{"id":23902,"date":"2010-02-04T17:48:07","date_gmt":"2010-02-04T17:48:07","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23902"},"modified":"2010-02-04T17:48:07","modified_gmt":"2010-02-04T17:48:07","slug":"cobertura-da-banda-larga-obedece-criterios-de-renda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23902","title":{"rendered":"Cobertura da banda larga obedece crit\u00e9rios de renda"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Est&aacute; na reta final, com an&uacute;ncio previsto pelo Pal&aacute;cio do Planalto para o pr&oacute;ximo dia 10, a formula&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Banda Larga. A pol&iacute;tica que ser&aacute; adotada para ampliar o acesso &agrave; internet no Brasil, com a pretens&atilde;o de reverter o quadro de baixa penetra&ccedil;&atilde;o das conex&otilde;es r&aacute;pidas no territ&oacute;rio, vem sendo alvo de disputa entre a sociedade civil e as empresas prestadoras de servi&ccedil;o de telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>O interesse do governo federal em dar in&iacute;cio a uma a&ccedil;&atilde;o de peso para expandir o acesso &agrave; banda larga e faz&ecirc;-lo de forma r&aacute;pida mistura elementos de um ano eleitoral com o fato de que aumenta a cobran&ccedil;a para que o Estado garanta o provimento do servi&ccedil;o a sua popula&ccedil;&atilde;o. No Brasil, resolu&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, realizada em dezembro de 2009, coloca o acesso em velocidade r&aacute;pida &agrave; internet como direito fundamental dos cidad&atilde;os brasileiros. A aprova&ccedil;&atilde;o desta proposta corrobora o fato de que a banda larga ganha, em todo o mundo, o status de &ldquo;direito do novo s&eacute;culo&rdquo;. Contudo, n&atilde;o se sabe ainda de que instrumentos o governo federal lan&ccedil;ar&aacute; m&atilde;o no Plano Nacional de Banda Larga e se estes dar&atilde;o conta de uma verdadeira inclus&atilde;o digital, inclusive e prioritariamente nas &aacute;reas at&eacute; agora pouco ou nada assistidas.<\/p>\n<p>At&eacute; hoje, a pol&iacute;tica de acesso &agrave; banda larga no Brasil esteve baseada na presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o por empresas privadas, com uma pequena participa&ccedil;&atilde;o de governos locais em experi&ecirc;ncias que ainda podem ser consideradas piloto. Esta escolha deixou pra tr&aacute;s uma parcela significativa popula&ccedil;&atilde;o, fazendo um claro recorte de acordo com o perfil de renda das fam&iacute;lias. Ao se deixar a distribui&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o a merc&ecirc;, exclusivamente, das regras de mercado, regi&otilde;es j&aacute; marcadas pela aus&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas de toda ordem permanecem como grandes clar&otilde;es nos mapas da cobertura deste servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>Diferente da telefonia fixa, o servi&ccedil;o de acesso &agrave; internet em banda larga n&atilde;o &eacute; prestado em regime p&uacute;blico e sim em regime privado. Neste segundo, as regras s&atilde;o mais flex&iacute;veis, n&atilde;o h&aacute; controle sobre as tarifas cobradas pela presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, tampouco a obriga&ccedil;&atilde;o, por parte da prestadora, de atender a lugares mais long&iacute;nquos ou que n&atilde;o representam interesse econ&ocirc;mico para a empresa. Por n&atilde;o estar no regime p&uacute;blico, a Uni&atilde;o, por sua vez, tem menor controle sobre a qualidade do servi&ccedil;o e n&atilde;o pode cobrar o atendimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda. O resultado &eacute; a desigualdade de acesso &agrave;s novas tecnologias. Uma parcela grande da popula&ccedil;&atilde;o brasileira n&atilde;o pode pagar pelo servi&ccedil;o, que fica mais caro quando chega &ndash; geralmente sem concorr&ecirc;ncia &ndash; a localidades mais pobres.