{"id":23882,"date":"2010-01-29T13:29:50","date_gmt":"2010-01-29T13:29:50","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23882"},"modified":"2010-01-29T13:29:50","modified_gmt":"2010-01-29T13:29:50","slug":"prorrogacao-das-licencas-de-mmds-coloca-anatel-na-mira-da-cgu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23882","title":{"rendered":"Prorroga\u00e7\u00e3o das licen\u00e7as de MMDS coloca Anatel na mira da CGU"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">Em junho do ano passado, a Controladoria-Geral da Uni&atilde;o (CGU) concluiu sua auditoria regular na gest&atilde;o da Anatel. E um assunto que gerou bastante pol&ecirc;mica em 2009 pode criar problemas para o Conselho Diretor da ag&ecirc;ncia. Os auditores da CGU n&atilde;o ficaram satisfeitos com as explica&ccedil;&otilde;es dadas pela ag&ecirc;ncia reguladora para a prorroga&ccedil;&atilde;o das licen&ccedil;as de opera&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o de Distribui&ccedil;&atilde;o de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS) em cima do prazo e sem pre&ccedil;o para o uso das radiofrequ&ecirc;ncias associadas. O fato aconteceu em fevereiro de 2009 e foi objeto de muita pol&ecirc;mica. <\/p>\n<p>Para a CGU, a prorroga&ccedil;&atilde;o das licen&ccedil;as sem uma defini&ccedil;&atilde;o do custo das radiofrequ&ecirc;ncias fere a Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (LGT) que prev&ecirc; o direito &agrave; prorroga&ccedil;&atilde;o &quot;sempre onerosa&quot; (artigo 167). A condu&ccedil;&atilde;o do processo pela Anatel fez com que a controladoria acabasse considerando &quot;regular com ressalvas&quot; a gest&atilde;o de quatro conselheiros da ag&ecirc;ncia e do superintendente de Servi&ccedil;os de Comunica&ccedil;&atilde;o de Massa, Ara Apkar Minassian. <\/p>\n<p>Os conselheiros que podem responder ao Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) por conta das falhas localizadas pela CGU na prorroga&ccedil;&atilde;o do MMDS s&atilde;o o presidente da ag&ecirc;ncia, embaixador Ronaldo Sardenberg, e Ant&ocirc;nio Bedran. Os ex-conselheiros Pl&iacute;nio de Aguiar J&uacute;nior e Pedro Jaime Ziller, que compunham o conselho em 2008, ano-base da auditoria, tamb&eacute;m tiveram suas gest&otilde;es aprovadas com ressalvas por causa do epis&oacute;dio da prorroga&ccedil;&atilde;o do MMDS. A condu&ccedil;&atilde;o do processo foi considerada uma &quot;falha grave&quot; pelos auditores da CGU, segundo informa&ccedil;&otilde;es obtidas por este notici&aacute;rio. <\/p>\n<p><strong>Falta de dilig&ecirc;ncia <\/strong><\/p>\n<p>Na vis&atilde;o dos auditores, a prorroga&ccedil;&atilde;o dos contratos sem pre&ccedil;o &quot;al&eacute;m das implica&ccedil;&otilde;es na performance da receita p&uacute;blica, com flagrante dano ao er&aacute;rio, afetam negativamente o desempenho da ag&ecirc;ncia&quot;. O relat&oacute;rio final da CGU informa ainda que n&atilde;o foi poss&iacute;vel identificar as causas que justificaram a morosidade da ag&ecirc;ncia para determinar o pre&ccedil;o, de forma que restaria caracterizada &quot;aus&ecirc;ncia de dilig&ecirc;ncia por parte da Anatel&quot;. Na organiza&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia reguladora, cabe ao Conselho Diretor a defini&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o a ser cobrado pelas licen&ccedil;as, cabendo apenas &agrave; Superintend&ecirc;ncia de Servi&ccedil;os de Comunica&ccedil;&atilde;o de Massa (SCM) sugerir um m&eacute;todo. <\/p>\n<p>A auditoria critica tamb&eacute;m a demora na an&aacute;lise dos pedidos de prorroga&ccedil;&atilde;o apresentado pelas empresas de MMDS em janeiro de 2006 e que s&oacute; foram deliberados pelo Conselho Diretor em 16 de fevereiro de 2009. Por conta desse longo per&iacute;odo de avalia&ccedil;&atilde;o entre os planos apresentados pelas empresas e a decis&atilde;o da Anatel, a CGU incluiu em suas recomenda&ccedil;&otilde;es a cria&ccedil;&atilde;o de um plano de a&ccedil;&atilde;o que contenha medidas acautelat&oacute;rias. Esse plano tamb&eacute;m dever&aacute; conter os pre&ccedil;os de