{"id":24139,"date":"2010-03-23T18:03:13","date_gmt":"2010-03-23T18:03:13","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24139"},"modified":"2010-03-23T18:03:13","modified_gmt":"2010-03-23T18:03:13","slug":"estado-setor-privado-setor-nao-lucrativo-e-midias-todos-fazem-comunicacao-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24139","title":{"rendered":"\u201cEstado, setor privado, setor n\u00e3o lucrativo e m\u00eddias: todos fazem comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica\u201d"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\"><em>[T&iacute;tulo original: O potencial do capital social na comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica]<\/em><\/p>\n<p>Como ministrante do M&oacute;dulo I do Semin&aacute;rio Integrado de Comunica&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica, realizado no PPGCOM\/UFRGS no segundo semestre de 2009, a pesquisadora Heloiza Matos abordou o tema &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e capital social&rdquo;. Esses pontos s&atilde;o trabalhados no livro &ldquo;Capital Social e Comunica&ccedil;&atilde;o: interfaces e articula&ccedil;&otilde;es&rdquo; (Summus Editoral, 2009). Formada originariamente em Jornalismo, Heloiza atuou desde cedo na &aacute;rea de Comunica&ccedil;&atilde;o e Pol&iacute;tica, complementando sua forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica com pesquisas e estudos sobre Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica na Fran&ccedil;a. Atualmente a pesquisadora &eacute; docente do quadro permanente do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o da Faculdade C&aacute;sper L&iacute;bero\/SP. <\/p>\n<p>Doutora em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o e mestre pela Escola de Comunica&ccedil;&otilde;es e Artes da Universidade de S&atilde;o Paulo (ECA-USP), o est&aacute;gio p&oacute;s-doutoral ocorreu junto ao <em>Groupe de Recherche sur les Enjeux de la Communication<\/em> (GRESEC), da Universit&eacute; Stendhal, Grenoble III, entre 1995 e 2007. Nesse per&iacute;odo, sua pesquisa abordou temas ligados &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica, sobretudo o processo eleitoral na Fran&ccedil;a. Em 2007, desenvolveu uma pesquisa sobre Capital Social, Comunica&ccedil;&atilde;o e Tecnologia, que deu origem ao livro &quot;Capital Social e Comunica&ccedil;&atilde;o: interfaces e articula&ccedil;&otilde;es&quot;. At&eacute; 2002 foi docente e pesquisadora na ECA-USP trabalhando tamb&eacute;m com Opini&atilde;o P&uacute;blica. Na entrevista que segue, Heloiza Matos esclarece conex&otilde;es poss&iacute;veis entre o conceito de capital social, o poder p&uacute;blico, a m&iacute;dia e a sociedade civil.<\/p>\n<p><strong>O tema que voc&ecirc; trabalha no livro &ldquo;Capital Social e Comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; interfaces e articula&ccedil;&otilde;es&rdquo;, aliando o conceito de capital social &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, indica a necessidade de uma participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica ativa por parte da sociedade. Como o capital social e a comunica&ccedil;&atilde;o podem fortalecer ou promover essa participa&ccedil;&atilde;o?<\/strong><br \/>O capital social est&aacute; presente quando os indiv&iacute;duos se organizam (em associa&ccedil;&otilde;es, por exemplo) para debater quest&otilde;es de interesse p&uacute;blico. O debate &eacute; estruturado cooperativamente em torno do bem-comum, com a finalidade de entender quest&otilde;es relacionadas com a sa&uacute;de, a educa&ccedil;&atilde;o, a pobreza, enfim, colocar em marcha processos pol&iacute;ticos e engajamento c&iacute;vico. As intera&ccedil;&otilde;es e a reciprocidade nas redes sociais s&atilde;o elementos que podem garantir uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o entre os atores sociais e as institui&ccedil;&otilde;es que, reunidos em espa&ccedil;os p&uacute;blicos de debates, podem, partindo de interesses conflitantes, atingir objetivos comuns por meio de uma din&acirc;mica conversacional (direta ou virtual). Mas &eacute; preciso considerar que a comunica&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada com a mobiliza&ccedil;&atilde;o, mas&nbsp;pode haver capital social sem mobiliza&ccedil;&atilde;o propriamente c&iacute;vica. Esta &eacute; a apenas uma possibilidade. O capital social &eacute; uma medida das rela&ccedil;&otilde;es sociais, que podem ser apenas familiares, de amizade, de vizinhan&ccedil;a, de trabalho e n&atilde;o necessariamente envolvem o bem comum.<\/p>\n<p><strong>Quais s&atilde;o as liga&ccedil;&otilde;es entre capital social e comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica?<\/strong><br \/>De modo resumido, a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica se refere &agrave; vida em comunidade: intera&ccedil;&otilde;es rec&iacute;procas constitu&iacute;das por atores sociais, sobre temas de interesse comum, pressupondo relev&acirc;ncia e participa&ccedil;&atilde;o social, cujo objetivo &eacute; a busca de solu&ccedil;&atilde;o de problemas e a melhoria da qualidade de vida da comunidade. Num ambiente com baixo capital social, onde a intera&ccedil;&atilde;o e os la&ccedil;os entre os atores sociais s&atilde;o fracos e espor&aacute;dicos pode resultar numa apatia e in&eacute;rcia acerca dos temas e a&ccedil;&otilde;es da vida comunit&aacute;ria. Sem capital social precedente, a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica n&atilde;o alcan&ccedil;a relev&acirc;ncia. Mas a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica tamb&eacute;m pode estimular o capital social.<\/p>\n<p><strong>Como o Estado pode articular o conceito de capital social, com vistas a melhorar seus servi&ccedil;os atrav&eacute;s da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e da promo&ccedil;&atilde;o da cidadania, considerando que no Brasil h&aacute; um quadro de baixa participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica?<br \/><\/strong>Todo agente social pode e deve fazer parte do espa&ccedil;o de intera&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Assim, h&aacute; comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica feita pelo primeiro setor (governo), pelo segundo setor (privado), pelo terceiro setor (civil n&atilde;o lucrativo), e pelo quarto setor (m&iacute;dias). A comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica estatal-governamental tem uma grande import&acirc;ncia na constitui&ccedil;&atilde;o do processo: a) na coleta e an&aacute;lise de dados sociais; b) na informa&ccedil;&atilde;o e explica&ccedil;&atilde;o dos projetos e a&ccedil;&otilde;es; c) na proposi&ccedil;&atilde;o e fomento de debate amplo e aberto; d) na implementa&ccedil;&atilde;o e garantia de uma cultura c&iacute;vica formadora de comunicadores p&uacute;blicos; e) na cria&ccedil;&atilde;o de um ambiente de respeito &agrave; liberdade de express&atilde;o de todos; f) na disposi&ccedil;&atilde;o de acatar o que for negociado pela maioria. Isto &eacute;, n&atilde;o se trata apenas de transpar&ecirc;ncia e <em>accountability<\/em>, de governan&ccedil;a e de responsabilidade social. Cabe ao governo checar e manter os &iacute;ndices de capital social em patamares desej&aacute;veis, e garantir que todos os atores sejam capazes de desempenhar o papel de comunicador p&uacute;blico.<\/p>\n<p><strong>Quais s&atilde;o as caracter&iacute;sticas da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica realizada por meios de comunica&ccedil;&atilde;o privados? Como isso ocorre?<br \/><\/strong>A comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica do quarto setor &eacute; central para a sociedade contempor&acirc;nea. Basta perguntar como a m&iacute;dia contribui para a informa&ccedil;&atilde;o e o debate acerca de temas de interesse e relev&acirc;ncia sociais, incluindo o Estado, o mercado e a sociedade. Sem esquecer que s&atilde;o empresas que visam o lucro, &eacute; certo que a not&iacute;cia inclui em sua defini&ccedil;&atilde;o o interesse p&uacute;blico. Assim, a m&iacute;dia desempenha seu papel de comunicador p&uacute;blico quando: informa, fiscaliza, discute, debate, critica, analisa, explica, interpreta, acusa e cobra. Mas isso &eacute; apenas parte de seu potencial. A outra face da moeda &eacute; considerar a m&iacute;dia que fala para os sem-m&iacute;dia: analfabetos que n&atilde;o se informam ou grupos distanciados dos fatos de interesse p&uacute;blico. Sabemos, no entanto, que nem sempre a m&iacute;dia cumpre o seu papel social de modo equilibrado e plural. Da&iacute; a import&acirc;ncia de considerar a ocupa&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os de discuss&atilde;o pelas m&iacute;dias p&uacute;blicas, governamentais alternativas e segmentadas.