<\/p>\n<p>Em artigo recentemente publicado <span style=\"font-style: normal\">na <\/span><em>Folha de S. Paulo<\/em>, Lisa Gunn e Estela Guerrini, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), defendem que a banda larga seja inclu&iacute;da no rol dos servi&ccedil;os prestados em regime p&uacute;blico, pois isso garantiria a universaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o como aconteceu com a telefonia fixa. Defendem ainda que a classifica&ccedil;&atilde;o em regime p&uacute;blico ou privado n&atilde;o &eacute; jur&iacute;dica, mas pol&iacute;tica e que o governo pode faz&ecirc;-la a qualquer momento.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&ldquo;Cada vez mais, a banda larga, que &eacute; prestada em regime privado, aparece, ao lado da telefonia fixa, como um servi&ccedil;o tamb&eacute;m fundamental para todos&rdquo;, diz o artigo. As autoras ainda registram que o pr&oacute;prio governo j&aacute; reconhece a essencialidade do servi&ccedil;o ao discutir o Plano Nacional de Banda Larga, a banda larga nas escolas e outros projetos.<\/p>\n<p><strong>Diagn&oacute;stico <\/p>\n<p><\/strong>Mesmo em clara ascens&atilde;o, o acesso &agrave; banda larga n&atilde;o Brasil n&atilde;o atinge por igual as cinco regi&otilde;es do pa&iacute;s e sua popula&ccedil;&atilde;o. Segundo dados da pesquisa TIC Domic&iacute;lios Brasil 2008 realizada pelo Centro de Estudos sobre TICs (CETIC.Br), ligado ao Comit&ecirc; Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 15% dos domic&iacute;lios com acesso a internet no pa&iacute;s tem conex&otilde;es com velocidade superior a 1 megabyte por segundo (Mbps). No Nordeste, esta propor&ccedil;&atilde;o &eacute; de 5% e no Norte, de 6%. <\/p>\n<p>O Atlas Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, publicado anualmente pela revista <em>TeleTime<\/em>, mostra exatamente a distor&ccedil;&atilde;o do crescimento. De acordo com o estudo, a expans&atilde;o da banda larga levou a um aumento na penetra&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia dos servi&ccedil;os de banda larga fixa no pa&iacute;s de 6,06 para 8,43 acessos por cem habitantes. Mas, seguindo a regra da pr&oacute;pria concentra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, as regi&otilde;es Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram os aumentos mais expressivos.<\/p>\n<p>O maior crescimento regional, ainda segundo a revista, foi no Sudeste, que saltou de 8,5 para 12,1 acessos por cem habitantes. A regi&atilde;o Sul passou de 8,0 para 11,7 e o Centro-Oeste apresentou salto de 7,21 para 10,06 acessos por grupo de cem habitantes.&nbsp; A pesquisa mostra ainda que o Sudeste continua concentrando a maior parte dos assinantes do pa&iacute;s: 61%, contra 20% da regi&atilde;o Sul, 9% no Centro-Oeste, 8% no Nordeste e apenas 2% na regi&atilde;o Norte. Ou seja, dez estados concentram 90% do acesso enquanto os demais dezesseis estados amargam os m&iacute;seros 10%.