{"id":24112,"date":"2010-03-18T17:53:56","date_gmt":"2010-03-18T17:53:56","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24112"},"modified":"2010-03-18T17:53:56","modified_gmt":"2010-03-18T17:53:56","slug":"a-midia-esta-cheia-de-estereotipos-da-mulher-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24112","title":{"rendered":"\u201cA m\u00eddia est\u00e1 cheia de estere\u00f3tipos da mulher negra\u201d"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A forma&ccedil;&atilde;o de uma Rede de Mulheres Negras Nordestinas para monitorar a m&iacute;dia &eacute; um dos objetivos do Semin&aacute;rio Mulheres Negras Nordestinas contra a discrimina&ccedil;&atilde;o na m&iacute;dia, que come&ccedil;a hoje (19) no Recife.<\/p>\n<p>O semin&aacute;rio, organizado pelo Observat&oacute;rio Negro, discute durante quatro dias a rela&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia com esta parcela da popula&ccedil;&atilde;o. As mulheres que se re&uacute;nem no evento partem da constata&ccedil;&atilde;o que sofrem cotidianamente com a estereotipiza&ccedil;&atilde;o e a viola&ccedil;&atilde;o dos seus direitos. O encontro, al&eacute;m de criar a rede de monitoramento de m&iacute;dia, pretende fortalecer a&ccedil;&otilde;es conjuntas na justi&ccedil;a de grupos de mulheres contra a discrimina&ccedil;&atilde;o racial e de g&ecirc;nero de todo o pa&iacute;s.<\/p>\n<p>O&nbsp; Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o conversou com Ana Paula Maravalho, uma das organizadoras do evento e Conselheira Gestora do Observat&oacute;rio Negro, sobre o semin&aacute;rio, a a&ccedil;&atilde;o do Estado na prote&ccedil;&atilde;o dos direitos das mulheres negras na m&iacute;dia e tamb&eacute;m &nbsp;a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira de combate ao racismo.<\/p>\n<p><strong>Como surgiu a ideia de fazer um semin&aacute;rio para discutir a abordagem que a m&iacute;dia d&aacute; ao recorte de g&ecirc;nero e ra&ccedil;a, mais especificamente a representa&ccedil;&atilde;o da mulher negra da m&iacute;dia?<br \/><\/strong>Na verdade, o Observat&oacute;rio Negro desde o seu surgimento, em 2005, j&aacute; tem dentre os seus objetivos &ndash; a defesa dos direitos humanos da popula&ccedil;&atilde;o negra &ndash;  uma a a&ccedil;&atilde;o voltada para o monitoramento da m&iacute;dia. O Observat&oacute;rio Negro &eacute; um grupo formado por advogadas e at&eacute; mesmo por esse motivo tem a&ccedil;&otilde;es voltadas para o campo do judici&aacute;rio, para a efetiva&ccedil;&atilde;o do crime de racismo, e isso inclui acompanhamento das v&iacute;timas de racismo, que tamb&eacute;m &eacute; muito praticado pela m&iacute;dia. O semin&aacute;rio veio como uma necessidade de expandir para outras organiza&ccedil;&otilde;es de mulheres negras v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es que foram levadas adiante pelo Observat&oacute;rio nesses cinco anos de exist&ecirc;ncia. A gente, ao longo dos anos, percebeu que muitas das a&ccedil;&otilde;es que promov&iacute;amos eram de &acirc;mbito nacional e isso precisava ser articulado. Se a gente come&ccedil;ar a fazer a&ccedil;&otilde;es nacionais contra a estereotipiza&ccedil;&atilde;o dos negros\/as e contra o racismo na m&iacute;dia, fica mais dif&iacute;cil de o Minist&eacute;rio P&uacute;blico dizer que n&atilde;o tem nada demais os programas que violam os direitos humanos dos negros e das negras, como vem acontecendo.<\/p>\n<p><strong>Como que vem se dando a atua&ccedil;&atilde;o do Estado nesses casos?