{"id":24067,"date":"2010-03-11T18:39:56","date_gmt":"2010-03-11T18:39:56","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24067"},"modified":"2010-03-11T18:39:56","modified_gmt":"2010-03-11T18:39:56","slug":"estados-dao-primeiros-passos-em-politicas-de-acesso-a-banda-larga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24067","title":{"rendered":"Estados d\u00e3o primeiros passos em pol\u00edticas de acesso \u00e0 banda larga"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Ap&oacute;s experi&ecirc;ncias de sucesso na implanta&ccedil;&atilde;o das chamadas &ldquo;cidades digitais&rdquo;, a inclus&atilde;o digital come&ccedil;a a dar os seus primeiros passos como pol&iacute;tica p&uacute;blica assumida tamb&eacute;m pelos governos estaduais. A ideia central &eacute; prover &agrave; popula&ccedil;&atilde;o acesso &agrave; rede mundial de computadores, respondendo a uma tend&ecirc;ncia aparentemente irrevers&iacute;vel de se reconhecer este como um direito.<\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos meses, pelo menos dois estados colocaram em funcionamento programas de cobertura de vastas &aacute;reas dos seus territ&oacute;rios, Rio de Janeiro e Acre. Nestes dois casos, o modelo adotado &eacute; o da implementa&ccedil;&atilde;o de redes p&uacute;blicas cobrindo as regi&otilde;es urbanas e, no caso do estado do Norte, tamb&eacute;m alguns pontos remotos. <\/p>\n<p>Em dezembro, o governador do Rio de Janeiro, S&eacute;rgio Cabral lan&ccedil;ou, em parceria com as prefeituras de mais seis cidades, o projeto Baixada Digital. O objetivo &eacute; beneficiar cerca de 1,7 milh&atilde;o de pessoas. Anunciado como &ldquo;um dos maiores programas de inclus&atilde;o digital do mundo&rdquo;, o projeto prev&ecirc; em sua primeira etapa a cobertura de 100% do munic&iacute;pio de S&atilde;o Jo&atilde;o de Meriti, 60% de Duque de Caxias e Belford Roxo e 20% dos munic&iacute;pios de Nova Igua&ccedil;u, Mesquita e Nil&oacute;polis. O projeto est&aacute; sendo implementado em etapas e n&atilde;o h&aacute; ainda previs&atilde;o de quando ele ser&aacute; conclu&iacute;do. Embora o governo estadual d&ecirc; a entender que esteja em seus planos, a amplia&ccedil;&atilde;o do programa para outras regi&otilde;es al&eacute;m da Baixada tamb&eacute;m n&atilde;o tem data prevista.<\/p>\n<p>Diante da informa&ccedil;&atilde;o de que alguns moradores dos munic&iacute;pios implicados nesta primeira etapa estariam tendo dificuldades para acessar a rede p&uacute;blica, a Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o da Secretaria de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro afirmou que o projeto vai ser desenvolvido aos poucos para que a cobertura completa se d&ecirc; com maior estabilidade. Outras raz&otilde;es poss&iacute;veis para eventuais problemas de acesso registradas pela secretaria s&atilde;o quedas de energias ou atos de vandalismo que porventura provocaram a destrui&ccedil;&atilde;o de algumas redes. H&aacute; tamb&eacute;m cerca de 10% de &aacute;rea de sombra nesta regi&atilde;o que n&atilde;o est&aacute; sendo coberta e que s&oacute; aos poucos ter&atilde;o seus problemas resolvidos.<\/p>\n<p>O projeto Baixada Digital vai oferecer pontos de livre acesso &agrave; internet e tamb&eacute;m vai operar nas resid&ecirc;ncias. Para acessar a internet gratuitamente de casa, os usu&aacute;rios precisam adquirir antenas espec&iacute;ficas.