<\/p>\n<p>Outro tipo de concentra&ccedil;&atilde;o, desta vez por classe social, &eacute; vis&iacute;vel no acesso &agrave; banda larga. O documento, Alternativas de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas para Banda Larga, que acaba de ser publicado pelo Conselho de Altos Estudos e Avalia&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica da C&acirc;mara dos Deputados, conclui que o servi&ccedil;o est&aacute; concentrado nas classes A e B. <\/p>\n<p>Os dados revelam ainda que, de 2000 a 2009, o n&uacute;mero de assinantes de banda larga fixa no pa&iacute;s passou de 123 mil para 12 milh&otilde;es. Contudo, o ritmo de expans&atilde;o dos acessos vem caindo desde 2004. &ldquo;A tend&ecirc;ncia &eacute; que o n&uacute;mero de usu&aacute;rios se estabilize, no final de 2014, em menos de 20 milh&otilde;es&rdquo;, diz o documento. Essa m&eacute;dia, segundo outro documento &ndash; O Brasil em Alta Velocidade, lan&ccedil;ado pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es &ndash;, &eacute; muito inferior a que est&aacute; sendo projetada por pa&iacute;ses como Argentina, Chile, China, M&eacute;xico e Turquia, que t&ecirc;m situa&ccedil;&atilde;o semelhantes a do Brasil. <\/p>\n<p>O documento da C&acirc;mara dos Deputados fala ainda da banda larga m&oacute;vel, que &eacute; prestada via telefone celular. Estima-se que existam hoje 4,2 milh&otilde;es de acessos 3G no Brasil. Contudo, considerando o tamanho do Brasil, segundo o estudo, esse n&uacute;mero ainda &eacute; pequeno. Os servi&ccedil;os ainda n&atilde;o chegam em praticamente 90% dos domic&iacute;lios e aproximadamente 40% dos acessos em banda larga m&oacute;vel est&atilde;o no estado de S&atilde;o Paulo. <\/p>\n<p>Estes n&uacute;meros s&atilde;o tamb&eacute;m confirmados pela pesquisa da empresa Huawei, publicado pela revista TeleTime na edi&ccedil;&atilde;o de dezembro de 2009. Segundo a pesquisa, a m&eacute;dia mundial de banda larga fixa para cada 100 mil habitantes &eacute; de 7,1. No Brasil, esse n&uacute;mero cai para 6,1. Com rela&ccedil;&atilde;o ao servi&ccedil;o m&oacute;vel, a m&eacute;dia mundial &eacute; de 9,5 por 100 mil habitantes e, no Brasil, apenas 3,1.<\/p>\n<p><strong>Pre&ccedil;os e qualidade<\/strong><\/p>\n<p>Para al&eacute;m dos p&eacute;ssimos &iacute;ndices de penetra&ccedil;&atilde;o, o Brasil tamb&eacute;m apresenta uma p&eacute;ssima qualidade na presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o. A velocidade da banda larga brasileira ainda &eacute; muito inferior &agrave; praticada em pa&iacute;ses da Europa, nos Estados Unidos ou Jap&atilde;o, por exemplo, e o pre&ccedil;o &eacute; proporcionalmente muito maior. O documento da C&acirc;mara dos Deputados diz que 90% das conex&otilde;es no Brasil s&atilde;o realizadas em faixas inferiores a 1 Mbps. Pelos indicadores usados nos pa&iacute;ses desenvolvidos, banda larga &eacute; o acesso feito com velocidade m&iacute;nima de 2 Mbps.<\/p>\n<p>Quanto aos pre&ccedil;os, o mesmo documento revela que a banda larga no Brasil &eacute; uma das mais caras do mundo. Considerando as limita&ccedil;&otilde;es de renda da popula&ccedil;&atilde;o, um patamar de pre&ccedil;o de R$ 50 (inferior ao menor valor praticado no mercado) j&aacute; exclui 65% dos brasileiros do acesso &agrave; banda larga. Para que 54% pudessem ser inclu&iacute;dos, os pre&ccedil;os da conex&atilde;o teriam de partir de R$ 30, conclui o estudo.<\/p>\n<p>Os altos pre&ccedil;os praticados no Brasil se explicam porque, para al&eacute;m da dificuldade do Estado incidir nas pol&iacute;ticas de pre&ccedil;o ao consumidor, a concentra&ccedil;&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os nas m&atilde;os de pouqu&iacute;ssimas empresas leva &agrave; aus&ecirc;ncia de concorr&ecirc;ncia em algumas localidades.