<\/strong><br \/>O Minist&eacute;rio P&uacute;blico, que &eacute; o &oacute;rg&atilde;o que deve ser provocado pela sociedade para tomar atitudes contra pr&aacute;ticas racistas, n&atilde;o est&aacute; sabendo lidar com essa quest&atilde;o. Os promotores desconhecem a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira. Ser&aacute; que eles est&atilde;o realmente preparados para ocupar o lugar de representantes do Estado? O Estado Brasileiro assinou, em 1968, uma conven&ccedil;&atilde;o contra todas as formas de discrimina&ccedil;&atilde;o. A Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 j&aacute; traz uma s&eacute;rie de positiva&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m sobre o tema e, em 1995, o movimento negro fez uma grande mobiliza&ccedil;&atilde;o para regulamenta&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e para que o Estado come&ccedil;asse a fazer uma ofensiva contra o racismo e assim foi feito. Depois da Marcha Zumbi dos Palmares contra a Discrimina&ccedil;&atilde;o Racial e pela Vida, que foi o nome dado &agrave;s mobiliza&ccedil;&otilde;es de 1995, o Estado brasileiro reconheceu que existe racismo no Brasil e que a partir de ent&atilde;o o governo tomaria as provid&ecirc;ncias cab&iacute;veis para combater o racismo. V&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es interligando v&aacute;rios setores do Estado foram feitas, e atualmente n&oacute;s temos uma legisla&ccedil;&atilde;o que pode ser considerada avan&ccedil;ada, contudo ainda n&atilde;o da melhor forma praticada. Infelizmente, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico ainda n&atilde;o se encontra preparado para cumprir seu papel de fiscal da lei e defensor da sociedade.<\/p>\n<p><strong>J&aacute; existem algumas experi&ecirc;ncias de combate &agrave; discrimina&ccedil;&atilde;o racial na m&iacute;dia. Em que p&eacute; est&atilde;o estas a&ccedil;&otilde;es?<br \/><\/strong>N&oacute;s, do Observat&oacute;rio Negro, j&aacute; entramos com uma a&ccedil;&atilde;o local contra as cervejarias que faziam propaganda de cerveja usando o corpo da mulher como objeto de consumo. Esta a&ccedil;&atilde;o foi feita em conjunto com outras duas organiza&ccedil;&otilde;es daqui, o SOS Corpo e F&oacute;rum de Mulheres de Pernambuco. Outra a&ccedil;&atilde;o &eacute; a da organiza&ccedil;&atilde;o Uiala Mukaji, que move uma a&ccedil;&atilde;o contra um site que ridicularizou um adere&ccedil;o usado pelas mulheres de uma religi&atilde;o de matriz africana. Tem tamb&eacute;m uma propaganda de uma &aacute;gua sanit&aacute;ria aqui de Pernambuco que tinha v&aacute;rias viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos, dentre elas a mercantiliza&ccedil;&atilde;o do corpo da mulher e a estereotipiza&ccedil;&atilde;o da mulher negra. Entramos no Minist&eacute;rio P&uacute;blico estadual contra a propaganda e rendeu um termo de ajuste de conduta.<br \/>Nacionalmente, podemos citar o caso de uma programa da Xuxa que foi veiculado na televis&atilde;o e que j&aacute; tinha, inclusive, sido lan&ccedil;ado em DVD. O programa fazia uma compara&ccedil;&atilde;o de mau gosto entre mulheres e animais e este programa saiu do ar. Ele n&atilde;o existe mais na internet e nem em DVD para comprar. O Estado ainda n&atilde;o respondeu a a&ccedil;&atilde;o, mas os produtores j&aacute; tiraram de circula&ccedil;&atilde;o. N&oacute;s entendemos isso j&aacute; como uma vit&oacute;ria. Tem tamb&eacute;m a a&ccedil;&atilde;o contra a novela &ldquo;A lua me disse&rdquo;, tamb&eacute;m da Rede Globo. Nessa novela, uma &iacute;ndia era constantemente ridicularizada e, no cap&iacute;tulo final, uma negra virou macaco. Infelizmente, nesse caso, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal achou que n&atilde;o houve problema. Mas at&eacute; nesse caso, acreditamos que a a&ccedil;&atilde;o foi positiva porque trouxe o debate para a sociedade.<\/p>\n<p><strong>Voc&ecirc;s t&ecirc;m dados sobre a participa&ccedil;&atilde;o das mulheres negras na m&iacute;dia?