{"id":23962,"date":"2010-02-18T17:18:58","date_gmt":"2010-02-18T17:18:58","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23962"},"modified":"2010-02-18T17:18:58","modified_gmt":"2010-02-18T17:18:58","slug":"governo-pode-adotar-dois-sistemas-de-radio-digital-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23962","title":{"rendered":"Governo pode adotar dois sistemas de r\u00e1dio digital para o Brasil"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t    <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O governo federal poder&aacute; adotar os dois modelos em avalia&ccedil;&atilde;o como padr&otilde;es de r&aacute;dio digital, apesar do pa&iacute;s estar fazendo testes comparativos entre o americano, conhecido como In-band on-channel (Iboc), e o europeu, o Digital Radio Mondiale (DRM. Diferentemente do que ocorreu com a TV digital &#8211; em que o modo japon&ecirc;s foi o &uacute;nico escolhido -, os dois modelos de r&aacute;dio digital poderiam coexistir com viabilidade econ&ocirc;mica, embora comercialmente um deva se sobrepor ao outro. Politicamente, a sa&iacute;da agradaria tanto &agrave;s emissoras que j&aacute; investiram no modelo Iboc, quanto aos partid&aacute;rios do modelo DRM, que &eacute; livre de royalties.<\/p>\n<p>Para tomar esta decis&atilde;o, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es avalia a publica&ccedil;&atilde;o de uma portaria com par&acirc;metros que n&atilde;o restrinjam o mercado a um s&oacute; modelo. O ministro H&eacute;lio Costa quer resolver a quest&atilde;o antes de deixar o governo, at&eacute; o fim de mar&ccedil;o.<\/p>\n<p>O &uacute;nico fabricante americano do Iboc, que j&aacute; fornece sistemas digitais a emissoras brasileiras, &eacute; o cons&oacute;rcio Ibiquity, que cobra royalties pelo uso. Algumas das 4,5 mil emissoras comerciais de AM e FM j&aacute; adquiriram equipamentos para migrar do modelo anal&oacute;gico para o digital. A principal vantagem do Ibiquity &eacute; a certeza das emissoras em digitalizar-se mantendo o mesmo canal (n&uacute;mero no dial). Mas governo e empresas t&ecirc;m restri&ccedil;&otilde;es quanto aos royalties cobrados.<\/p>\n<p>Um grupo de t&eacute;cnicos e universidades ainda mant&eacute;m os estudos do modelo DRM. Se os testes provarem que o modelo europeu tamb&eacute;m permitir&aacute; que as r&aacute;dios mantenham os canais de transmiss&atilde;o &#8211; quest&atilde;o p&eacute;trea para as emissoras -, ent&atilde;o a discuss&atilde;o comercial esquentar&aacute;, porque o modelo europeu n&atilde;o cobra royalties. O problema, por&eacute;m, seria que as empresas que compraram o Ibiquity j&aacute; gastaram, em m&eacute;dia, R$ 150 mil pelos equipamentos, e, portanto, preferem o modelo americano. Nos testes j&aacute; encerrados, o Ibiquity teve problemas de efic&aacute;cia em ondas m&eacute;dias (AM) e curtas (OC e OT). Para FM, s&atilde;o perfeitos.<\/p>\n<p>Pode n&atilde;o ser vi&aacute;vel economicamente, contudo, produzir receptores de r&aacute;dio que aceitem os dois modelos, Ibiquity e DRM. Por isso pode haver segrega&ccedil;&atilde;o entre os aparelhos receptores AM\/FM e os espec&iacute;ficos para ondas curtas.<\/p>\n<p>No caso das ondas curtas, o DRM j&aacute; provou ser mais vantajoso, com grande ganho de qualidade de som e livre das frequentes interfer&ecirc;ncias na banda. A aceita&ccedil;&atilde;o pelo governo dos dois modelos poderia permitir que essas emissoras de OC e OT transmitissem em sistema diferente das AM\/FM. Da&iacute; a possibilidade de coexistirem ambos os modelos de r&aacute;dio digital no pa&iacute;s. A hip&oacute;tese n&atilde;o &eacute; absurda, haja vista que existe hoje, no Brasil, 1,5 aparelho receptor de r&aacute;dio por pessoa e que as ondas curtas t&ecirc;m um mercado bastante espec&iacute;fico.<\/p>\n<p>Como o sistema de r&aacute;dio digital &eacute;, em termos gerais, mais barato que o da TV digital &#8211; em que foi definido o padr&atilde;o japon&ecirc;s -, a possibilidade de haver mais de um modelo n&atilde;o restringiria o potencial econ&ocirc;mico para ambos os sistemas conviverem. No caso da TV, a multiplicidade de modelos reduziria perspectivas de crescimento e exporta&ccedil;&atilde;o de infraestrutura e aparelhos receptores para pa&iacute;ses vizinhos.<\/p>\n<p>Antes f&eacute;rrea defensora do Ibiquity, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert) espera o encerramento dos testes do DRM para apresentar sua posi&ccedil;&atilde;o final. &quot;A &uacute;nica posi&ccedil;&atilde;o em que a associa&ccedil;&atilde;o &eacute; irredut&iacute;vel sobre a r&aacute;dio digital hoje &eacute; a previs&atilde;o de as emissoras manterem o mesmo canal de transmiss&atilde;o&quot;, diz Luis Roberto Antonik, diretor-geral da Abert. &quot;Defendemos essa ideologia e n&atilde;o necessariamente um padr&atilde;o&quot;<\/p>\n<p>Pela r&aacute;dio digital, o usu&aacute;rio poder&aacute; ter, al&eacute;m de maior qualidade de som, servi&ccedil;os agregados, como a possibilidade de ouvir podcasts, interagir na programa&ccedil;&atilde;o e receber imagens e informa&ccedil;&otilde;es no visor do aparelho.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo federal poder&aacute; adotar os dois modelos em avalia&ccedil;&atilde;o como padr&otilde;es de r&aacute;dio digital, apesar do pa&iacute;s estar fazendo testes comparativos entre o americano, conhecido como In-band on-channel (Iboc), e o europeu, o Digital Radio Mondiale (DRM. 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