{"id":23935,"date":"2010-02-10T16:00:30","date_gmt":"2010-02-10T16:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23935"},"modified":"2010-02-10T16:00:30","modified_gmt":"2010-02-10T16:00:30","slug":"desafio-e-diferenciar-a-apropriacao-indevida-do-direito-a-informacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23935","title":{"rendered":"\u201cDesafio \u00e9 diferenciar a apropria\u00e7\u00e3o indevida do direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\"><strong>[T&iacute;tulo original: Carla Belas fala sobre propriedade intelectual e bens imateriais em tempos de web 2.0]<\/strong><\/p>\n<p>A era digital gerou novas oportunidades culturais e econ&ocirc;micas ao mesmo tempo em que evidenciou as implica&ccedil;&otilde;es sobre autoria e propriedade intelectual. Para a soci&oacute;loga Carla Belas, um dos grandes desafios diante da evolu&ccedil;&atilde;o das novas tecnologias de reprodu&ccedil;&atilde;o &eacute; diferenciar a apropria&ccedil;&atilde;o indevida do direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Os contratos de Creative Commons atestam essa maior autonomia do autor no que diz respeito ao exerc&iacute;cio de seus direitos autorais sem a necessidade da media&ccedil;&atilde;o de uma gravadora ou editora&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>Nessa entrevista, a consultora do Instituto do Patrim&ocirc;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico Nacional (Iphan) e colaboradora da equipe de pesquisa do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular comenta ainda a import&acirc;ncia de valorizar o patrim&ocirc;nio imaterial do pa&iacute;s.<\/p>\n<p><strong>O que mudou no &acirc;mbito da propriedade intelectual e dos direitos autorais na era da internet? Como lidar com essas duas mat&eacute;rias em meio &agrave; revolu&ccedil;&atilde;o causada pela web?<br \/><\/strong>O avan&ccedil;o das novas t&eacute;cnicas de capta&ccedil;&atilde;o, reprodu&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de sons e imagens tem implica&ccedil;&otilde;es diretas sobre os tradicionais conceitos de autor e propriedade intelectual. Autores como Walter Benjamin, Gilles Lipovetsky e N&eacute;stor Garc&iacute;a Canclini apontam para uma perda gradativa da import&acirc;ncia da ideia de autoria e de &ldquo;autenticidade&rdquo; a partir do uso de novas tecnologias de reprodu&ccedil;&atilde;o. A era digital amplifica os potenciais de uso, apropria&ccedil;&atilde;o e modifica&ccedil;&otilde;es de obras autorais, de forma a gerar imensas dificuldades para o controle dessas obras por parte dos autores e dos titulares de direitos de propriedade intelectual. Por outro lado, gera tamb&eacute;m novas oportunidades de neg&oacute;cios e difus&atilde;o dessas obras.<br \/>As legisla&ccedil;&otilde;es dos pa&iacute;ses, apesar das in&uacute;meras revis&otilde;es feitas desde a Conven&ccedil;&atilde;o de Berna (1886), n&atilde;o t&ecirc;m conseguido acompanhar a rapidez das mudan&ccedil;as e, principalmente, n&atilde;o conseguem enfrentar os crescentes conflitos envolvendo os direitos dos autores e titulares de obras autorais versus os direitos das sociedades de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; ineg&aacute;vel que as novas tecnologias s&atilde;o respons&aacute;veis por uma maior democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o. Os autores n&atilde;o dependem mais exclusivamente de um contrato com uma grande gravadora ou editora para difundir as suas obras. Com alguns equipamentos simples &#8211; um computador, um gravador e uma c&acirc;mera digital &#8211; &eacute; poss&iacute;vel gravar m&uacute;sicas e fazer v&iacute;deos para em seguida difundi-los para milhares de consumidores na internet. Os contratos de Creative Commons atestam essa maior autonomia do autor no que diz respeito ao exerc&iacute;cio de seus direitos autorais sem a necessidade da media&ccedil;&atilde;o de uma gravadora ou editora.