<\/p>\n<p>No Acre, projeto semelhante vem sendo desenvolvido tamb&eacute;m pelo governo estadual. O Floresta Digital, lan&ccedil;ado em 4 de fevereiro, pretende abranger 100% do territ&oacute;rio urbano do Acre. De acordo com as informa&ccedil;&otilde;es do pr&oacute;prio site, o Floresta Digital oferece &ldquo;prioritariamente, acesso livre e gratuito &agrave; Internet at&eacute; as resid&ecirc;ncias e acesso m&oacute;vel em pontos p&uacute;blicos de acesso&rdquo;. O site tamb&eacute;m informa que o projeto chegar&aacute; a &ldquo;todas as cidades e locais mais isolados do Acre&rdquo;. &ldquo;Ser&aacute; o meio eletr&ocirc;nico para a&ccedil;&otilde;es estruturantes da gest&atilde;o p&uacute;blica compreendidas pelo Programa Governo &Uacute;nico. Al&eacute;m, de interligar escolas, postos de sa&uacute;de, delegacias e outros entes administrativos governamentais, ir&aacute; beneficiar entidades sociais e acad&ecirc;micas.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Antenas para acesso domiciliar<\/strong><\/p>\n<p>Como no Rio de Janeiro, s&atilde;o duas as formas de acesso &agrave; rede: uma em locais p&uacute;blicos, onde o sinal &eacute; livre e gratuito para todos os usu&aacute;rios cadastrados, e nas resid&ecirc;ncias, onde ser&aacute; necess&aacute;rio tamb&eacute;m a instala&ccedil;&atilde;o de uma antena cujo pre&ccedil;o varia entre R$ 200 e R$250 no mercado local. De acordo com Mancio Lima Cordeiro, Secret&aacute;rio de Gest&atilde;o Administrativa e da Fazenda do Estado do Acre, &ldquo;em princ&iacute;pio&rdquo; o Floresta Digital vai cobrir as zonas urbanas de 22 munic&iacute;pios do Acre. Fazem parte do projeto mais 100 pontos remotos nas zonas rurais. &ldquo;Este ano terminam apenas as zonas urbanas&rdquo;, informa o secret&aacute;rio. A cidade de Rio Branco, ainda segundo Cordeiro, j&aacute; est&aacute; toda iluminada.<\/p>\n<p>Apesar de o governo do estado informar que a capital acreana j&aacute; estaria completamente coberta pela rede livre, o jornalista Altino Machado, que mant&eacute;m o <em>Blog da Amaz&ocirc;nia <\/em>no Portal Terra Magazine, e que diz morar h&aacute; 8 quil&ocirc;metros do centro da cidade onde est&atilde;o as antenas, n&atilde;o consegue acessar a internet p&uacute;blica da sua casa. Altino acredita que o governo do Acre se precipitou ao lan&ccedil;ar o projeto sem que ele estivesse completamente pronto para operar.  O jornalista diz que o acesso s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel no raio de 50 a 100 metros de alguma torre.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; ineg&aacute;vel que a iniciativa &eacute; important&iacute;ssima para facilitar o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, seja no Acre, no Rio Grande do Norte ou na Baixada Fluminense&rdquo;, comenta Altino. &ldquo;&Eacute; um projeto que conta com a simpatia da sociedade, contudo, o governo n&atilde;o se deu conta que com esse projeto ele se tornava um provedor p&uacute;blico de internet e n&atilde;o oferece estrutura para isso. Portanto, tenho que considerar que foi um fiasco o an&uacute;ncio deste programa nessas condi&ccedil;&otilde;es. Todo mundo torce para que isso d&ecirc; certo. E se n&atilde;o der, eles ser&atilde;o cobrados por isso.&rdquo;<\/p>\n<p>O secret&aacute;rio Mancio Cordeiro admite que erros s&atilde;o comuns no in&iacute;cio de projetos como esse, mas diz tamb&eacute;m que h&aacute; muita falta de informa&ccedil;&atilde;o sobre a forma de funcionamento do programa. <\/p>\n<p>As pessoas que querem fazer uso da rede p&uacute;blica precisam fazer um cadastro para poderem ter acesso. Os cadastros inicialmente poder&atilde;o ser feitos nos telecentros p&uacute;blicos e, mais adiante, em outros lugares que se tornar&atilde;o estabelecimentos parceiros. &ldquo;As pessoas tem que fazer uma senha pessoal para conseguir acessar o Floresta Digital&rdquo;, explica o secret&aacute;rio. <\/p>\n<p>O computador tamb&eacute;m precisa estar configurado para receber a rede. Segundo o secret&aacute;rio, este trabalho de suporte est&aacute; sendo feito pelo governo do estado, que abriu uma p&aacute;gina na internet para averiguar as principais d&uacute;vidas e problemas de acesso.