"id":24324,"date":"2010-05-03T15:49:35","date_gmt":"2010-05-03T15:49:35","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24324"},"modified":"2010-05-03T15:49:35","modified_gmt":"2010-05-03T15:49:35","slug":"camara-tenta-aproximar-projetos-sobre-regulacao-da-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24324","title":{"rendered":"C\u00e2mara tenta aproximar projetos sobre regula\u00e7\u00e3o da internet"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A audi&ecirc;ncia p&uacute;blica realizada na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTCI) da C&acirc;mara, em 27 de abril, mostrou o alto grau de consenso sobre as inova&ccedil;&otilde;es trazidas pelo anteprojeto de Lei do Marco Civil da Internet, proposto pelo Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a (MJ). A iniciativa &eacute; uma resposta ao Projeto de Lei 84\/1999, que prev&ecirc; puni&ccedil;&otilde;es para algumas condutas cometidas na internet. A expectativa agora fica em torno da tramita&ccedil;&atilde;o das proposi&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>O Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a quer garantir o amplo debate p&uacute;blico e o encaminhamento do Projeto de Lei do Marco Civil em junho, antes de qualquer lei que envolva o C&oacute;digo Penal. O deputado J&uacute;lio Semeghini (PSDB-SP), relator do PL 84\/99, afirma que vai encaminhar seu voto nos pr&oacute;ximos dias, acreditando que h&aacute; complementaridade nas proposi&ccedil;&otilde;es. J&aacute; o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), defende um terceiro projeto, que tipifique mais objetivamente os crimes de internet. A id&eacute;ia &eacute; que essas quest&otilde;es sejam debatidas num semin&aacute;rio que ser&aacute; proposto em conjunto pelos dois deputados e a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), autora do requerimento de realiza&ccedil;&atilde;o da audi&ecirc;ncia p&uacute;blica. <\/p>\n<p>Para a deputada, a audi&ecirc;ncia foi fundamental para antecipar o debate junto aos parlamentares e gerar ac&uacute;mulo para as complexas quest&otilde;es que tratam as duas mat&eacute;rias. &ldquo;Como h&aacute; pol&ecirc;mica em torno do marco civil e do &#39;marco penal&#39;, &eacute; bom colocar os dois temas em debate, mas com tempo para ter um di&aacute;logo mais amplo. Se n&atilde;o cimentar a caminhada, o debate pode ser interditado&rdquo;, alerta. Na avalia&ccedil;&atilde;o de Paulo Teixeira, o semin&aacute;rio servir&aacute; para pactuar a tramita&ccedil;&atilde;o conjunta de tr&ecirc;s projetos. &ldquo;Queremos discutir conjuntamente os conte&uacute;dos do PL 84\/99, do marco civil e de um poss&iacute;vel novo projeto sobre os crimes na internet. As coisas precisam caminhar juntas&rdquo;, defende. J&aacute; Semeghini afirmou que o &ldquo;terceiro&rdquo; projeto seria um substitutivo que constar&aacute; em seu relat&oacute;rio. &ldquo;Seguramos o relat&oacute;rio para ter uma vis&atilde;o clara de qual era a abrang&ecirc;ncia do Marco Civil, de como poderia complementar. Vamos apresentar o voto e encaminh&aacute;-lo para debate concreto no semin&aacute;rio&rdquo;, anuncia. <\/p>\n<p><strong>Proposta colaborativa <\/strong><\/p>\n<p>Durante a audi&ecirc;ncia, Felipe de Paula, secret&aacute;rio de Assuntos Legislativos do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, afirmou que a constru&ccedil;&atilde;o colaborativa do anteprojeto &ldquo;tem trazido uma revolu&ccedil;&atilde;o da regula&ccedil;&atilde;o normativa no Brasil&rdquo;. Para a reda&ccedil;&atilde;o da minuta, foram sistematizados mais de 800 coment&aacute;rios feitos sobre as id&eacute;ias iniciais colocadas pelo MJ. Na segunda fase, que come&ccedil;ou em 8 de abril, houve mais de 20 mil acessos e 500 coment&aacute;rios. A participa&ccedil;&atilde;o &eacute; incentivada por meio do <a href=\"http:\/\/culturadigital.br\/marcocivil\/\" target=\"_blank\">blog Marco Civil<\/a>. <\/p>\n<p>O representante do MJ defendeu que &ldquo;a disciplina de um instrumento que &eacute; t&atilde;o fundamental para o pa&iacute;s do ponto de vista da educa&ccedil;&atilde;o e da cultura n&atilde;o pode come&ccedil;ar pela porta da cadeia&rdquo;. De acordo com o secret&aacute;rio, o