{"id":23822,"date":"2010-01-15T16:38:36","date_gmt":"2010-01-15T16:38:36","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23822"},"modified":"2010-01-15T16:38:36","modified_gmt":"2010-01-15T16:38:36","slug":"reacao-empresarial-ao-pndh-3-poe-em-risco-avancos-na-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23822","title":{"rendered":"Rea\u00e7\u00e3o empresarial ao PNDH-3 p\u00f5e em risco avan\u00e7os na comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">O <a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/820749\/decreto-7037-09\" target=\"_blank\">decreto 7.037<\/a>&nbsp; de 21 de dezembro de 2009, que aprovou a terceira edi&ccedil;&atilde;o do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH -3) aqueceu, nas &uacute;ltimas semanas, os debates em torno de a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para a garantia do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. Descontentes com o Programa, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de Televis&atilde;o (Abert), a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Editoras de Revista (Aner) e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Jornais (ANJ), em nota, acusaram o decreto de conter pontos que restringem &agrave; liberdade de express&atilde;o. A Secretaria Especial de Direitos Humanos, uma das autoras do PNDH-3, em contraposi&ccedil;&atilde;o, defendeu a formula&ccedil;&atilde;o do documento e disse que o Programa &ldquo;&eacute; mais um passo na constru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica que visa concretizar a promo&ccedil;&atilde;o dos Direitos Humanos no Brasil&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">O Programa prev&ecirc; 13 a&ccedil;&otilde;es e cinco recomenda&ccedil;&otilde;es para efetiva&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. Elas est&atilde;o previstas em duas das 25 diretrizes do PNDH-3, que foi assinado por 37 minist&eacute;rios. As diretrizes que citam a comunica&ccedil;&atilde;o, mais especificamente as concess&otilde;es de canais de r&aacute;dio e televis&atilde;o, s&atilde;o as de n&uacute;mero 20 e 22. A primeira, transversalmente, quando trata do reconhecimento da educa&ccedil;&atilde;o formal como espa&ccedil;o de defesa e promo&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos e a segunda diretamente sobre a garantia do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e ao acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o para a consolida&ccedil;&atilde;o de uma cultura em direitos humanos. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p class=\"padrao\">A pol&ecirc;mica expressa na nota da Abert, Aner e ANJ &#8211; que se disseram perplexas diante das amea&ccedil;as &agrave; liberdade de express&atilde;o contidas no decreto &#8211; diz respeito &agrave; possibilidade de cassa&ccedil;&atilde;o das outorgas concedidas para explora&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de radiodifus&atilde;o no caso de as empresas de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seguirem as diretrizes oficiais em rela&ccedil;&atilde;o aos direitos humanos. As associa&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m reclamaram da previs&atilde;o de inst&acirc;ncias de controle social, que elas intitulam na nota de &ldquo;controle de informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Para Ivan Moraes Filho, conselheiro do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), uma das organiza&ccedil;&otilde;es que participou como representante da sociedade civil da constru&ccedil;&atilde;o do Programa, &ldquo;a nota dos donos da m&iacute;dia deixa claro o que est&aacute; em jogo entre as diretrizes da comunica&ccedil;&atilde;o. Mostra tamb&eacute;m que eles [os empres&aacute;rios da comunica&ccedil;&atilde;o] est&atilde;o realmente com medo das mudan&ccedil;as necess&aacute;rias para transformar o Brasil num pa&iacute;s que respeita e promove os direitos humanos de todas as pessoas&rdquo;.<\/p>\n<p>Coincidentemente ou n&atilde;o, completa Moraes, &ldquo;estas s&atilde;o as mesmas organiza&ccedil;&otilde;es que boicotaram a Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom). S&atilde;o organiza&ccedil;&otilde;es acostumadas a ditar as regras e t&ecirc;m avers&atilde;o a qualquer coisa constru&iacute;da coletivamente, em especial, com o povo&rdquo;. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Outras organiza&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m se manifestaram pela defesa das diretrizes do PNDH. Em nota, a Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, organiza&ccedil;&atilde;o que milita com a tem&aacute;tica do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, declararam apoio ao Programa e, especificamente, &agrave;s quest&otilde;es relacionadas &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">A nota da Fenaj diz que &ldquo;o momento &eacute; prop&iacute;cio para que aqueles que se omitem ou s&atilde;o derrotados nas discuss&otilde;es refletirem sobre seus atos e pararem de boicotar sistematicamente os avan&ccedil;os da democracia no Brasil&rdquo;. A Federa&ccedil;&atilde;o defendeu ainda que &ldquo;est&aacute; na hora, tamb&eacute;m, dos donos da m&iacute;dia pararem de relacionar com censura e controle do estado toda e qualquer iniciativa que vise, minimamente, cobrar responsabilidade social dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">A nota do Intervozes, no mesmo sentido, e com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s diretrizes para a comunica&ccedil;&atilde;o, diz que &ldquo;a defesa da democracia e dos direitos humanos deve incluir, por um lado, a afirma&ccedil;&atilde;o veemente do direito de todos e todas &agrave; liberdade de express&atilde;o e, por outro, a cria&ccedil;&atilde;o de mecanismos de responsabilidades ulteriores para aqueles ve&iacute;culos que praticarem viola&ccedil;&otilde;es a direitos humanos por meio de sua programa&ccedil;&atilde;o, especialmente os concession&aacute;rios de servi&ccedil;os p&uacute;blicos de r&aacute;dio e televis&atilde;o&rdquo;, e conclui que &ldquo;liberdade de express&atilde;o n&atilde;o pode se confundir com carta branca para viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Movimentos que atuam em outras &aacute;reas tamb&eacute;m lan&ccedil;aram notas de apoio ao Programa, que sofreu com repres&aacute;lias de v&aacute;rios setores. Contudo, a preocupa&ccedil;&atilde;o com rea&ccedil;&atilde;o &agrave;s pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o foi tamb&eacute;m uma constante nas manifesta&ccedil;&otilde;es dos movimentos sociais. A nota lan&ccedil;ada pela Articula&ccedil;&atilde;o de Mulheres Brasileiras (AMB), por exemplo, diz que &ldquo;O PNDH III toca em quest&otilde;es fundamentais para a justi&ccedil;a social e a democracia, dentre as quais a democratiza&ccedil;&atilde;o da propriedade e dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, a revis&atilde;o de leis do per&iacute;odo da ditadura militar que embasaram viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos, a efetiva&ccedil;&atilde;o da laicidade do Estado, a uni&atilde;o civil entre pessoas do mesmo sexo e a descriminaliza&ccedil;&atilde;o do aborto&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"padrao\"><span class=\"padrao\">Contra algumas emissoras que fazem parte da lista de afiliadas das organiza&ccedil;&otilde;es empresariais que lan&ccedil;aram a nota, pesa a acusa&ccedil;&atilde;o de pouca ou quase nenhuma preocupa&ccedil;&atilde;o em cumprir ou acompanhar a pol&iacute;tica de direitos humanos do Governo Federal at&eacute; antes da pol&ecirc;mica. Em <a href=\"http:\/\/www.observatoriodaimprensa.com.br\/artigos.asp?cod=572CID001\" target=\"_blank\">artigo publicado<\/a> <a href=\"http:\/\/www.observatoriodaimprensa.com.br\/artigos.asp?cod=572CID001\" target=\"_blank\"> <\/a> no Observat&oacute;rio da Imprensa, o jornalista Alberto Dines lembra que no dia da publica&ccedil;&atilde;o do Programa os principais jornais e revistas estavam dando destaque a apar&ecirc;ncia da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que aparecia pela primeira vez sem peruca, depois de meses fazendo uso do acess&oacute;rio por conta de um c&acirc;ncer que a exigiu um tratamento quimioter&aacute;pico.