{"id":24280,"date":"2010-04-23T12:45:33","date_gmt":"2010-04-23T12:45:33","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24280"},"modified":"2010-04-23T12:45:33","modified_gmt":"2010-04-23T12:45:33","slug":"o-fim-da-idade-mendes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24280","title":{"rendered":"O fim da Idade Mendes"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">No fim das contas, a fun&ccedil;&atilde;o primordial do ministro Gilmar Mendes &agrave; frente do Supremo Tribunal Federal foi a de produzir notici&aacute;rio e manchetes para a falange conservadora que tomou conta de grande parte dos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o do Brasil. De forma premeditada e com muita ast&uacute;cia, Mendes conseguiu fazer com que a velha m&iacute;dia nacional gravitasse em torno dele, apenas com a promessa de intervir, como de fato interveio, nas a&ccedil;&otilde;es de governo que amea&ccedil;avam a rotina, o conforto e as atividades empresariais da nossa elite colonial. Nesse aspecto, os dois <em>habeas corpus<\/em> concedidos ao banqueiro Daniel Dantas, flagrado no mesmo crime que manteve o ex-governador do Distrito Federal Jos&eacute; Roberto Arruda no c&aacute;rcere por 60 dias, foram nada mais que um cart&atilde;o de visitas. Mais relevante do que tudo foi a capacidade de Gilmar Mendes fixar na pauta e nos editoriais da velha m&iacute;dia a tese quase infantil da exist&ecirc;ncia de um Estado policialesco levado a cabo pela Pol&iacute;cia Federal e, com isso, justificar, dali para frente, a mais temer&aacute;ria das gest&otilde;es da Suprema Corte do pa&iacute;s desde sua cria&ccedil;&atilde;o, h&aacute; mais cem anos.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Num prazo de pouco menos de dois anos, Mendes politizou as a&ccedil;&otilde;es do Judici&aacute;rio pelo vi&eacute;s da extrema direita, coisa que n&atilde;o se viu nem durante a ditadura militar (1964-1985), &eacute;poca em que a Justi&ccedil;a andava de joelhos, mas dela n&atilde;o se exigia protagonismo algum. Assim, alinhou-se o ministro tanto aos interesses dos latifundi&aacute;rios, aos quais defende sem pudor algum, como aos dos torturadores do regime dos generais, ao se posicionar publicamente contra a revis&atilde;o da Lei da Anistia, de cuja &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o no STF ele se esquivou, heran&ccedil;a deixada a c&eacute;u aberto para o novo presidente do tribunal, ministro Cezar Peluso. Para Mendes, tal revis&atilde;o poder&aacute; levar o pa&iacute;s a uma convuls&atilde;o social. &Eacute; uma tese t&atilde;o s&oacute;lida como o conto da escuta telef&ocirc;nica, f&aacute;bula jornal&iacute;stica que teve o presidente do STF como personagem principal a dialogar canduras com o senador Dem&oacute;stenes Torres, do DEM de Goi&aacute;s. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">A farsa do grampo, publicada pela revista Veja e repercutida, em s&eacute;rie, por ve&iacute;culos co-irm&atilde;os, serviu para derrubar o delegado Paulo Lacerda do comando da PF, com o aux&iacute;lio luxuoso do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que se valeu de uma mentira para tal. E essa, n&atilde;o se enganem, foi a verdadeira miss&atilde;o a ser cumprida. Na aposentadoria, o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva ter&aacute; tempo para refletir e registrar essa hist&oacute;ria amarga em suas mem&oacute;rias: o dia em que, chamado &quot;&agrave;s falas&quot; por Gilmar Mendes, n&atilde;o s&oacute; se submeteu como aceitou mandar para o degredo, em Portugal, o melhor e mais importante diretor geral que a Pol&iacute;cia Federal brasileira j&aacute; teve. O fez para fugir de um enfrentamento necess&aacute;rio e, por isso mesmo, aceitou ser derrotado. Ali&aacute;s, creio, a &uacute;nica verdadeira derrota do governo Lula foi exatamente a de abrir m&atilde;o da pol&iacute;tica de combate permanente &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o desencadeada por Lacerda na PF para satisfazer os interesses de grupos vinculados &agrave;s vontades de Gilmar Mendes. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">O presidente do STF deu centenas de entrevistas sobre os mais diversos assuntos, sobretudo aqueles sobre os quais n&atilde;o poderia, como juiz, jamais se pronunciar fora dos autos. Essa &eacute;, inclusive, a mais grave distor&ccedil;&atilde;o do sistema de escolha dos nomes ao STF, a de colocar n&atilde;o-ju&iacute;zes, como Mendes, na Suprema Corte, para julgar as grandes quest&otilde;es constitucionais da na&ccedil;&atilde;o. Alheio ao cargo que ocupava (ou ciente at&eacute; demais), o ministro versou sobre tudo e sobre todos. Deu for&ccedil;a e f&eacute; p&uacute;blica a teses as mais conservadoras. Foi um arauto dos fazendeiros, dos banqueiros, da guarda pretoriana da ditadura militar e da velha m&iacute;dia. Em troca, colheu farto material favor&aacute;vel a ele no notici&aacute;rio, um relic&aacute;rio de elogios e textos laudat&oacute;rios sobre sua luta contra o Estado policial, os ju&iacute;zes de primeira inst&acirc;ncia, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico e os movimentos sociais, entre outros moinhos de vento vendidos nos jornais como inimigos da democracia.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Na imprensa nacional, apenas <em>CartaCapital<\/em>, por meio de duas reportagens (&quot;<a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/app\/materia.jsp?a=2&amp;a2=8&amp;i=2287\" target=\"_blank\">O empres&aacute;rio Gilmar<\/a>&quot; e &quot;<a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/app\/materia.jsp?a=2&amp;a2=8&amp;i=2689\" target=\"_blank\">Nos rinc&otilde;es de Mendes<\/a>&quot;), teve coragem de se contrapor ao culto &agrave; personalidade de Mendes instalado nas reda&ccedil;&otilde;es brasileiras como regra de jornalismo. Por essa raz&atilde;o, somos, eu e a revista, processados pelo ministro. Acusa-nos, o magistrado, de m&aacute; f&eacute; ao divulgar os dados cont&aacute;beis do Instituto Brasiliense de Direito P&uacute;blico (IDP), uma academia de cursinhos jur&iacute;dicos da qual Mendes &eacute; s&oacute;cio. Trata-se de institui&ccedil;&atilde;o constru&iacute;da com dinheiro do Banco do Brasil, sobre terreno p&uacute;blico praticamente doado pelo ex-governador do DF Joaquim Roriz e mantido &agrave;s custas de contratos milion&aacute;rios fechados, sem licita&ccedil;&atilde;o, com &oacute;rg&atilde;os da Uni&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Assim, a figura de Gilmar Mendes, al&eacute;m de tudo, est&aacute; inserida eternamente em um dos piores momentos do jornalismo brasileiro. E n&atilde;o apenas por ter sido o algoz do fim da obrigatoriedade do diploma para se exercer a profiss&atilde;o, mas, antes de tudo, por ter dado enorme visibilidade a maus jornalistas e, pior ainda, fazer deles, em algum momento, um exemplo servil de comportamento a ser seguido como condi&ccedil;&atilde;o primordial de crescimento na carreira. Foi dessa simbiose fatal que nasceu n&atilde;o apenas a farsa do grampo, mas toda a estrutura de comunica&ccedil;&atilde;o e de rela&ccedil;&atilde;o com a imprensa do STF, no sombrio per&iacute;odo da Idade Mendes.