texto reafirma a prote&ccedil;&atilde;o &agrave; liberdade de express&atilde;o e da intimidade daqueles que trabalham com a internet. <\/p>\n<p>A forma como a proposta vem sendo constru&iacute;da ganhou destaque no notici&aacute;rio internacional. O site franc&ecirc;s Internet sem Fronteiras (<a href=\"http:\/\/www.internetsansfrontieres.com\/Bresil-un-cadre-de-loi-exemplaire_a154.html\" target=\"_blank\">InternetsansFronti&egrave;res<\/a>) destaca a experi&ecirc;ncia brasileira como &ldquo;um quadro exemplar&rdquo; e considera &ldquo;extraordin&aacute;rio&rdquo; o instrumento jur&iacute;dico para utiliza&ccedil;&atilde;o da internet no pa&iacute;s. <\/p>\n<p>O especialista em internet e blogueiro argentino Andres Piazza afirmou estar com certa &ldquo;inveja (saud&aacute;vel) dos irm&atilde;os brasileiros pela forma como levam adiante suas pol&iacute;ticas na Sociedade da informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Ele &eacute; autor do <a href=\"http:\/\/www.andrespiazza.com.ar\/brasil-hace-los-deberes-y-debate-derechos\/\" target=\"_blank\">blog<\/a>  Internet, Novos Paradigmas, Direitos e Empreendimentos. Ve&iacute;culos alem&atilde;es e norte-americanos tamb&eacute;m repercutiram o processo. <\/p>\n<p>O debate na CCTCI contou com especialistas, como Demi Getschko, integrante do Comit&ecirc; Gestor da Internet no Brasil, e Ronaldo Lemos, do Centro de Tecnologia Social da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas, que foi parceira do MJ na constru&ccedil;&atilde;o da procedimento colaborativo. Tamb&eacute;m participaram Ivo Corr&ecirc;a, diretor de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas e Rela&ccedil;&otilde;es Governamentais do Google Brasil; Eduardo Parajo, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Internet (Abranet); Fernando Botelho, desembargador do Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado de Minas Gerais (TJMG); e Luiz Fernando Gaspar Costa, Procurador Geral da Rep&uacute;blica em S&atilde;o Paulo. <\/p>\n<p><strong>Pol&ecirc;micas <\/strong><\/p>\n<p>Tr&ecirc;s foram os pontos considerados mais pol&ecirc;micos pelos convidados no anteprojeto: o tempo de guarda dos logs, a responsabilidade das empresas e a retirada de conte&uacute;dos potencialmente ofensivos do ar pelo provedor de servi&ccedil;os, sem ordem judicial.<\/p>\n<p>At&eacute; agora, o anteprojeto prev&ecirc; que os logs &ndash; o registro de quando um usu&aacute;rio entrou e quando saiu da internet &ndash; sejam armazenados pelos provedores por seis meses. Para alguns especialistas, este tempo n&atilde;o &eacute; suficiente para uma investiga&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o houve defesa espec&iacute;fica de nenhum per&iacute;odo para a guarda dos logs, mas o deputado Julio Semeghini acredita que essa &eacute; uma quest&atilde;o que ser&aacute; resolvida com dados objetivos e depoimento dos respons&aacute;veis por investiga&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao temor de que esta guarda poderia significar algum tipo de controle ou viola&ccedil;&atilde;o de privacidade, uma met&aacute;fora usada pelo representante do CGI.br, Demi Getschko, esclarece a posi&ccedil;&atilde;o dos especialistas. Ele compara o log a uma placa de carro. De acordo com ele, para o cidad&atilde;o circular pelas vias, precisa de uma placa, o que na internet seria o equivalente a um n&uacute;mero IP (Internet Protocol). &ldquo;Ter o n&uacute;mero da placa &eacute; bom para saber se voc&ecirc; atropelou algu&eacute;m. N&atilde;o queremos saber para onde voc&ecirc; vai. S&oacute; queremos saber que horas voc&ecirc; pegou a placa para rodar&rdquo;. <\/p>\n<p>No caso da internet, a &ldquo;placa&rdquo; pode ser din&acirc;mica, como nos casos dos acessos por redes sem fio, em que o IP varia durante o per&iacute;odo de acesso. Al&eacute;m disso, h&aacute; tamb&eacute;m a possibilidade de mais de uma pessoa usar o mesmo IP. &ldquo;O log n&atilde;o traz em si nenhuma informa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, mas sim a hora em que a pessoa pegou o IP e a hora que a pessoa deixou o IP&rdquo;, explica Getschko. <\/p>\n<p>Sobre a quest&atilde;o da responsabiliza&ccedil;&atilde;o, o texto