<\/p>\n<p><strong>Nesse contexto, como ficam os direitos de autor?<\/strong><br \/>O outro lado da moeda &eacute; que as novas tecnologias da mesma forma que facilitam a difus&atilde;o facilitam tamb&eacute;m as apropria&ccedil;&otilde;es ilegais. O grande desafio &eacute; diferenciar a apropria&ccedil;&atilde;o indevida do direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o. No Brasil, as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de ensino e pesquisa vivem o dilema de respeitar os direitos autorais e ao mesmo tempo garantir o acesso amplo da popula&ccedil;&atilde;o &agrave;s obras produzidas com financiamentos p&uacute;blicos. O Minist&eacute;rio da Cultura por meio da Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de Direito Autoral (CGDA) tem proposto a altera&ccedil;&atilde;o de dispositivos da legisla&ccedil;&atilde;o de direitos autorais em vigor no pa&iacute;s, a Lei 9610\/98, com o intuito de adapt&aacute;-la &agrave;s novas demandas da era digital e ainda propiciar um maior equil&iacute;brio entre o direito privado dos autores e o direito p&uacute;blico de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o por parte da sociedade. As limita&ccedil;&otilde;es aos direitos autorais &eacute; um dos temas que mais tem despertado pol&ecirc;mica no debate internacional. A ideia &eacute; aumentar as possibilidades de a sociedade acessar obras intelectuais protegidas sem necessidade de pedir autoriza&ccedil;&atilde;o e de pagar uma retribui&ccedil;&atilde;o. Alguns pa&iacute;ses utilizam o chamado uso justificado, ou &lsquo;fair use&rsquo;, no sentido de garantir que o direito de exclusividade do autor n&atilde;o se sobreponha ao interesse p&uacute;blico e a fun&ccedil;&atilde;o social de obras autorais.<\/p>\n<p><strong>Na &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o, como a economia criativa, a produ&ccedil;&atilde;o audiovisual e a web 2.0 est&atilde;o inseridas nesse novo cen&aacute;rio tamb&eacute;m da ind&uacute;stria midi&aacute;tica? <br \/><\/strong>O que percebo &eacute; que os modos de produ&ccedil;&atilde;o, a partir das novas tecnologias, p&otilde;em em d&uacute;vida a pr&oacute;pria ideia cl&aacute;ssica de autoria como produto resultante de uma cria&ccedil;&atilde;o individual. Produ&ccedil;&otilde;es cinematogr&aacute;ficas, por exemplo, s&atilde;o vistas cada vez mais como produ&ccedil;&otilde;es coletivas, uma vez que o resultado final depende do trabalho e da interfer&ecirc;ncia criativa de in&uacute;meros profissionais que incluem a elabora&ccedil;&atilde;o de roteiro, filmagem, dire&ccedil;&atilde;o, edi&ccedil;&atilde;o de imagens e outros. Al&eacute;m da quest&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o coletiva, h&aacute; ainda, tanto no caso dos filmes quanto de fotografia, o problema do uso de imagem. As pol&iacute;ticas voltadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio imaterial t&ecirc;m incentivado um aumento substancial da produ&ccedil;&atilde;o de document&aacute;rios e pesquisas sobre a cultura popular e\/ou grupos &eacute;tnicos, trazendo a quest&atilde;o da autoriza&ccedil;&atilde;o do uso de imagens e a reparti&ccedil;&atilde;o de ganhos comerciais com os grupos filmados para o centro do debate.<\/p>\n<p><strong>Os ativos intang&iacute;veis, a cada dia, t&ecirc;m o seu valor mais reconhecido. Qual a import&acirc;ncia do patrim&ocirc;nio imaterial do Brasil e como ele vem sendo tratado?<\/strong><br \/>A import&acirc;ncia do patrim&ocirc;nio imaterial j&aacute; havia sido prevista por Mario de Andrade desde a elabora&ccedil;&atilde;o do &ldquo;Anteprojeto de Prote&ccedil;&atilde;o do Patrim&ocirc;nio Art&iacute;stico Nacional&rdquo; em 1936, que inclu&iacute;a a prote&ccedil;&atilde;o para a cultura ind&iacute;gena e a cultura popular. Essa proposta foi, no entanto, suprimida, com a cria&ccedil;&atilde;o do Decreto-Lei n.25 de 1937, que deu origem ao Servi&ccedil;o do Patrim&ocirc;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico Nacional, hoje conhecido como Iphan. Valorizar a cultura de &iacute;ndios e negros n&atilde;o condizia com a ideia de desenvolvimento da &eacute;poca, voltada para integra&ccedil;&atilde;o em vez da diversidade.