{"id":23805,"date":"2010-01-11T12:57:51","date_gmt":"2010-01-11T12:57:51","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23805"},"modified":"2010-01-11T12:57:51","modified_gmt":"2010-01-11T12:57:51","slug":"o-plano-nacional-dos-direitos-humanos-e-a-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23805","title":{"rendered":"O Plano Nacional dos Direitos Humanos e a Comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Nada como come&ccedil;ar um novo ano com planos. No caso do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), a terceira vers&atilde;o foi divulgada no fechar das cortinas de 2009, mas a discuss&atilde;o est&aacute; pegando fogo pra valer agora. Primeiro, houve um alarde sobre a rea&ccedil;&atilde;o dos militares ao conte&uacute;do que mexeria na Lei da Anistia. Agora, &eacute; a vez do empresariado da comunica&ccedil;&atilde;o espernear.<\/p>\n<p>E n&atilde;o &eacute; de se estranhar a rea&ccedil;&atilde;o exagerada dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o ao PNDH. Primeiro, porque se analisarmos as propostas de comunica&ccedil;&atilde;o do Plano, ele tem uma boa dose de ousadia &#8211; inclusive, algumas propostas batem de frente com a atua&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es (Minicom), como, por exemplo, as de incentivo &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e avalia&ccedil;&atilde;o do compromisso p&uacute;blico dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, com monitoramento das concess&otilde;es. Segundo, porque o empresariado ainda deve estar farto desta coisa de democracia nas comunica&ccedil;&otilde;es, em fun&ccedil;&atilde;o da recentemente realizada Confer&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Semana passada, na maioria dos telejornais, apareceu um dos motivos pelos quais a m&iacute;dia est&aacute; fazendo uma verdadeira campanha contra o plano divulgado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica (SEDH\/PR) e que &eacute; fruto, segundo a secretaria, de &ldquo;amplo debate entre o poder p&uacute;blico e a sociedade civil&rdquo;.<\/p>\n<p>A gritaria se deu especialmente em rela&ccedil;&atilde;o ao item <em>d<\/em> da diretriz 22 do objetivo estrat&eacute;gico 1 do plano, que prev&ecirc; a elabora&ccedil;&atilde;o de &ldquo;crit&eacute;rios de acompanhamento editorial a fim de criar um ranking nacional de ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o comprometidos com os princ&iacute;pios de Direitos Humanos, assim como os que cometem viola&ccedil;&otilde;es&rdquo;. <\/p>\n<p>A proposta tem como respons&aacute;veis o Minicom, a SEDH\/PR, a Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas de Promo&ccedil;&atilde;o da Igualdade Racial da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, a Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas para as Mulheres da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica e os Minist&eacute;rios da Cultura e da Justi&ccedil;a. Como recomenda&ccedil;&atilde;o geral, este item sugere &ldquo;aos estados, Distrito Federal e munic&iacute;pios fomentar a cria&ccedil;&atilde;o e acessibilidade de Observat&oacute;rios Sociais destinados a acompanhar a cobertura da m&iacute;dia em Direitos Humanos&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Monitorar n&atilde;o &eacute; censurar<\/strong><\/p>\n<p>A participa&ccedil;&atilde;o popular na defini&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios para avalia&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV e o monitoramento da programa&ccedil;&atilde;o para evitar a viola&ccedil;&atilde;o de direitos &eacute; uma das principais e mais antigas reivindica&ccedil;&otilde;es do movimento de comunica&ccedil;&atilde;o. Na imprensa comercial, &eacute; tachada prontamente de censura, mas sabemos bem que n&atilde;o se trata disso. N&atilde;o podemos confundir censura com monitoramento de programa&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es, que favore&ccedil;am o compromisso com o interesse p&uacute;blico que ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o devem ter com a popula&ccedil;&atilde;o. Em especial, os ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o como r&aacute;dio e TV, que s&atilde;o concess&otilde;es p&uacute;blicas. <\/p>\n<p>Hoje, o que vemos &eacute; um verdadeiro desmando, como denunciou, h&aacute; cerca de dois anos, a Campanha por Democracia e Transpar&ecirc;ncia nas Concess&otilde;es de R&aacute;dio e TV. Na &eacute;poca, o movimento de comunica&ccedil;&atilde;o conseguiu realizar uma grande mobiliza&ccedil;&atilde;o nacional, que trazia a p&uacute;blico a falta de regras para concess&atilde;o e de crit&eacute;rios para avalia&ccedil;&atilde;o para estes empres&aacute;rios, a quem o direito de comunicar &eacute; outorgado por regime de concess&atilde;o pelo Estado Brasileiro. A