{"id":24250,"date":"2010-04-16T16:41:26","date_gmt":"2010-04-16T16:41:26","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24250"},"modified":"2014-09-07T02:59:48","modified_gmt":"2014-09-07T02:59:48","slug":"professor-argentino-enaltece-a-ley-de-medios-de-seu-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24250","title":{"rendered":"Professor argentino enaltece a \u201cLey de Medios\u201d de seu pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><span>A aprova&ccedil;&atilde;o, pela C&acirc;mara dos Deputados argentina, da Lei de Servi&ccedil;os de Comunica&ccedil;&atilde;o Audiovisual foi um grande marco na comunica&ccedil;&atilde;o desse pa&iacute;s. Ela representa uma mudan&ccedil;a na forma de encarar prestadores e consumidores de servi&ccedil;os de radiodifus&atilde;o. Embora n&atilde;o esteja ligada ao Brasil, a chamada &ldquo;<a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=23385\" target=\"_blank\">Ley de Medios&rdquo;<\/a>  gerou debates n&atilde;o apenas por aqui, mas em v&aacute;rios outros Estados americanos. Devido a essa repercuss&atilde;o, o professor da Universidade de Buenos Aires (UBA), Dami&aacute;n Loreti, foi convidado ao III Semin&aacute;rio de Legisla&ccedil;&atilde;o e Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o para exp&ocirc;r as diretrizes da nova regulamenta&ccedil;&atilde;o. O evento foi organizado pela Associa&ccedil;&atilde;o Mundial de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias (Amarc) e terminou nesta quinta-feira (15). <br \/><\/span><br \/><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Durante a palestra, Loreti esclarece os principais objetivos da lei. O primeiro &eacute; garantir que n&atilde;o ocorram monop&oacute;lios ou oligop&oacute;lios, que haja pluralidade tanto de prestadores de servi&ccedil;os quanto de conte&uacute;dos oferecidos. O segundo &eacute; assegurar a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil, por meio de conselhos. Os membros devem ter origens diferentes e devem fiscalizar, al&eacute;m do sistema em geral, os conte&uacute;dos produzidos. No caso da nova lei argentina, &eacute; proposto tamb&eacute;m uma diretoria de sete pessoas indicadas pelo Executivo, que conduzir&aacute; a aplica&ccedil;&atilde;o da lei no sistema de m&iacute;dia do pa&iacute;s. Atualmente a &ldquo;Ley de Medios&rdquo; encontra-se paralisada no Congresso devido a uma senten&ccedil;a judicial questionando a forma com que tramitou no parlamento. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">A respeito do primeiro ponto s&atilde;o considerados os tr&ecirc;s atores do sistema de radiodifus&atilde;o argentino: o comercial, o p&uacute;blico e o &ldquo;sem fins lucrativos&rdquo; (entre eles os comunit&aacute;rios). Dentre eles, o &uacute;nico setor que tem uma porcentagem garantida &eacute; o &ldquo;sem fins lucrativos&rdquo;, aos quais s&atilde;o reservados 33% do espectro. Segundo ele, existe muita transpar&ecirc;ncia: &ldquo;Est&aacute; nas notas (da lei) que o espectro &eacute; patrim&ocirc;nio comum da sociedade. No texto, no entanto, isso n&atilde;o aparece. Deixamos claro que &eacute; o Estado que administra. O que marca a pluralidade &eacute; o grau de participa&ccedil;&atilde;o da sociedade&rdquo;. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Quanto ao segundo, ele relata que foi um ponto que gerou pol&ecirc;mica. Segundo o professor, os setores empresariais sustentam que a &ldquo;Ley de Medios&rdquo; deveria regular apenas quest&otilde;es t&eacute;cnicas e que as quest&otilde;es de conte&uacute;do deveriam ser resolvidas pela Justi&ccedil;a. O setor privado tamb&eacute;m defende que n&atilde;o deveria haver agentes reguladores e que as emissoras comunit&aacute;rias deveriam ser tratadas de forma apartada. &ldquo;Os empres&aacute;rios criticam que n&atilde;o h&aacute; par&acirc;metros objetivos porque s&oacute; conhecem o par&acirc;metro  dinheiro&rdquo;, provoca. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">De acordo com o professor, a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade argentina n&atilde;o est&aacute; em discuss&atilde;o, ela ocorrer&aacute; e &eacute; algo que est&aacute; presente desde a elabora&ccedil;&atilde;o da referida lei. Segundo Loreti, a mobiliza&ccedil;&atilde;o em torno do tema j&aacute; mobilizou cerca de 20 mil pessoas. Um movimento que teve destaque foi formado por diversas entidades civis, a Coalici&oacute;n por una Radiodifusi&oacute;n Democr&aacute;tica (Coaliz&atilde;o por uma Radiodifus&atilde;o Democr&aacute;tica). A partir da Coaliz&atilde;o foram firmados 21 pontos que deveriam estar presentes no documento. De acordo com ele, duas mil organiza&ccedil;&otilde;es assinaram a declara&ccedil;&atilde;o pelos pontos. O governo os analisou e eles de fato foram incorporados. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><strong>Elabora&ccedil;&atilde;o <\/strong><\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A &quot;Ley de Medios&quot; foi formulada a partir de diretrizes do Sistema Internacional de Direitos Humano, Sistema Interamericano de Direitos Humanos e de declara&ccedil;&otilde;es conjuntas de organismos internacionais como OEA, ONU, Coopera&ccedil;&atilde;o Europ&eacute;ia e Sistema Africano. &ldquo;A princ&iacute;pio procuramos um molde de regula&ccedil;&atilde;o inovador. Diante de um modelo disperso como o americano, optamos pelo do Parlamento Europeu (Diretiva 65\/2007), que ratifica que os servi&ccedil;os de comunica&ccedil;&atilde;o audiovisual n&atilde;o s&atilde;o apenas econ&ocirc;micos, mas formam uma atividade que deve estar incorporada e protegida pela Unesco&rdquo;, explica Loreti.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><br \/>Segundo ele, trata-se de uma das leis mais modernas e melhor elaboradas no pa&iacute;s. &ldquo;Depois do C&oacute;digo Civil, &eacute; a primeira com notas. Nelas, se explica onde est&atilde;o localizados os 21 pontos e as influ&ecirc;ncias de outras diretrizes, especialmente a europeia&rdquo;. Para a consolida&ccedil;&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o foram realizadas diversas reuni&otilde;es. Os nomes dos presentes e as respectivas contribui&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m se encontram no documento final. De acordo com ele, esses procedimentos conferem uma maior clareza. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Segundo Dami&aacute;n, outra conquista da lei de audiovisual argentina foi a influ&ecirc;ncia que ela teve em pa&iacute;ses vizinhos. Ele cita, por exemplo, que no Chile as r&aacute;dios comunit&aacute;rias aumentaram o limite de seus transmissores de 1W para 25W, al&eacute;m de terem a permiss&atilde;o para a publicidade local. Uruguai, Col&ocirc;mbia, M&eacute;xico e Guatemala tamb&eacute;m se espelharam na Argentina para revisar parte de seus marcos legais para a &aacute;rea.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professor Dami&aacute;n Loreti, da Universidade de Buenos Aires (UBA), diz que a nova lei de audivisual argentina &eacute; uma das melhores de seu pa&iacute;s<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[2],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24250"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24250"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24250\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28104,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24250\/revisions\/28104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}