{"id":24244,"date":"2010-04-14T18:39:10","date_gmt":"2010-04-14T18:39:10","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24244"},"modified":"2014-09-07T02:59:47","modified_gmt":"2014-09-07T02:59:47","slug":"digitalizacao-pode-ser-ruim-para-pequenas-emissoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24244","title":{"rendered":"Digitaliza\u00e7\u00e3o pode ser ruim para pequenas emissoras"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Quais s&atilde;o os modelos de r&aacute;dio digital em teste no Brasil? O que eles podem oferecer? Quais as vantagens e desvantagens de cada um deles? O que a sociedade deve exigir? Essas foram algumas das quest&otilde;es levantadas pelo engenheiro e pesquisador do CPqD Takashi Tome, nesta ter&ccedil;a-feira (13), no III Semin&aacute;rio de Legisla&ccedil;&atilde;o e Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o promovido pela Associa&ccedil;&atilde;o Mundial de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias (Amarc). Para ele, os padr&otilde;es avaliados atualmente (HD Radio\/Iboc e DRM) no pa&iacute;s podem dificultar a exist&ecirc;ncia das pequenas emissoras. O semin&aacute;rio, que vai at&eacute; quinta-feira (15), re&uacute;ne radialistas comunit&aacute;rios, acad&ecirc;micos e movimentos sociais, com o objetivo de discutir um modelo de comunica&ccedil;&atilde;o que garanta a democratiza&ccedil;&atilde;o e o acesso aos meios. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">A R&aacute;dio Digital, neste contexto, n&atilde;o poderia estar fora da pauta, principalmente ap&oacute;s o lan&ccedil;amento da <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=24228\" target=\"_blank\">Portaria 290\/2010<\/a>, que institui o Sistema Brasileiro de R&aacute;dio Digital (SBRD). O documento aprovado pelo governo recebeu v&aacute;rias cr&iacute;ticas e n&atilde;o esclareceu as d&uacute;vidas da sociedade. Uma delas diz respeito a falta de clareza sobre o modelo a ser adotado. Desde o in&iacute;cio dos testes, o HD Radio\/Iboc, modelo da empresa estadunidense Ibiquity e o DRM (Digital Radio Mondiale), utilizado em alguns pa&iacute;ses da Europa, &Iacute;ndia e R&uacute;ssia, tem dividido as opini&otilde;es e posi&ccedil;&otilde;es de empresas e setores da sociedade civil. \t<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Para Takashi Tome &eacute; dif&iacute;cil falar em um modelo ideal. &ldquo;N&atilde;o podemos defender um sistema ou outro. Devemos agora colocar as nossas demandas e desejos e exigir que sejam atendidos&rdquo;, diz. Ele explica que o HD Radio\/Iboc possui desvantagens em rela&ccedil;&atilde;o a reparti&ccedil;&atilde;o do espectro. A digitaliza&ccedil;&atilde;o de um sinal anal&oacute;gico acarretaria um aumento do espa&ccedil;o ocupado por ele. Quando atua em ondas em FM, ocorre uma duplica&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o antes ocupado. Para ondas AM e OM, a transi&ccedil;&atilde;o fica mais complicada, j&aacute; que o espa&ccedil;o &eacute; triplicado e isso faz com que ondas &ldquo;vizinhas&rdquo; n&atilde;o consigam se digitalizar. A escolha pelo padr&atilde;o estadunidense seria vantajoso para grande emissoras, que garantiriam um maior espa&ccedil;o de atua&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Por sua vez o DRM, ocupa menos espa&ccedil;o na digitaliza&ccedil;&atilde;o, ocorrendo at&eacute; mesmo uma redu&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o ocupado no espectro quando se trata de ondas em FM. No caso das AM, o espa&ccedil;o &eacute; mantido. Uma vantagem seria uma maior quantidade de emissoras, uma vez que haveria mais lugar no espectro. No entanto, mais uma vez, o modelo n&atilde;o se faz satisfat&oacute;rio para pequenas emissoras comerciais ou r&aacute;dios comunit&aacute;rias que, por possu&iacute;rem baixa frequ&ecirc;ncia, se tornariam inaud&iacute;veis com um espa&ccedil;o reduzido. Outro fator excludente para r&aacute;dios de menor porte &eacute; o custo da digitaliza&ccedil;&atilde;o, que varia entre US$ 35 mil e US$ 90 mil, considerados os dois modelos. &ldquo;Por isso, n&atilde;o vejo na digitaliza&ccedil;&atilde;o nenhuma vantagem para a democratiza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma Tome. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\"><strong>Comunit&aacute;rias<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Compartilhando dessa opini&atilde;o, Cl&aacute;udia Neves, radialista comunit&aacute;ria da Heli&oacute;polis, em S&atilde;o Paulo, acredita que a digitaliza&ccedil;&atilde;o das r&aacute;dios em nada vai benefici&aacute;-los: &ldquo;O nosso sinal ficaria p&eacute;ssimo se digitalizado e as grandes emissoras ainda aumentariam o delas&rdquo;. Cl&aacute;udia foi ao semin&aacute;rio se informar. Ela diz que em S&atilde;o Paulo, as r&aacute;dios comunit&aacute;rias est&atilde;o fragilizadas  pelas dificuldades de sobreviv&ecirc;ncia, mas que pretendem se mobilizar para o tema da digitaliza&ccedil;&atilde;o.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">O mesmo ocorre no Par&aacute;. O tamb&eacute;m radialista Ant&ocirc;nio Marques fala sobre as condi&ccedil;&otilde;es de sua emissora, em Tucuru&iacute;. Os problemas, comuns as r&aacute;dios comunit&aacute;rias como um todo, come&ccedil;am com a lei e o decreto que regulamentam essas emissoras (Lei 9.612\/ 98). O alcance m&aacute;ximo permitido, de 1Km de raio, n&atilde;o &eacute; suficiente para atender as demandas da comunidades. &ldquo;A discuss&atilde;o ainda &eacute; med&iacute;ocre e quase n&atilde;o existe&rdquo;, diz ele referindo-se ao seu Estado.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Para o professor da Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o da UnB Fernando Paulino &ldquo;deve haver, a partir de agora, uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o e mais debates em torno do aumento no n&uacute;mero de canais, com o alcance de sinais e com o acesso de r&aacute;dios p&uacute;blicas e comunit&aacute;rias. O territ&oacute;rio brasileiro &eacute; muito grande e existe um grande n&uacute;mero de r&aacute;dios comunit&aacute;rias. Elas devem ser consideradas&rdquo;. <\/p>\n<p><span style=\"font-weight: normal\">Takashi Tome assume que um modelo adequado seria um desenvolvido para o Brasil. Levando em conta as nossas necessidades espec&iacute;ficas. Mas, infelizmente, isso esbarraria em um grande obst&aacute;culo: &ldquo;Falta de massa cr&iacute;tica&rdquo;, constata. Ele explica que aqueles que seriam capazes de desenvolver o sistema est&atilde;o envolvidos com a TV Digital. &ldquo;Precisamos ent&atilde;o ser realistas&rdquo;, diz. <\/span>Segundo Tome, a solu&ccedil;&atilde;o &eacute; que a sociedade trace claros objetivos para uma r&aacute;dio digital e que fa&ccedil;am disso uma exig&ecirc;ncia. Ele menciona alguns objetivos que devem ser buscados: melhor qualidade de som, interatividade, maior n&uacute;mero de emissoras e pouca interfer&ecirc;ncia.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pesquisador Takashi Tome alerta que os padr&otilde;es em teste no pa&iacute;s podem at&eacute; eliminar os sinais das emissoras de baixa frequencia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[236],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24244"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24244"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24244\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28103,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24244\/revisions\/28103"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}