{"id":24018,"date":"2010-03-03T16:50:12","date_gmt":"2010-03-03T16:50:12","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24018"},"modified":"2010-03-03T16:50:12","modified_gmt":"2010-03-03T16:50:12","slug":"foruns-antagonicos-desvelam-guerra-da-liberdade-de-expressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24018","title":{"rendered":"F\u00f3runs antag\u00f4nicos desvelam &#8216;guerra&#8217; da liberdade de express\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t    <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Dois atos simult&acirc;neos e antag&ocirc;nicos realizados em S&atilde;o Paulo neste 1&ordm; de mar&ccedil;o concretizaram o tamanho da disputa envolvendo a defini&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; liberdade de express&atilde;o. A guerra conceitual ganhou as ruas, mais exatamente a Alameda Santos, nas imedia&ccedil;&otilde;es da Avenida Paulista. <\/p>\n<p>Na cal&ccedil;ada, um grupo de 40 pessoas vestidos com roupas de palha&ccedil;o e portando cartazes bem humorados lembrava, sob chuva constante, aos passantes que liberdade de express&atilde;o &eacute; &ldquo;um direito de todos e todas&rdquo; e que &ldquo;m&iacute;dia concentrada, liberdade aprisionada&rdquo;. Era o F&oacute;rum de Rua Democracia e Liberdade de Express&atilde;o &#8211; Contra a Criminaliza&ccedil;&atilde;o dos Movimentos Sociais. &ldquo;Somos v&aacute;rias entidades dos movimentos sociais organizados, estudantes, sindicalistas e aqui fazemos um f&oacute;rum de rua gratuito para discutir a liberdade de express&atilde;o&rdquo;, explicavam aos transeuntes militantes da Marcha Mundial das Mulheres, do PSOL, da CUT, da UNE\/UEE, da Revista Vira&ccedil;&atilde;o, da Associa&ccedil;&atilde;o Vermelho e do Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social.<\/p>\n<p>Dentro da sala de conven&ccedil;&otilde;es do hotel, o 1&ordm; F&oacute;rum Democracia e Liberdade de Express&atilde;o reunia a nata do empresariado da comunica&ccedil;&atilde;o nacional, convidados representando grandes grupos de m&iacute;dia da Am&eacute;rica Latina e alguns intelectuais que ocupam os espa&ccedil;os de opini&atilde;o dos ve&iacute;culos comerciais. Organizado pelo Instituto Millenium &ndash; que tem entre seus conselheiros Jo&atilde;o Roberto Marinho e Roberto Civita, al&eacute;m de representantes de grandes empresas de outros setores da economia &ndash;, o evento pretendia analisar o que seriam, na opini&atilde;o dos convocantes, iminentes amea&ccedil;as de restri&ccedil;&atilde;o &agrave; liberdade de express&atilde;o no Brasil.<\/p>\n<p>A manifesta&ccedil;&atilde;o tragic&ocirc;mica que os militantes dos movimentos e organiza&ccedil;&otilde;es sociais protagonizavam na rua da chuvosa capital paulista deu continuidade &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade civil por &ldquo;uma m&iacute;dia plural e de todos&rdquo; ap&oacute;s a I Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom), cuja etapa nacional ocorreu em dezembro. A Confecom aprovou uma s&eacute;rie de resolu&ccedil;&otilde;es acerca da promo&ccedil;&atilde;o da diversidade na m&iacute;dia e contra a concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Do lado de dentro, a maioria das empresas ali representadas fazia parte do grupo que abandonou o processo de constru&ccedil;&atilde;o da Confecom. A recusa em  participar do debate p&uacute;blico sobre os rumos da comunica&ccedil;&atilde;o foi definida por um dos participantes do evento, o vice-presidente de Rela&ccedil;&otilde;es Institucionais do Grupo Abril, Sidnei Basile, como uma estrat&eacute;gia vitoriosa. A vit&oacute;ria, segundo ele, foi que &ldquo;uma parte do conto do vig&aacute;rio [da Confecom] n&atilde;o se estabeleceu&rdquo;. A confer&ecirc;ncia envolveu mais de 20 mil pessoas em todo o pa&iacute;s e aprovou cerca de 500 resolu&ccedil;&otilde;es entre 6 mil propostas apresentadas nas etapas estaduais.