{"id":24180,"date":"2010-03-29T16:10:35","date_gmt":"2010-03-29T16:10:35","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24180"},"modified":"2010-03-29T16:10:35","modified_gmt":"2010-03-29T16:10:35","slug":"midia-no-papel-da-oposicao-assume-que-nao-e-isenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24180","title":{"rendered":"M\u00eddia no papel da oposi\u00e7\u00e3o assume que n\u00e3o \u00e9 isenta"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornais (ANJ) e executiva da <em>Folha de S. Paulo<\/em>, Maria Judith Brito, reconheceu, recentemente, que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o est&atilde;o fazendo o papel oposicionista (pol&iacute;tico) no Brasil, &ldquo;j&aacute; que a oposi&ccedil;&atilde;o est&aacute; profundamente fragilizada&rdquo;. A declara&ccedil;&atilde;o mostra que essa imprensa assume um lado, contrariando o jornalismo dito &ldquo;isento&rdquo; propalado pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. <\/p>\n<p>Durante reuni&atilde;o em S&atilde;o Paulo, este m&ecirc;s, entre empres&aacute;rios e entidades que congregam meios de comunica&ccedil;&atilde;o para discutir o Plano Nacional de Direitos Humanos, a representante dos donos de jornais, ao defender o que considera ser &ldquo;liberdade de imprensa&rdquo;, afirmou que a m&iacute;dia tem sido &ldquo;sistematicamente agredida durante os dois governos do presidente Lula&rdquo;. Por isso, sustentou que o contraponto seria responsabilidade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o (leia mat&eacute;ria do jornal <em>O Globo<\/em>). <\/p>\n<p>A declara&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; in&eacute;dita, mas ainda rende pol&ecirc;mica. N&atilde;o &eacute; novidade que a grande m&iacute;dia faz oposi&ccedil;&atilde;o ao governo (federal) atual. Uma afirmativa assim, al&eacute;m de induzir &agrave; leitura de que, se a oposi&ccedil;&atilde;o est&aacute; fragilizada &eacute; porque o governo &eacute; forte &ndash; sobre o que n&atilde;o vamos discorrer nesta mat&eacute;ria &ndash;, remete &agrave; reflex&atilde;o sobre o papel da m&iacute;dia e a sua responsabilidade com o interesse p&uacute;blico. <\/p>\n<p>Ao declarar-se no papel de &ldquo;oposi&ccedil;&atilde;o&rdquo;, a entidade deve estar admitindo abordagens (pelo menos nos ve&iacute;culos que representa) contagiadas de teor ideol&oacute;gico que pretendem influenciar politicamente no comportamento e opini&atilde;o p&uacute;blica. Sob o &ldquo;manto da isen&ccedil;&atilde;o&rdquo;, pode a imprensa atuar como partido pol&iacute;tico?<\/p>\n<p>Convidamos alguns especialistas a falar sobre o assunto. Leia o que eles dizem:<\/p>\n<p><strong>S&eacute;rgio Murilo, presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj)<\/strong> <br \/>Acho que a m&iacute;dia, em particular o jornalismo, funcionando como partido pol&iacute;tico &eacute; uma deforma&ccedil;&atilde;o da democracia. N&oacute;s j&aacute; tivemos experi&ecirc;ncias bem concretas da hist&oacute;ria do pa&iacute;s, como por exemplo, a principal rede do pa&iacute;s, a principal rede de comunica&ccedil;&atilde;o decidiu apoiar um candidato a presidente, praticamente elegeu esse candidato a presidente. Quer dizer, n&atilde;o &eacute; papel dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o substituir a a&ccedil;&atilde;o dos partidos pol&iacute;ticos, quer seja de situa&ccedil;&atilde;o, ou, inclusive de oposi&ccedil;&atilde;o. Isso &eacute; um papel indevido e usurpar essa fun&ccedil;&atilde;o, que &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o da sociedade, &eacute; uma grande deforma&ccedil;&atilde;o do processo democr&aacute;tico. <\/p>\n<p>N&oacute;s estamos vendo isso agora, por exemplo, o acirramento do conflito pol&iacute;tico que isso pode levar, &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o da Venezuela; que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o funcionam claramente como partido pol&iacute;tico de oposi&ccedil;&atilde;o, abrindo m&atilde;o do Jornalismo. E o prejudicado n&atilde;o &eacute; o Estado, o prejudicado &eacute; o cidad&atilde;o, que tem direito a uma informa&ccedil;&atilde;o isenta, qualificada, obtida e divulgada com crit&eacute;rios exclusivamente jornal&iacute;sticos. <\/p>\n<p><strong>Maria Helena Weber, coordenadora do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul<br \/><\/strong>De tempos em tempos, aparece uma opini&atilde;o de que a m&iacute;dia se comporta como partido pol&iacute;tico. E essa &eacute;, digamos, uma classifica&ccedil;&atilde;o simplista do que &eacute; o papel da m&iacute;dia. Tentar