{"id":23900,"date":"2010-02-03T17:14:58","date_gmt":"2010-02-03T17:14:58","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23900"},"modified":"2010-02-03T17:14:58","modified_gmt":"2010-02-03T17:14:58","slug":"camaradas-eu-vi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23900","title":{"rendered":"Camaradas, eu vi!"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Camaradas, eu vi a ex-prefeita Luiza Erundina chorando &mdash; n&atilde;o por causa da multa em dinheiro que lhe foi imposta por uma senten&ccedil;a judicial absurda, mas por pura felicidade, por leg&iacute;tima emo&ccedil;&atilde;o, por testemunhar a aprova&ccedil;&atilde;o de tantas medidas de democratiza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia que h&aacute; anos vinha defendendo ao lado de tanta gente.<\/p>\n<p>Vi jovens de vinte e poucos anos de idade, mo&ccedil;as e rapazes, abordando e destrinchando complexos temas da comunica&ccedil;&atilde;o social com enorme sem-cerim&ocirc;nia, com enorme facilidade, com enorme coragem; e nesse passo destruindo fal&aacute;cias, desmontando discursos ign&oacute;beis, ajudando a abrir, a seu modo, &ldquo;as grandes alamedas por onde passar&aacute; o homem livre para construir uma sociedade melhor&rdquo; (Allende).<\/p>\n<p>Vi Jerry Oliveira, coordenador da Abra&ccedil;o-S&atilde;o Paulo, dando cabriolas no audit&oacute;rio, qual crian&ccedil;a, ao comemorar a anistia (isso mesmo, anistia!) concedida, sem votos contr&aacute;rios, &agrave;s r&aacute;dios comunit&aacute;rias &mdash; &ldquo;em esp&iacute;rito&rdquo;, &eacute; claro, ainda sem for&ccedil;a de lei, mas com todo o simbolismo e a legitimidade poss&iacute;veis, numa Confer&ecirc;ncia, afinal de contas, comandada pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es&#8230;<\/p>\n<p>Vi o vice-presidente da TV Bandeirantes, Walter Ceneviva, &ldquo;reger&rdquo; qual maestro de orquestra a bancada de delegados empresariais, mandando votar contra, a favor e se abster, e o vi correr de um lado para outro, a fazer articula&ccedil;&otilde;es e conchavos&#8230;<\/p>\n<p>Camaradas, eu vi Frederico Nogueira, vice-presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifusores (ABRA), inscrever-se para falar contra a proposta 193 (&ldquo;Garantia de mecanismo de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, com controle social e participa&ccedil;&atilde;o popular, em todos os processos como financiamento, acompanhamento das obriga&ccedil;&otilde;es fiscais e trabalhistas das emissoras&rdquo;) e declarar o seguinte: &ldquo;Sou totalmente contra. A radiodifus&atilde;o no Brasil &eacute; altamente fiscalizada&rdquo;. E acrescentou: &ldquo;N&atilde;o pode haver controle social de forma alguma&rdquo;. E fiquei estupefato diante de tamanha franqueza&#8230; (felizmente, a proposta foi aprovada por 51% a 46% dos votos).<\/p>\n<p>(Re)vi no aeroporto de Bras&iacute;lia, pouco antes de retornar a S&atilde;o Paulo, um delegado do segmento empresarial, na verdade funcion&aacute;rio de uma empresa de telecomunica&ccedil;&otilde;es, com quem conversara em Cuiab&aacute;, na Confer&ecirc;ncia Estadual de Mato Grosso. Ap&oacute;s cumprimentos, dele ouvi mais ou menos o seguinte: &ldquo;Vim para c&aacute; representando os empres&aacute;rios, voc&ecirc; sabe, mas gostei muito do debate e votei v&aacute;rias vezes nas propostas de voc&ecirc;s&rdquo;.