{"id":24309,"date":"2010-04-30T14:23:43","date_gmt":"2010-04-30T14:23:43","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24309"},"modified":"2010-04-30T14:23:43","modified_gmt":"2010-04-30T14:23:43","slug":"politica-e-criticas-a-gestao-ditam-troca-na-tv-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24309","title":{"rendered":"Pol\u00edtica e cr\u00edticas a gest\u00e3o ditam troca na TV Cultura"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O jornalista Paulo Markun deixou de ser o candidato do governo paulista &agrave; presid&ecirc;ncia da TV Cultura para a elei&ccedil;&atilde;o de 10 de maio por dois motivos pr&aacute;ticos e por necessidade de acomoda&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, segundo conselheiros da Funda&ccedil;&atilde;o Padre Anchieta, que administra a emissora, ouvidos pela <em>Folha<\/em>.<\/p>\n<p>Os motivos pr&aacute;ticos citados pelos conselheiros s&atilde;o a suposta incapacidade de Markun de cortar funcion&aacute;rios (e custos) e de mudar a programa&ccedil;&atilde;o da emissora. A acomoda&ccedil;&atilde;o est&aacute; ligada &agrave; dan&ccedil;a de cadeiras no PSDB: com a troca de governo em 2011, Jo&atilde;o Sayad, secret&aacute;rio de Cultura do governo paulista, ficaria sem cargo mesmo em caso de vit&oacute;ria de Geraldo Alckmin, com quem n&atilde;o tem afinidade pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>Andrea Matarazzo deve substituir Sayad na secretaria. A acomoda&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica uniu-se ao desejo de Sayad de ocupar a presid&ecirc;ncia da TV para tentar mud&aacute;-la radicalmente.<\/p>\n<p>Markun foi convidado para o cargo por Sayad, mas as cr&iacute;ticas abertas do ex-secret&aacute;rio &agrave; programa&ccedil;&atilde;o da emissora corroeram a rela&ccedil;&atilde;o entre os dois. A tens&atilde;o come&ccedil;ou j&aacute; no in&iacute;cio do mandato de Markun, em 2007, como comprovam atas do conselho da funda&ccedil;&atilde;o. Markun reclamava da redu&ccedil;&atilde;o de verbas do governo. Em outubro daquele ano, mencionou o corte de R$ 18,8 milh&otilde;es, que seriam utilizados na digitaliza&ccedil;&atilde;o da TV. Sayad saiu em defesa do governo, dizendo que a Cultura tinha &quot;miss&atilde;o de convencer o governo a aumentar seus aportes&quot;. &quot;N&atilde;o falta dinheiro para bons projetos&quot;, provocou o secret&aacute;rio, para quem a emissora carecia de &quot;controle interno&quot;.<\/p>\n<p>O governo Serra e os conselheiros consideravam sem sentido o n&uacute;mero de funcion&aacute;rios da emissora -cerca de 1.800, dos quais 600 est&atilde;o emprestados para a TV Justi&ccedil;a e para a emissora da Assembleia.<\/p>\n<p>O tema foi debatido entre Sayad e Markun em reuni&atilde;o do conselho de 2007. Um dos problemas era levantar dinheiro para pagar as indeniza&ccedil;&otilde;es dos demitidos. O outro era que a Secretaria da Fazenda n&atilde;o autorizava que a verba economizada com a redu&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios fosse investida pela emissora em programa&ccedil;&atilde;o. O dinheiro ficava com o governo.<\/p>\n<p>Sayad disse que essa era a l&oacute;gica do governo, mas insistiu que recursos poderiam surgir se houvesse &quot;um bom projeto&quot;. &quot;&Eacute; como a constru&ccedil;&atilde;o de uma estrada. Precisa ser demonstrada a sua viabilidade. A constru&ccedil;&atilde;o da TV Cultura obter&aacute; recursos na medida em que essa miss&atilde;o for elaborada.&quot;<\/p>\n<p>Dessa tens&atilde;o surgiu um acordo assinado entre a funda&ccedil;&atilde;o e o governo no final de 2008. O texto deixava clara a inten&ccedil;&atilde;o do governo de controlar gastos e cobrar resultados da TV. As diverg&ecirc;ncias entre Markun e Sayad atingiram o ponto alto na negocia&ccedil;&atilde;o desse contrato. Ambos chegaram a conversar com ironia em uma reuni&atilde;o tr&ecirc;s meses antes da assinatura desse documento.<\/p>\n<p>Markun tentou elevar a receita pr&oacute;pria emissora, em vez de demitir funcion&aacute;rios, como queria o governo. Aumentou o n&uacute;mero de programas que fazia para o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e secretarias. Passou a editar livros. No ano passado, fez tr&ecirc;s milh&otilde;es de exemplares.<\/p>\n<p>A receita pr&oacute;pria cresceu 22% entre 2007 e 2009 -de R$ 99 milh&otilde;es para R$ 120 milh&otilde;es. O pr&oacute;prio Markun, por&eacute;m, reconheceu numa reuni&atilde;o do conselho em que fez o balan&ccedil;o de sua gest&atilde;o que descuidara da programa&ccedil;&atilde;o.<br \/>A avalia&ccedil;&atilde;o do governo Serra das contas era bem diferente. Segundo essa vis&atilde;o, se n&atilde;o fosse o conv&ecirc;nio da Universidade Virtual do Estado com a TV Cultura, pelo qual a emissora recebeu R$ 18 milh&otilde;es, as contas ficariam no vermelho.<\/p>\n<p>Jos&eacute; Serra, pr&eacute;-candidato &agrave; Presid&ecirc;ncia, ficou irritado quando Markun anunciou em junho de 2008 que a Cultura criaria um Museu da TV Brasileira. O governador avaliava que a funda&ccedil;&atilde;o deveria cortar gastos, em vez de elev&aacute;-los.<\/p>\n<p>Procurado pela <em>Folha<\/em>, Markun n&atilde;o quis se pronunciar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornalista Paulo Markun deixou de ser o candidato do governo paulista &agrave; presid&ecirc;ncia da TV Cultura para a elei&ccedil;&atilde;o de 10 de maio por dois motivos pr&aacute;ticos e por necessidade de acomoda&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, segundo conselheiros da Funda&ccedil;&atilde;o Padre Anchieta, que administra a emissora, ouvidos pela Folha. 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