campanha denunciava que n&atilde;o existe qualquer mecanismo de avalia&ccedil;&atilde;o destas outorgas, o que as diferencia de outros servi&ccedil;os p&uacute;blicos, como por exemplo, os transportes, cujos concession&aacute;rios s&atilde;o obrigados a apresentar planos de explora&ccedil;&atilde;o e tem seu trabalho monitorado pelo pr&oacute;prio Estado e inclusive pela popula&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Acontece que no caso da comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; comum se confundir concess&atilde;o com propriedade. Historicamente, &eacute; isso que acontece por conta de diversos fatores. Entre eles, est&aacute; o de a principal m&iacute;dia do nosso pa&iacute;s, a televis&atilde;o, ter nascido e se expandido no sistema privado. E outro &eacute; o de o sistema de concess&otilde;es n&atilde;o possuir nenhum tipo de revis&atilde;o, tornando as televis&otilde;es e r&aacute;dios do pa&iacute;s em verdadeiras capitanias heredit&aacute;rias, exploradas por fam&iacute;lias que, uma vez sendo concession&aacute;rias, sempre ser&atilde;o concession&aacute;rias. <\/p>\n<p>Mas a radiodifus&atilde;o tem que ser tratada como coisa p&uacute;blica e n&atilde;o pode ser usada para fins corporativos ou defesa de interesses pr&oacute;prios, que &eacute; o que acontece. &Eacute; preciso que a participa&ccedil;&atilde;o popular (que pode ser expressa por outros termos como gest&atilde;o democr&aacute;tica ou  controle p&uacute;blico) se d&ecirc; tanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pol&iacute;ticas que perpetuam esta situa&ccedil;&atilde;o, quanto em rela&ccedil;&atilde;o aos conte&uacute;dos da m&iacute;dia, que s&atilde;o os grandes formadores de vis&otilde;es de mundo e valores da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. <\/p>\n<p>Voltando ao assunto do Plano Nacional, n&atilde;o &eacute; coincid&ecirc;ncia que os outros pontos do documento que aparecem como &ldquo;pol&ecirc;micos&rdquo; s&atilde;o relativos &agrave; propriedade de terra. O Brasil precisa de uma reforma agr&aacute;ria na terra e no ar.<\/p>\n<p><strong>Propostas ousadas<\/strong><\/p>\n<p>Para desespero dos empres&aacute;rios de comunica&ccedil;&atilde;o e gritaria da m&iacute;dia comercial, a diretriz 22 do Plano vai mais longe. Sob o t&iacute;tulo de &ldquo;Garantia do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e ao acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o para a consolida&ccedil;&atilde;o de uma cultura em Direitos Humanos&rdquo;, ela tem outro objetivo estrat&eacute;gico: a &ldquo;Garantia do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e ao acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que cont&eacute;m itens sobre comunica&ccedil;&atilde;o popular e alternativa e fomento a pesquisas, iniciativas que, se tiradas do papel, podem bater de frente com pol&iacute;ticas tocadas pelo Minicom, Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) e Pol&iacute;cia Federal na repress&atilde;o &agrave;s r&aacute;dios comunit&aacute;rias, por exemplo.<\/p>\n<p>O objetivo 1 &eacute; mais ousado, quando prop&otilde;e um avan&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e a a&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico &ldquo;para proposi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es objetivando a suspens&atilde;o de programa&ccedil;&atilde;o e publicidade atentat&oacute;rias aos Direitos Humanos&rdquo;. Esta proposta &eacute; inspirada no epis&oacute;dio do Direitos de Resposta, programa que, entre dezembro de 2005 e janeiro de 2006, levou ao ar diariamente uma programa&ccedil;&atilde;o sobre direitos humanos, como contrapropaganda ao programa Tardes Quentes, do apresentador Jo&atilde;o Kleber. O programa foi tirado do ar por uma a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica promovida pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal em parceria com organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil &#8211; entre elas o Intervozes &ndash; que denunciava a viola&ccedil;&atilde;o de direitos humanos pela programa&ccedil;&atilde;o que, na &eacute;poca, era veiculada na Rede TV!