<\/p>\n<p><strong>A seu ver, a grande m&iacute;dia de mercado no Brasil, especialmente no campo do Jornalismo, est&aacute; cumprido com seu papel c&iacute;vico e de interesse p&uacute;blico? O capital social pode auxiliar a sociedade civil a cobrar maior qualidade dos produtos e do papel social\/p&uacute;blico dos grandes meios de comunica&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong>Acredito que, em termos gerais, a m&iacute;dia vem cumprindo seu papel quanto &agrave; salvaguarda do interesse p&uacute;blico, mas seu desempenho c&iacute;vico tem deixado a desejar. Talvez o melhor seja perguntar, evocando o capital social, o que tem feito a m&iacute;dia brasileira para a amplia&ccedil;&atilde;o e a melhora qualitativa dos v&iacute;nculos sociais, para as redes de relacionamento dos cidad&atilde;os. A exist&ecirc;ncia de uma cultura de comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica poderia contribuir para o direcionamento dos &iacute;ndices de capital social para o engajamento c&iacute;vico. Mobiliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o implica necessariamente engajamento, e nem todo engajamento &eacute; c&iacute;vico. Assim, num ambiente com capital social elevado, &eacute; a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica que poderia cobrar maior qualidade das m&iacute;dias e do governo &ndash; uma cobran&ccedil;a, vale dizer, deliberativa (comunicacional, negocial, consensual).<\/p>\n<p><strong>De que maneira a intera&ccedil;&atilde;o em ambientes virtuais pode ser pensada em converg&ecirc;ncia com a atua&ccedil;&atilde;o de uma esfera p&uacute;blica ativa?<br \/><\/strong>Na atualidade, uma esfera p&uacute;blica ativa inclui os ambientes virtuais. Por outro lado, em nossa sociedade fica dif&iacute;cil falar de comunica&ccedil;&atilde;o sem falar de m&iacute;dias. Ou seja, o problema n&atilde;o est&aacute; tanto em que o contato seja direto ou mediado, ou que se d&ecirc; num ambiente real ou virtual. O ponto parece ser o da intera&ccedil;&atilde;o: primeiro, na democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica; segundo, nos protocolos que regulam os fluxos e as trocas dialogais; terceiro, quanto ao resultado final ou parcial do di&aacute;logo; quarto, acerca das a&ccedil;&otilde;es colocadas em marcha em fun&ccedil;&atilde;o do que se concluiu; quinto, com respeito &agrave;s consequ&ecirc;ncias das a&ccedil;&otilde;es e &agrave; responsabilidade acerca delas. Ambientes virtuais, como a internet, s&atilde;o uma poderosa ferramenta tanto para o capital social quanto para a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica; &eacute; adequada para criar redes de relacionamento, para mobilizar e engajar. Contudo, os di&aacute;logos s&atilde;o fragment&aacute;rios, as regras de debate s&atilde;o insuficientes, os resultados quando existem s&atilde;o incertos, as a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o pontuais e sem continuidade, a responsabilidade para o bem ou para o mal &eacute; difusa, e as consequ&ecirc;ncias&#8230; est&atilde;o abertas a outro debate.<\/p>\n<p><strong>O que a sociedade civil ganha com o fortalecimento do capital social e as mobiliza&ccedil;&otilde;es em rede, sejam essas virtuais ou n&atilde;o?<br \/><\/strong>Na pr&aacute;tica, essa &eacute; uma quest&atilde;o controversa. Em teoria, uma sociedade pode funcionar com baixos &iacute;ndices de capital social: as pessoas atomizadas pelo territ&oacute;rio continuam a trabalhar, recolher impostos, a consumir, etc. Contudo, h&aacute; estudos que relacionam uma voca&ccedil;&atilde;o associativista ao sucesso (econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico) da sociedade. Assim, quanto maior for o capital social, mais coesa e sin&eacute;rgica &eacute; uma sociedade: no relacionamento em organiza&ccedil;&otilde;es, para fiscalizar e reivindicar do governo, para debater, deliberar e agir na intera&ccedil;&atilde;o com os grupos de vizinhan&ccedil;a. Portanto, a constitui&ccedil;&atilde;o de redes sociais mais numerosas e amplas (e aqui entra a internet) estaria diretamente relacionada a uma sociedade civil viva e atuante; e &eacute; isso que significa um capital social forte. Isso &eacute; ben&eacute;fico na medida em que somos n&oacute;s a administrarmos a nossa cidade, que &eacute; o significado original de pol&iacute;tico.<\/p>\n<p><strong>O uso das redes de informa&ccedil;&atilde;o na internet se apresenta como um ato individualizado. Nesse sentido, como o capital social age a partir de um car&aacute;ter coletivo, de bem comum, na constru&ccedil;&atilde;o de la&ccedil;os de uma cidadania atuante?<br \/><\/strong>Uma rede social &eacute; sempre constitu&iacute;da por indiv&iacute;duos, mas os atos podem ser mais ou menos coletivos. Pense no autor de um livro, que escreve sozinho mas que &eacute; lido por milhares &ndash; e como sua obra pode mudar a vida de muitas pessoas. Mas a internet &eacute; um &ldquo;livro&rdquo; muito mais complexo, tanto do ponto de vista comunicacional quanto do impacto real do que circula na rede. Mesmo um ato individualizado em redes de informa&ccedil;&atilde;o na internet pode ter uma grande repercuss&atilde;o de car&aacute;ter coletivo. Todavia, o capital social n&atilde;o &eacute; agente, ele &eacute;, antes, a resultante da intera&ccedil;&atilde;o das atitudes, opini&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es dos atores sociais. A internet pode sim ser o ve&iacute;culo de cria&ccedil;&atilde;o, amplia&ccedil;&atilde;o e fortalecimento de la&ccedil;os sociais, e pode igualmente auxiliar na mobiliza&ccedil;&atilde;o e o engajamento c&iacute;vico. A democracia e a cidadania t&ecirc;m muito a ganhar com a internet, o capital social e a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica idem. Mas ainda n&atilde;o tenho claro como dimensionar e avaliar essa &ldquo;caixa&rdquo;&#8230; que pode ser de Pandora.