<\/strong><br \/>Dados ainda n&atilde;o temos e este &eacute; um dos objetivos do semin&aacute;rio. H&aacute; estudos de militantes negros sobre o caso. Por exemplo, o livro de Joelzito Ara&uacute;jo &ndash; &ldquo;A nega&ccedil;&atilde;o do Brasil&rdquo; &ndash; analisou, em 98 novelas da Rede Globo, como &eacute; a representa&ccedil;&atilde;o do negro e da negra. Ficou um trabalho muito interessante. S&atilde;o coisas como essas que a gente tem que expor, dar visibilidade e tamb&eacute;m estimular novas pesquisas. Quando a gente defende as cotas para negros e negras nas Universidades P&uacute;blicas a gente n&atilde;o quer s&oacute; que este grupo tenha o acesso, mas que tamb&eacute;m possa se criar como refer&ecirc;ncia um pensamento negro das Universidades. <\/p>\n<p><strong>O que significa promover a democratiza&ccedil;&atilde;o racial da comunica&ccedil;&atilde;o? Quais as exig&ecirc;ncias para que isso aconte&ccedil;a?<br \/><\/strong>&Eacute; justamente a gente ter&nbsp;a presen&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o negra na m&iacute;dia sob um perspectiva diferenciada, porque atualmente, com os exemplos que a gente vem levantando, a televis&atilde;o n&atilde;o representa a popula&ccedil;&atilde;o negra com igualdade. A m&iacute;dia ainda est&aacute; cheia de estere&oacute;tipo. Nem na Su&eacute;cia a gente v&ecirc; t&atilde;o pouco negro na televis&atilde;o. Eu j&aacute; tive a oportunidade de morar na Fran&ccedil;a e pude ver que, l&aacute;, apesar de toda persegui&ccedil;&atilde;o atual do governo, voc&ecirc; encontra rep&oacute;rter negro, &aacute;rabe na TV. Eu posso dizer at&eacute; que vi mais Miss Fran&ccedil;a negra do que no Brasil, que at&eacute; hoje eu s&oacute; vi a Deise Nunes de Souza.<br \/>O que a televis&atilde;o passa como fic&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode ser encarada como coisas fora da realidade, porque esta fic&ccedil;&atilde;o influencia a vida das pessoas. Nada contra as mulheres loiras, mas a ideia que se passa &eacute; que esse &eacute; o padr&atilde;o. Os cabelos lisos tamb&eacute;m. H&aacute; pouco tempo, aqui no Recife, uma menina de 10 anos morreu porque tomou um choque fazendo chapinha no cabelo. A crian&ccedil;a fazia diariamente chapinha no cabelo para sair de casa para seguir esses padr&otilde;es determinados e morreu. Isso &eacute; muito cruel. <\/p>\n<p><strong>Al&eacute;m dos casos que voc&ecirc; citou acima, existem outros casos em que o Observat&oacute;rio Negro j&aacute; promoveu a&ccedil;&otilde;es contra pr&aacute;ticas de racismo?<br \/><\/strong>Temos um caso muito emblem&aacute;tico aqui que foi a publica&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Casa Grande e Senzala&rdquo;, de Gilberto Freyre, em quadrinhos. A publica&ccedil;&atilde;o, que &eacute; uma releitura da obra que consideramos ser a b&iacute;blia do racismo, foi relan&ccedil;ada em formato mais f&aacute;cil para as crian&ccedil;as e adotado por escolas da rede municipal do Recife. O governo do Estado tamb&eacute;m iniciou as negocia&ccedil;&otilde;es para adotar o livro, mas n&oacute;s entramos com uma a&ccedil;&atilde;o no Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual para denunciar a quantidade de preconceitos que iriam junto com esse livro. &Agrave; n&oacute;s, a den&uacute;ncia das vis&otilde;es preconceituosas foram trazidas pelo livro por uma professora. O livro nos pareceu completamente inadequado para crian&ccedil;as. A toda hora eles mostram as negras e &iacute;ndias nuas perto dos europeus vestidos. Sem falar que tem um quadrinho especificamente que mostra uma negra nua e um senhor branco por cima dela. Ser&aacute; que isso &eacute; adequado para uma crian&ccedil;a? Que tipo de imagem &eacute; essa? N&atilde;o est&aacute; sendo proposta nenhuma leitura cr&iacute;tica da