<\/span>   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"padrao\"><strong>Programa de Lula e de FHC&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">J&aacute; em 12 de janeiro, ap&oacute;s uma s&eacute;rie de pol&ecirc;micas em torno de v&aacute;rios pontos do  Programa, entre eles o que diz respeito &agrave;s comunica&ccedil;&otilde;es, o Jornal Nacional, da Rede Globo, fez um quadro comparativo entre o PNDH II, lan&ccedil;ado em 2002 pelo ent&atilde;o presidente Fernando Henrique Cardoso e o PNDH III, lan&ccedil;ado pelo presidente Lula. Para a mat&eacute;ria veiculada pela Rede Globo s&atilde;o grandes e importantes as diferen&ccedil;as entre um programa e outro. O primeiro, de FHC, previa a fiscaliza&ccedil;&atilde;o de programas pelo legislativo e previa pena para as empresas que atuassem contra os direitos humanos. J&aacute; o programa de Lula, segundo o telejornal,  limita a autonomia das empresas, faz acompanhamento da linha editorial, suspende a programa&ccedil;&atilde;o e promove a cassa&ccedil;&atilde;o de concess&otilde;es.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">O representante do MNDH n&atilde;o concorda com a avalia&ccedil;&atilde;o do jornal global. Para ele, o  PNDH-3 tem poucas mudan&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o ao 1 e ao 2. Segundo Ivan Moraes Filho, a diferen&ccedil;a est&aacute; na probabilidade dos textos sa&iacute;rem do papel. &ldquo;Por que s&oacute; agora eles se doeram? Por que dessa vez leram, pelo menos peda&ccedil;os, do PNDH? Porque est&atilde;o vendo que dessa vez pode ser que seja pra valer&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><a href=\"http:\/\/www.viomundo.com.br\/opiniao\/fhc-pune-de-acordo-com-a-lei-lula-limita-acompanha-suspende-e-cassa-a-imprensa\" target=\"_blank\">Outra an&aacute;lise<\/a>, dessa vez feita pelo jornalista Luiz Carlos Azenha em seu blog Vi o Mundo tamb&eacute;m defende a semelhan&ccedil;a entre os dois planos e aponta equ&iacute;vocos na compara&ccedil;&atilde;o feita pela Globo, inclusive com omiss&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es importantes sobre o PNDH-3. Azenha diz que o editor do Jornal Nacional, Ali Kamel, &ldquo;foi espec&iacute;fico no caso de FHC, falando em &lsquo;penas para empresas que atuassem contra os direitos humanos de acordo com a lei&rsquo;, mas n&atilde;o fez o mesmo ao tratar do PNDH do governo Lula. Nesse caso, acrescentou um limite &agrave; autonomia das empresas, falou em acompanhamento da linha editorial &#8212; tamb&eacute;m previsto no plano de FHC &#8211; e n&atilde;o disse que as puni&ccedil;&otilde;es, mesmo as graves, no caso de Lula tamb&eacute;m aconteceriam de acordo com a lei&rsquo;&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">A conson&acirc;ncia do Programa com a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira e com tratados assinados pelo Brasil de respeito aos Direitos Humanos, bem como a semelhan&ccedil;a com o anteriormente proposto pelo PNDH II, &eacute; ressaltada tamb&eacute;m pelo Intervozes. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p class=\"padrao\">&ldquo;Esse tipo de medida est&aacute; em conson&acirc;ncia com o que prev&ecirc;em pactos e acordos internacionais ratificados pelo Brasil, tais como a Conven&ccedil;&atilde;o Americana de Direitos Humanos (Pacto de San Jose, 1969), a Conven&ccedil;&atilde;o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol&ecirc;ncia Contra a Mulher (Bel&eacute;m, 1994) e a Conven&ccedil;&atilde;o Internacional para a Elimina&ccedil;&atilde;o de todas as Formas de Discrimina&ccedil;&atilde;o Racial (Durban, 2001). Est&aacute; de acordo tamb&eacute;m com a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal brasileira e a legisla&ccedil;&atilde;o do setor (em especial o artigo 52 do C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es), al&eacute;m de j&aacute; ser prevista desde a primeira vers&atilde;o do PNDH, publicada durante o governo FHC&rdquo;, diz a nota.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><strong>Propostas da Confecom<\/strong><\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">O alerta soou tamb&eacute;m para os participantes da I Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, realizada em dezembro passado em Bras&iacute;lia. Algumas das propostas e recomenda&ccedil;&otilde;es previstas no decreto que cria o Programa foram referendadas pela Confecom, inclusive com participa&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifusores (ABRA). As entidades que lan&ccedil;aram a nota contra o Programa, retiraram-se da Confer&ecirc;ncia ainda no in&iacute;cio dos trabalhos. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Uma breve an&aacute;lise da rea&ccedil;&atilde;o das empresas de comunica&ccedil;&atilde;o ao Decreto 7037\/09 sugere que a implementa&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios pontos aprovados pela Confecom ainda enfrentar&atilde;o oposi&ccedil;&atilde;o da classe empresarial.  <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Na opini&atilde;o de Laurindo Lalo Leal Filho, jornalista, soci&oacute;logo e professor da Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade de S&atilde;o Paulo, o que est&aacute; sendo proposto pelo PNDH- 3 de acompanhamento com rela&ccedil;&atilde;o aos direitos humanos est&aacute; aqu&eacute;m do que se pratica h&aacute; anos nas grandes democracias, que &eacute; um controle efetivo feito por ag&ecirc;ncias reguladoras criadas pelo Estado e que contam com a participa&ccedil;&atilde;o de diversos setores da sociedade. Lalo d&aacute; exemplos como o Office of Communication (Ofcom), que &eacute; o org&atilde;o regulador da Inglaterra, o Conselho Superior do Audiovisual  na Fran&ccedil;a, o Conselho de Radiodifus&atilde;o da Alemanha, o rec&eacute;m reorganizado &oacute;rg&atilde;o regulador de Portugal e o Federal Communication Commission  (FCC), dos Estados Unidos, que existe desde 1934. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Lalo complementa ainda que o Brasil est&aacute; atrasado 80 anos com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s grandes democracias e que j&aacute; est&aacute; ficando na mesma situa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m com rela&ccedil;&atilde;o aos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina. A nova Ley de Medios da Argentina, por exemplo, diz Lalo, n&atilde;o permite que nenhuma operadora tenha permiss&atilde;o para oferecer seus servi&ccedil;os a mais de 30% do espectro, &ldquo;isso para evitar o monop&oacute;lio&rdquo;, bem como, lembra o professor, uma emissora de canal aberto n&atilde;o pode ser concession&aacute;ria de canal a cabo. &ldquo;Aqui no Brasil se faz de tudo e ningu&eacute;m diz nada&rdquo;, critica.  A Venezuela, cita o professor, tem a Lei de Responsabilidade Social do R&aacute;dio e da TV que sem proibir ou censurar estabelece uma s&eacute;rie de gradua&ccedil;&otilde;es para cenas de sexo e viol&ecirc;ncia que, a depender do grau, devem ser exibidas em hor&aacute;rios diferenciados. O Equador e o Uruguai tamb&eacute;m est&atilde;o atualizando suas regulamenta&ccedil;&otilde;es para radiodifus&atilde;o. <br \/><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"padrao\">   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\" class=\"padrao\">Para o professor, a resposta para a necessidade imediata de aplica&ccedil;&atilde;o do que est&aacute; previsto no PNDH-3 est&aacute; em diversos programas veiculados diariamente por grande parte das emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o do Brasil, violadores contumazes dos direitos humanos. &ldquo;&Eacute; simples confirmar isso. basta entrar na internet e no YouTube e clicar, por exemplo, em t&iacute;tulos como &ldquo;Se Liga Boc&atilde;o&rdquo;, da TV Itapo&atilde; ou &ldquo;Na Mira&rdquo;, da TV Aratu, ambas de Salvador. Ou ainda &ldquo;Bronca Pesada&rdquo; e &ldquo;Papeiro da Cinderela&rdquo;, da TV Jornal do Recife. Ou em muitos outros&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 115%\" class=\"western\"> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O III Programa Nacional de Direitos Humanos traz resolu&ccedil;&otilde;es alinhadas com as que sa&iacute;ram na Confer&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[291],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23822"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23822"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23822\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}