&nbsp; <\/p>\n<p><strong>Voc&ecirc; percebe os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, em especial o r&aacute;dio, como extensores de uma comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica? Ou quais outros meios cumpririam com essa fun&ccedil;&atilde;o?<\/strong><br \/>Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fundamentais para a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Afinal, como chegar a tantos milh&otilde;es de cidad&atilde;os num pa&iacute;s de dimens&otilde;es continentais? Mas &eacute; muito importante lembrar que um comunicador p&uacute;blico representa um ator coletivo. A internet n&atilde;o &eacute;, em si, um comunicador p&uacute;blico; ao contr&aacute;rio, &eacute; apenas um &ldquo;espa&ccedil;o&rdquo; da esfera p&uacute;blica onde as pessoas se expressam e debatem. Cada m&iacute;dia tem caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias, e contribuem cada uma a seu modo para a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. O r&aacute;dio tem uma grande cobertura territorial e grande penetra&ccedil;&atilde;o territorial e social, em parte devido ao baixo custo de aquisi&ccedil;&atilde;o do aparelho. Contudo, o fato de ser apenas unidirecional, j&aacute; que os usu&aacute;rios s&atilde;o &ldquo;ouvintes&rdquo; e n&atilde;o dialogam, &eacute; uma quest&atilde;o a ser vista quando o assunto &eacute; comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Aqui estou considerando o r&aacute;dio no sentido tradicional e n&atilde;o como m&iacute;dia virtual. Outra quest&atilde;o diz respeito &agrave; pluralidade do conte&uacute;do. Apesar de todos os problemas relacionados com a apropria&ccedil;&atilde;o pelos pol&iacute;ticos locais das r&aacute;dios comunit&aacute;rias, ela &eacute; um instrumento eficaz para a veicula&ccedil;&atilde;o e debate de quest&otilde;es de interesse p&uacute;blico &ndash; especialmente os de &acirc;mbito local.<\/p>\n<p><strong>Por fim, a &uacute;ltima pergunta: os meios de comunica&ccedil;&atilde;o podem ser o espa&ccedil;o entre o Estado e a sociedade na utiliza&ccedil;&atilde;o dos &quot;servi&ccedil;os p&uacute;blicos&quot; como not&iacute;cia?<br \/><\/strong>Em seu livro &ldquo;Marketing P&uacute;blico&rdquo;, Joseph Chias mostra como o estado-governo deve divulgar e promover os servi&ccedil;os p&uacute;blicos. Para cumprir sua raz&atilde;o constitucional, o estado-governo deveria comunicar por todos os meios (leia-se m&iacute;dia) e utilizar-se de todas as t&eacute;cnicas (jornalismo, publicidade, propaganda, rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas). Logo, usar t&eacute;cnicas jornal&iacute;sticas para publicizar os servi&ccedil;os p&uacute;blicos dispon&iacute;veis e oferecidos seria dever do poder constitu&iacute;do e direito de todo cidad&atilde;o. Essa comunica&ccedil;&atilde;o estatal-governamental pode ser entendida como comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica apenas na medida em que se restrinja aos interesses coletivos e sociais; pois nem toda comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, partid&aacute;ria ou eleitoral &eacute; necessariamente comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Assim, mantendo intacto o crit&eacute;rio jornal&iacute;stico de noticiabilidade, uma not&iacute;cia sobre os servi&ccedil;os p&uacute;blicos diz respeito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica &ndash; n&atilde;o importa quem fez ou divulgou a mat&eacute;ria, se m&iacute;dias privados ou p&uacute;blicos.<\/p>\n<p><em>* Com colabora&ccedil;&atilde;o de Adriana Rigo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadora trata das conex&otilde;es poss&iacute;veis entre capital social, poder p&uacute;blico, m&iacute;dia e sociedade civil<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1274,1275],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24139"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24139"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24139\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}