{"id":24138,"date":"2010-03-23T17:47:01","date_gmt":"2010-03-23T17:47:01","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24138"},"modified":"2010-03-23T17:47:01","modified_gmt":"2010-03-23T17:47:01","slug":"qualidade-dos-veiculos-de-comunicacao-do-senado-e-enfatizada-em-seminario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24138","title":{"rendered":"Qualidade dos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o do Senado \u00e9 enfatizada em semin\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O Senado Federal realizou na tarde desta segunda-feira (22) semin&aacute;rio para discutir o papel dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o da Casa. Professores e jornalistas de v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es relataram sua vis&atilde;o e responderam a perguntas dos profissionais do Senado que participaram do evento, prestigiado pelo presidente da Casa, senador Jos&eacute; Sarney (PMDB-AP).<\/p>\n<p>Todos os convidados ressaltaram a qualidade e a exatid&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o do Senado. A colunista do jornal <em>Folha de S. Paulo,<\/em> jornalista Eliane Cantanhede &#8211; mediadora do evento &#8211; enfatizou a qualidade e a quantidade de informa&ccedil;&otilde;es prestadas pela Ag&ecirc;ncia Senado:<\/p>\n<p>&#8211; A m&iacute;dia do Senado &eacute; muito importante e poderosa. Somente a Ag&ecirc;ncia Senado teve 19,2 milh&otilde;es de acessos [na internet] em 2009. Produz cerca de mil reportagens por m&ecirc;s, uma m&eacute;dia de 50 por dia, chegando a 80 nos dias de pico. S&atilde;o 23 mil fotos por m&ecirc;s. Mais de 1.500 mat&eacute;rias s&atilde;o republicadas Brasil afora. S&atilde;o 2.500 cita&ccedil;&otilde;es de senadores por m&ecirc;s &#8211; afirmou a jornalista, ao abrir o encontro.<\/p>\n<p>Cantanhede afirmou que a m&iacute;dia privada perdeu a discuss&atilde;o sobre assuntos tem&aacute;ticos, tratando preferencialmente da disputa pol&iacute;tica partid&aacute;ria. Citou o exemplo da lei de transplantes, que s&oacute; foi noticiada pela imprensa privada quando de sua aprova&ccedil;&atilde;o, pelos Plen&aacute;rios do Senado e da C&acirc;mara dos Deputados, depois de passar oito anos em debate.<\/p>\n<p>A diretora da TV Globo em Bras&iacute;lia, Silvia Faria, disse que tem um aparelho em seu escrit&oacute;rio permanentemente ligado na TV Senado. Ela tamb&eacute;m afirmou que utiliza a Ag&ecirc;ncia Senado para apurar detalhes de projetos aprovados pela Casa, e qualificou a informa&ccedil;&atilde;o de &quot;extremamente confi&aacute;vel&quot;.<\/p>\n<p><strong>Tecnologia<\/strong><\/p>\n<p>J&aacute; o jornalista e empres&aacute;rio Manoel Fernandes, da <em>Revista Bytes<\/em>, chamou a aten&ccedil;&atilde;o para o pouco aproveitamento, pelo Senado e seus meios de comunica&ccedil;&atilde;o, das novas tecnologias dispon&iacute;veis. Ele sugeriu que esses ve&iacute;culos atuem com mais organiza&ccedil;&atilde;o na rede mundial de computadores, a internet. Para ele, &eacute; necess&aacute;rio ver esse novo mundo tecnol&oacute;gico &quot;de maneira estruturada&quot;.<\/p>\n<p>Para o jornalista, &eacute; preciso &quot;apropriar a l&oacute;gica&quot; das novas tecnologias. Sugeriu, por exemplo, criar bons conte&uacute;dos e anex&aacute;-los ao portal de buscas Google. Disse que a palavra &quot;Senado&quot; &eacute; buscada no Google 200 mil vezes todo m&ecirc;s. Tamb&eacute;m citou que, na Wikipedia, um dos artigos na p&aacute;gina destinada ao Senado tem o t&iacute;tulo &quot;vergonha nacional&quot;.<\/p>\n<p>No artigo, h&aacute; um alerta de que ele n&atilde;o respeita o princ&iacute;pio da imparcialidade e a sugest&atilde;o para que algum leitor-colaborador tente torn&aacute;-lo mais imparcial, o que ningu&eacute;m ligado ao Senado aparentemente tentou fazer.