&nbsp; Naquele contexto, a op&ccedil;&atilde;o pela valoriza&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio hist&oacute;rico edificado, ou patrim&ocirc;nio material, era a que traria menos problemas pol&iacute;ticos, n&atilde;o implicando em reivindica&ccedil;&otilde;es para o reconhecimento de identidades e direitos.<br \/>A &ecirc;nfase na prote&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio edificado, chamado &ldquo;pedra e cal&rdquo;, se manteve at&eacute; aproximadamente a d&eacute;cada de 70, quando, no &acirc;mbito internacional, alguns pa&iacute;ses manifestaram junto &agrave; Unesco a preocupa&ccedil;&atilde;o com a salvaguarda da cultura popular. Nesse sentido, sob a lideran&ccedil;a da Bol&iacute;via, solicitaram a revis&atilde;o do conceito de patrim&ocirc;nio cultural contido na Conven&ccedil;&atilde;o do Patrim&ocirc;nio Mundial, Cultural e Natural (1972), afim de que abrangesse al&eacute;m do patrim&ocirc;nio arquitet&ocirc;nico e o natural &agrave;s diversas express&otilde;es culturais tradicionais mantidas ao longo de gera&ccedil;&otilde;es a partir da oralidade. As reivindica&ccedil;&otilde;es desse grupo deram in&iacute;cio a uma s&eacute;rie de estudos e debates que culminaram nos documentos: Recomenda&ccedil;&atilde;o sobre a Salvaguarda da Cultural Tradicional e Popular (1989), Conven&ccedil;&atilde;o para a Salvaguarda do Patrim&ocirc;nio Cultural Imaterial (2003) e Conven&ccedil;&atilde;o Sobre a Prote&ccedil;&atilde;o e Promo&ccedil;&atilde;o da Diversidade das Express&otilde;es Culturais (2005). Estabelecendo, dessa forma, as diretrizes para a salvaguarda do patrim&ocirc;nio imaterial dos pa&iacute;ses.<br \/>No &acirc;mbito nacional, essa preocupa&ccedil;&atilde;o se fez sentir a partir da cria&ccedil;&atilde;o do Centro Nacional de Refer&ecirc;ncia Cultural (CNRC) por Alo&iacute;sio Magalh&atilde;es em 1975, do Instituto Nacional do Folclore em 1976, e da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional Pr&oacute;-mem&oacute;ria em 1979. Por fim, houve o reconhecimento das manifesta&ccedil;&otilde;es das culturas populares como patrim&ocirc;nio cultural da na&ccedil;&atilde;o nos artigo 215 e 216 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988. Esses artigos foram regulamentados pelo Decreto 3.551 de 2000 que instituiu o Registro de Bens Culturais de Natura Imaterial e criou o Programa Nacional de Patrim&ocirc;nio Imaterial. Desde a implementa&ccedil;&atilde;o dessa pol&iacute;tica j&aacute; foram realizados mais de 90 invent&aacute;rios culturais e 15 bens culturais foram registrados como patrim&ocirc;nio cultural imaterial do pa&iacute;s, o que lhes garante recursos do estado para salvaguarda visando &agrave; continuidade para as novas gera&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Como a boa gest&atilde;o do patrim&ocirc;nio cultural de um pa&iacute;s contribui para seu desenvolvimento em outros setores, como o econ&ocirc;mico, por exemplo?<br \/><\/strong>A pol&iacute;tica de salvaguarda do patrim&ocirc;nio edificado tem contribu&iacute;do para a valoriza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de v&aacute;rias cidades e gera&ccedil;&atilde;o de empregos a partir da atra&ccedil;&atilde;o do turismo para as &aacute;reas restauradas. Da mesma forma, a valoriza&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio imaterial surge com a promessa de n&atilde;o apenas salvaguardar a transmiss&atilde;o dos saberes tradicionais para as novas gera&ccedil;&otilde;es, como principalmente de apoiar a inclus&atilde;o pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica dos detentores desse patrim&ocirc;nio.