{"id":23799,"date":"2010-01-07T17:16:22","date_gmt":"2010-01-07T17:16:22","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23799"},"modified":"2010-01-07T17:16:22","modified_gmt":"2010-01-07T17:16:22","slug":"rede-publica-nacional-de-televisao-e-um-dos-desafios-da-ebc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23799","title":{"rendered":"Rede p\u00fablica nacional de televis\u00e3o \u00e9 um dos desafios da EBC"},"content":{"rendered":"<p> \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Um dos grandes desafios do sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o brasileiro, mais especificamente da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC) e seu bra&ccedil;o televisivo, a TV Brasil, &eacute; fazer funcionar plenamente uma rede nacional de televis&atilde;o composta pelas emissoras p&uacute;blicas que n&atilde;o reproduza o modelo consolidado pelos ve&iacute;culos comerciais. Esta foi, por exemplo, uma das preocupa&ccedil;&otilde;es apresentadas por Jos&eacute; Roberto Garcez, diretor de Servi&ccedil;os da EBC, ainda no semin&aacute;rio realizado pela empresa no in&iacute;cio de dezembro passado, em Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Na opini&atilde;o de Garcez, n&atilde;o h&aacute; servi&ccedil;o p&uacute;blico sem que seja universal e, portanto, para atual gest&atilde;o da EBC &eacute; um desafio em andamento ampliar o sinal de todos os ve&iacute;culos do sistema e assumir um prazo de sete anos para que todas as emissoras estaduais que desejem reproduzam a sua programa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Por ser uma experi&ecirc;ncia ainda nova e que se pretende diferente das forma&ccedil;&otilde;es de redes nacionais mais conhecidas, ainda n&atilde;o se sabe como ser&aacute; o modelo da Rede P&uacute;blica Nacional que est&aacute; em gesta&ccedil;&atilde;o. No caso das redes nacionais comerciais, a composi&ccedil;&atilde;o da grade de programa&ccedil;&atilde;o por emissoras locais &eacute; limitada e geralmente determinada pelas chamadas cabe&ccedil;as de rede &#8211; no caso, a Globo, a Record, a Band e o SBT, dentre outras. Em muitas ocasi&otilde;es cumpre-se apenas o m&iacute;nimo de produ&ccedil;&atilde;o local determinada t&atilde;o somente para o jornalismo, que &eacute; de 5% da grade de programa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Na rede p&uacute;blica o que se espera &eacute; que exista tanto mais autonomia das emissoras locais para a composi&ccedil;&atilde;o das suas grades, usando parte da programa&ccedil;&atilde;o da TV Brasil, por exemplo, como tamb&eacute;m se espera que mais programas produzidos pelas emissoras locais possam ser redistribu&iacute;dos para outros estados e tamb&eacute;m serem exibidos em rede nacional.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Para o diretor de Produ&ccedil;&atilde;o e Programa&ccedil;&atilde;o da Rede Minas, Luciano Alkmim, &eacute; importante que as emissoras locais continuem com autonomia para poder mudar os hor&aacute;rios de exibi&ccedil;&atilde;o local, por exemplo. &ldquo;As redes precisam desse tipo de autonomia e de flexibilidade com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; grade nacional para poder atender melhor ao seu p&uacute;blico. O modelo de grade de programa&ccedil;&atilde;o do Rio de Janeiro pode n&atilde;o dar certo em Minas Gerais e vice-versa&rdquo;. &nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><strong>Experi&ecirc;ncias<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Em setembro de 2009, a TV Brasil lan&ccedil;ou a sua primeira grade de programa&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria, com 32 novos programas, que representou renova&ccedil;&atilde;o de 25% da sua ent&atilde;o atual grade. Os programas tamb&eacute;m puderam ser exibidos pelas emissoras educativas e universit&aacute;rias e a receptividade pode ser considerada positiva. Dentro dessa nova grade de programa&ccedil;&atilde;o nacional, experi&ecirc;ncias com programas produzidos por emissoras regionais j&aacute; est&atilde;o em andamento, como, por exemplo, o Catalendas, programa infantil produzido pela Funda&ccedil;&atilde;o de Telecomunica&ccedil;&otilde;es do Par&aacute; (Funtelpa), que administra a TV p&uacute;blica local.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O diretor da Rede Minas Luciano Alkmim avaliou tamb&eacute;m como positiva e estimulante a participa&ccedil;&atilde;o que existiu das emissoras estaduais na gesta&ccedil;&atilde;o da atual grade de programa&ccedil;&atilde;o da TV Brasil. &ldquo;Essa grade passou por um processo de negocia&ccedil;&atilde;o de mais ou menos um ano e meio. Ela atende &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es das TVs regionais de faixas mais delineadas. Ela &eacute; fruto de uma negocia&ccedil;&atilde;o que &eacute; bacana pela abertura que a TV Brasil tem de dialogar com outras emissoras&rdquo;, comemorou.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Avalia&ccedil;&atilde;o semelhante foi feita por Jackson Nascimento, diretor de Programa&ccedil;&atilde;o da TV Cultura do Amazonas. De acordo com Nascimento, o maior apelo regional da nova programa&ccedil;&atilde;o aumentou a audi&ecirc;ncia no estado. &ldquo;A TV Cultura do Amazonas passou a transmitir a TV Brasil desde que a TV Cultura de S&atilde;o Paulo come&ccedil;ou a cobrar pela retransmiss&atilde;o dos seus programas e agora  assinamos contrato de co-produ&ccedil;&atilde;o com a TV Brasil e vai retransmitir toda a nova programa&ccedil;&atilde;o e ainda vai produzir novos programas para entrar em rede nacional&rdquo;, adiantou Nascimento.