{"id":24000,"date":"2010-02-26T18:55:17","date_gmt":"2010-02-26T18:55:17","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24000"},"modified":"2010-02-26T18:55:17","modified_gmt":"2010-02-26T18:55:17","slug":"em-nota-eletrobras-esclarece-ser-a-unica-dona-da-eletronet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24000","title":{"rendered":"Em nota, Eletrobr\u00e1s esclarece ser a \u00fanica dona da Eletronet"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A Eletrobras resolveu entrar de vez na pol&ecirc;mica sobre a reativa&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s, que supostamente poderia beneficiar um empres&aacute;rio que teve como consultor o ex-ministro Jos&eacute; Dirceu, segundo mat&eacute;ria da Folha de S.Paulo. A estatal de energia divulgou nota de esclarecimento ao mercado declarando-se como &uacute;nica propriet&aacute;ria da rede de fibras &oacute;ticas antes controlada pela Eletronet. &quot;A rede de fibras &oacute;ticas do sistema de transmiss&atilde;o Eletrobr&aacute;s pertence e sempre pertenceu, exclusivamente, &agrave; Centrais El&eacute;tricas Brasileiras S.A. &#8211; Eletrobr&aacute;s&quot;, informa a nota. &quot;S&atilde;o infundadas, improcedentes e inver&iacute;dicas, portanto, as not&iacute;cias que apontam a massa falida da Eletronet, pessoas ou empresas que nela detenham participa&ccedil;&atilde;o, ou qualquer outra, como propriet&aacute;rias ou detentoras da posse da rede de fibras &oacute;ticas da Eletrobr&aacute;s&quot;. <\/p>\n<p>A estatal explica no documento que cedeu temporariamente o direito de utiliza&ccedil;&atilde;o parcial da rede de fibras em quest&atilde;o no ano de 1999 &agrave; Eletronet. O contrato de &quot;Constitui&ccedil;&atilde;o de Direito de Acesso&quot; foi assinado com a sua subsidi&aacute;ria Lightpar (hoje Eletropar). Neste contrato h&aacute; uma cl&aacute;usula espec&iacute;fica assegurando os direitos da Eletrobr&aacute;s sobre a infraestrutura cedida e, de acordo com a nota, tamb&eacute;m sobre eventuais amplia&ccedil;&otilde;es e extens&otilde;es que fossem feitas na rede. <\/p>\n<p>Foi com base nesse contrato que a Eletrobr&aacute;s conseguiu na Justi&ccedil;a a retomada da posse da rede, apesar do processo falimentar contra a Eletronet, iniciado em 2004. A imiss&atilde;o de posse em favor da estatal foi concedida em dezembro de 2009 atendendo a uma reclama&ccedil;&atilde;o apresentada pela Advocacia Geral da Uni&atilde;o (AGU). <\/p>\n<p>A nota da Eletrobr&aacute;s, no entanto, n&atilde;o entra em maiores detalhes sobre o processo de fal&ecirc;ncia da Eletronet e n&atilde;o faz qualquer coment&aacute;rio com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cau&ccedil;&atilde;o apresentada para a retomada provis&oacute;ria da rede. Essa cau&ccedil;&atilde;o tem sido o principal ponto de controv&eacute;rsia nas mat&eacute;rias divulgadas at&eacute; agora, levantando suspeitas de que a sua execu&ccedil;&atilde;o poderia beneficiar a Star Overseas, do empres&aacute;rio Nelson dos Santos, que diz deter 25% do controle da falida Eletronet. <\/p>\n<p>Como toda cau&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; qualquer garantia de execu&ccedil;&atilde;o do dep&oacute;sito feito pela estatal at&eacute; que haja uma decis&atilde;o final da Justi&ccedil;a sobre a massa falida da Eletronet. E, ainda assim, do ponto de vista t&eacute;cnico, a garantia de ressarcimento teria como alvo os credores da antiga estatal &#8211; mais especificamente as fornecedoras de equipamentos Furukawa, Alcatel-Lucent e as pr&oacute;prias empresas de energia estatais, que t&ecirc;m a receber pelos direitos de passagens contratados pela Eletronet. Os