obra. Neste caso, entramos com uma a&ccedil;&atilde;o no Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e com uma a&ccedil;&atilde;o no Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual. O MPF respondeu que n&atilde;o via nada de mais, que n&atilde;o ia discutir com a obra de Gilberto Freyre. J&aacute; o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual iniciou um inqu&eacute;rito civil e come&ccedil;ou a ouvir as secretarias estaduais e municipais e at&eacute; mesmo a Secretaria Regional do Minist&eacute;rio da Cultura, que investiu R$ 300 mil para publica&ccedil;&atilde;o do livro.&nbsp;Por que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual est&aacute; fazendo isso e o Federal n&atilde;o pode fazer? Uma quest&atilde;o importante para se pensar &eacute; que o MPE tem institu&iacute;do um GT de Racismo, que discute a tem&aacute;tica e o papel do Estado. Uma coisa que &eacute; importante tamb&eacute;m ser ressaltada sobre essas a&ccedil;&otilde;es &eacute; que a grande maioria &eacute; movida por mulheres. <\/p>\n<p><strong>Com que tipo de resultado voc&ecirc;s pretendem sair do Semin&aacute;rio? Por exemplo, uma a&ccedil;&atilde;o de monitoramento espec&iacute;fico das mulheres negras na m&iacute;dia seria uma op&ccedil;&atilde;o para que o debate tenha uma dura&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m do evento?<br \/><\/strong>O primeiro objetivo do evento &eacute; que essas organiza&ccedil;&otilde;es se sintam municiadas para atuar em a&ccedil;&otilde;es nacionais. Por exemplo, v&aacute;rias entidades entrarem na Justi&ccedil;a contra determinada viola&ccedil;&atilde;o ao mesmo tempo, em v&aacute;rios lugares do pa&iacute;s. Ainda falta muita informa&ccedil;&atilde;o. As organiza&ccedil;&otilde;es ainda n&atilde;o se sentem preparadas para cobrar da Justi&ccedil;a. Acham que precisam de advogado, ficam com medo. Ent&atilde;o, nossa ideia &eacute; que a gente consiga dar elementos para esse tipo de a&ccedil;&atilde;o e que os movimentos utilizem o Judici&aacute;rio para a defesa dos nossos direitos. O segundo objetivo &eacute; a forma&ccedil;&atilde;o da Rede de Mulheres Negras Nordestinas. Essa rede vai ter a tarefa de monitorar a m&iacute;dia e dessa forma levantar informa&ccedil;&otilde;es para a&ccedil;&otilde;es em conjunto. Vai atuar como uma rede de defesa da imagem da mulher negra na m&iacute;dia.<\/p>\n<p><strong>Voc&ecirc;s t&ecirc;m alguma proposta de a&ccedil;&atilde;o de Estado para combater esse diagn&oacute;stico que voc&ecirc;s fazem de racismo na m&iacute;dia? <br \/><\/strong>O que a gente quer &eacute; que o Estado, quando acionado, responda em conformidade com os acordos dos quais ele &eacute; signat&aacute;rio e com as suas leis. No caso de &ldquo;Casa Grande e Senzala&rdquo; em quadrinhos, por exemplo, antes de acionarmos a Justi&ccedil;a, mandamos of&iacute;cios para as secretarias estaduais e municipais e tamb&eacute;m para o Minist&eacute;rio da Cultura, que tamb&eacute;m foi respons&aacute;vel pela publica&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o obtivemos nenhuma resposta dos governos, ningu&eacute;m se posicionou. Isso &eacute; muito ruim. &Eacute; importante que o Estado ou&ccedil;a a popula&ccedil;&atilde;o e cumpra o seu dever, que &eacute; o de promover a igualdade racial e n&atilde;o o racismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conselheira do Observat&oacute;rio Negro fala sobre a democratiza&ccedil;&atilde;o racial da comunica&ccedil;&atilde;o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1173],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24112"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24112"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24112\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}