<\/p>\n<p>Vi um veterano da luta pela democracia no Par&aacute;, o jornalista Paulo Roberto Ferreira, indignar-se no seu grupo de trabalho (GT 4) e esbravejar com um delegado malandro que, embora portador de um crach&aacute; da sociedade civil, pronunciava-se e votava como representante patronal tosco e reacion&aacute;rio&#8230;<\/p>\n<p><strong>&quot;Otimismo da a&ccedil;&atilde;o&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>Camaradas, tudo isso eu vi, e mais ainda, e decorridos mais de 30 dias de sua realiza&ccedil;&atilde;o, ao rememorar fatos, gestos e imagens marcantes, dentro do esfor&ccedil;o de avaliar a 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom), s&oacute; resta concluir que essa experi&ecirc;ncia foi bastante positiva e, de modo geral, favoreceu a popula&ccedil;&atilde;o brasileira, os movimentos sociais que a representam e todos os que lutam pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o social em nosso pa&iacute;s. Obviamente, as etapas preparat&oacute;rias foram parte indissoci&aacute;vel da confer&ecirc;ncia, moldando sua configura&ccedil;&atilde;o e seu desfecho.<\/p>\n<p>Como negar, diante do teor da imensa maioria das 672 propostas aprovadas, que a 1a Confecom contrariou as expectativas iniciais pessimistas de um ponder&aacute;vel setor dos movimentos sociais, no qual este autor se inclu&iacute;a? A maior parte das principais propostas da &ldquo;sociedade civil&rdquo; foi aprovada, o que constitui importante vit&oacute;ria simb&oacute;lica (pol&iacute;tica, ideol&oacute;gica) e refer&ecirc;ncia fundamental para os embates futuros. No entanto, foi precisamente a combatividade dos movimentos populares organizados, grupos e entidades comprometidos com transforma&ccedil;&otilde;es, que garantiu esse resultado. Todos, mesmo os mais c&eacute;ticos, pautaram-se por Gramsci: &ldquo;pessimismo da intelig&ecirc;ncia, otimismo da a&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, igualmente, as medidas recomendadas pela Confecom n&atilde;o sair&atilde;o do papel sem enorme e conseq&uuml;ente press&atilde;o do movimento social. Basta ver como reagiu a m&iacute;dia hegem&ocirc;nica diante do PNDH 3 (que inclui algumas diretrizes de democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o social). Embora diversas avalia&ccedil;&otilde;es tenham destacado o papel progressista dos segmentos do grande empresariado que toparam participar da Confecom (as teles, representadas pela Telebrasil, e a dissid&ecirc;ncia dos conglomerados de TV, representada pela ABRA), vale lembrar que tamb&eacute;m com esses segmentos persistem agudos antagonismos. (O pesquisador Ven&iacute;cio Lima, em artigo recente, apontou para esta dire&ccedil;&atilde;o ao &ldquo;nadar contra a corrente&rdquo;, chamando aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o para itens aprovados, mas precisamente para as propostas do movimento social derrotadas na Confecom por obra do setor do capital ali presente.)<\/p>\n<p>A participa&ccedil;&atilde;o destes segmentos deu-se a um custo apreci&aacute;vel. A cada passo do processo de organiza&ccedil;&atilde;o da Confecom o governo cedeu a sucessivas chantagens dos conglomerados &ldquo;progressistas&rdquo; (e a maioria das entidades da sociedade civil com assento na Comiss&atilde;o Organizadora Nacional-CON sucumbiu &agrave; press&atilde;o), fazendo diversas concess&otilde;es. Assim, achatou a representa&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais, limitando-a a 40% dos delegados, e superdimensionou a delega&ccedil;&atilde;o da chamada &ldquo;sociedade civil empresarial&rdquo;, dando-lhe id&ecirc;ntica propor&ccedil;&atilde;o (fatos in&eacute;ditos em confer&ecirc;ncias nacionais). Adotou o chamado &ldquo;tema sens&iacute;vel&rdquo;, dispositivo exorbitante mediante o qual um determinado segmento (adivinhe qual) poderia exigir, imediatamente antes da vota&ccedil;&atilde;o de uma proposta, maioria qualificada (60%) para sua aprova&ccedil;&atilde;o. Depois, impediu as confer&ecirc;ncias estaduais de votarem propostas (!!!), atitude indefens&aacute;vel cujo subproduto foi entupir de propostas a Confecom (6 mil).