{"id":24263,"date":"2010-04-20T17:08:45","date_gmt":"2010-04-20T17:08:45","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24263"},"modified":"2010-04-20T17:08:45","modified_gmt":"2010-04-20T17:08:45","slug":"governo-muda-regra-para-publicidade-oficial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24263","title":{"rendered":"Governo muda regra para publicidade oficial"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva deve sancionar sem vetos o novo projeto de lei que regulamenta a publicidade oficial no pa&iacute;s. De autoria do deputado Jos&eacute; Eduardo Cardozo (PT-SP), o PL 197\/2009 foi aprovado no Senado no m&ecirc;s passado e a expectativa &eacute; que seja sancionado at&eacute; segunda.<\/p>\n<p>Elaboradas ap&oacute;s a revela&ccedil;&atilde;o do esc&acirc;ndalo do mensal&atilde;o, em 2005, as novas regras prometem moralizar os contratos firmados entre ag&ecirc;ncias de propaganda e a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Naquele ano, a <em>Folha<\/em> revelou que as ag&ecirc;ncias publicit&aacute;rias de Marcos Val&eacute;rio serviam de fachada para repassar dinheiro para parlamentares e para superfaturar contratos.<\/p>\n<p>A administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica &eacute; o maior anunciante do pa&iacute;s. Em um encontro fechado com ag&ecirc;ncias de publicidade no Rio h&aacute; duas semanas, presenciado pela <em>Folha<\/em>, o secret&aacute;rio-executivo da Secom (Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Presid&ecirc;ncia), Ottoni Fernandes Jr., declarou que o total de gastos das esferas federal, estadual e municipal foi de R$ 2,5 bilh&otilde;es no ano passado.<\/p>\n<p>As estatais gastaram, segundo Fernandes Jr., R$ 1,2 bilh&atilde;o. Os n&uacute;meros oficiais dos gastos p&uacute;blicos com publicidade em 2009 devem ser divulgados nesta semana pela Secom.<\/p>\n<p>Uma vez sancionado o projeto, as regras dever&atilde;o ser adotadas inclusive em licita&ccedil;&otilde;es em andamento e contratos vigentes. H&aacute; quem diga que, se j&aacute; estivesse em vigor e fosse bem aplicada, a nova lei poderia ter evitado poss&iacute;veis fraudes em recente licita&ccedil;&atilde;o da Petrobras.<\/p>\n<p>O concurso foi anulado quando o resultado dos vencedores vazou para a internet antes que o nome das ag&ecirc;ncias, mantido sob sigilo, fosse revelado &agrave; comiss&atilde;o julgadora.<\/p>\n<p>O projeto de lei estabelece que as licita&ccedil;&otilde;es de contratos de publicidade devem obrigatoriamente respeitar a Lei de Licita&ccedil;&otilde;es (8.666\/93), adotando-se os crit&eacute;rios &quot;melhor t&eacute;cnica&quot; ou &quot;t&eacute;cnica e pre&ccedil;o&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Em tese a [lei] 8.666 deveria ser usada para propaganda, mas muitos Estados e munic&iacute;pios n&atilde;o usam&quot;, diz o secret&aacute;rio-executivo da Secom.<\/p>\n<p><strong>Comiss&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Outra inova&ccedil;&atilde;o inclui a exig&ecirc;ncia de que as propostas das ag&ecirc;ncias sejam feitas por uma comiss&atilde;o t&eacute;cnica integrada por profissionais do mercado de publicidade sem v&iacute;nculos com o &oacute;rg&atilde;o contratante.<\/p>\n<p>Para Fernandes Jr., o novo projeto vai sacramentar pr&aacute;ticas que j&aacute; vinham sendo adotadas pela Secom desde 2007.<\/p>\n<p>A elabora&ccedil;&atilde;o do projeto contou com a colabora&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria Secom, do TCU (Tribunal de Contas da Uni&atilde;o) e de entidades do setor de propaganda. Por isso, segundo Fernandes Jr., o projeto deve ser aprovado por Lula na &iacute;ntegra.<\/p>\n<p>Atendendo &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es do TCU, o projeto pro&iacute;be ainda a inclus&atilde;o, nos contratos de publicidade, de servi&ccedil;os adicionais, como a realiza&ccedil;&atilde;o de eventos, assessoria de imprensa e rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas.<\/p>\n<p>&quot;O projeto consagra a quest&atilde;o de que a propaganda tem uma especificidade e a escolha tem que ser feita com base em melhor t&eacute;cnica ou melhor t&eacute;cnica e pre&ccedil;o&quot;, diz o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Ag&ecirc;ncias de Publicidade, Luiz Lara. &quot;N&atilde;o cabe um simples preg&atilde;o de pre&ccedil;o. &Eacute; preciso privilegiar a estrat&eacute;gia de m&iacute;dia e n&atilde;o m&iacute;dia da ag&ecirc;ncia.&quot;<\/p>\n<p>Uma vez sancionada, a lei deve encerrar uma disputa judicial da Secom com o TCU, que, ap&oacute;s o mensal&atilde;o, emitiu um ac&oacute;rd&atilde;o considerando ilegal a pr&aacute;tica de incentivo entre ag&ecirc;ncias e ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o, conhecida como BV ou b&ocirc;nus por volume.<\/p>\n<p>A pr&aacute;tica do BV s&oacute; existe no Brasil e &eacute; objeto de pol&ecirc;mica tamb&eacute;m entre ag&ecirc;ncias brasileiras e estrangeiras. No exterior, diferentemente do que ocorre no Brasil, as empresas que realizam a compra de m&iacute;dia atuam de forma independente das ag&ecirc;ncias. Mas, aqui, o BV &eacute; a principal fonte de receita para as ag&ecirc;ncias de publicidade no setor privado. Para o TCU, esses incentivos deveriam ser repassados ao anunciante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva deve sancionar sem vetos o novo projeto de lei que regulamenta a publicidade oficial no pa&iacute;s. De autoria do deputado Jos&eacute; Eduardo Cardozo (PT-SP), o PL 197\/2009 foi aprovado no Senado no m&ecirc;s passado e a expectativa &eacute; que seja sancionado at&eacute; segunda. 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