{"id":24141,"date":"2010-03-23T18:24:12","date_gmt":"2010-03-23T18:24:12","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24141"},"modified":"2010-03-23T18:24:12","modified_gmt":"2010-03-23T18:24:12","slug":"excrescencias-do-direito-a-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24141","title":{"rendered":"&#8220;Excresc\u00eancias&#8221; do direito \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Desde sua publica&ccedil;&atilde;o no final de dezembro de 2009, o III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) tem sido objeto de violenta campanha conservadora apoiada e, em parte, promovida pela grande m&iacute;dia. O tema j&aacute; foi tratado in&uacute;meras vezes neste Observat&oacute;rio (ver, por exemplo, &quot;<a href=\"http:\/\/www.observatoriodaimprensa.com.br\/artigos.asp?cod=573JDB002\" target=\"_blank\">A m&iacute;dia contra a Constitui&ccedil;&atilde;o<\/a> &quot; e &quot;<a href=\"http:\/\/www.observatoriodaimprensa.com.br\/artigos.asp?cod=572IPB007\" target=\"_blank\">A unanimidade reacion&aacute;ria<\/a> &quot;).<\/p>\n<p>Contra o III PNDH vale tudo: quem discorda de uma de suas propostas ataca o conjunto do plano, coloca tudo no mesmo saco, como se n&atilde;o houvesse distin&ccedil;&atilde;o entre descriminaliza&ccedil;&atilde;o do aborto e media&ccedil;&atilde;o de conflitos agr&aacute;rios. E, para o ataque &agrave; &uacute;nica diretriz referente ao direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o utilizadas at&eacute; mesmo cita&ccedil;&otilde;es de propostas de &quot;controle social da m&iacute;dia&quot; que simplesmente n&atilde;o constam do III PNDH (2009) e est&atilde;o, ao contr&aacute;rio, no II PNDH (2002) [veja abaixo o texto integral da Diretriz 22].<\/p>\n<p><strong>Excresc&ecirc;ncias<\/strong><\/p>\n<p>Os opositores deram, agora, um passo &agrave; frente no vale-tudo de suas acusa&ccedil;&otilde;es: passaram a divulgar &quot;afirma&ccedil;&otilde;es&quot; do ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) sobre modifica&ccedil;&otilde;es no III PNDH que, na verdade, nunca foram feitas.<\/p>\n<p>E mais: a presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) &ndash; a mesma que comparou o papel da entidade ao da deusa mitol&oacute;gica Atenas-Minerva, de &eacute;tica question&aacute;vel (ver &quot;<a href=\"http:\/\/www.observatoriodaimprensa.com.br\/artigos.asp?cod=551IMQ006\" target=\"_blank\">Atenas, a ANJ e a liberdade<\/a>&quot;) &ndash; chamou o III PNDH de &quot;excresc&ecirc;ncia&quot; [cf. &quot;A&ccedil;&otilde;es contra tentativa de cercear a imprensa&quot;, <em>O Globo<\/em>, 19\/3\/2010, p&aacute;g. 10).<\/p>\n<p><em>Excresc&ecirc;ncia<\/em> &eacute; uma palavra feia que, na verdade, soa pior do que seu significado &ndash; segundo o <em>Aur&eacute;lio<\/em>, &quot;demasia, excesso, superfluidade&quot;. Aproveito a palavra utilizada pela presidente da ANJ para descrever algumas <em>excresc&ecirc;ncias<\/em> que est&atilde;o sendo praticadas pela grande m&iacute;dia no vale tudo contra o III PNDH.<\/p>\n<p><strong>Manipula&ccedil;&atilde;o grotesca<\/strong><\/p>\n<p>Ap&oacute;s a reuni&atilde;o do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) em que foi apresentado o III PNDH, acompanhada por jornalistas, inclusive da Rede Globo, na ter&ccedil;a-feira (16\/3), o ministro da SEDH conversou com alguns rep&oacute;rteres. Reafirmou que havia disposi&ccedil;&atilde;o do governo de rever <em>tr&ecirc;s<\/em> pontos do III PNDH: defesa ao direito ao aborto, condena&ccedil;&atilde;o do uso de s&iacute;mbolos religiosos em pr&eacute;dios p&uacute;blicos e cria&ccedil;&atilde;o de novos mecanismos de media&ccedil;&atilde;o de conflitos agr&aacute;rios.<\/p>\n<p>Perguntado por um rep&oacute;rter do <em>Estado de S.Paulo<\/em> se &quot;no cap&iacute;tulo da imprensa h&aacute; algum reparo ou n&atilde;o?