<\/p>\n<p>&ldquo;Muitas vezes o problema &eacute; com o equipamento do usu&aacute;rio. &Eacute; necess&aacute;rio ajustar o equipamento e a antena. Mas o nosso lema &eacute; que o uso tem que ser f&aacute;cil e vamos trabalhar para isso&rdquo;, disse o secret&aacute;rio. De acordo com Cordeiro, &ldquo;inclus&atilde;o digital para o governo do Acre &eacute; uma pol&iacute;tica p&uacute;blica t&atilde;o importante como &eacute; a sa&uacute;de, a educa&ccedil;&atilde;o e a seguran&ccedil;a p&uacute;blica&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>S&atilde;o Paulo e a isen&ccedil;&atilde;o fiscal<\/strong><\/p>\n<p>Em S&atilde;o Paulo, a pol&iacute;tica adotada &eacute; diametralmente oposta. Na mais rica unidade da federa&ccedil;&atilde;o, o governo decidiu n&atilde;o investir diretamente na cria&ccedil;&atilde;o de infraestrutura para prover acesso gratuito &agrave; banda larga, mas baseou seu projeto de inclus&atilde;o digital &ndash; batizado Banda Larga Popular &ndash; na isen&ccedil;&atilde;o fiscal para as operadoras privadas. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; que estas ofere&ccedil;am o servi&ccedil;o a um pre&ccedil;o considerado acess&iacute;vel apenas para novos usu&aacute;rios que se declarem de baixa renda. <\/p>\n<p>&ldquo;O governo anunciou isen&ccedil;&atilde;o de 25% do ICMS para empresas que prestam servi&ccedil;o de banda larga para fam&iacute;lias carentes de baixa renda&rdquo;, diz a blog do programa. O valor da assinatura popular n&atilde;o dever&aacute; passar de&nbsp;R$ 29,80 e a velocidade m&iacute;nima &eacute; de 200 Kbps e a m&aacute;xima de 1Mbps. &ldquo;A isen&ccedil;&atilde;o do imposto s&oacute; valera para novos clientes. Quem por ventura quiser alterar um plano de assinatura mais caro para o &#39;banda larga popular&#39; dever&aacute; pagar uma taxa estimada de R$ 100.00. O valor da mensalidade ainda inclui o modem a instala&ccedil;&atilde;o e o provedor de acesso&rdquo;, explica o governo no blog. <\/p>\n<p>Contudo, a Telef&ocirc;nica, umas das maiores operadoras do estado de S&atilde;o Paulo diz que n&atilde;o pode oferecer apenas o pacote de internet a seus usu&aacute;rios por conta de custos operacionais. A concession&aacute;ria de telefonia fixa, que tamb&eacute;m oferece acesso &agrave; banda larga, diz que o valor estabelecido pelo programa s&oacute; pode ser oferecido a usu&aacute;rio que j&aacute; tenham ou que queiram ter linha fixa da operadora. <\/p>\n<p>Desta forma o plano completo com internet e telefone acaba por n&atilde;o ficar mais no pre&ccedil;o sugerido pelo governo. Tampouco o pre&ccedil;o final do pacote interessa ao p&uacute;blico que, em teoria, &eacute; alvo do programa. Al&eacute;m disso, entidades de defesa do consumidor questionam a Telef&ocirc;nica e o governo de S&atilde;o Paulo por entenderem que o programa pode resultar na venda casada de telefone e acesso &agrave; internet, o que &eacute; ilegal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projetos no Rio de Janeiro e no Acre contam com redes que podem ser usadas gratuitamente em pontos de acesso p&uacute;blicos ou em casa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[105],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24067"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24067"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24067\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24067"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24067"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}