{"id":24262,"date":"2010-04-20T17:00:18","date_gmt":"2010-04-20T17:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24262"},"modified":"2010-04-20T17:00:18","modified_gmt":"2010-04-20T17:00:18","slug":"plano-nacional-de-banda-larga-sozinho-e-incoerente-afirma-procurador-do-mpfsp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24262","title":{"rendered":"Plano Nacional de Banda Larga sozinho \u00e9 incoerente, afirma procurador do MPF\/SP"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O procurador da Rep&uacute;blica, M&aacute;rcio Schusterschitz, tem se notabilizado pela sua atua&ccedil;&atilde;o no setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es. &Eacute; dele, por exemplo, a recomenda&ccedil;&atilde;o de que a Anatel obrigue as operadoras a darem a op&ccedil;&atilde;o do cliente n&atilde;o receber mensagens n&atilde;o solicitadas via SMS, norma que entra em vigor em 1&ordm; de maio. A mais nova investida do procurador &eacute; contra o contrato de fidelidade. Para ele, os contratos devem poder ser rescindidos em caso do n&atilde;o cumprimento dos preceitos do c&oacute;digo de defesa do consumidor, como falha no servi&ccedil;o, perda da renda do consumidor etc. Schusterschitz fez uma recomenda&ccedil;&atilde;o &agrave; Anatel para que essas regras fossem alteradas. Como a ag&ecirc;ncia n&atilde;o acatou a recomenda&ccedil;&atilde;o, o procurador foi buscar na Justi&ccedil;a a possibilidade do consumidor rescindir o contrato sem pagamento de multa. <\/p>\n<p><strong>Servi&ccedil;o p&uacute;blico <\/strong><\/p>\n<p>Em entrevista exclusiva a este notici&aacute;rio, M&aacute;rcio Schusterschitz critica o atual modelo de telecomunica&ccedil;&otilde;es que, segundo ele, sequer foi implementado, e afirma que o Plano Nacional de Banda Larga &eacute; incoerente. Para ele, a banda larga deve ser considerada um servi&ccedil;o p&uacute;blico, dada a import&acirc;nica que o servi&ccedil;o tem hoje para os cidad&atilde;os, para o Pa&iacute;s e para a sociedade. <\/p>\n<p>&quot;&Eacute; incoerente voc&ecirc; ter at&eacute; hoje s&oacute; a telefonia fixa como servi&ccedil;o p&uacute;blico. Se voc&ecirc; quer a universaliza&ccedil;&atilde;o da banda larga, voc&ecirc; j&aacute; teria que ter uma discuss&atilde;o sobre a &lsquo;publiciza&ccedil;&atilde;o&rsquo; desse servi&ccedil;o. N&atilde;o &eacute; que a gente desiste dos modelos, a gente n&atilde;o leva a s&eacute;rio os modelos que n&oacute;s mesmos criamos. Antes de ser a favor ou contr&aacute;rio, parece que esse problema surge do nada e com solu&ccedil;&otilde;es que brotam. E a gente est&aacute; criando um Frankenstein. Telecomunica&ccedil;&otilde;es hoje &eacute; um Frankenstein&quot;, declara o procurador. <\/p>\n<p><strong>Privatiza&ccedil;&atilde;o <\/strong><\/p>\n<p>O procurador acredita que um plano de banda larga n&atilde;o pode vir descasado de um novo desenho das telecomunica&ccedil;&otilde;es. Para ele, o Pa&iacute;s erra ao n&atilde;o implementar o desenho proposto na privatiza&ccedil;&atilde;o que seria sustentado por tr&ecirc;s pilares: universaliza&ccedil;&atilde;o, competi&ccedil;&atilde;o e efici&ecirc;ncia. Nenhum deles, na vis&atilde;o de Schusterschitz, foi implementado. E erra, de novo, ao propor um Plano Nacional de Banda Larga sem ajustes no modelo p&oacute;s privatiza&ccedil;&atilde;o, como por exemplo tornar a banda larga um servi&ccedil;o p&uacute;blico, a promo&ccedil;&atilde;o de uma reforma na Anatel etc. &quot;Eu acho que n&oacute;s temos que refazer o desenho. E para refazer o desenho, a primeria coisa que temos que reconhecer &eacute; que o desenho passado sequer foi implementado. O m&eacute;rito que a gente tem hoje do modelo de privatiza&ccedil;&atilde;o &eacute; num&eacute;rico. Hoje n&oacute;s temos mais telefones. Esse &eacute; o &uacute;nico m&eacute;rito&quot;, analisa ele. <\/p>\n<p><strong>Anatel <\/strong><\/p>\n<p>A Anatel, na vis&atilde;o do procurador, tornou-se uma ag&ecirc;ncia que n&atilde;o reflete os anseios da sociedade e do mercado. Mais uma vez ele defende uma mudan&ccedil;a profunda na organiza&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia. A estrutura da Anatel, em que cada servi&ccedil;o &eacute; tratado em uma superintend&ecirc;ncia, para ele &eacute; anacr&ocirc;nica. &quot;N&atilde;o d&aacute; mais para discutir telefonia em uma sala, banda larga em outra e TV por assinatura em uma terceira sala&quot;. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; proposta de que as reuni&otilde;es do conselho diretor sejam abertas, Schusterschitz pergunta. &quot;A Anatel faz parte de uma ordem medieval ou &eacute; um &oacute;rg&atilde;o de uma rep&uacute;blica do s&eacute;culo 21&quot;?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O procurador da Rep&uacute;blica, M&aacute;rcio Schusterschitz, tem se notabilizado pela sua atua&ccedil;&atilde;o no setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es. &Eacute; dele, por exemplo, a recomenda&ccedil;&atilde;o de que a Anatel obrigue as operadoras a darem a op&ccedil;&atilde;o do cliente n&atilde;o receber mensagens n&atilde;o solicitadas via SMS, norma que entra em vigor em 1&ordm; de maio. 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