{"id":23941,"date":"2010-02-11T18:26:32","date_gmt":"2010-02-11T18:26:32","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23941"},"modified":"2010-02-11T18:26:32","modified_gmt":"2010-02-11T18:26:32","slug":"anatel-sinaliza-que-mantera-leilao-da-banda-h-so-para-entrantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23941","title":{"rendered":"Anatel sinaliza que manter\u00e1 leil\u00e3o da Banda H s\u00f3 para entrantes"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A Anatel realizou nesta quinta-feira, 11, audi&ecirc;ncia p&uacute;blica para esclarecer d&uacute;vidas sobre as regras que vigorar&atilde;o no processo de venda da Banda H, &uacute;ltima fatia de espectro destinada a oferta de servi&ccedil;os 3G dispon&iacute;vel no momento. O evento reuniu advogados e representantes das operadoras m&oacute;veis em funcionamento no Brasil e, principalmente, dos potenciais interessados em se tornar um quinto competidor nesse mercado. Como j&aacute; era esperado, o principal questionamento das empresas de telefonia m&oacute;vel foi com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; possibilidade de a Anatel abrir o leil&atilde;o para que as empresas que j&aacute; possuem fatias na faixa de 1,9 GHz e 2,1 GHz poderem disputar o &uacute;ltimo naco do 3G.<\/p>\n<p>Inicialmente, o presidente da Comiss&atilde;o Especial de Licita&ccedil;&atilde;o e gerente-geral de Comunica&ccedil;&otilde;es Pessoais M&oacute;veis da Anatel, Nelson Takayanagi, foi lac&ocirc;nico com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s inten&ccedil;&otilde;es da ag&ecirc;ncia sobre a abertura do leil&atilde;o &agrave;s empresas j&aacute; consolidadas no setor. Mas, com a insist&ecirc;ncia dos executivos e advogados das operadoras em questionar o que consideram uma &quot;falta de isonomia&quot; na disputa, Takayanagi aos poucos foi demonstrando simpatia em manter o leil&atilde;o restrito a novos competidores no mercado de telefonia m&oacute;vel.<\/p>\n<p>&quot;Na consulta p&uacute;blica foi definida a regra do jogo. Naquela ocasi&atilde;o &eacute; que deveria ter sido feita a pergunta. N&atilde;o adianta quatro anos depois vir com algo novo; dizer que n&atilde;o quer mais um entrante no mercado&quot;, reclamou o gerente ao responder uma pergunta do representante da Vivo sobre a possibilidade de abertura do leil&atilde;o &agrave; empresas que j&aacute; adquiriram faixas de 3G. Takayanagi informou que o assunto ainda ser&aacute; decidido pela ag&ecirc;ncia reguladora e que a decis&atilde;o constar&aacute; do edital de licita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>&quot;Excesso de competi&ccedil;&atilde;o&quot;<\/strong><\/p>\n<p>As operadoras do SMP n&atilde;o pouparam argumentos para tentar convencer a Anatel de que &eacute; justo que a ag&ecirc;ncia permita que elas entrem novamente na disputa, apesar de a Banda H estar dividida de tal maneira que a compra dessas radiofrequ&ecirc;ncias por uma empresa j&aacute; consolidada no 3G inevitavelmente exceder&aacute; o limite de blocos permitido pela regulamenta&ccedil;&atilde;o do setor (de 85 MHz por empresa). Os argumentos mais amplos partiram da LCA Consultoria, contratada pela Oi para fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o da venda da faixa.<\/p>\n<p>O diretor da &aacute;rea de Economia do Direito da consultoria, Bernardo Macedo, fez uma apresenta&ccedil;&atilde;o na audi&ecirc;ncia p&uacute;blica alegando que o servi&ccedil;o exige investimentos intensivos, as empresas de telefonia m&oacute;vel tem baixa rentabilidade e que a pol&iacute;tica da Anatel de inserir um quinto competidor no mercado pode gerar um &quot;excesso de competi&ccedil;&atilde;o&quot;. &quot;A competi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um fim em si mesmo. O importante &eacute; chegar ao consumidor com mais efici&ecirc;ncia&quot;, argumentou o analista. &quot;Os supostos benef&iacute;cios de um entrante parecem incertos e improv&aacute;veis.