&quot;, o ministro respondeu literalmente:<\/p>\n<blockquote><p>&quot;No cap&iacute;tulo da imprensa n&atilde;o estamos fechados para fazer reparos. Agora, h&aacute; pouco ainda relia, pela mil&eacute;sima vez, `definir crit&eacute;rios editoriais de ranking&acute;, e n&atilde;o conseguimos nos convencer de que haja a&iacute; a menor inten&ccedil;&atilde;o de censura a imprensa. Esse governo, por todos os seus ministros, pelo presidente, dezenas de vezes, reafirma que &eacute; absolutamente contra qualquer tipo de censura &agrave; imprensa. O presidente Lula declara: `Eu sou fruto da liberdade de imprensa&acute;. Ent&atilde;o, nesse sentido, foi interpretado como se fosse inten&ccedil;&atilde;o de censura aquilo que &eacute; um chamamento &agrave; m&iacute;dia para parcerias, para engajamento, das pr&oacute;prias entidades empresariais, dos sindicatos de jornalistas do Brasil inteiro, dos profissionais, para entendermos juntos as nossas co-responsabilidades. Ent&atilde;o o que est&aacute; dito l&aacute; &eacute; definir crit&eacute;rios editoriais de ranking, pra premiar, pra valorizar as boas mat&eacute;rias, como j&aacute; h&aacute; em in&uacute;meras experi&ecirc;ncias, o pr&ecirc;mio Vladmir Herzog de jornalismo e Direitos Humanos; o pr&ecirc;mio da ANDI, e tamb&eacute;m no ranking, localizar, na programa&ccedil;&atilde;o, programas que eventualmente tenham conota&ccedil;&atilde;o racista, de discrimina&ccedil;&atilde;o &agrave; mulher, que sejam homof&oacute;bicos. O Brasil j&aacute; tem instrumentos, para esse ranking sendo feito, o MP, defensores, as autoridades constitu&iacute;das tomarem as iniciativas adequadas. Ent&atilde;o, nesse sentido o ranking pode ser feito em parceria com as pr&oacute;prias empresas, elas podem ser convidadas a isso, seja com os Direitos Humanos, seja com o MJ, onde est&aacute; sediada a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa, seja no pr&oacute;prio Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. Ent&atilde;o o que n&oacute;s estamos fazendo no momento &eacute; fazer o di&aacute;logo sereno, o debate, explicando que n&atilde;o h&aacute; nenhuma(&#8230;). E se houver uma argumenta&ccedil;&atilde;o de que determinado aspecto, determinada a&ccedil;&atilde;o, das 521, 500 de grande acordo e pol&ecirc;mica em torno de 20, que merece reparo porque pode suscitar uma interpreta&ccedil;&atilde;o equivocada, tamb&eacute;m incluiremos esse reparo. [Transcri&ccedil;&atilde;o da Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da <a href=\"http:\/\/www.sedh.gov.br\/\" target=\"_blank\">SEDH<\/a> )<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Na mesma noite, o &quot;Jornal Nacional&quot; da Rede Globo, deu a chamada: &quot;O governo admite alterar pontos mais pol&ecirc;micos do Programa Nacional de Direitos Humanos&quot;. No telejornal, o apresentador leu a seguinte nota coberta:<\/p>\n<blockquote><p>&quot;O secret&aacute;rio nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, declarou nesta ter&ccedil;a-feira que ser&atilde;o alterados quatro pontos do programa que provocou pol&ecirc;mica com setores da sociedade. <\/p>\n<p>Segundo Vannuchi, vai ser retirada do Programa de Direitos Humanos a parte que previa negocia&ccedil;&atilde;o de invasores de terra com uma comiss&atilde;o do governo antes de se recorrer &agrave; Justi&ccedil;a. <\/p>\n<p>O plano n&atilde;o vai mais tratar da descriminaliza&ccedil;&atilde;o do aborto, nem da proibi&ccedil;&atilde;o de s&iacute;mbolos religiosos em pr&eacute;dios p&uacute;blicos. <\/p>\n<p>O secret&aacute;rio disse ainda que vai alterar a proposta de impor um limite &agrave; autonomia das empresas de comunica&ccedil;&atilde;o. A vers&atilde;o final deve sair em abril [<a href=\"http:\/\/jornalnacional.globo.com\/Telejornais\/JN\/0,,MUL1532415-10406,00-PROGRAMA+DE+DIREITOS+HUMANOS+SERA+ALTERADO.html\" target=\"_blank\">ver aqui<\/a>].<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Os <em>tr&ecirc;s<\/em> pontos que poderiam ser alterados se transformaram em <em>quatro<\/em>, inclu&iacute;da a refer&ecirc;ncia a uma &quot;proposta de impor um limite &agrave; autonomia das empresas de comunica&ccedil;&atilde;o&quot; que, al&eacute;m de n&atilde;o ser especificada, tamb&eacute;m n&atilde;o foi mencionada na fala do ministro da SEDH.<\/p>\n<p>Curiosamente, no dia seguinte, 17 de mar&ccedil;o, a mat&eacute;ria sobre o assunto publicada no jornal <em>O Globo <\/em>sob o t&iacute;tulo &quot;Estamos dispostos a fazer corre&ccedil;&otilde;es&quot;, cita os tr&ecirc;s pontos relacionados pelo ministro e n&atilde;o faz qualquer refer&ecirc;ncia ao &quot;quarto&quot; ponto mencionado no JN [cf. <em>O Globo<\/em>, 17\/3\/2010, p&aacute;g. 10].