{"id":23981,"date":"2010-02-24T15:57:39","date_gmt":"2010-02-24T15:57:39","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23981"},"modified":"2010-02-24T15:57:39","modified_gmt":"2010-02-24T15:57:39","slug":"dirceu-nao-intermediou-negocio-diz-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23981","title":{"rendered":"Dirceu n\u00e3o intermediou neg\u00f3cio, diz Santos"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O ex-ministro Jos&eacute; Dirceu negou-se a dar entrevista sobre o caso Telebr&aacute;s. Por meio de sua assessoria, disse que, &quot;se, por ventura, o ex-ministro tivesse dado consultoria ao sr. Nelson dos Santos, n&atilde;o poderia confirmar, por cl&aacute;usula de confidencialidade, comum a contratos de consultoria&quot;.<\/p>\n<p>Por e-mail, o empres&aacute;rio Nelson dos Santos confirmou que fez pagamentos ao ex-ministro, mas que a &quot;consultoria JD [iniciais de Jos&eacute; Dirceu] nunca foi contratada para fazer qualquer intermedia&ccedil;&atilde;o de neg&oacute;cios ou servi&ccedil;os relacionados a transa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas&quot;.<\/p>\n<p>Segundo Santos, os servi&ccedil;os prestados por Dirceu referem-se a proje&ccedil;&otilde;es do cen&aacute;rio pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico brasileiro e latino-americano, um ramo de atividade em que opera grande n&uacute;mero de consultorias do mesmo n&iacute;vel de servi&ccedil;o que &eacute; normalmente utilizado por empresas que necessitam ter proje&ccedil;&atilde;o de investimentos a longo prazo.<\/p>\n<p>Ainda segundo Santos, o trabalho de Dirceu para a sua empresa tinha contrato de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, que vigorou entre mar&ccedil;o de 2007 e outubro de 2009. Todos os pagamentos foram efetuados com nota fiscal de servi&ccedil;os, liquidados por via banc&aacute;ria e devidamente contabilizados. Os valores mensais foram de R$ 20 mil, que totalizaram R$ 620 mil no per&iacute;odo.<\/p>\n<p>Procurado pela <em>Folha<\/em>, Santos disse, inicialmente, que era s&oacute; &quot;representante&quot; da Star Overseas, sediada nas Ilhas Virgens Brit&acirc;nicas, uma das acionistas da Eletronet. Num segundo momento, admitiu, por meio de sua assessoria, ser dono da empresa. Quanto ao valor da compra de parte das a&ccedil;&otilde;es da Eletronet, pelo valor simb&oacute;lico de R$ 1, Santos disse: &quot;As condi&ccedil;&otilde;es da compra s&atilde;o relacionadas diretamente aos trabalhos desenvolvidos pelas novas controladoras na busca pela recupera&ccedil;&atilde;o da empresa e a continuidade dos seus neg&oacute;cios. O pedido de autofal&ecirc;ncia foi feito pela Lightpar e n&atilde;o pela AES [s&oacute;cia majorit&aacute;ria]&quot;.<\/p>\n<p>Santos informa que os s&oacute;cios privados sempre buscaram um acordo com o governo e os credores da Eletronet, acreditando na viabilidade econ&ocirc;mica da companhia. &quot;A utiliza&ccedil;&atilde;o da rede compartilhada entre governo e empresas privadas foi o objetivo inicial quando da privatiza&ccedil;&atilde;o e s&oacute; foi interrompido devido ao pedido de autofal&ecirc;ncia pela Lightpar.&quot;<\/p>\n<p>Segundo ele, a aquisi&ccedil;&atilde;o [de metade da participa&ccedil;&atilde;o da AES] foi feita pelo valor referencial de R$ 1, registrando-se que essa participa&ccedil;&atilde;o da AES foi oferecida &agrave; pr&oacute;pria Lightpar Participa&ccedil;&otilde;es S.A. nas mesmas condi&ccedil;&otilde;es, que n&atilde;o se interessou, conforme consta no balan&ccedil;o da pr&oacute;pria Lightpar.<br \/>Santos acredita que os s&oacute;cios privados da Eletronet (ele inclu&iacute;do) t&ecirc;m direitos sobre o futuro que se abre na empresa porque &quot;a rede, mesmo ap&oacute;s a fal&ecirc;ncia, nunca deixou de funcionar, em regime de continuidade de neg&oacute;cios, tendo sido permanente a manuten&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ex-ministro Jos&eacute; Dirceu negou-se a dar entrevista sobre o caso Telebr&aacute;s. 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