<\/p>\n<p>Para Basile, o fato de se ter colocado como pauta central o controle social da m&iacute;dia seria, em si, um ataque &agrave; liberdade de express&atilde;o que n&atilde;o foi tolerado pelos empres&aacute;rios de comunica&ccedil;&atilde;o. O diretor da Abril esqueceu-se de dizer que duas entidades empresarias permaneceram na organiza&ccedil;&atilde;o da Confecom &ndash; a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifusores (Abra) e a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Telebrasil). E que o tema, em si, n&atilde;o foi inclu&iacute;do como eixo tem&aacute;tico da confer&ecirc;ncia, tendo sido introduzido nas resolu&ccedil;&otilde;es por for&ccedil;a da participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil n&atilde;o-empresarial.<\/p>\n<p><strong>Controle social<\/strong><\/p>\n<p>Reiteradas vezes, o tema do controle social foi citado durante o evento do Instituto Millenium. Ora, o problema era o governo do presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva encampar estas id&eacute;ias, como teria acontecido na convoca&ccedil;&atilde;o da Confecom. Este temor foi aplacado pela declara&ccedil;&atilde;o do ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, convidado para a abertura do f&oacute;rum. Segundo ele, muito democraticamente, &ldquo;em nenhum momento isso foi discutido [pelo governo], &eacute; discutido ou ser&aacute; permitido discutir&rdquo;.<\/p>\n<p>As afirma&ccedil;&otilde;es do ministro foram bem recebidas, mas quase ao final do evento o publisher do Grupo Folha, Ot&aacute;vio Frias Filho, colocou novamente o governo Lula na berlinda. &ldquo;Julgo que os arranques antidemocr&aacute;ticos do governo [Lula] se devem a esta confian&ccedil;a na sua alta aprova&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Em dado momento, mais exatamente durante a palestra do soci&oacute;logo Dem&eacute;trio Magnoli, a grande amea&ccedil;a passava a ser a elei&ccedil;&atilde;o da candidata do presidente Lula, Dilma Roussef. Para Magnoli, nesta situa&ccedil;&atilde;o, as teses &ldquo;stalinistas&rdquo; do PT para a &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o encontrariam caminho livre para se estabelecer como pol&iacute;ticas de governo. O &quot;PT stalinista&quot;, segundo Magnoli, &eacute; o que defende o controle social da m&iacute;dia nos seus documentos oficiais e que ap&oacute;ia o fechamento da RCTV, emissora venezuelana que teve sua concess&atilde;o suspensa pelo governo daquele pa&iacute;s por descumprir a legisla&ccedil;&atilde;o e ter apoiado um golpe de Estado contra o presidente Hugo Ch&aacute;vez. <\/p>\n<p>Na mesma mesa, o fil&oacute;sofo D&ecirc;nis Rosenfield apontava como perigo os processos participativos de constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, como a Confecom e o Programa Nacional de Direitos Humanos, resultado tamb&eacute;m de confer&ecirc;ncia nacional tem&aacute;tica. Segundo ele, as confer&ecirc;ncias s&atilde;o espa&ccedil;os para os sindicatos e movimentos sociais apresentarem de &quot;forma palat&aacute;vel&quot; o &ldquo;controle popular ou como queiram chamar&rdquo;, quando na verdade estes movimentos &ldquo;querem &eacute; cercear os meios e a liberdade de express&atilde;o&quot;. Rosenfield ou qualquer outro palestrante n&atilde;o conseguiram ser expl&iacute;citos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s raz&otilde;es pelas quais estes movimentos gostariam de &ldquo;cercear&rdquo; as m&iacute;dias comerciais. <\/p>\n<p>No F&oacute;rum de Rua, algumas raz&otilde;es para o exerc&iacute;cio do controle social da m&iacute;dia estavam expl&iacute;citas. As mulheres, por exemplo,  marcaram presen&ccedil;a com suas reivindica&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas e lembraram como a m&iacute;dia retrata apenas um estere&oacute;tipo feminino. &ldquo;N&oacute;s mulheres sabemos h&aacute; muito tempo como a m&iacute;dia mostra uma &uacute;nica imagem da mulher: magra, loira, alta, esbelta&rdquo;, diz Teresinha Vicente, da Articula&ccedil;&atilde;o Mulher e M&iacute;dia. <\/p>\n<p>O jovem estudante Leonardo Carvalho, membro do gr&ecirc;mio estudantil da Escola da Vila, fez uma an&aacute;lise mais ampla: &ldquo;Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o centrais na luta pela democracia. Quando voc&ecirc; monopoliza os meios, voc&ecirc; monopoliza tamb&eacute;m o poder sobre mentes e constr&oacute;i o que as pessoas acham.