{"id":24179,"date":"2010-03-29T15:29:55","date_gmt":"2010-03-29T15:29:55","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24179"},"modified":"2010-03-29T15:29:55","modified_gmt":"2010-03-29T15:29:55","slug":"camara-deve-votar-nova-lei-do-fust-esta-semana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24179","title":{"rendered":"C\u00e2mara deve votar Nova Lei do Fust esta semana"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Um acordo de lideran&ccedil;as colocou na pauta da sess&atilde;o extraordin&aacute;ria plen&aacute;rio da C&acirc;mara dos Deputados, marcada para amanh&atilde; (ter&ccedil;a-feira, 30), a vota&ccedil;&atilde;o do Projeto de Lei 1.481\/07, a chamada Nova Lei do Fust. O nome pelo qual &eacute; conhecido revela que a quest&atilde;o central do projeto n&atilde;o &eacute; seu objetivo declarado &ndash; colocar como obrigat&oacute;ria a conex&atilde;o de todas as escolas p&uacute;blicas do pa&iacute;s &agrave; internet em banda larga &ndash;, mas sim as altera&ccedil;&otilde;es nas regras de uso do Fundo de Universaliza&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es. Justamente os detalhes acerca da gest&atilde;o do fundo fizeram com que, nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s semanas, o PL entrasse e sa&iacute;sse da pauta de vota&ccedil;&atilde;o. A expectativa, entretanto, &eacute; que o texto seja finalmente apreciado.<\/p>\n<p>De autoria do senador Alo&iacute;sio Mercadante (PT-SP), o projeto j&aacute; passou por v&aacute;rias mudan&ccedil;as na C&acirc;mara. &Eacute; considerado o mais completo projeto de amplia&ccedil;&atilde;o do uso da banda larga que tramita na C&acirc;mara, pois, ao longo dos anos, ele foi sendo costurado com propostas das ag&ecirc;ncias reguladoras, dos minist&eacute;rios e tamb&eacute;m com outros projetos de lei e emendas. No que diz respeito ao Fust, o projeto altera a destina&ccedil;&atilde;o das verbas do fundo, que passariam a poder ser usadas tamb&eacute;m para investimentos feitos por operadoras de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es prestados em regime privado, caso da internet em banda larga.<\/p>\n<p>At&eacute; agora, o Fust &eacute; de uso exclusivo dos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es prestados em regime p&uacute;blico. Originalmente, o argumento em defesa do PL &eacute; o de que a libera&ccedil;&atilde;o para utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos seria importante para finalizar a cobertura das escolas p&uacute;blicas de n&iacute;vel m&eacute;dio e superior, exig&ecirc;ncia que passou a constar entre as obriga&ccedil;&otilde;es das operadoras de telefonia fixa. Agora, soma-se tamb&eacute;m a possibilidade de uso do fundo para a execu&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Banda Larga, programa que est&aacute; em gesta&ccedil;&atilde;o no Pal&aacute;cio do Planalto e que deve ser apresentado no pr&oacute;ximo m&ecirc;s. <\/p>\n<p>Na opini&atilde;o de Fl&aacute;via Lef&egrave;vre, advogada da ProTeste &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Consumidores, &eacute; importante que se altere a Lei do Fust para que o fundo seja utilizado para o seu devido fim, a universaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Contudo, Lef&egrave;vre lembra que para a banda larga ser beneficiada com os recursos do Fust n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio mudar a lei do fundo. Ao contr&aacute;rio, seria mais f&aacute;cil e mais vantajoso mudar a natureza do Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia (SCM), categoria em que se encontra a banda larga, transformando-o em um servi&ccedil;o prestado em regime p&uacute;blico.<\/p>\n<p>&ldquo;A utiliza&ccedil;&atilde;o do Fust no Plano Nacional de Banda Larga ou para qualquer outro servi&ccedil;o de transmiss&atilde;o de dados n&atilde;o depende necessariamente da mudan&ccedil;a prevista no PL 1.481 e sim de uma canetada do governo que defina a transfer&ecirc;ncia de dados como servi&ccedil;o a ser prestado em regime p&uacute;blico e pronto&rdquo;, argumenta a advogada. Lef&egrave;vre lembra que a altera&ccedil;&atilde;o do regime de presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es pode ser feita por Decreto Presidencial. &ldquo;O que nos preocupa muito &eacute; que, a rigor, a transmiss&atilde;o de dados [o que inclui a banda larga], de acordo com a Lei Geral das Telecomunica&ccedil;&otilde;es (LGT), pela sua natureza de essencialidade, n&atilde;o pode ser deixada &agrave; explora&ccedil;&atilde;o exclusivamente em regime privado. Isto est&aacute; previsto no primeiro par&aacute;grafo do Artigo 65 da LGT, mas o governo n&atilde;o cumpre.