<\/p>\n<p><strong>Partidariza&ccedil;&atilde;o assumida<\/strong><\/p>\n<p>Ap&oacute;s encontro na Fecomercio, que reuniu representantes da ANJ, da Abert e da Aner, e discutiu a possibilidade de ingresso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o III PNDH, no dia 18 de mar&ccedil;o [cf. &quot;A&ccedil;&otilde;es contra tentativa de cercear a imprensa&quot;, <em>O Globo<\/em>, 19\/3\/2010, p&aacute;g. 10), a presidente da ANJ &ndash; que &eacute; tamb&eacute;m diretora-superintendente do Grupo Folha &ndash; afirmou:<\/p>\n<blockquote><p>&quot;A liberdade de imprensa &eacute; um bem maior que n&atilde;o deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto &eacute; sempre a quest&atilde;o da responsabilidade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. E, obviamente, esses meios de comunica&ccedil;&atilde;o est&atilde;o fazendo, de fato, a posi&ccedil;&atilde;o oposicionista deste pa&iacute;s, j&aacute; que a oposi&ccedil;&atilde;o est&aacute; profundamente fragilizada. E esse papel de oposi&ccedil;&atilde;o, de investiga&ccedil;&atilde;o, sem d&uacute;vida nenhuma incomoda sobremaneira o governo.&quot;<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A presidente da ANJ assume publicamente que os jornais est&atilde;o desempenhando o papel de partidos de oposi&ccedil;&atilde;o ao governo, vale dizer, est&atilde;o agindo partidariamente, e ainda justifica: a raz&atilde;o &eacute; que &quot;a oposi&ccedil;&atilde;o est&aacute; profundamente fragilizada&quot;.<\/p>\n<p><strong>Estrat&eacute;gia conservadora<\/strong><\/p>\n<p>Em artigo recente, o professor Laurindo Lalo Leal, da ECA-USP, escreveu com propriedade sobre a campanha conservadora contra o III PNDH, em particular, e contra as propostas relativas ao direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. Para ele, a campanha faz parte de uma estrat&eacute;gia conservadora que &eacute; nossa velha conhecida. <\/p>\n<blockquote><p>&quot;Elege-se um tema de impacto que tenha amplo apoio na sociedade e se atribui ao advers&aacute;rio a inten&ccedil;&atilde;o de destru&iacute;-lo. No caso, a democracia e a liberdade de express&atilde;o. Dizem que o governo elaborou um Plano Nacional de Direitos Humanos propondo o controle social da m&iacute;dia. Repetem isso &agrave; exaust&atilde;o e passam ao ataque.&quot;<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Para aqueles que n&atilde;o se esquecem do passado &eacute; imposs&iacute;vel n&atilde;o lembrar de situa&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas em que as bandeiras eram outras, mas a estrat&eacute;gia, a mesma. &Eacute; exatamente isso o que est&aacute; sendo feito hoje com o suporte e a participa&ccedil;&atilde;o da grande m&iacute;dia e a lideran&ccedil;a de suas entidades representativas: ANJ, Abert e ANER. At&eacute; onde se pretende chegar, n&atilde;o se sabe.<\/p>\n<p>A escalada dos ataques, todavia, sobe a cada dia. E no vale-tudo para que se atinjam os objetivos, vale qualquer <em>excresc&ecirc;ncia<\/em>.<\/p>\n<p>*** <br \/><strong>Decreto N&ordm; 7.037, de 21 de dezembro de 2009<\/strong><br \/>Aprova o Programa Nacional de Direitos Humanos &ndash; PNDH-3 e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias [<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2009\/Decreto\/D7037.htm\" target=\"_blank\">&iacute;ntegra aqui<\/a>].<\/p>\n<p><strong>Diretriz 22: <\/strong>Garantia do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e ao acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o para consolida&ccedil;&atilde;o de uma cultura em Direitos Humanos.<\/p>\n<p><strong>Objetivo Estrat&eacute;gico I:<\/strong><br \/>Promover o respeito aos Direitos Humanos nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e o cumprimento de seu papel na promo&ccedil;&atilde;o da cultura em Direitos Humanos.<\/p>\n<p><strong>A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas:<\/strong><br \/>a) Propor a cria&ccedil;&atilde;o de marco legal regulamentando o art. 221 da Constitui&ccedil;&atilde;o, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos servi&ccedil;os de radiodifus&atilde;o (r&aacute;dio e televis&atilde;o) concedidos, permitidos ou autorizados, como condi&ccedil;&atilde;o para sua outorga e renova&ccedil;&atilde;o, prevendo penalidades administrativas como advert&ecirc;ncia, multa, suspens&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o e cassa&ccedil;&atilde;o, de acordo com a gravidade das viola&ccedil;&otilde;es praticadas.<br \/>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a; Minist&eacute;rio da Cultura<\/p>\n<p>b) Promover di&aacute;logo com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico para proposi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es objetivando a suspens&atilde;o de programa&ccedil;&atilde;o e publicidade atentat&oacute;rias aos Direitos Humanos.