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Estado e participa&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;Diante de uma realidade como esta, fica evidente a necessidade de o Estado agir de forma proativa para reverter este quadro de concentra&ccedil;&atilde;o e de falta de diversidade&rdquo;, comentou Pedro Ekman, do Intervozes. Ele ressalta que esta presen&ccedil;a do Estado defendida &ldquo;por quem n&atilde;o &eacute; dono da m&iacute;dia&rdquo; nada tem a ver com censura. Ao contr&aacute;rio, &eacute; esperado que o Estado atue para garantir direitos a todos, n&atilde;o apenas &ldquo;acomodar as vontades dos mercados&rdquo;. <\/p>\n<p>&ldquo;Liberdade de express&atilde;o com garantia de direitos &eacute; o que estamos pedindo&rdquo;, disse Ekman. &ldquo;Se antes no Brasil era uma junta militar &#8211; ditadura cl&aacute;ssica &#8211; que definia o que podia e o que n&atilde;o podia se expressar, hoje &eacute; uma elite de poucas fam&iacute;lias que o faz. E esta &eacute; a ditadura que vivemos hoje na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o. Ou seja: &eacute; preciso existir mecanismos que impe&ccedil;am que a vontade unilateral de um grupo econ&ocirc;mico estabele&ccedil;a como ser&atilde;o distribu&iacute;dos os meios de comunica&ccedil;&atilde;o ou que tipo de conte&uacute;dos ser&atilde;o oferecidos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou Ekman. <\/p>\n<p>O participante do F&oacute;rum de Rua disse que tais mecanismos seriam justamente aqueles que abrem a defini&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &agrave; participa&ccedil;&atilde;o da sociedade, de forma ampla e democr&aacute;tica. Ironicamente, Ekman lembra que estes instrumentos participativos serviriam tamb&eacute;m para afastar um dos medos apontados pelos participantes do f&oacute;rum do Instituto Millenium, de que o governo assuma um car&aacute;ter autorit&aacute;rio.  <\/p>\n<p>Os participantes do f&oacute;rum do Instituto Millenium discordam. Como j&aacute; vem sendo feito atrav&eacute;s de mat&eacute;rias em seus v&aacute;rios ve&iacute;culos, os representantes da m&iacute;dia tradicional atacaram os mecanismos de democracia participativa. Carlos Alberto Di Franco, colunista e consultor de O Estado de S. Paulo, colocou mecanismos como consultas p&uacute;blicas e confer&ecirc;ncias como sintomas da instaura&ccedil;&atilde;o de um populismo autorit&aacute;rio. William Waack, apresentador da TV Globo e um dos mediadores das palestras, tentou desqualificar os participantes destes processos. &ldquo;Para mim, s&atilde;o ONGs de fachada&rdquo;, disse, querendo afirmar que as organiza&ccedil;&otilde;es seriam os bra&ccedil;os dos partidos pol&iacute;ticos, especialmente o PT.<\/p>\n<p>No ide&aacute;rio do f&oacute;rum empresarial, tampouco o Estado pode ser garantidor, ele pr&oacute;prio, da diversidade na m&iacute;dia ou um regulador operando pelo equil&iacute;brio de direitos. O diretor da Central Globo de Comunica&ccedil;&atilde;o Lu&iacute;s Erlanger, fazendo uma pergunta aos palestrantes da mesa que mediava, ironizou as tentativas de restringir a publicidade de bebidas alco&oacute;licas, alimentos ricos em a&ccedil;&uacute;car e gordura e de produtos para crian&ccedil;as. &ldquo;&Eacute; muita paran&oacute;ia pensar que que a tentativa de diminuir o faturamento das empresas tem tamb&eacute;m por tr&aacute;s uma tentativa de cercear a imprensa?