&rdquo;<\/p>\n<p>Para a advogada da ProTeste, h&aacute; outra quest&atilde;o em jogo: a utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos de fundos p&uacute;blicos em servi&ccedil;os prestados em regime privado significa, no final das contas, que o dinheiro dos impostos pagos pelos usu&aacute;rios termina nas m&atilde;os de empresas que j&aacute; t&ecirc;m alta lucratividade com a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os p&uacute;blicos. No caso da aprova&ccedil;&atilde;o do PL 1.481, por exemplo, o dinheiro do Fust passa a poder ser utilizado pelas atuais concession&aacute;rias para ampliar o <em>backhaul<\/em> &ndash; a rede intermedi&aacute;ria de transmiss&atilde;o de dados &ndash;, condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para levar a internet &agrave;s escolas. Mas se, ao mesmo tempo, n&atilde;o for aprovada a reversibilidade dos bens de infraestrutura financiados com recursos p&uacute;blicos, toda essa rede fica sendo da pr&oacute;pria empresa e n&atilde;o mais precisa ser utilizada em benef&iacute;cio dos que contribu&iacute;ram para sua amplia&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Lef&egrave;vre lembra que tamb&eacute;m tramita na C&acirc;mara um projeto de lei que estabelece a reversibilidade como regra, ou seja, prev&ecirc; que, ao final do per&iacute;odo de explora&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os prestados em regime p&uacute;blico &ndash; caso exclusivo da telefonia fixa &ndash;, as infraestruturas de rede ser&atilde;o revertidas &agrave; Uni&atilde;o. Dessa forma, diz ela, fica ainda mais dif&iacute;cil defender que se utilize recursos p&uacute;blicos para a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os em regime privado. A advogada da ProTeste aponta ainda que, quando as concess&otilde;es acabarem em 2025, o Estado poder&aacute; n&atilde;o ter rede nenhuma para prestar o servi&ccedil;o e acabar &ldquo;comendo na m&atilde;o das concession&aacute;rias&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Tramita&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; a primeira vez que o PL 1481\/07 entra na pauta da C&acirc;mara ap&oacute;s acordo entre os l&iacute;deres partid&aacute;rios. Em praticamente tr&ecirc;s anos de tramita&ccedil;&atilde;o, o texto j&aacute; entrou na pauta por mais de tr&ecirc;s vezes, mas n&atilde;o consegue ser votado, sendo retirado de &uacute;ltima hora por alguma representa&ccedil;&atilde;o dos partidos. <\/p>\n<p>O projeto est&aacute; pronto para ser votado em plen&aacute;rio desde junho de 2008, quando o texto com altera&ccedil;&otilde;es propostas pelo ent&atilde;o relator Paulo Henrique Lustosa (PMDB), que juntou outros treze projetos que tratavam da mesma tem&aacute;tica, foi aprovado na Comiss&atilde;o Especial de Redes Digitais.<\/p>\n<p>O Partido Democratas (DEM), que pediu a retirada do PL 1481\/07 da pauta de vota&ccedil;&atilde;o h&aacute; duas semanas, justificou n&atilde;o ter havido tempo h&aacute;bil para que a assessoria t&eacute;cnica do partido fizesse a avalia&ccedil;&atilde;o completa da proposta, segundo entrevista do deputado Guilherme Campos (DEM-SP) para o <em>Tele.Sintese<\/em>. <\/p>\n<p>Na semana passada, o projeto saiu da pauta da ter&ccedil;a-feira (23) a pedido do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), para quem o texto n&atilde;o poderia ser aprovado com urg&ecirc;ncia &ldquo;dada a import&acirc;ncia da mat&eacute;ria&rdquo;. Na quarta-feira (24), foi o PSDB quem pediu para que o PL n&atilde;o fosse apreciado. Segundo o notici&aacute;rio especializado <em>TeleTime<\/em>, o problema estaria na cria&ccedil;&atilde;o de um conselho gestor para o Fust.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar da urg&ecirc;ncia na tramita&ccedil;&atilde;o, uso do fundo para expans&atilde;o do acesso &agrave; internet poderia ser imediato caso governo alterasse o servi&ccedil;o para regime p&uacute;blico<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[545],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24179"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24179"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24179\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24179"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24179"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24179"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}