em debate retira dos provedores a responsabilidade por danos decorrentes de conte&uacute;do gerado por terceiros. Essa tem sido uma quest&atilde;o que divide os ju&iacute;zes no Brasil. De acordo com Ivo Corr&ecirc;a, em cerca de 40% das a&ccedil;&otilde;es que envolvem o Google as decis&otilde;es consideraram o provedor como respons&aacute;vel direto pelo conte&uacute;do. <\/p>\n<p>O desembargador Fernando Botelho acha que esse deve ser o entendimento. Ele compara os provedores com empresas de t&aacute;xi, que tem responsabilidade direta caso o motorista cometa alguma infra&ccedil;&atilde;o. Corr&ecirc;a discorda: &ldquo;Na companhia de t&aacute;xi, h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o de trabalho entre a empresa e o motorista, n&atilde;o &eacute; o caso dos provedores.&rdquo; <\/p>\n<p>Por fim, em rela&ccedil;&atilde;o a retirada de conte&uacute;dos do ar, tanto empresas, como especialistas consideram que a melhor solu&ccedil;&atilde;o &eacute; n&atilde;o deixar essa prerrogativa para os prestadores de servi&ccedil;o. O texto do anteprojeto deixa para os provedores, ap&oacute;s notifica&ccedil;&atilde;o das partes envolvidas, a atribui&ccedil;&atilde;o de retirar o conte&uacute;do do ar caso algu&eacute;m entre em contato com a empresa por alguma ofensa. De acordo com a minuta, as empresas podem ser responsabilizadas &ldquo;se forem notificadas pelo ofendido e n&atilde;o tomarem as provid&ecirc;ncias para, no &acirc;mbito do seu servi&ccedil;o e dentro de prazo razo&aacute;vel, tornar indispon&iacute;vel o conte&uacute;do apontado como infringente&rdquo;. <\/p>\n<p>Na opini&atilde;o de Demi Getsckho o provedor deve colocar as partes em contato, mas n&atilde;o retirar o conte&uacute;do a priori. &ldquo;O provedor n&atilde;o pode remover o conte&uacute;do antes do contato entre as partes. Se uma das partes n&atilde;o aparece, retira&rdquo;, defende. Corr&ecirc;a vai al&eacute;m e defende que o conte&uacute;do s&oacute; deve ser retirado depois de decis&atilde;o judicial. &ldquo;O conte&uacute;do corre o risco de ser retirado sem que haja um debate em ju&iacute;zo sobre liberdade de express&atilde;o X direito &agrave; intimidade&rdquo;, exemplifica.<\/p>\n<p><strong>Lei dispens&aacute;vel? <\/strong><\/p>\n<p>O desembargador Fernando Botelho afirmou que praticamente todos os artigos do anteprojeto j&aacute; est&atilde;o previstos em outras legisla&ccedil;&otilde;es. De acordo com o desembargador mineiro, a parte que interessa est&aacute; melhor detalhada no PL 84\/99, cujo texto atual, aprovado no Senado, foi formulado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) com a colabora&ccedil;&atilde;o de Botelho.<\/p>\n<p>Ronaldo Lemos afirma que o Marco Civil faz uma articula&ccedil;&atilde;o de normas que est&atilde;o regulamentadas em outras legisla&ccedil;&otilde;es. O que acontece hoje &eacute; a aus&ecirc;ncia de regras espec&iacute;ficas regulamentando a internet no Brasil. Os conflitos s&atilde;o levados ao Judici&aacute;rio e, na aus&ecirc;ncia de regras, as decis&otilde;es s&atilde;o contradit&oacute;rias. O resultado &eacute; uma problem&aacute;tica imprevisibilidade jur&iacute;dica. &ldquo;Aqui no Brasil, um blogueiro foi condenado a pagar R$ 16 mil por um coment&aacute;rio postado por um terceiro. A responsabiliza&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica do intermedi&aacute;rio vem sendo uma pr&aacute;tica no Brasil, ao contr&aacute;rio do que acontece no resto do mundo. Seria muito bom que todos os ju&iacute;zes tivessem o conhecimento legal, mas n&atilde;o &eacute; o caso. O Marco Civil traz [isso tudo] de forma compilada e sistematizada&rdquo;, defende.<\/p>\n<p>Guilherme Almeida, chefe de gabinete da Secretaria de Assuntos Legislativos do MJ e respons&aacute;vel pela organiza&ccedil;&atilde;o do processo, defende a import&acirc;ncia do Marco Civil. &ldquo;N&atilde;o &eacute; porque um princ&iacute;pio geral existe que ele n&atilde;o possa ser melhor regulado&rdquo;, ponderou.