<\/p>\n<p>Prop&otilde;e tamb&eacute;m a suspens&atilde;o do patroc&iacute;nio e da publicidade oficial em meios que veiculam programa&ccedil;&otilde;es atentat&oacute;rias aos Direitos Humanos. O movimento de comunica&ccedil;&atilde;o sempre pensou na publicidade como um poss&iacute;vel mecanismo indutor de transforma&ccedil;&otilde;es. A Campanha pela &Eacute;tica na TV: quem financia a baixaria &eacute; contra a cidadania chama aten&ccedil;&atilde;o justamente para isso. Financiar programa&ccedil;&otilde;es que violam direitos humanos &eacute; uma forma de contribuir para que os abusos continuem sendo feitos por uma programa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o est&aacute; submetida a qualquer tipo de crit&eacute;rio ou avalia&ccedil;&atilde;o que a condicione ao interesse p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Ou seja: o PNDH transforma em propostas concretas algumas reivindica&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas e algumas pr&aacute;ticas bem sucedidas do movimento de comunica&ccedil;&atilde;o. Sabemos bem que se trata de um plano. E sabemos bem que planos precisam de muita mobiliza&ccedil;&atilde;o e acompanhamento para sair do papel. Justamente por isso, precisamos ficar de olho nestas propostas e faz&ecirc;-las valer. <\/p>\n<p>Fica o desejo de que possamos ter voz e vez para fazer o contraponto &agrave;s lam&uacute;rias da m&iacute;dia comercial corporativista, que afirma que participa&ccedil;&atilde;o popular em comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; censura. Que 2010 seja um ano de lutas e conquistas para o movimento de comunica&ccedil;&atilde;o. O Plano aponta neste sentido.<\/p>\n<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\"> * <em>Jornalista, mestre em Comunica&ccedil;&atilde;o e Semi&oacute;tica (PUC-SP) e doutoranda em Educa&ccedil;&atilde;o (FE-USP). Integrante do Intervozes. Autora do livro &ldquo;Um Mundo de M&iacute;dia&rdquo; (Ed. Global) e assessora da ONG A&ccedil;&atilde;o Educativa.<\/em><\/p>\n<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><strong>Veja as propostas do PNDH que envolvem o Minicom e as Comunica&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p><\/strong>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><strong>Diretriz 20<\/strong><br \/>Reconhecimento da educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o formal como espa&ccedil;o de defesa e promo&ccedil;&atilde;o dos Direitos Humanos.<\/p>\n<p><strong>A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas<\/strong><\/p>\n<p>d) Apoiar e desenvolver programas de forma&ccedil;&atilde;o em comunica&ccedil;&atilde;o e Direitos Humanos para comunicadores comunit&aacute;rios.<\/p>\n<p>Respons&aacute;veis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Minist&eacute;rio da Cultura<\/p>\n<p>e) Desenvolver iniciativas que levem a incorporar a tem&aacute;tica da educa&ccedil;&atilde;o em Direitos Humanos nos programas de inclus&atilde;o digital e de educa&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia.<\/p>\n<p>Respons&aacute;veis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o; Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia<\/p>\n<p><strong>Diretriz 22<\/strong><br \/>Garantia do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e ao acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o para a consolida&ccedil;&atilde;o de uma cultura em Direitos Humanos.<\/p>\n<p><strong>Objetivo Estrat&eacute;gico I<\/strong><\/p>\n<p>Promover o respeito aos Direitos Humanos nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e o cumprimento de seu papel na promo&ccedil;&atilde;o da cultura em Direitos Humanos.<\/p>\n<p><strong>A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas<\/strong><\/p>\n<p>a) Propor a cria&ccedil;&atilde;o de marco legal regulamentando o art. 221 da Constitui&ccedil;&atilde;o, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos servi&ccedil;os de radiodifus&atilde;o (r&aacute;dio e televis&atilde;o) concedidos, permitidos ou autorizados, como condi&ccedil;&atilde;o para sua outorga e renova&ccedil;&atilde;o, prevendo penalidades administrativas como advert&ecirc;ncia, multa, suspens&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o e cassa&ccedil;&atilde;o, de acordo com a gravidade das viola&ccedil;&otilde;es praticadas.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a; Minist&eacute;rio da Cultura<br \/>Parceiro: Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura em Direitos Humanos<\/p>\n<p>Recomenda&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">&bull; Recomenda-se inserir a Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia da C&acirc;mara dos Deputados na discuss&atilde;o sobre outorga e renova&ccedil;&atilde;o de concess&otilde;es p&uacute;blicas.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">&bull; Recomenda-se ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico assegurar a aplica&ccedil;&atilde;o de mecanismos de puni&ccedil;&atilde;o aos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o, autores e empresas concession&aacute;rias.<\/p>\n<p>b) Promover o di&aacute;logo com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico para proposi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es objetivando a suspens&atilde;o de programa&ccedil;&atilde;o e publicidade atentat&oacute;rias aos Direitos Humanos.<\/p>\n<p>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p>c) Suspender patroc&iacute;nio e publicidade oficial em meios que veiculam programa&ccedil;&otilde;es atentat&oacute;rias aos Direitos Humanos.