{"id":24060,"date":"2010-03-10T15:59:13","date_gmt":"2010-03-10T15:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24060"},"modified":"2010-03-10T15:59:13","modified_gmt":"2010-03-10T15:59:13","slug":"reativacao-da-telebras-ainda-e-maior-polemica-do-plano-de-banda-larga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24060","title":{"rendered":"Reativa\u00e7\u00e3o da Telebr\u00e1s ainda \u00e9 maior pol\u00eamica do plano de banda larga"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">A reativa&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s com a possibilidade de oferta do servi&ccedil;o de banda larga no varejo foi o principal ponto de pol&ecirc;mica na audi&ecirc;ncia p&uacute;blica sobre o Plano Nacional de Banda Larga, realizada hoje na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Senado. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), presidente da comiss&atilde;o, questionou a necessidade de mudan&ccedil;a no modelo de telecomunica&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s, implantado pela privatiza&ccedil;&atilde;o, que, em sua opini&atilde;o, deu certo. <\/p>\n<p>O ministro da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, Franklin Martins, argumentou que o modelo atual n&atilde;o deu certo no caso da banda larga. &ldquo;H&aacute; uma demanda brutal que n&atilde;o est&aacute; sendo atendida&rdquo;, disse. Ele ressaltou que o governo tem ativos &ndash; os 23 mil km de fibras &oacute;pticas das el&eacute;tricas &ndash; e que precisam ser utilizados na massifica&ccedil;&atilde;o da banda larga e que &eacute; necess&aacute;ria a exist&ecirc;ncia de uma empresa para gerir essa rede de infraestrutura. &ldquo;Os estudos apontam que a reativa&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s &eacute; mais f&aacute;cil e melhor, disse.<\/p>\n<p>Martins disse, entretanto, que a decis&atilde;o pela reativa&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s ainda depende da posi&ccedil;&atilde;o do presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva. E revelou que a inten&ccedil;&atilde;o inicial &eacute; de usar a infraestrutura p&uacute;blica basicamente como instrumento de regula&ccedil;&atilde;o, ofertando capacidade no atacado. Mas entende que o governo n&atilde;o pode abandonar a possibilidade de levar a &uacute;ltima milha aonde n&atilde;o houver interesse da iniciativa privada. &ldquo;O governo precisa ter o instrumento para ir l&aacute;&rdquo;, disse.<\/p>\n<p><strong>Problema de demanda<\/strong><\/p>\n<p>O&nbsp; presidente da Abrafix (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Concession&aacute;rias do Servi&ccedil;o <br \/>Telef&ocirc;nico Fixo Comutado), Jos&eacute; Fernandes Pauletti,disse que a reativa&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s s&oacute; se justificaria quando as empresas se recusarem a atender determinadas localidades. &ldquo;Mas esse limite deve ficar claro, al&eacute;m de a empresa ser submetida &agrave;s mesmas obriga&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias que as outras empresas&rdquo;, defendeu. Ele quer tamb&eacute;m que o governo garanta a realiza&ccedil;&atilde;o de licita&ccedil;&atilde;o toda vez que precisar comprar servi&ccedil;o de telefonia.<\/p>\n<p>Pauletti reconheceu que os pre&ccedil;os da banda larga no Brasil s&atilde;o altos e as velocidades, baixas. Mas acredita que os pre&ccedil;os n&atilde;o v&atilde;o cair se o governo n&atilde;o atacar o problema tribut&aacute;rio. Segundo ele, o pa&iacute;s &eacute; o segundo no mundo em maior carga de impostos para servi&ccedil;os de telecom, com a m&eacute;dia de 43,9%, abaixo apenas da Turquia, que tem m&eacute;dia de 44%. Al&eacute;m disso, avalia que o problema do pa&iacute;s n&atilde;o &eacute; de oferta de servi&ccedil;o, mas de demanda que, em sua opini&atilde;o, pode ser acertado com subs&iacute;dio.<\/p>\n<p>J&aacute; o presidente da TelComp (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Prestadoras de Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es Competitivas), Luiz Cuza, o importante &eacute; que a Telebr&aacute;s ou a empresa que venha gerir a infraestrutura p&uacute;blica, promova o acesso ison&ocirc;mico da rede. &ldquo;O Brasil precisa implantar os instrumentos regulat&oacute;rios que garantam a competi&ccedil;&atilde;o, como o unbundling e a separa&ccedil;&atilde;o funcional das redes&rdquo;, disse. Ele destacou que, nos pa&iacute;ses onde essas medidas foram implantadas, os servi&ccedil;os de telecom, inclusive de banda larga, s&atilde;o melhores e mais baratos.<\/p>\n<p>O conselheiro da Anatel, Jarbas Valente, n&atilde;o v&ecirc; nenhum impedimento legal para a reativa&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s. Segundo ele, a ag&ecirc;ncia j&aacute; autorizou diversas empresas estatais, inclusive de estados e munic&iacute;pios, a ofertarem diretamente o Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia.<\/p>\n<p>O coordenador dos programas de Inclus&atilde;o Digital da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, Cezar <br \/>Alvarez, lamentou que a reativa&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s sirva para alimentar &ldquo;falsa pol&ecirc;mica&rdquo;. &ldquo;N&atilde;o se trata de reconstruir uma holding com 26 subsidi&aacute;rias, mas de reativar uma empresa para gerir a&nbsp; rede&rdquo;, disse.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reativa&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s com a possibilidade de oferta do servi&ccedil;o de banda larga no varejo foi o principal ponto de pol&ecirc;mica na audi&ecirc;ncia p&uacute;blica sobre o Plano Nacional de Banda Larga, realizada hoje na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Senado. 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