cobran&ccedil;a. <\/p>\n<p><strong>Apura&ccedil;&atilde;o <\/strong><\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, a CGU recomenda que seja feita uma apura&ccedil;&atilde;o dos fatos e responsabilidades pela falta de dilig&ecirc;ncia da ag&ecirc;ncia reguladora com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cobran&ccedil;a pela prorroga&ccedil;&atilde;o. Essa n&atilde;o &eacute; a primeira vez que as licen&ccedil;as de MMDS geram problemas para a Anatel. O TCU j&aacute; havia protestado em 2008 com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cobran&ccedil;a do pre&ccedil;o p&uacute;blico pelo uso das radiofrequ&ecirc;ncias na faixa de 2,5 GHz (faixa usada pelo MMDS), por entender que o valor era muito baixo. Da&iacute; a disposi&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia em rever o sistema de cobran&ccedil;a dessas licen&ccedil;as, o que pode ter acarretado no atraso que agora gera cr&iacute;ticas da CGU. <\/p>\n<p><strong>Pre&ccedil;o do espectro do MMDS <\/strong><\/p>\n<p>Ao longo do processo de auditoria, os fiscais da CGU localizaram duas propostas de cobran&ccedil;a alternativa pelas licen&ccedil;as de MMDS, mas nenhuma foi adotada at&eacute; o momento. Uma delas &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o do mesmo m&eacute;todo aplicado &agrave;s empresas do Servi&ccedil;o M&oacute;vel Pessoal (SMP) nas &uacute;ltimas licen&ccedil;as expedidas, onde &eacute; cobrado um percentual da receita operacional bruta anual. Segundo fontes, esse m&eacute;todo n&atilde;o teria a simpatia do TCU. A outra proposta teria surgido em uma reuni&atilde;o t&eacute;cnica do Conselho Diretor &#8211; encontros que costumam ocorrer antes das reuni&otilde;es oficiais realizadas semanalmente pelo conselho &#8211; e &eacute; um desdobramento da ideia anterior: cobrar 1% da receita operacional bruta das operadoras de MMDS. <\/p>\n<p>Os auditores n&atilde;o localizaram estudos t&eacute;cnicos concretos para nenhuma das duas propostas. Ap&oacute;s a auditoria, a Superintend&Ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o de Massa da Anatel apresentou uma proposta ao Conselho Diretor onde o par&acirc;metro usado para a cobran&ccedil;a &eacute; o valor presente l&iacute;quido das empresas. Ocorre que esse m&eacute;todo acabou mostrando problemas na aplica&ccedil;&atilde;o, fazendo com que algumas licen&ccedil;as tivessem valor negativo para a cobran&ccedil;a. Esse problema fez com que a conselheira Em&iacute;lia Ribeiro sugerisse o rec&aacute;lculo dos pre&ccedil;os, desta vez considerando tamb&eacute;m os investimentos amortizados pelas empresas. Uma segunda proposta surgiu na semana passada pelas m&atilde;os do conselheiro Jo&atilde;o Rezende. A sugest&atilde;o do conselheiro consiste, basicamente, em manter o m&eacute;todo da &aacute;rea t&eacute;cnica, mas cobrando o Pre&ccedil;o P&uacute;blico pelo Direito de Uso de Radiofrequ&ecirc;ncias (PPDUR) nas licen&ccedil;as com valor negativo. O problema &eacute; que a reclama&ccedil;&atilde;o do TCU com rela&ccedil;&atilde;o ao baixo valor pelo uso do espectro refere-se especificamente ao PPDUR. <\/p>\n<p>Mesmo com a possibilidade de a Anatel passar por problemas no TCU por conta do MMDS, funcion&aacute;rios e conselheiros ouvidos informalmente por este notici&aacute;rio se disseram tranquilos quanto ao trabalho da ag&ecirc;ncia reguladora. Um dos maiores argumentos da ag&ecirc;ncia &eacute; que o pr&oacute;prio TCU tem acompanhado os trabalhos em rela&ccedil;&atilde;o ao pre&ccedil;o do MMDS, motivados pelo ac&oacute;rd&atilde;o do tribunal. Assim, qualquer demora n&atilde;o seria por falhas na gest&atilde;o da ag&ecirc;ncia, mas por conta do trabalho que vem sendo conduzido para atender &agrave;s demandas do tribunal de contas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em junho do ano passado, a Controladoria-Geral da Uni&atilde;o (CGU) concluiu sua auditoria regular na gest&atilde;o da Anatel. E um assunto que gerou bastante pol&ecirc;mica em 2009 pode criar problemas para o Conselho Diretor da ag&ecirc;ncia. 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