s&oacute;cios da empresa, incluindo o empres&aacute;rio Nelson dos Santos, que contratou Jos&eacute; Dirceu, n&atilde;o teriam nada a receber, segundo a Advocacia Geral da Uni&atilde;o. <\/p>\n<p>A omiss&atilde;o da Eletrobr&aacute;s nesse item muito provavelmente est&aacute; relacionada com a postura que o governo tem tomado no caso Eletronet. Todo o empenho da Uni&atilde;o no processo tinha como &uacute;nico objetivo a retomada das fibras &oacute;ticas para que a infraestrutura pudesse ser comercializada pela estatal &#8211; com ou sem um Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) -, sem qualquer interesse secund&aacute;rio em uma poss&iacute;vel recupera&ccedil;&atilde;o da Eletronet. <\/p>\n<p>Na verdade, n&atilde;o h&aacute; registro de que o governo tenha chegado a debater consistentemente a revitaliza&ccedil;&atilde;o da Eletronet em qualquer hip&oacute;tese. Com a recupera&ccedil;&atilde;o do direito pelo uso das fibras no fim do ano passado, o governo retirou-se da negocia&ccedil;&atilde;o sobre a fal&ecirc;ncia e altas fontes governamentais garantem que agora a solu&ccedil;&atilde;o da disputa deve ser decidida entre o s&iacute;ndico da massa falida e as el&eacute;tricas. <\/p>\n<p>Sem rela&ccedil;&atilde;o com o PNBL <\/p>\n<p>Outra confus&atilde;o reiterada &eacute; a associa&ccedil;&atilde;o direta entre a Eletronet, o PNBL e a eventual revitaliza&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s. As fibras que antes estavam sob controle da Eletronet comp&otilde;em o eixo estrutural da rede p&uacute;blica de banda larga que o governo pretende operar dentro do PNBL, mas a Eletronet em si n&atilde;o faz parte do projeto. Isso porque o entendimento &eacute; que essas fibras s&atilde;o da Eletrobr&aacute;s &#8211; como a pr&oacute;pria estatal informou ao mercado &#8211; e ela pr&oacute;pria pode comercializar o acesso &agrave; rede a outros interessados. De fato, as companhias el&eacute;tricas disp&otilde;em de v&aacute;rios contratos de oferta de rede com empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es, em especial a Eletronorte, &uacute;nica detentora de liga&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica entre o Centro-Oeste e o Norte do pa&iacute;s. <\/p>\n<p>J&aacute; a ideia de revitalizar a Telebr&aacute;s est&aacute; mais relacionada com a proposta do governo de centralizar essa oferta de rede em um &uacute;nico operador p&uacute;blico. Isso n&atilde;o significa que as redes das empresas de energia &#8211; Eletrobr&aacute;s, Eletronorte, Chesf e Petrobras principalmente &#8211; ser&atilde;o transferidas para a estatal revitalizada. Na verdade o projeto prev&ecirc; que a Telebr&aacute;s (ou qualquer outra estatal escolhida como coordenadora da rede p&uacute;blica) feche contratos de uso das redes das el&eacute;tricas, que manter&atilde;o a posse da infraestrutura. Assim, a poss&iacute;vel revitaliza&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s, j&aacute; admitida pelo pr&oacute;prio presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, n&atilde;o garante qualquer benef&iacute;cio aos antigos s&oacute;cios da Eletronet, pois n&atilde;o existir&aacute; transfer&ecirc;ncia de direitos dos s&oacute;cios da empresa falida para a estatal reativada nem contratos com a falida Eleronet.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Eletrobras resolveu entrar de vez na pol&ecirc;mica sobre a reativa&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s, que supostamente poderia beneficiar um empres&aacute;rio que teve como consultor o ex-ministro Jos&eacute; Dirceu, segundo mat&eacute;ria da Folha de S.Paulo. 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