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">J&aacute; o diretor de Programa&ccedil;&atilde;o da TV Cultura do Par&aacute;, Dimitri Maracaj&aacute;, aponta que ainda h&aacute; defasagem na regionaliza&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o, mas que n&atilde;o se pode negar os avan&ccedil;os. &ldquo;Eu acho que a com a nova programa&ccedil;&atilde;o a TV Brasil melhorou muito em quantidade e em qualidade. Na regionaliza&ccedil;&atilde;o ainda existe uma defasagem, mas n&atilde;o se pode negar que houve melhora. Mas podemos melhorar mais.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Contudo, mesmo algumas emissoras locais podendo reproduzir parte da programa&ccedil;&atilde;o da TV Brasil, ou em alguns casos a programa&ccedil;&atilde;o completa, ainda n&atilde;o se consolida a forma&ccedil;&atilde;o de uma rede. N&atilde;o h&aacute; crit&eacute;rios amplamente estabelecidos, tampouco um modelo de gest&atilde;o que caracterize uma rede nacional, inclusive com submiss&atilde;o da gest&atilde;o das emissoras p&uacute;blicas a conselhos curadores e gest&otilde;es colegiadas, como j&aacute; expressaram membros da EBC como sendo um dos importantes crit&eacute;rios a serem exigidos na ocasi&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o de uma rede p&uacute;blica.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O que existe at&eacute; agora s&atilde;o acordos para legalizar essa reprodu&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m para firmar parcerias que est&atilde;o em andamento com as emissoras estaduais. Enquanto o modelo de rede ainda n&atilde;o fica pronto, parcerias pontuais v&atilde;o sendo firmadas e dessa forma algumas emissoras estaduais, como a TV Universit&aacute;ria de Pernambuco est&atilde;o recebendo incentivos para retomar parte das suas produ&ccedil;&otilde;es que tiveram que ser estagnadas por falta de financiamento.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O acordo firmado entre a TVU, gerida pela Universidade Federal de Pernambuco e que tem um or&ccedil;amento limitado ao pagamento de pessoal, garantiu recursos para a compra de equipamentos, incluindo a mudan&ccedil;a de pot&ecirc;ncia do transmissor, e tamb&eacute;m dever&aacute; voltar a ser produzido o jornal local que saiu do ar por falta de verbas.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><strong>Jornalismo<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A produ&ccedil;&atilde;o local de mat&eacute;rias jornal&iacute;sticas pelas emissoras estaduais tamb&eacute;m est&aacute; sendo valorizado nos programas de telejornalismo da TV Brasil. Isso pode justificar em partes o investimento da EBC em algumas emissoras locais que est&atilde;o sem jornalismo nas suas produ&ccedil;&otilde;es.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">At&eacute; mesmo o diretor de Programa&ccedil;&atilde;o da TV Cultura do Par&aacute;, Dimitri Maracaj&aacute;, que acredita que ainda deve-se melhorar a regionaliza&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o da TV Brasil com rela&ccedil;&atilde;o aos demais programas, considera que no jornalismo j&aacute; vem se conseguindo regionalizar as mat&eacute;rias. &ldquo;O jornalismo j&aacute; consegue dar uma cara mais representativa para as regi&otilde;es&rdquo;, diz ele.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><strong>Operador de Rede Digital<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Acredita-se que um aliado para resolver os problemas da cria&ccedil;&atilde;o da rede nacional de televis&atilde;o p&uacute;blica ser&aacute; o processo de digitaliza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es e com ele a cria&ccedil;&atilde;o do Operador de Rede P&uacute;blica Digital, que pretende cobrir a maioria do territ&oacute;rio brasileiro at&eacute; 2017.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Est&aacute; aberta desde o &uacute;ltimo dia 28 de dezembro uma consulta p&uacute;blica para analisar o edital de licita&ccedil;&atilde;o de concorr&ecirc;ncia internacional, para explora&ccedil;&atilde;o, mediante concess&atilde;o administrativa, da Rede Nacional de Televis&atilde;o P&uacute;blica Digital (RNTPD).&nbsp; Apesar de uma contrata&ccedil;&atilde;o mais t&eacute;cnica do que necessariamente sobre o conte&uacute;do e a forma de gerenciamento da programa&ccedil;&atilde;o, a consulta abre caminho para a digitaliza&ccedil;&atilde;o dos canais p&uacute;blicos no formato de operadores de rede e vislumbra tamb&eacute;m a universaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o que faz parte da consolida&ccedil;&atilde;o do sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC) vai criar um modelo de rede entre as emissoras locais a partir deste ano; a ideia &eacute; incentivar produ&ccedil;&atilde;o regional<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[754],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23799"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23799"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23799\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}