<\/p>\n<p>A publica&ccedil;&atilde;o O Brasil em Alta Velocidade, do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, divide sua an&aacute;lise sobre o alcance da banda larga em tr&ecirc;s categorias: munic&iacute;pios maiores, em que h&aacute; competi&ccedil;&atilde;o entre redes e plataformas de servi&ccedil;o; munic&iacute;pios menores, em que as redes est&atilde;o chegando por meio do estabelecimento de metas de universaliza&ccedil;&atilde;o; e &aacute;reas remotas e de fronteira, cujo atendimento s&oacute; se viabiliza por meio de programas p&uacute;blicos. Esta escolha metodol&oacute;gica aponta para a urg&ecirc;ncia tanto da execu&ccedil;&atilde;o de um plano que estenda a infraestrutura de acesso pelo pa&iacute;s, como tamb&eacute;m a cria&ccedil;&atilde;o de mecanismos que possam garantir que empresas prestadoras cumpram metas de universaliza&ccedil;&atilde;o e que seja estimulada a concorr&ecirc;ncia de mercado.<\/p>\n<p>Dados da JP Morgan, publicados pela revista <em>TeleTime<\/em> de dezembro de 2009 mostram que o pre&ccedil;o da internet cai muito quando h&aacute; concorr&ecirc;ncia de outras prestadoras. O pre&ccedil;o m&eacute;dio cobrado pelas concession&aacute;rias para uma banda larga de velocidade de 1 a 2 Mb &eacute; de &nbsp;R$118,00 onde n&atilde;o h&aacute; concorr&ecirc;ncia estabelecida. Geralmente este servi&ccedil;o &eacute; prestado pela Oi\/Velox ou pela Telef&ocirc;nica, sendo a primeira respons&aacute;vel por 38% do mercado e a segunda por 24%. <\/p>\n<p>O valor cobrado pelos planos de 1 a 2 Mb cai para R$ 60,00 quando h&aacute; a presen&ccedil;a de concorr&ecirc;ncia&nbsp;da Net e da GVT. Quando h&aacute; apenas a concorr&ecirc;ncia da GVT, o pre&ccedil;o fica em R$ 64 e quando h&aacute; presen&ccedil;a apenas da Net o pre&ccedil;o &eacute; de R$ 72. <\/p>\n<p>Outra constata&ccedil;&atilde;o do estudo Brasil em Alta Velocidade e que tamb&eacute;m esteve presente na pesquisa TIC Domic&iacute;lios Brasil 2008 &eacute; que o pre&ccedil;o ainda &eacute; um dos principais impeditivos para a expans&atilde;o do servi&ccedil;o por todo o pa&iacute;s. Na pesquisa do CGI.br, 54% dos entrevistados apontaram o custo elevado como raz&atilde;o para n&atilde;o ter internet em casa. Entre os usu&aacute;rios que j&aacute; tem o domic&iacute;lio conectado, 26% disseram que o pre&ccedil;o &eacute; o principal fator para n&atilde;o aumentarem a velocidade da sua conex&atilde;o.<\/p>\n<p>Reduzir o pre&ccedil;o do acesso &agrave; internet em banda larga para o consumidor final parece ser um dos principais desafios de futuras pol&iacute;ticas governamentais. Ao mesmo tempo, para que seja poss&iacute;vel a verdadeira universaliza&ccedil;&atilde;o da internet em alta velocidade, &eacute; preciso garantir que o servi&ccedil;o chegue a regi&otilde;es at&eacute; agora classificadas como de dif&iacute;cil acesso e pouco apelo econ&ocirc;mico pelas prestadoras privadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao se analisar dados sobre acesso &agrave; internet em alta velocidade, &eacute; poss&iacute;vel visualizar grandes &#39;clar&otilde;es&#39; nas regi&otilde;es menos desenvolvidas do pa&iacute;s<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[888],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23902"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23902"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23902\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23902"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23902"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23902"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}