&quot;<\/p>\n<p>Takayanagi n&atilde;o se sensibilizou com os dados apresentados pela LCA. Na vis&atilde;o do gerente, a decis&atilde;o de entrar em um mercado que supostamente &eacute; t&atilde;o pouco concentrado &#8211; o que reduziria, em tese, as possibilidades de rentabilidade de um entrante &#8211; deve ser empresarial e n&atilde;o regulat&oacute;ria. &quot;Se o HHI (&iacute;ndice de concentra&ccedil;&atilde;o do mercado) &eacute; t&atilde;o baixo assim, cabe ao empres&aacute;rio decidir se vale a pena investir nesse neg&oacute;cio&quot;, afirmou.<br \/><strong><br \/>Nextel na disputa<\/strong><\/p>\n<p>Para o vice-presidente jur&iacute;dico e regulat&oacute;rio da Nextel, Alfredo Ferrari, n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas de que o mercado de telefonia m&oacute;vel no Brasil comporta um quinto competidor. &quot;O Brasil &eacute; uma mina de ouro de investimento&quot;, afirmou, citando as proje&ccedil;&otilde;es de que, em tr&ecirc;s anos, a telefonia m&oacute;vel no pa&iacute;s pode chegar aos 230 milh&otilde;es de usu&aacute;rios. &quot;O mercado n&atilde;o &eacute; maduro ainda porque falta muito a avan&ccedil;ar em qualidade do servi&ccedil;o. Eu posso dizer que n&oacute;s da Nextel temos interesse na Banda H e vamos investir nisso&quot;, garantiu.<\/p>\n<p>A segunda potencial candidata &agrave; quinta posi&ccedil;&atilde;o no mercado de telefonia m&oacute;vel &eacute; a GVT, que n&atilde;o se pronunciou formalmente na audi&ecirc;ncia p&uacute;blica, embora tenha enviado representantes ao evento. A empresa ainda faz mist&eacute;rio sobre sua participa&ccedil;&atilde;o no leil&atilde;o, mas uma disputa entre GVT e Nextel pela Banda H &eacute; tida como certa para empres&aacute;rios e membros da Anatel.<br \/><strong><br \/>Estabilidade regulat&oacute;ria<\/strong><\/p>\n<p>O &uacute;ltimo pronunciamento da audi&ecirc;ncia foi feito pelo presidente da Acel, Luiz de Melo J&uacute;nior, que cobrou uma justificativa por escrito da Anatel para o que chamou de &quot;privil&eacute;gio&quot; &agrave;s empresas entrantes. &quot;A Acel acha fundamental que seja publicada a justificativa dessa decis&atilde;o; que ela mostre a insufici&ecirc;ncia da competi&ccedil;&atilde;o que explique essa decis&atilde;o regulat&oacute;ria&quot;, declarou Melo, reclamando que as operadoras m&oacute;veis j&aacute; consolidadas est&atilde;o sendo &quot;alijadas&quot; do novo leil&atilde;o.<\/p>\n<p>A resposta da Anatel ao protesto da associa&ccedil;&atilde;o veio em tom de brincadeira. &quot;Parece que a Acel n&atilde;o quer novas associadas, n&eacute;?&quot;, comentou Nelson Takayanagi arrancando risos da plat&eacute;ia. E complementou, pondo um fim &agrave;s cr&iacute;ticas: &quot;Estamos mantendo aquilo que o Ferrari (da Nextel) falou: a estabilidade regulat&oacute;ria&quot;. A manuten&ccedil;&atilde;o das regras estabelecidas desde o primeiro leil&atilde;o do 3G e a iniciativa da Anatel de ampliar a competi&ccedil;&atilde;o foram elogiadas pelo presidente da Telcomp, Luiz Cuza, que aproveitou a ocasi&atilde;o para pedir aten&ccedil;&atilde;o da Anatel com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s regras de compartilhamento de infraestrutura. &quot;Vai ser muito dif&iacute;cil para uma entrante ter pre&ccedil;os competitivos se n&atilde;o houver esse fomento ao compartilhamento&quot;, alertou.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Anatel realizou nesta quinta-feira, 11, audi&ecirc;ncia p&uacute;blica para esclarecer d&uacute;vidas sobre as regras que vigorar&atilde;o no processo de venda da Banda H, &uacute;ltima fatia de espectro destinada a oferta de servi&ccedil;os 3G dispon&iacute;vel no momento. 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