{"id":24001,"date":"2010-02-26T18:57:09","date_gmt":"2010-02-26T18:57:09","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24001"},"modified":"2010-02-26T18:57:09","modified_gmt":"2010-02-26T18:57:09","slug":"eletronet-e-cercada-de-polemicas-desde-sua-criacao-em-1999","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24001","title":{"rendered":"Eletronet \u00e9 cercada de pol\u00eamicas desde sua cria\u00e7\u00e3o, em 1999"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A pol&ecirc;mica que se instaurou em torno da Eletronet e do poss&iacute;vel benef&iacute;cio que seus acionistas poderiam ter com a revitaliza&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s &eacute; apenas mais um cap&iacute;tulo em uma hist&oacute;ria cheia de pol&ecirc;micas que cerca a empresa. <\/p>\n<p>A primeira delas veio, na verdade, antes do surgimento da pr&oacute;pria Eletronet. Em fevereiro de 1999, ap&oacute;s a privatiza&ccedil;&atilde;o das empresas distribuidoras de energia, come&ccedil;aram a correr no mercado informa&ccedil;&otilde;es de que a estatal Lightpar seria a gestora dos direitos de passagem e redes de fibra das estatais de transmiss&atilde;o. Isso detonou um forte movimento especulativo com as a&ccedil;&otilde;es da Lightpar, que se valorizou mais de 2.500% em poucos meses. Na ocasi&atilde;o, TELETIME publicou informa&ccedil;&otilde;es de mercado de que o grupo Opportunity poderia estar se beneficiando da valoriza&ccedil;&atilde;o da Lightpar, j&aacute; que uma das principais estrategistas da privatiza&ccedil;&atilde;o do setor el&eacute;trico, e uma das poucas pessoas que poderia saber sobre os planos futuros da Lightpar, era Elena Landau, ex-diretora do BNDES e consultora do grupo Opportunity. Na ocasi&atilde;o, o Opportunity negou ter pap&eacute;is da Lightpar. Ainda assim, Daniel Dantas e Elena Landau moveram a&ccedil;&atilde;o de indeniza&ccedil;&atilde;o contra TELETIME, pedindo R$ 3 milh&otilde;es, a&ccedil;&atilde;o em que foram derrotados em todas as inst&acirc;ncias, incluindo o Supremo. <\/p>\n<p>Coincid&ecirc;ncia ou n&atilde;o, o grupo Opportunity de fato mostrou interesse nos direitos de passagem e fibras detidos pela Lightpar meses depois, em agosto de 1999, quando participou do leil&atilde;o de venda do controle da Eletronet. O grupo Opportunity foi derrotado no leil&atilde;o, vencido pela empresa norte-americana AES, que assumiu com 51% o controle da Eletronet ao lado da Lightpar. Pagou por isso R$ 290 milh&otilde;es. Meses depois, contudo, Opportunity e AES se tornaram s&oacute;cios na Cemig. <\/p>\n<p><strong>D&iacute;vidas <\/strong><\/p>\n<p>J&aacute; em 2001, ap&oacute;s o estouro da bolha da Internet, a Eletronet acumulava d&iacute;vidas elevadas e a AES, em complicada situa&ccedil;&atilde;o financeira nos EUA, deixou de fazer os aportes necess&aacute;rios &agrave; empresa. Com isso, a Lightpar assumiu o controle da companhia. Mais tarde, a AES transferiu suas a&ccedil;&otilde;es para a LT Bandeirantes, que depois transferiu os direitos para s&oacute;cios no exterior. A essa altura, contudo, a situa&ccedil;&atilde;o j&aacute; era insustent&aacute;vel e a empresa seguia as diretrizes da Lightpar, sua controladora. Em 2003, foi decretada a autofal&ecirc;ncia da companhia. Iniciou-se ent&atilde;o um processo complicado em que os credores (principalmente Furukawa, Alcatel-Lucent e as pr&oacute;prias empresas de energia) passaram a disputar na Justi&ccedil;a o direito de receber seus cr&eacute;ditos da antiga Eletronet. A maior credora da Eletronet &eacute; a Furukawa, com um passivo estimado, na &eacute;poca do fim do cons&oacute;rcio com a AES em cerca de R$ 220 milh&otilde;es. Depois vem a Alcatel-Lucent com cerca de R$ 160 milh&otilde;es e, por fim, o pr&oacute;prio governo, por meio dos direitos de passagem que algumas estatais de energia (sobretudo Eletronorte e Chesf) t&ecirc;m. Essa d&iacute;vida &eacute; de cerca de R$ 60 milh&otilde;es. <\/p>\n<p>Ainda em 2003 surgiram as primeiras discuss&otilde;es sobre a possibilidade de o governo utilizar as fibras da Eletronet. Em setembro de 2003, o ent&atilde;o ministro das comunica&ccedil;&otilde;es, Miro Teixeira, em semin&aacute;rio promovido pela TELETIME, chegou a desmentir essa possibilidade. No come&ccedil;o de 2004, o ministro Eun&iacute;cio de Oliveira, tamb&eacute;m negou a inten&ccedil;&atilde;o de reativar a Telebr&aacute;s e de utilizar a rede da Eletronet. <\/p>\n<p>A discuss&atilde;o, contudo, foi retomada em meados de 2007, quando o governo passou a debater a ideia de criar uma infovia federal para projetos de inclus&atilde;o digital. Mais uma vez, o uso da rede da Eletronet passou a ser uma das principais possibilidades em estudo. Nessa &eacute;poca, Oi e Brasil Telecom come&ccedil;aram a analisar mais firmemente a possibilidade de comprar a rede, mas conforme publicou TELETIME em mar&ccedil;o de 2009, logo os problemas de endividamento da Eletronet foram evidenciados e a Oi desistiu de levar o neg&oacute;cio adiante. No segundo semestre de 2009, o governo come&ccedil;ou a analisar com mais empenho a possibilidade de usar as redes das el&eacute;tricas para o servi&ccedil;o de banda larga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pol&ecirc;mica que se instaurou em torno da Eletronet e do poss&iacute;vel benef&iacute;cio que seus acionistas poderiam ter com a revitaliza&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s &eacute; apenas mais um cap&iacute;tulo em uma hist&oacute;ria cheia de pol&ecirc;micas que cerca a empresa. A primeira delas veio, na verdade, antes do surgimento da pr&oacute;pria Eletronet. Em fevereiro de 1999, ap&oacute;s &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24001\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Eletronet \u00e9 cercada de pol\u00eamicas desde sua cria\u00e7\u00e3o, em 1999<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[1231],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24001"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24001"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24001\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24001"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24001"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24001"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}