<br \/>A busca por produtos diferenciados e a maior politiza&ccedil;&atilde;o dos consumidores favorecem escolhas de consumo a partir de quest&otilde;es ecol&oacute;gicas, sociais e &eacute;tnicas. Nesse sentido, &eacute; cada vez mais comum o uso por parte das empresas de estrat&eacute;gias de marketing que associem seus produtos &agrave; sustentabilidade ambiental e a simbolismos culturais e &eacute;tnicos. Constituindo se, assim, numa alternativa de desenvolvimento econ&ocirc;mico para grupos portadores de bens culturais tradicionais at&eacute; ent&atilde;o alijados dos processos de desenvolvimento econ&ocirc;mico nacional.<br \/>No entanto, o avan&ccedil;o na implementa&ccedil;&atilde;o dos invent&aacute;rios e registros de bens culturais tem trazido &agrave; tona quest&otilde;es referentes &agrave; inser&ccedil;&atilde;o de produtos culturais tradicionais nos mercados, principalmente no que se refere &agrave; garantia de direitos de propriedade intelectual contra apropria&ccedil;&otilde;es indevidas de terceiros. Esse &eacute; o caso, por exemplo, das paneleiras de Goiabeiras do Esp&iacute;rito Santo, que ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de patrim&ocirc;nio cultural do Brasil concorrem com um n&uacute;mero crescente de produtores de panela de barro da regi&atilde;o que usam indevidamente o nome das paneleiras para atrair consumidores. Tamb&eacute;m, no caso do artesanato do capim dourado do Jalap&atilde;o, no Tocantins, as comunidades originalmente produtoras sofrem com a concorr&ecirc;ncia dos demais munic&iacute;pios da regi&atilde;o e de outros locais do Brasil ap&oacute;s os investimentos do governo local para a valoriza&ccedil;&atilde;o do produto enquanto patrim&ocirc;nio cultural do estado. Al&eacute;m da concorr&ecirc;ncia, o aumento da escala de produ&ccedil;&atilde;o gerou, neste caso, uma press&atilde;o sobre o recurso natural que hoje corre o risco de extin&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, entendemos que a promo&ccedil;&atilde;o dos saberes e das produ&ccedil;&otilde;es culturais de popula&ccedil;&otilde;es tradicionais no &acirc;mbito nacional e global n&atilde;o pode prescindir da assessoria as rela&ccedil;&otilde;es comerciais entre essas popula&ccedil;&otilde;es e o setor produtivo.&nbsp;<br \/>&nbsp;<br \/><strong>Qual a import&acirc;ncia de se proteger e promover os conhecimentos tradicionais de um povo?<br \/><\/strong>Os conhecimentos tradicionais envolvem uma discuss&atilde;o que vai al&eacute;m da salvaguarda do patrim&ocirc;nio imaterial, especialmente os conhecimentos tradicionais associados &agrave; biodiversidade que t&ecirc;m gerado um grande interesse da ind&uacute;stria de medicamentos e de cosm&eacute;ticos na descoberta dos ativos da nossa biodiversidade.<br \/>A valoriza&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio imaterial respeita a diversidade cultural e a criatividade humana e promove a justi&ccedil;a para grupos sociais que vinham sendo mantidos &agrave; margem do desenvolvimento econ&ocirc;mico dos pa&iacute;ses. &Eacute; uma forma tanto de melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de transmiss&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o de bens culturais as quais s&atilde;o portadores, quanto de fortalecer as condi&ccedil;&otilde;es sociais, ambientais e econ&ocirc;micas que permitem a exist&ecirc;ncia desses grupos e a manuten&ccedil;&atilde;o da cultura que representam.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Soci&oacute;loga fala sobre era digital, autoria e propriedade intelectual.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1220],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23935"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23935"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23935\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23935"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23935"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23935"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}