{"id":24225,"date":"2010-04-08T18:26:57","date_gmt":"2010-04-08T18:26:57","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24225"},"modified":"2010-04-08T18:26:57","modified_gmt":"2010-04-08T18:26:57","slug":"proposta-do-marco-civil-da-internet-reduz-responsabilidades-dos-provedores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24225","title":{"rendered":"Proposta do marco civil da internet reduz responsabilidades dos provedores"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">J&aacute; est&aacute; em consulta p&uacute;blica a minuta do anteprojeto de lei sobre o marco civil da internet no Brasil elaborada pelo Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. A proposta reduz as responsabilidades dos provedores sobre conte&uacute;dos ofensivos de terceiros e limita o prazo para guarda de registros dos usu&aacute;rios.<\/p>\n<p>Pelo texto, os provedores de acesso &agrave; internet est&atilde;o obrigados a manter os registros de conex&atilde;o sob sigilo, em ambiente controlado e de seguran&ccedil;a, pelo prazo m&aacute;ximo de seis meses. A proposta pro&iacute;be, entretanto, que sejam mantidos os registros de acesso a servi&ccedil;os de internet como navega&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o instant&acirc;nea, envio e recebimento de correspond&ecirc;ncia eletr&ocirc;nica, publica&ccedil;&atilde;o de obras textuais ou audiovisuais em formato digital. <\/p>\n<p>Os registros de conex&atilde;o somente poder&atilde;o ser fornecidos a terceiros mediante ordem judicial ou por autoriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via e expressa do respectivo usu&aacute;rio. E os procedimentos de intercepta&ccedil;&atilde;o, escuta ou disponibiliza&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do das comunica&ccedil;&otilde;es pela internet somente poder&atilde;o ocorrer para fins de obten&ccedil;&atilde;o penal e ser&atilde;o regulados pela lei que trata da intercepta&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o telef&ocirc;nica e dados telem&aacute;ticos.<\/p>\n<p><strong>Responsabilidades<\/strong><\/p>\n<p>Quanto ao fato de o provedor ser responsabilizo por danos decorrentes de conte&uacute;do gerado por terceiros somente ocorrer&aacute; se for notificado pelo ofendido e n&atilde;o tomar as provid&ecirc;ncias para, dentro de prazo razo&aacute;vel, tornar indispon&iacute;vel o conte&uacute;do apontado como infringente. Por&eacute;m, ter&atilde;o que oferecer de forma ostensiva ao menos um canal eletr&ocirc;nico dedicado ao recebimento de notifica&ccedil;&otilde;es e contranotifica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A notifica&ccedil;&atilde;o ter&aacute; que conter a identifica&ccedil;&atilde;o do ofendido, incluindo seu nome completo, seus n&uacute;meros de registro civil e fiscal e dados atuais para contato; data e hora de envio; identifica&ccedil;&atilde;o clara e espec&iacute;fica do conte&uacute;do apontado como infringente, que permita a localiza&ccedil;&atilde;o inequ&iacute;voca do material pelo notificado; descri&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre o notificante e o conte&uacute;do apontado como infringente; e justificativa jur&iacute;dica para a remo&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Ao tornar indispon&iacute;vel o acesso ao conte&uacute;do, caber&aacute; ao provedor do servi&ccedil;o informar o fato ao usu&aacute;rio respons&aacute;vel pela publica&ccedil;&atilde;o, comunicando-lhe o teor da notifica&ccedil;&atilde;o de remo&ccedil;&atilde;o e fixar prazo razo&aacute;vel para a elimina&ccedil;&atilde;o definitiva do conte&uacute;do. Caso o usu&aacute;rio respons&aacute;vel pelo conte&uacute;do infringente n&atilde;o seja identific&aacute;vel ou n&atilde;o possa ser localizado, e desde que presentes os requisitos de validade da notifica&ccedil;&atilde;o, cabe ao provedor de servi&ccedil;o manter o bloqueio.<\/p>\n<p>O respons&aacute;vel pela publica&ccedil;&atilde;o julgada ofensiva ou qualquer outra pessoa pode contranotificar o provedor de servi&ccedil;o, requerendo a manuten&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do e assumindo a responsabilidade exclusiva pelos eventuais danos causados a terceiros. Nesse caso, caber&aacute; ao provedor de servi&ccedil;o o dever de restabelecer o acesso ao conte&uacute;do indisponibilizado e informar ao notificante o restabelecimento.<\/p>\n<p>A pessoa ofendida poder&aacute;, para o exclusivo prop&oacute;sito de formar conjunto probat&oacute;rio em processo judicial, requerer ao juiz a expedi&ccedil;&atilde;o de requisi&ccedil;&atilde;o solicitando, ao respons&aacute;vel pela guarda, o fornecimento de registros de conex&atilde;o ou de acesso a servi&ccedil;o de internet. Este requerimento dever&aacute; conter a descri&ccedil;&atilde;o pormenorizada de ind&iacute;cios razo&aacute;veis da ocorr&ecirc;ncia do il&iacute;cito; a justificativa motivada da utilidade dos registros solicitados para fins de investiga&ccedil;&atilde;o do il&iacute;cito; e o per&iacute;odo ao qual se referem os registros.<\/p>\n<p>A vers&atilde;o preliminar do anteprojeto de lei poder&aacute; ser consultada no endere&ccedil;o http:\/\/culturadigital.br\/marcocivil. As contribui&ccedil;&otilde;es &agrave; proposta poder&atilde;o ser feitas no prazo de 45 dias. A vers&atilde;o final do anteprojeto de lei dever&aacute; ser apresentada ao Congresso Nacional at&eacute; o final de junho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J&aacute; est&aacute; em consulta p&uacute;blica a minuta do anteprojeto de lei sobre o marco civil da internet no Brasil elaborada pelo Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. A proposta reduz as responsabilidades dos provedores sobre conte&uacute;dos ofensivos de terceiros e limita o prazo para guarda de registros dos usu&aacute;rios. 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