<\/p>\n<p>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a<\/p>\n<p>d) Elaborar crit&eacute;rios de acompanhamento editorial a fim de criar um ranking nacional de ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o comprometidos com os princ&iacute;pios de Direitos Humanos, assim como os que cometem viola&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas de Promo&ccedil;&atilde;o da Igualdade Racial da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas para as Mulheres da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Cultura; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a <\/p>\n<p>Recomenda&ccedil;&atilde;o: Recomenda-se aos estados, Distrito Federal e munic&iacute;pios fomentar a cria&ccedil;&atilde;o e acessibilidade de Observat&oacute;rios Sociais destinados a acompanhar a cobertura da m&iacute;dia em Direitos Humanos.<\/p>\n<p>e) Desenvolver programas de forma&ccedil;&atilde;o nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blicos como instrumento de informa&ccedil;&atilde;o e transpar&ecirc;ncia das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, de inclus&atilde;o digital e de acessibilidade.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Cultura; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a<\/p>\n<p>Recomenda&ccedil;&atilde;o: Recomenda-se aos estados, Distrito Federal e munic&iacute;pios o incentivo aos &oacute;rg&atilde;os da m&iacute;dia para inclus&atilde;o dos princ&iacute;pios fundamentais de Direitos Humanos em seus materiais de reda&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&otilde;es editoriais.<\/p>\n<p>f) Avan&ccedil;ar na regulariza&ccedil;&atilde;o das r&aacute;dios comunit&aacute;rias e promover incentivos para que se afirmem como instrumentos permanentes de di&aacute;logo com as comunidades locais.<\/p>\n<p>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Cultura; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a<br \/>Parceiro: Secretaria de Rela&ccedil;&otilde;es Institucionais da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica<\/p>\n<p>Recomenda&ccedil;&atilde;o: Recomenda-se aos Munic&iacute;pios o incentivo &agrave;s r&aacute;dios comunit&aacute;rias.<\/p>\n<p>g) Promover a elimina&ccedil;&atilde;o das barreiras que impedem o acesso de pessoas com defici&ecirc;ncia sensorial &agrave; programa&ccedil;&atilde;o em todos os meios de comunica&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o, em conformidade com o Decreto n&ordm; 5.296\/2004, bem como acesso a novos sistemas e tecnologias, incluindo internet.<\/p>\n<p>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a<\/p>\n<p><strong>Objetivo Estrat&eacute;gico II<\/strong><br \/>Garantia do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e ao acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas<\/strong><\/p>\n<p>a) Promover parcerias com entidades associativas de m&iacute;dia, profissionais de comunica&ccedil;&atilde;o, entidades sindicais e populares para a produ&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de materiais sobre Direitos Humanos.<\/p>\n<p>Respons&aacute;veis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Cultura; Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es <br \/>Parceiro: Secretaria-Geral da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica<\/p>\n<p>b) Incentivar pesquisas regulares que possam identificar formas, circunst&acirc;ncias e caracter&iacute;sticas de viola&ccedil;&otilde;es dos Direitos Humanos na m&iacute;dia.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica<br \/>Parceiro: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>c) Incentivar a produ&ccedil;&atilde;o de filmes, v&iacute;deos, &aacute;udios e similares, voltada para a educa&ccedil;&atilde;o em Direitos Humanos e que reconstrua a hist&oacute;ria recente do autoritarismo no Brasil, bem como as iniciativas populares de organiza&ccedil;&atilde;o e de resist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Respons&aacute;veis: Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Cultura; Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a<br \/>Parceiros: Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas de Promo&ccedil;&atilde;o da Igualdade Racial da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas para as Mulheres da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Plano traz propostas ousadas para o setor. A m&iacute;dia comercial, mais uma vez, tacha a iniciativa de estimulo &agrave; censura<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[56],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23805"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23805"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23805\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}