&rdquo;<\/p>\n<p>A paran&oacute;ia vale tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o ao Estado produzindo conte&uacute;do. O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), ex-ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, acha que &ldquo;h&aacute; muita m&iacute;dia governamental&rdquo;. &ldquo;&Eacute; TV Senado, TV C&acirc;mara, TV do governo federal, estadual, municipal, Voz do Brasil&#8230;&rdquo;, enumerou Teixeira, para concluir que tudo isso j&aacute; seria instrumento suficiente de controle sobre a m&iacute;dia. <\/p>\n<p>J&aacute; Di Franco, do Estad&atilde;o, citou resolu&ccedil;&atilde;o contida no 3&ordm; Programa Nacional de Direitos Humanos que prev&ecirc; que o governo produza v&iacute;deos e filmes que reconstruam o per&iacute;odo da ditadura militar para fins educacionais. Segundo o jornalista e um dos mentores da linha editorial do jornal paulista, o Estado n&atilde;o pode ter esta prerrogativa porque resultaria em uma leitura enviesada da hist&oacute;ria.   <\/p>\n<p>A solu&ccedil;&atilde;o para os eventuais problemas causados pela atua&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia, segundo os palestrantes convidados do Millenium, s&atilde;o o exato oposto da participa&ccedil;&atilde;o social defendida pelos participantes do F&oacute;rum de Rua. A defesa das leis de mercado e a autorregula&ccedil;&atilde;o como padronizadores da atua&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia foi constante. A autorregula&ccedil;&atilde;o recebeu, inclusive, o apoio do ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, e do deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), para quem os &ldquo;sistemas de autocontrole&rdquo; e os &ldquo;c&oacute;digos de conduta das pr&oacute;prias empresas&rdquo; j&aacute; agem com suficiente efici&ecirc;ncia para evitar abusos.<\/p>\n<p><strong>Ofensivas<\/strong><\/p>\n<p>O entendimento de v&aacute;rios palestrantes &eacute; que justamente este ide&aacute;rio que associa liberdade de express&atilde;o &agrave;s liberdades de mercado est&aacute; em jogo. Cumprindo papel de organizadores e promotores do discurso do setor empresarial, os colunistas Arnaldo Jabor (Globo) e Reinaldo Azevedo (Veja) pregaram uma ofensiva da m&iacute;dia tradicional.<\/p>\n<p>Jabor tratou a imprensa como sin&ocirc;nimo de sociedade &#8211; &ldquo;&eacute; uma tradi&ccedil;&atilde;o [do Brasil] de que o Estado controle a sociedade e n&atilde;o que a sociedade, a imprensa &eacute; que controla o Estado&rdquo; &#8211; e convocou esta a tomar &ldquo;uma atitude ofensiva&rdquo; contra um &ldquo;populismo controlador&rdquo; que pode se instalar no pa&iacute;s, a exemplo do que j&aacute; ocorre na Am&eacute;rica Latina. <\/p>\n<p>Azevedo, que se apresenta como porta-voz de uma ultra-direita brasileira que tem vergonha de aparecer, foi mais expl&iacute;cito em rela&ccedil;&atilde;o aos valores a serem defendidos pela grande m&iacute;dia: &ldquo;Est&aacute; na hora de a imprensa defender os valores da democracia, da economia de mercado, do individualismo, da livre iniciativa e da propriedade e deixar de lado aqueles que tentam solapar estes valores.&rdquo; <\/p>\n<p>O F&oacute;rum de Rua afirmou, em sentido oposto, que mercado e diversidade n&atilde;o dialogam. &ldquo;Democracia e liberdade de express&atilde;o &eacute; desconcentra&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia, &eacute; possibilidade de todo mundo poder falar, e n&atilde;o os que sempre&nbsp;foram privilegiados politicamente e economicamente no Brasil&rdquo;, afirmou Pedro Ekman, do Intervozes, resumindo a id&eacute;ia de liberdade de express&atilde;o que permeou o ato na Alameda Santos.<\/p>\n<p><em>*** Texto corrigido em 3\/3\/2010, &agrave;s 23h20. Carlos Alberto Di Franco n&atilde;o &eacute; conselheiro do Estad&atilde;o, mas colunista e consultor.<\/em> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rela&ccedil;&otilde;es entre m&iacute;dia e democracia s&atilde;o tema de ato dos movimentos sociais e evento de instituto empresarial em S&atilde;o Paulo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[1237],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24018"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24018"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24018\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}