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Emblem&aacute;tica sobre essa rela&ccedil;&atilde;o foi uma nota do informe digital &quot;Jornalistas &amp; Companhia&quot;, de abril de 2009, sobre o anivers&aacute;rio do publicit&aacute;rio Renato Parente, assessor de imprensa de Gilmar Mendes no STF (os grifos s&atilde;o originais): <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<ul>\n<ul>\n<p class=\"western\"><span class=\"padrao\">&quot;A festa de anivers&aacute;rio de 45 anos de \t\t<strong>Renato Parente<\/strong>, chefe do Servi&ccedil;o de Imprensa do STF (e que \t\tteve um papel importante na constru&ccedil;&atilde;o da TV Justi&ccedil;a, apontada \t\tcomo paradigma na &aacute;rea da tev&ecirc; p&uacute;blica), realizada na tarde do \t\t&uacute;ltimo domingo (19\/4), em Bras&iacute;lia, mostrou a import&acirc;ncia que o \t\tJudici&aacute;rio tem hoje no cen&aacute;rio nacional. Estiveram presentes, \t\tentre outros, a diretora da Globo, <strong>S&iacute;lvia Faria<\/strong>, a \t\tcolunista <strong>M&ocirc;nica Bergamo<\/strong>, e o pr&oacute;prio presidente do STF, \t\tGilmar Mendes, entre outros.&quot;<\/p>\n<p><\/span> \t\t<\/p>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Quando festa de anivers&aacute;rio de assessor de imprensa serve para mostrar a import&acirc;ncia do Poder Judici&aacute;rio, &eacute; sinal de que h&aacute; algo muito errado com a institui&ccedil;&atilde;o. Essa rela&ccedil;&atilde;o de Renato Parente com celebridades da m&iacute;dia &eacute;, em todos os sentidos, o pior sintoma da doen&ccedil;a incestuosa que obriga jornalistas de boa e m&aacute; reputa&ccedil;&atilde;o a se misturarem, em Bras&iacute;lia, em cerim&ocirc;nias de beija-m&atilde;o de car&aacute;ter duvidoso. Foi, como se sabe, um convescote de sintonia editorial. Renato Parente &eacute; o chefe da assessoria que, em mar&ccedil;o de 2009, em nome de Gilmar Mendes, chamou o presidente da C&acirc;mara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), &agrave;s falas, para que um <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/results?search_query=leandro+fortes+v%C3%ADdeo+censurado&amp;aq=f\" target=\"_blank\">debate da TV C&acirc;mara<\/a>  <strong> <\/strong>fosse retirado do ar e da internet. Motivo: eu critiquei o posicionamento do presidente do STF sobre a Opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha e fiz justi&ccedil;a ao trabalho do delegado federal Prot&oacute;genes Queiroz, al&eacute;m de citar a coragem do juiz Fausto De Sanctis ao mandar prender, por duas vezes, o banqueiro Daniel Dantas.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Certamente em conson&acirc;ncia com o &quot;paradigma na &aacute;rea de tev&ecirc; p&uacute;blica&quot; da TV Justi&ccedil;a tocada por Renato Parente, a censura na C&acirc;mara foi feita com a coniv&ecirc;ncia de um jornalista, Beto Seabra, diretor da TV C&acirc;mara, que ainda foi mais al&eacute;m: anunciou que as pautas do programa Comit&ecirc; de Imprensa, a partir dali, seriam monitoradas. Um vexame total. <a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/app\/materia.jsp?a=2&amp;a2=8&amp;i=3640\" target=\"_blank\">Denunciei em carta aberta<\/a>  aos jornalistas e em todas as inst&acirc;ncias corporativas (sindicatos, Fenaj e ABI) o ato de censura e, com a ajuda de diversos blogs, consegui expor aquela inf&acirc;mia, at&eacute; que, cobrada publicamente, a TV C&acirc;mara foi obrigada a capitular e recolocar o programa no ar, ao menos na internet [ver, no Observat&oacute;rio da Imprensa, &quot;<a href=\"http:\/\/www.observatoriodaimprensa.com.br\/artigos.asp?cod=530JDB008\" target=\"_blank\">Cr&ocirc;nica de uma censura anunciada<\/a>&quot;]. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Foi uma das grandes vit&oacute;rias da blogosfera, at&eacute; ent&atilde;o, haja vista nem um &uacute;nico jornal, r&aacute;dio ou emissora de tev&ecirc;, mesmo diante de um grav&iacute;ssimo caso de censura e restri&ccedil;&atilde;o de liberdade de express&atilde;o e imprensa, ter tido coragem de tratar do assunto. No particular, no entanto, recebi centenas de e-mails e telefonemas de solidariedade de jornalistas de todo o pa&iacute;s. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><strong>Registro moralizador<\/strong><\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">N&atilde;o deixa de ser ir&ocirc;nico que, &agrave;s v&eacute;speras de deixar a presid&ecirc;ncia do STF, Gilmar Mendes tenha sido obrigado, na certa, inadvertidamente, a se submeter ao constrangimento de ver sua gest&atilde;o resumida ao caso Daniel Dantas, durante <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Yt1tnv5p30I\" target=\"_blank\">entrevista no Youtube<\/a>. Como foi administrada pelo Google, e n&atilde;o pelo paradigma da TV Justi&ccedil;a, a sabatina acabou por destruir o resto de estrat&eacute;gia ainda imaginada por Mendes para tentar passar &agrave; hist&oacute;ria como o salvador da p&aacute;tria amea&ccedil;ada pelo Estado policial da PF. Ningu&eacute;m sequer tocou nesse assunto, diga-se de passagem. As pessoas s&oacute; queriam saber dos HCs a Daniel Dantas, do descr&eacute;dito do Judici&aacute;rio e da atua&ccedil;&atilde;o dele e da fam&iacute;lia na pol&iacute;tica de Diamantino, terra natal dos Mendes, em Mato Grosso. Como &uacute;ltimo recurso, a assessoria do ministro ainda tentou tirar o v&iacute;deo de circula&ccedil;&atilde;o, ao menos no site do STF, dentro do sofisticado e democr&aacute;tico paradigma de tev&ecirc; p&uacute;blica bolado por Renato Parente. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Como derradeiro esfor&ccedil;o, nos &uacute;ltimos dias de reinado, Mendes dedicou-se a dar entrevistas para tentar, ainda como estrat&eacute;gia, vincular o pr&oacute;prio nome aos bons resultados obtidos por a&ccedil;&otilde;es do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a (CNJ), embora o m&eacute;rito sequer tenha sido dele, mas de um juiz de carreira, Gilson Dipp. Ministro do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a e corregedor do &oacute;rg&atilde;o, Dipp foi nomeado para o cargo pelo presidente Lula, longe da vontade de Gilmar Mendes. Gra&ccedil;as ao ministro do STJ, foi feita a maior e mais importante <a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/app\/materia.jsp?a=2&amp;a2=8&amp;i=5139\" target=\"_blank\">devassa nos tribunais de Justi&ccedil;a do Brasil,<\/a>  at&eacute; ent&atilde;o antros estaduais intoc&aacute;veis comandados, em muitos casos, por verdadeiras quadrilhas de toga. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&Eacute; de Gilson Dipp, portanto, e n&atilde;o de Gilmar Mendes, o verdadeiro registro moralizador do Judici&aacute;rio desse per&iacute;odo, a Idade Mendes, de resto, de triste mem&oacute;ria nacional. Mas que, felizmente, se encerra na sexta-feira (23\/4).<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p class=\"padrao\">* <em>Leandro Fortes &eacute; rep&oacute;rter da revista CartaCapital em Bras&iacute;lia. &Eacute; autor dos livros &ldquo;Jornalismo Investigativo&rdquo;, &ldquo;Cayman: o dossi&ecirc; do medo&rdquo; e &ldquo;Fragmentos da Grande Guerra&rdquo;. Sua mais recente obra &eacute; &ldquo;Os segredos das reda&ccedil;&otilde;es&rdquo;. &Eacute; criador do curso de jornalismo on line do Senac-DF e professor da Escola Livre de Jornalismo.<\/em><\/p>\n<p> <em><span class=\"padrao\">&nbsp;<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">A principal fun&ccedil;&atilde;o do ministro Gilmar Mendes &agrave; frente do Supremo Tribunal Federal foi a de produzir notici&aacute;rio para a falange conservadora que tomou conta da m&iacute;dia no Brasil  <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[1300,1301],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24280"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24280"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24280\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}