<\/p>\n<p><strong>Reviravolta<\/strong> <\/p>\n<p>A apresenta&ccedil;&atilde;o do anteprojeto de Lei do Marco Civil da Internet no Brasil merece aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; pelas inova&ccedil;&otilde;es que traz em seu texto e pelos processos de participa&ccedil;&atilde;o que inaugura, mas tamb&eacute;m por representar uma reviravolta nos debates sobre a regula&ccedil;&atilde;o da internet que vinham acontecendo no Brasil desde o final da d&eacute;cada de 90. Em 1999, quando a internet ainda engatinhava no pa&iacute;s, o ent&atilde;o deputado Luiz Piauhylino (PSDB-PE) apresentou o Projeto de Lei 84, alterando o C&oacute;digo Penal e atribuindo penas severas para &ldquo;crimes de inform&aacute;tica&rdquo;. O debate, por&eacute;m, ganhou repercuss&atilde;o nacional quando o texto chegou ao Senado, em 2003. O senador Eduardo Azeredo, que assumiu a relatoria do projeto, conseguiu aprovar o seu substitutivo numa improv&aacute;vel atividade legislativa na madrugada de 10 de julho de 2008.<\/p>\n<p>A rea&ccedil;&atilde;o da sociedade foi imediata. Em menos de um m&ecirc;s, mais de 100 mil internautas subscreveram um abaixo assinado &ldquo;Pelo veto ao projeto de cibercrimes &#8211; Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira&rdquo;. Atualmente, o manifesto conta com mais de 155 mil assinaturas. <\/p>\n<p>O car&aacute;ter autorit&aacute;rio do projeto era criticado por ativistas, que mobilizaram milhares de pessoas em atos p&uacute;blicos em diversas capitais brasileiras numa campanha chamada <a href=\"http:\/\/meganao.wordpress.com\/\" target=\"_blank\">Mega N&atilde;o<\/a>. O PL Azeredo, como ficou conhecido, logo ganhou o apelido de AI-5 Digital, em refer&ecirc;ncia ao Ato Institucional n&uacute;mero 5, editado pela ditadura militar em 1964, que proibiu manifesta&ccedil;&otilde;es e fechou o Congresso Nacional. <\/p>\n<p>As principais cr&iacute;ticas reca&iacute;am sobre artigos como o 285-B: &ldquo;obter ou transferir, sem autoriza&ccedil;&atilde;o ou em desconformidade com autoriza&ccedil;&atilde;o do leg&iacute;timo titular da rede de computadores, dispositivo de comunica&ccedil;&atilde;o ou sistema informatizado, protegidos por expressa restri&ccedil;&atilde;o de acesso, dado ou informa&ccedil;&atilde;o neles dispon&iacute;vel&rdquo;. <\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de especialistas, com essa reda&ccedil;&atilde;o, poderia ser considerado crime baixar um v&iacute;deo, uma m&uacute;sica, copiar uma foto, sem a autoriza&ccedil;&atilde;o do que seria considerado leg&iacute;timo titular. O projeto tamb&eacute;m dava ao provedor a prerrogativa de tirar um conte&uacute;do do ar, em caso de den&uacute;ncia, e ainda dava brechas para viola&ccedil;&atilde;o &agrave; privacidade, obrigando os prestadores de servi&ccedil;os a identificarem todos os internautas e guardarem informa&ccedil;&otilde;es por at&eacute; tr&ecirc;s anos.<\/p>\n<p>O texto aprovado no Senado voltou para a C&acirc;mara. Na CCTCI, o deputado Julio Semeghini foi escolhido relator. Uma s&eacute;rie de audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas foram realizadas e a press&atilde;o da sociedade, junto com a argumenta&ccedil;&atilde;o de especialistas sobre os perigos de cerceamento &agrave; liberdade na rede, al&eacute;m das viola&ccedil;&otilde;es &agrave; intimidade, for&ccedil;aram o deputado a suspender temporariamente a tramita&ccedil;&atilde;o at&eacute; que houvesse um acordo. <\/p>\n<p>O Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, diretamente interessado na mat&eacute;ria por essa ser uma demanda da Pol&iacute;cia Federal, buscou um di&aacute;logo entre a sociedade civil e os parlamentares. Esta interlocu&ccedil;&atilde;o gerou um frut&iacute;fero debate sobre a necessidade de regular a internet primeiro no &acirc;mbito civil, estabelecendo direitos, deveres e responsabilidades, antes de uma lei que criminalizasse usu&aacute;rios e prestadores de servi&ccedil;o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Semin&aacute;rio deve apontar caminhos para tramita&ccedil;&atilde;o de Marco Civil da Internet e &ldquo;PL de Cibercrimes&rdquo;<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[877],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24324"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24324"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24324\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}