<\/p>\n<p>O colunista do jornal <em>Correio Braziliense<\/em> Alon Feuerwerker lembrou que as m&iacute;dias pr&oacute;prias do Senado assumiram parte da cobertura institucional que era realizada pela m&iacute;dia privada. Esta, agora, tenta encontrar seu caminho em reportagens mais cr&iacute;ticas, ou anal&iacute;ticas. Ele tamb&eacute;m destacou a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o dos ve&iacute;culos do Senado.<\/p>\n<p>Alon ressalvou, no entanto, a import&acirc;ncia de o Senado ter, de forma bem distinta, o trabalho de assessoria de imprensa dissociado do trabalho informativo de seus meios de comunica&ccedil;&atilde;o institucionais. Isso &eacute; necess&aacute;rio para manter a credibilidade, afirmou. Silvia Faria se queixou de n&atilde;o ter conseguido mais detalhes de determinada informa&ccedil;&atilde;o, quando precisou. O Senado n&atilde;o possui hoje uma assessoria de imprensa institucional formal.<\/p>\n<p>O jornalista Gustavo Krieger, da FSB Comunica&ccedil;&otilde;es, exaltou a credibilidade adquirida pelos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o da Casa. Ele afirmou que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o do Senado s&oacute; manter&atilde;o essa credibilidade se n&atilde;o transparecerem para o p&uacute;blico que suas not&iacute;cias e reportagens tentam fazer algum tipo de propaganda ou publicidade.<\/p>\n<p><strong>Conselho Editorial<\/strong><\/p>\n<p>Os palestrantes se manifestaram contrariamente &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um conselho editorial para estipular diretrizes ao trabalho dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o do Senado. O professor Murilo Ramos, da Universidade de Bras&iacute;lia, disse que a cria&ccedil;&atilde;o de um conselho editorial seria um complicador, embora ressalve que a hip&oacute;tese n&atilde;o deva ser descartada. Para ele &#8211; que faz parte do Conselho Curador da Empresa Brasileira de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC) -, a exist&ecirc;ncia de v&aacute;rias correntes pol&iacute;ticas, de todos os matizes, no Senado, funciona como uma ferramenta de auto-corre&ccedil;&atilde;o de rumos.<\/p>\n<p>Para Alon, a cria&ccedil;&atilde;o do conselho poderia deixar a sociedade confusa sobre quem deve ser cobrado a respeito dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o do Senado. Para ele, n&atilde;o h&aacute; problema em que a Mesa do Senado seja respons&aacute;vel pelo conte&uacute;do editorial de seus ve&iacute;culos.<\/p>\n<p>A professora Mari&acirc;ngela Furlan, da Universidade de S&atilde;o Paulo, afirmou que o semin&aacute;rio tratou muito do planejamento estrat&eacute;gico, mas nada sobre o objetivo dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o do Senado. Ela lembrou que o Brasil tem 200 milh&otilde;es de habitantes e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o do Senado acessam somente uma elite. Murilo Ramos disse que as TVs por assinatura chegam a apenas 7,5 milh&otilde;es de lares e Manoel Fernandes afirmou que 50 milh&otilde;es de pessoas t&ecirc;m acesso &agrave; internet. Todos os palestrantes foram favor&aacute;veis &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o do sinal da TV Senado em canal aberto em todo o pa&iacute;s. <\/p>\n<p>O jornalista C&aacute;ssio Politi, do site <em>Comunique-se<\/em>, afirmou que a hora para discutir o planejamento estrat&eacute;gico do Senado &eacute; muito boa, j&aacute; que os ve&iacute;culos est&atilde;o em funcionamento h&aacute; cerca de 15 anos e se quer pensar o que fazer nos pr&oacute;ximos oito anos. Ele sugeriu que se criem formas de medir o desempenho de cada um dos ve&iacute;culos, de acordo com os objetivos almejados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Senado Federal realizou na tarde desta segunda-feira (22) semin&aacute;rio para discutir o papel dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o da Casa. 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