<\/p>\n<p><strong>&quot;Tema sens&iacute;vel&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>O &uacute;ltimo cap&iacute;tulo desse jogo de press&otilde;es empresariais deu-se na plen&aacute;ria inicial da Confecom, que votou o regimento. A CON havia decidido, dias antes, que o &ldquo;tema sens&iacute;vel&rdquo; seria aplic&aacute;vel apenas &agrave; plen&aacute;ria final, mas n&atilde;o aos grupos de trabalho, caso contr&aacute;rio praticamente nada seria aprovado nestes. Ent&atilde;o, ABRA e Telebrasil decidiram praticar a derradeira chantagem: sem &ldquo;tema sens&iacute;vel&rdquo; nos GTs, abandonariam a confer&ecirc;ncia, pois n&atilde;o tinham seguran&ccedil;a de ver aprovadas as propostas que defendiam. Pressionaram diretamente o governo, que, por sua vez, passou a pressionar fortemente a CUT e outras entidades com assento na CON para que recuassem, o que ocorreu. Desta vez, contudo, as bases estavam por perto. E protestaram com veem&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>O impasse foi superado por iniciativa de Renato Rovai, diretor da revista F&oacute;rum: apoiado por Altamiro Borges, do portal Vermelho, ele costurou inteligentemente na plen&aacute;ria uma proposta de acordo que, aceito pela lideran&ccedil;a empresarial, e depois ratificado pelo voto de ampla maioria dos delegados de todos os segmentos, salvou os GTs da morte precoce. O famigerado mecanismo do &ldquo;tema sens&iacute;vel&rdquo; foi substitu&iacute;do no regimento por um outro dispositivo, que permitiria &agrave; bancada empresarial enviar &agrave; plen&aacute;ria final pelo menos quatro propostas por GT, &agrave; sociedade civil enviar outras quatro, e ao poder p&uacute;blico duas, desde que obtivessem entre 30% e 79% dos votos. (Propostas com 80% ou mais dos votos num GT seriam aprovadas diretamente, sem ir &agrave; plen&aacute;ria, e isso n&atilde;o mudou.)<\/p>\n<p>Deletado dos GTs, o &ldquo;tema sens&iacute;vel&rdquo; foi mantido para a plen&aacute;ria final, onde permitiu &agrave;s teles e radiodifusores vetar v&aacute;rias propostas importantes dos movimentos sociais, caso da 425 (&ldquo;Promover a separa&ccedil;&atilde;o estrutural de redes, determinando o desmembramento das empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es em empresas detentoras de redes e outras prestadoras de servi&ccedil;os&rdquo;), rejeitada embora tenha conseguido 51% dos votos; da 427 (&ldquo;Fortalecer a Telebr&aacute;s utilizando, entre outros, recursos do FUST&rdquo; &mdash; que vem a ser o Fundo de Universaliza&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es &mdash; &ldquo;para fornecer servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es e coordenar a cria&ccedil;&atilde;o de infra-estrutura p&uacute;blica a partir de redes ociosas das empresas estatais, privilegiando o investimento em &aacute;reas de baixo IDH&rdquo; etc.), rejeitada apesar de obter 54% dos votos; da inofensiva 440 (&ldquo;Aprovar legisla&ccedil;&atilde;o que determine cotas crescentes nas emissoras de televis&atilde;o de sinal aberto e fechado para a veicula&ccedil;&atilde;o de anima&ccedil;&atilde;o produzida nacionalmente, garantindo participa&ccedil;&atilde;o majorit&aacute;ria de produ&ccedil;&otilde;es independentes&rdquo; etc.), apesar de receber 53% dos votos&#8230;<\/p>\n<p>A indigna&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais diante do uso, pelo empresariado, do &ldquo;tema sens&iacute;vel&rdquo; acabou provocando uma retalia&ccedil;&atilde;o nos mesmos moldes. O feiti&ccedil;o voltou-se contra o feiticeiro, quando os delegados dos movimentos passaram a pedir &ldquo;tema sens&iacute;vel&rdquo; para propostas de interesse da ABRA e da Telebrasil! &Eacute; not&aacute;vel que, embora nenhuma