{"id":23783,"date":"2010-01-05T17:34:10","date_gmt":"2010-01-05T17:34:10","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23783"},"modified":"2010-01-05T17:34:10","modified_gmt":"2010-01-05T17:34:10","slug":"decreto-de-criacao-do-plano-de-banda-larga-revitaliza-telebras-como-gerente-de-redes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23783","title":{"rendered":"Decreto de cria\u00e7\u00e3o do plano de banda larga revitaliza Telebr\u00e1s como gerente de redes"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Nem bem 2010 come&ccedil;ou e o trabalho do governo para criar um Plano Nacional de Banda Larga j&aacute; resultou em uma minuta de decreto para o ponta-p&eacute; inicial do projeto. O documento preliminar vem passando por ajustes desde dezembro de 2009, mas j&aacute; conta com alguns pontos definidos, segundo fontes que conhecem o texto. O principal aspecto j&aacute; definido no plano &eacute; que a Telebr&aacute;s &eacute; de fato a estatal escolhida para gerenciar o projeto, como j&aacute; vinha sendo colocado. Fontes que conhecem o documento confirmam que a empresa &eacute; citada nominalmente na minuta de decreto, tendo como fun&ccedil;&atilde;o o gerenciamento das redes das el&eacute;tricas que ser&atilde;o usadas para a composi&ccedil;&atilde;o da infraestrutura p&uacute;blica de banda larga, infraestrutura pela qual o plano ser&aacute; posto em pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>Por ora, ainda n&atilde;o h&aacute; uma confirma&ccedil;&atilde;o se todas as fibras das el&eacute;tricas ter&atilde;o sua gest&atilde;o transferida para a Telebr&aacute;s de uma s&oacute; vez. H&aacute; apenas a certeza de que a maior parte dessas redes ser&aacute; de fato controlada pela estatal de telecomunica&ccedil;&otilde;es, que passar&aacute; por uma grande mudan&ccedil;a de perfil quando o plano for iniciado. Uma das novidades &eacute; que a nova Telebr&aacute;s n&atilde;o ser&aacute; mais um &oacute;rg&atilde;o atrelado ao Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, como ocorreu no passado, quando a estatal era respons&aacute;vel pela presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de telecom no Pa&iacute;s.<\/p>\n<p>A proposta &eacute; que a empresa seja ligada diretamente &agrave; Casa Civil. Para isso, a minuta de decreto prev&ecirc; at&eacute; agora a cria&ccedil;&atilde;o de cinco cargos comissionados que ser&atilde;o a base de um &quot;grupo coordenador&quot; do plano de banda larga. Esse grupo ser&aacute; da Casa Civil e seus membros ainda n&atilde;o foram definidos.<\/p>\n<p><strong>Opera&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Dois pontos cruciais do Plano Nacional de Banda Larga ainda precisam de arremate. Um deles &eacute; a opera&ccedil;&atilde;o em si da nova rede p&uacute;blica. Os detalhes sobre a capacidade dessa infraestrutura que ser&aacute; colocada &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o e, at&eacute; mesmo, se o governo entrar&aacute; mesmo como um &quot;concorrente&quot; direto na oferta de banda larga para os consumidores est&atilde;o em debate no Comit&ecirc; de Inclus&atilde;o Digital do Planalto, respons&aacute;vel pelo projeto.<\/p>\n<p>No fim do ano passado, o Minist&eacute;rio do Planejamento ficou respons&aacute;vel pelo c&aacute;lculo dos custos de opera&ccedil;&atilde;o da rede p&uacute;blica e quanto o governo gastaria com uma oferta direta ao consumidor final. Parte desses c&aacute;lculos n&atilde;o foi conclu&iacute;da a tempo para a &uacute;ltima reuni&atilde;o sobre o assunto realizada em 2009. E outra parte n&atilde;o teria atendido &agrave;s expectativas da Casa Civil, o que exigiu um rec&aacute;lculo durante o per&iacute;odo de festas de fim de ano.<\/p>\n<p>A expectativa agora &eacute; que todo o material seja arrematado ao longo desta semana. J&aacute; no pr&oacute;ximo dia 12 de janeiro, h&aacute; uma reuni&atilde;o agendada com o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva para a apresenta&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Banda Larga, onde pode ser batido o martelo sobre os pontos estrat&eacute;gicos que estar&atilde;o presentes no decreto de cria&ccedil;&atilde;o do projeto. At&eacute; l&aacute;, reuni&otilde;es t&eacute;cnicas devem ocorrer na Casa Civil para a finaliza&ccedil;&atilde;o da minuta que ser&aacute; levada ao conhecimento do presidente.<\/p>\n<p><strong>Impostos<\/strong><\/p>\n<p>Um segundo aspecto importante do decreto &eacute; que ele dever&aacute; conter uma pol&iacute;tica de desonera&ccedil;&atilde;o fiscal para a oferta de banda larga. Esse tema, no entanto, tamb&eacute;m precisa passar por ajustes no campo t&eacute;cnico, o que impede as fontes de informarem com precis&atilde;o como a desonera&ccedil;&atilde;o ser&aacute; feita e quais ser&atilde;o os benefici&aacute;rios. Por afetar a arrecada&ccedil;&atilde;o, o assunto est&aacute; sendo discutido com o Minist&eacute;rio da Fazenda desde que o presidente Lula deu o sinal verde para a constru&ccedil;&atilde;o do plano.