classificar a m&iacute;dia de novo como &lsquo;partido&rsquo; &eacute; uma simplifica&ccedil;&atilde;o do papel da pol&iacute;tica, uma desqualifica&ccedil;&atilde;o da democracia, que no Brasil est&aacute; t&atilde;o forte. <\/p>\n<p>Acho que a m&iacute;dia tem uma infidelidade at&eacute; salutar, que ora ela apoia, ora n&atilde;o apoia; ora exerce mais o papel de vigil&acirc;ncia, ora ela faz algum pacto com governantes ou institui&ccedil;&otilde;es. Mas &eacute; essa mobiliza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia que faz com que exista a democracia. <\/p>\n<p>Ent&atilde;o, chamar a m&iacute;dia de partido pol&iacute;tico significa n&atilde;o entender um pouco do que significa um partido pol&iacute;tico e todas as inst&acirc;ncias de representa&ccedil;&atilde;o da democracia. A m&iacute;dia &ndash; essa senhora &ndash; est&aacute; no papel dela: ora ela te fortalece, porque ela d&aacute; mais visibilidade, ajuda no papel da tua causa, ora ela te fragiliza, faz pacto contra. Mas &eacute; a m&iacute;dia que temos. Precisamos, um pouco, apoiar esse padr&atilde;o &ndash; e o &ldquo;papel de oposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;da m&iacute;dia, ent&atilde;o, &eacute; um papel normal. Mas eu acho que nem &eacute; um papel de oposi&ccedil;&atilde;o, mas de vigil&acirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>Rog&eacute;rio Christofoletti, professor no Departamento de Jornalismo e no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina<\/strong><br \/>Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o em geral, e o jornalismo em particular, t&ecirc;m fun&ccedil;&otilde;es distintas na sociedade. N&atilde;o s&atilde;o fun&ccedil;&otilde;es que se furtam ao campo da pol&iacute;tica, mas n&atilde;o se trata de ativismo. O papel da m&iacute;dia, da imprensa, &eacute; fiscalizar os poderes tamb&eacute;m. Neste sentido, at&eacute; pode se assemelhar ao que deveria fazer o Poder Legislativo e nem sempre o faz. Discordo da presidenta da ANJ. N&atilde;o acho que a m&iacute;dia esteja hoje encarnando a oposi&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>As rela&ccedil;&otilde;es entre os poderes e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o muito mais complexas, e v&atilde;o do flerte &agrave; colis&atilde;o frontal, do namoro com o poder a uma total ojeriza. Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o t&ecirc;m causas como os partidos pol&iacute;ticos, mas devem se pautar pelos interesses da coletividade, no que tange o direito de ser bem informada.O papel da m&iacute;dia &eacute; documentar, registrar, noticiar os fatos. Fiscalizar os poderes, denunciar abusos e permitir &agrave; popula&ccedil;&atilde;o uma compreens&atilde;o mais ampla da realidade que nos cerca. Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m limites e precisam ter limites, como quaisquer outros atores numa sociedade complexa.<\/p>\n<p>O governo tem limites de a&ccedil;&atilde;o: operacionais, constitucionais, pol&iacute;ticos. A m&iacute;dia tamb&eacute;m tem seus limites que n&atilde;o s&atilde;o el&aacute;sticos conforme as conveni&ecirc;ncias dos seus propriet&aacute;rios ou concession&aacute;rios. Todos os setores precisam de regula&ccedil;&atilde;o &ndash; e a m&iacute;dia n&atilde;o &eacute; diferente.<\/p>\n<p><strong>Juremir Machado da Silva, colunista do jornal Correio do Povo (RS) e coordenador do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o Social da PUCRS<br \/><\/strong>Fiscalizar, informar, entreter, fazer oposi&ccedil;&atilde;o quando acha que deve, principalmente os jornais. Por que os jornais n&atilde;o poderiam fazer oposi&ccedil;&atilde;o se eles t&ecirc;m vontade de fazer? Esse &eacute; um pa&iacute;s democr&aacute;tico, ent&atilde;o se eles acham que devem fazer oposi&ccedil;&atilde;o, fa&ccedil;am. Se eles acham que devem defender o governo, que defendam o governo. O jornal &eacute; diferente da televis&atilde;o, qualquer um pode ter um jornal se quiser. R&aacute;dio e televis&atilde;o s&atilde;o um pouco mais complicados, n&atilde;o basta querer ter, &eacute; uma concess&atilde;o do Estado. <\/p>\n<p>Mas a imprensa escrita, os jornais&#8230; a internet, ent&atilde;o, se tu queres ter um blog a favor ou contra, n&atilde;o tem problema. A esquerda &eacute; muito ardilosa em rela&ccedil;&atilde;o a isso, quando &eacute; a favor dela ela acha bom ter oposi&ccedil;&atilde;o, quando &eacute; contra, ela denuncia que est&atilde;o fazendo oposi&ccedil;&atilde;o. &Eacute; um pouco hip&oacute;crita. A direita faz a mesma coisa. Quando &eacute; a favor dela, acha que &eacute; isenta, quando &eacute; contra ela, acha que n&atilde;o est&aacute; cumprindo o seu papel. &Egrave; um rolo permanente. <\/p>\n<p>Faz parte do jogo democr&aacute;tico, &eacute; plural. O que n&atilde;o pode &eacute; mentir ou adulterar, ou n&atilde;o ser honesto. Se for honesto, publiquem que est&atilde;o defendendo o candidato X, que s&atilde;o a favor do candidato Y, que estamos fazendo oposi&ccedil;&atilde;o porque n&atilde;o gostamos do governo que est&aacute; a&iacute; e pronto. <\/p>\n<p>A isen&ccedil;&atilde;o &eacute; uma mentira, a m&iacute;dia n&atilde;o &eacute; isenta e nem precisa ser, nem pode ser. Ela deve &eacute; ser honesta. Agora, se quer fazer oposi&ccedil;&atilde;o, por que n&atilde;o? Ela n&atilde;o &eacute; uma estatal. N&atilde;o est&aacute; de acordo com o governo, faz oposi&ccedil;&atilde;o ao governo. O papel da m&iacute;dia n&atilde;o &eacute; s&oacute; informar, &eacute; informar, entreter, educar, fiscalizar, criticar. Se n&atilde;o est&aacute; de acordo, critique.<\/p>\n<p><strong>Antonio Hohlfeldt, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunica&ccedil;&atilde;o (Intercom), ex-vice-governador do Estado do Rio Grande do Sul<br \/><\/strong>Evidentemente que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o podem atuar como partidos pol&iacute;ticos, nem devem. Dominique Wolton, dentre tantos autores, mostra bem que a comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica est&aacute; alicer&ccedil;ada em tr&ecirc;s elementos: os pol&iacute;ticos, a m&iacute;dia e a cidadania, atrav&eacute;s da opini&atilde;o p&uacute;blica. Portanto, qualquer car&ecirc;ncia em um dos elementos faz com que o sistema fique deficiente ou incompleto. Se tomarmos de outra perspectiva, a da m&iacute;dia como quarto poder, vamos verificar que n&atilde;o s&atilde;o s&oacute; os pol&iacute;ticos que est&atilde;o deficientes. <\/p>\n<p>O problema &eacute; que, em geral, quando se fala de pol&iacute;ticos, se pensa Legislativo. Mas tem tamb&eacute;m Executivo (caso Arruda, caso Lula, etc.). Esta perspectiva veio do tempo da ditadura, mas por vezes foi tamb&eacute;m explorada pelo PT, que tende a valorizar a democracia direta em detrimento &ndash; e n&atilde;o articulada &ndash; com a democracia representativa. Isso se mostrou em Porto Alegre, ou no Estado do Rio Grande do Sul, que conhe&ccedil;o mais, e aparece hoje tamb&eacute;m em termos do governo federal. <\/p>\n<p>Mas h&aacute; um outro elemento, o Judici&aacute;rio, que anda tamb&eacute;m deficiente. Ent&atilde;o, ainda que as pesquisas sindiquem que para a opini&atilde;o publica a m&iacute;dia &eacute; mais confi&aacute;vel que os pol&iacute;ticos, e importante que a m&iacute;dia ajude a manter a credibilidade e a confian&ccedil;a nos pol&iacute;ticos e na pol&iacute;tica, porque sen&atilde;o ela mesma ser&aacute; prejudicada, pois tenderemos a um sistema de for&ccedil;a fechado, autorit&aacute;rio e centralizado, ditatorial.<\/p>\n<p>O papel da m&iacute;dia &eacute; de fiscalizador, denunciador e mediador (m&iacute;dia) entre os poderes e autoridades e a cidadania e a opini&atilde;o p&uacute;blica. A m&iacute;dia n&atilde;o faz a opini&atilde;o p&uacute;blica, deve repassar informa&ccedil;&otilde;es para que se forme essa opini&atilde;o. <\/p>\n<p>Alguns jornalistas e alguns meios de comunica&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m-se arvorado pap&eacute;is que v&atilde;o al&eacute;m do que, na verdade, possuem ou devem possuir, fazendo a den&uacute;ncia, instalando o processo, realizando julgamentos e chegando &agrave; condena&ccedil;&atilde;o, o que &eacute; lament&aacute;vel. <\/p>\n<p>Tamb&eacute;m me preocupa que, de repente, come&ccedil;ou a aparecer uma tend&ecirc;ncia a supervalorizar a m&iacute;dia lado a lado com a retomada da id&eacute;ia do Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o. Espero que n&atilde;o seja nada articulado, porque seria profundamente prejudicial &agrave; democracia brasileira. Cada poder e cada institui&ccedil;&atilde;o tem papel espec&iacute;fico, que n&atilde;o pode ser trocado ou substitu&iacute;do por outra institui&ccedil;&atilde;o. &Eacute; assim que a democracia funciona.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornais (ANJ) e executiva da Folha de S. Paulo, Maria Judith Brito, reconheceu, recentemente, que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o est&atilde;o fazendo o papel oposicionista (pol&iacute;tico) no Brasil, &ldquo;j&aacute; que a oposi&ccedil;&atilde;o est&aacute; profundamente fragilizada&rdquo;. 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