das propostas do empresariado para as quais os movimentos exigiram &ldquo;tema sens&iacute;vel&rdquo; tenha obtido sequer maioria simples, em v&aacute;rias vota&ccedil;&otilde;es os n&uacute;meros foram preocupantes, na medida em que revelaram, pontualmente, maior ades&atilde;o dos delegados do setor p&uacute;blico (o fiel da balan&ccedil;a) &agrave;s teses empresariais. Assim, por exemplo, a proposta 192 &#8213; &ldquo;n&atilde;o bi-tributa&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es, enquadramento no SIMPLES pela capacidade econ&ocirc;mica e n&atilde;o mais pela natureza do servi&ccedil;o&rdquo; &#8213; foi rejeitada, tendo o &ldquo;n&atilde;o&rdquo; recebido 49% dos votos e o &ldquo;sim&rdquo; outros 49%!<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m a proposta 430, sobre um Plano Nacional de Banda Larga que contemplasse &ldquo;a desonera&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria dos servi&ccedil;os e investimentos&rdquo;, foi rejeitada por 409 votos (51%) a 399 (49%). Outras propostas de desonera&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria foram rejeitadas, como a 15, que reduzia as taxas do Fundo de Fiscaliza&ccedil;&atilde;o das Telecomunica&ccedil;&otilde;es, o Fistel (50% a 49%).<\/p>\n<p>Apesar desses reveses, os conglomerados presentes na Confecom viram aprovadas algumas propostas de seu interesse, como a 718, que garante &ldquo;a distribui&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos brasileiros, locais e regionais, com a proibi&ccedil;&atilde;o de controle por determinado grupo de programadores de conte&uacute;do com mais de 25% da grade de programa&ccedil;&atilde;o em qualquer plataforma fechada de distribui&ccedil;&atilde;o (MMDS, DTH, Tv a cabo, celular etc.)&rdquo;. Essa medida tem endere&ccedil;o certo, pois ataca o monop&oacute;lio que a Globo exerce atualmente na distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos da TV por assinatura (microondas, sat&eacute;lite e cabo). Outras propostas mais avan&ccedil;adas do que esta foram aprovadas por unanimidade, com a cumplicidade da ABRA e Telebrasil, pois claramente criam mais dificuldades para a Globo do que para elas.<\/p>\n<p><strong>Conquistas<\/strong><\/p>\n<p>Para encerrar este balan&ccedil;o, apontamos algumas das medidas conquistadas na Confecom e cuja implanta&ccedil;&atilde;o concreta certamente pautar&aacute; as pr&oacute;ximas lutas:<\/p>\n<p>*712: &ldquo;Cria&ccedil;&atilde;o de Conselhos de Comunica&ccedil;&atilde;o nos &acirc;mbitos federal, estaduais e municipais, de car&aacute;ter parit&aacute;rio, com membros eleitos&rdquo;. Entre suas atribui&ccedil;&otilde;es dever&atilde;o constar &ldquo;a regula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, pol&iacute;tica de concess&otilde;es, mecanismos de distribui&ccedil;&atilde;o&rdquo;. <\/p>\n<p>*79: Nos processos de outorga de emissoras de r&aacute;dio e TV, estabelecer como quesitos a &ldquo;prefer&ecirc;ncia aos que ainda n&atilde;o t&ecirc;m meios de comunica&ccedil;&atilde;o, o fortalecimento da produ&ccedil;&atilde;o cultural local e a amplia&ccedil;&atilde;o de empregos diretos&rdquo;, bem como &ldquo;a maior oferta de tempo gratuito disponibilizado para organiza&ccedil;&otilde;es sociais e produ&ccedil;&otilde;es independentes&rdquo;. Na renova&ccedil;&atilde;o das outorgas, &ldquo;deve ser observado a) o respeito &agrave; diversidade e o tratamento dado &agrave; imagem da mulher, da popula&ccedil;&atilde;o negra e ind&iacute;gena e da popula&ccedil;&atilde;o LGBT; b) a regularidade trabalhista, fiscal e previdenci&aacute;ria; e c) o cumprimento do disposto no artigo 221 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal&rdquo; (&ldquo;prefer&ecirc;ncia a finalidades educativas, art&iacute;sticas, culturais e informativas; promo&ccedil;&atilde;o da cultura nacional e regional e est&iacute;mulo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o independente; regionaliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cultural, art&iacute;stica e jornal&iacute;stica, conforme percentuais estabelecidos em lei; respeito aos valores &eacute;ticos e sociais da pessoa e da fam&iacute;lia&rdquo;).