<br \/>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica<\/p>\n<p>c) Suspender patroc&iacute;nio e publicidade oficial em meios que veiculam programa&ccedil;&otilde;es atentat&oacute;rias aos Direitos Humanos.<br \/>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a<\/p>\n<p>d) Elaborar crit&eacute;rios de acompanhamento editorial a fim de criar ranking nacional de ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o comprometidos com os princ&iacute;pios de Direitos Humanos, assim como os que cometem viola&ccedil;&otilde;es.<br \/>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas de Promo&ccedil;&atilde;o da Igualdade Racial da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas para as Mulheres da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Cultura; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a<\/p>\n<p>e) Desenvolver programas de forma&ccedil;&atilde;o nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blicos como instrumento de informa&ccedil;&atilde;o e transpar&ecirc;ncia das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, de inclus&atilde;o digital e de acessibilidade.<br \/>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Cultura; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a <\/p>\n<p>f) Avan&ccedil;ar na regulariza&ccedil;&atilde;o das r&aacute;dios comunit&aacute;rias e promover incentivos para que se afirmem como instrumentos permanentes de di&aacute;logo com as comunidades locais.<br \/>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Cultura; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a<\/p>\n<p>g) Promover a elimina&ccedil;&atilde;o das barreiras que impedem o acesso de pessoas com defici&ecirc;ncia sensorial &agrave; programa&ccedil;&atilde;o em todos os meios de comunica&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o, em conformidade com o Decreto no 5.296\/2004, bem como acesso a novos sistemas e tecnologias, incluindo Internet.<br \/>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a<\/p>\n<p><strong>Objetivo Estrat&eacute;gico II: <\/strong>Garantia do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e ao acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas:<\/strong><br \/>a) Promover parcerias com entidades associativas de m&iacute;dia, profissionais de comunica&ccedil;&atilde;o, entidades sindicais e populares para a produ&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de materiais sobre Direitos Humanos.<br \/>Respons&aacute;veis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Cultura; Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p>b) Incentivar pesquisas regulares que possam identificar formas, circunst&acirc;ncias e caracter&iacute;sticas de viola&ccedil;&otilde;es dos Direitos Humanos na m&iacute;dia.<br \/>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica<\/p>\n<p>c) Incentivar a produ&ccedil;&atilde;o de filmes, v&iacute;deos, &aacute;udios e similares, voltada para a educa&ccedil;&atilde;o em Direitos Humanos e que reconstrua a hist&oacute;ria recente do autoritarismo no Brasil, bem como as iniciativas populares de organiza&ccedil;&atilde;o e de resist&ecirc;ncia.<br \/>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Cultura; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a.<\/p>\n<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--><em>* Ven&iacute;cio A. de Lima &eacute;    \t \t \t \tpesquisador s&ecirc;nior do N&uacute;cleo de Estudos sobre M&iacute;dia e Pol&iacute;tica (NEMP) da Universidade de Bras&iacute;lia e autor, entre outros, de <\/em>&quot;Di&aacute;logos da Perplexidade &ndash; reflex&otilde;es cr&iacute;ticas sobre a m&iacute;dia&quot;<em>, com Bernardo Kucinski (Editora Funda&ccedil;&atilde;o Perseu Abramo, 2009).<\/em> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No vale-tudo contra o PNDH, opositores passaram a divulgar &quot;afirma&ccedil;&otilde;es&quot; do ministro da SEDH sobre mudan&ccedil;as no plano que nunca foram feitas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[53],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24141"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24141"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24141\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24141"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24141"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24141"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}