<\/p>\n<p>Uma das propostas era que a desonera&ccedil;&atilde;o atingisse as novas conex&otilde;es de banda larga, mas ainda n&atilde;o est&aacute; definido se haver&aacute; algum outro tipo de discrimina&ccedil;&atilde;o do benef&iacute;cio fiscal ou se ele atingir&aacute; tanto uma eventual oferta de servi&ccedil;os pela Telebr&aacute;s quanto a presta&ccedil;&atilde;o feita atualmente pelas empresas privadas de telecomunica&ccedil;&otilde;es, como prop&ocirc;s o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. Qual a cesta de impostos a ser alterada &eacute; outro assunto pendente de resolu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>De qualquer forma, vale lembrar que o imposto com maior peso nas telecomunica&ccedil;&otilde;es &eacute; da al&ccedil;ada estadual e, portanto, n&atilde;o dever&aacute; ser afetado pelo decreto de cria&ccedil;&atilde;o do plano. Trata-se do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (ICMS), que, para ser reduzido, necessita de um acordo do Conselho Nacional de Pol&iacute;tica Fazend&aacute;ria (Confaz), &oacute;rg&atilde;o que re&uacute;ne os secret&aacute;rios estaduais de Fazenda.<\/p>\n<p><strong>Funcion&aacute;rios<\/strong><\/p>\n<p>A recomposi&ccedil;&atilde;o dos quadros da Telebr&aacute;s &#8211; em boa parte cedidos &agrave; Anatel &#8211; n&atilde;o deve ser resolvida via decreto. At&eacute; o momento, o entendimento &eacute; que este tema pode ser solucionado por meio de uma assembl&eacute;ia de acionistas da estatal, ap&oacute;s o estabelecimento da nova fun&ccedil;&atilde;o da empresa. Isso porque os funcion&aacute;rios est&atilde;o cedidos para outros &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos por meio de contratos da Telebr&aacute;s, que podem n&atilde;o ser renovados caso assim decidam os acionistas. A Anatel abriga, hoje, a maior parte desses t&eacute;cnicos.<\/p>\n<p>Dessa forma, a estatal poder&aacute; recuperar seus funcion&aacute;rios por meio de uma decis&atilde;o de assembl&eacute;ia e caber&aacute; ao servidor decidir somente se pedir&aacute; demiss&atilde;o da empresa ou se retornar&aacute; &agrave;s suas fun&ccedil;&otilde;es na Telebr&aacute;s. Caso essa posi&ccedil;&atilde;o se mantenha ap&oacute;s o encontro com o presidente Lula, o governo acabar&aacute; n&atilde;o solucionando por suas pr&oacute;prias m&atilde;os, pelo menos por enquanto, o grande percal&ccedil;o para a recomposi&ccedil;&atilde;o dos quadros: a exist&ecirc;ncia do Plano de Indeniza&ccedil;&atilde;o por Servi&ccedil;os Prestados (PISP).<\/p>\n<p>Criado na &eacute;poca da privatiza&ccedil;&atilde;o das telecomunica&ccedil;&otilde;es, o PISP funciona como um Plano de Demiss&atilde;o Volunt&aacute;ria (PDV) para os servidores da Telebr&aacute;s j&aacute; que a inten&ccedil;&atilde;o na &eacute;poca era que a estatal fosse extinta e que os funcion&aacute;rios migrassem para a iniciativa privada. Mais de dez anos ap&oacute;s a privatiza&ccedil;&atilde;o, o PISP continua existindo e o pagamento das indeniza&ccedil;&otilde;es dos 187 funcion&aacute;rios que ainda est&atilde;o lotados na Telebr&aacute;s est&aacute; or&ccedil;ado em R$ 34 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>Durante as discuss&otilde;es do Plano Nacional de Banda Larga o governo chegou a pensar em demitir todos os funcion&aacute;rios ligados &agrave; estatal, pagar os milh&otilde;es do PISP e recome&ccedil;ar a empresa do zero. Ao que tudo indica, essa op&ccedil;&atilde;o foi abandonada e cada servidor dever&aacute; decidir individualmente se volta para a Telebr&aacute;s ou se pede demiss&atilde;o para poder assegurar o pagamento do plano.<\/p>\n<p>O assunto ainda deve gerar dores de cabe&ccedil;a nos servidores, pois uma revitaliza&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s p&otilde;e em xeque a manuten&ccedil;&atilde;o do plano de indeniza&ccedil;&atilde;o. Isso porque o PISP est&aacute; na mira do Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) desde 2008, quando o &oacute;rg&atilde;o recomendou a extin&ccedil;&atilde;o do plano uma vez que a desativa&ccedil;&atilde;o da estatal n&atilde;o havia avan&ccedil;ado. Com a revitaliza&ccedil;&atilde;o total da empresa, o assunto deve voltar &agrave; tona nos &oacute;rg&atilde;os de controle e precipitar a extin&ccedil;&atilde;o do plano de indeniza&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios da estatal.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem bem 2010 come&ccedil;ou e o trabalho do governo para criar um Plano Nacional de Banda Larga j&aacute; resultou em uma minuta de decreto para o ponta-p&eacute; inicial do projeto. O documento preliminar vem passando por ajustes desde dezembro de 2009, mas j&aacute; conta com alguns pontos definidos, segundo fontes que conhecem o texto. 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