<\/p>\n<p>* 199: &ldquo;Criar mecanismos de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, inclusive com a&ccedil;&otilde;es punitivas, para emissoras de r&aacute;dio e TV que veiculem conte&uacute;dos que desvalorizem, depreciem ou estigmatizem crian&ccedil;as e minorias historicamente discriminadas e marginalizadas (negros, LGBTs, comunidades de terreiro, mulheres, pessoas com defici&ecirc;ncia, idosos, ind&iacute;genas)&rdquo;.<\/p>\n<p>* 788: &ldquo;Repara&ccedil;&atilde;o e anistia para os comunicadores processados e ou punidos por operarem r&aacute;dios comunit&aacute;rias sem outorga&rdquo;.<\/p>\n<p>*Lei de Imprensa, diploma de jornalista, &ldquo;cl&aacute;usula de consci&ecirc;ncia&rdquo; para comunicadores profissionais (jornalistas e radialistas).<\/p>\n<p>* 28: &ldquo;Que a EBCT (Correios) ofere&ccedil;a tarifas diferenciadas de servi&ccedil;o para as pequenas empresas de comunica&ccedil;&atilde;o e que crie uma opera&ccedil;&atilde;o para romper o atual monop&oacute;lio existente no setor de distribui&ccedil;&atilde;o de peri&oacute;dicos (jornais, revistas, livros e produtos culturais em geral)&rdquo;.<\/p>\n<p>*417: &ldquo;Cria&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de banda larga a ser prestado em regime p&uacute;blico, por meio de diversas tecnologias, com metas de universaliza&ccedil;&atilde;o do acesso, metas de qualidade, controle de tarifa e garantia de continuidade&rdquo;. 421: &ldquo;O acesso &agrave; Internet banda larga &eacute; um direito fundamental e deve ser garantido pelo Estado&rdquo;, &ldquo;garantindo a gratuidade do servi&ccedil;o sempre que necess&aacute;rio&rdquo;. <\/p>\n<p>* 745: &ldquo;Desenvolver pol&iacute;ticas para a cria&ccedil;&atilde;o de n&uacute;cleos comunit&aacute;rios de comunica&ccedil;&atilde;o com a perspectiva de fornecer os aparatos t&eacute;cnicos e instrumentais permitindo que a sociedade construa, socialize e discuta suas pr&oacute;prias pautas e produ&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<\/p>\n<p>* 716: &ldquo;Que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o veiculem conte&uacute;dos de car&aacute;ter educativo, cultural, informativo e ambiental de pa&iacute;ses latino-americanos, estabelecendo a pol&iacute;tica de integra&ccedil;&atilde;o da Am&eacute;rica Latina&rdquo;.<\/p>\n<p><em>*Pedro Estevam da Rocha Pomar, jornalista e doutor em ci&ecirc;ncias da comunica&ccedil;&atilde;o, foi delegado &agrave; Confecom pela sociedade civil de S&atilde;o Paulo. O presente artigo &eacute; uma vers&atilde;o revisada de texto originalmente publicado no jornal P&aacute;gina 13 edi&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica, n. 6, 1\/2\/2010.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os debates da 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o foram impregnados pelo aroma da luta de classes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[1215],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23900"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23900"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23900\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23900"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23900"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23900"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}