{"id":23781,"date":"2009-12-23T15:50:55","date_gmt":"2009-12-23T15:50:55","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23781"},"modified":"2014-09-07T02:59:19","modified_gmt":"2014-09-07T02:59:19","slug":"a-grande-midia-e-a-segunda-confecom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23781","title":{"rendered":"A grande m\u00eddia e a segunda Confecom"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Conclu&iacute;da a 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom), que aconteceu em Bras&iacute;lia, de 14 a 17 de dezembro, com a participa&ccedil;&atilde;o de mais de 1.600 delegados, democraticamente escolhidos em confer&ecirc;ncias estaduais realizadas nas 27 unidades da federa&ccedil;&atilde;o, representando movimentos sociais, parte dos empres&aacute;rios de comunica&ccedil;&atilde;o e telecomunica&ccedil;&otilde;es e o governo &ndash; independentemente da avalia&ccedil;&atilde;o de suas delibera&ccedil;&otilde;es &ndash; &eacute; hora de tentar compreender as raz&otilde;es que levaram os principais grupos empresariais brasileiros de m&iacute;dia a boicotarem o evento.<\/p>\n<p>O an&uacute;ncio p&uacute;blico da retirada das seis entidades empresariais da Comiss&atilde;o Organizadora da 1&ordf; Confecom se deu ap&oacute;s reuni&atilde;o realizada entre elas e os ministros das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, Franklin Martins e da Secretaria-Geral da Presid&ecirc;ncia, Luiz Dulci, no dia 13 de agosto. Os membros da Comiss&atilde;o haviam sido designados em 25 de maio e a primeira reuni&atilde;o se realizado h&aacute; pouco mais de dois meses. Estava-se, portanto, apenas no in&iacute;cio de um longo processo.<\/p>\n<p>Uma <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=17954\">nota divulgada<\/a>  logo ap&oacute;s a retirada e assinada conjuntamente pela ABERT &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de Radio e Televis&atilde;o; ABRANET &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Internet; ABTA &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de TV por Assinatura; ADJORI BRASIL &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o dos Jornais e Revistas do Interior do Brasil; ANER &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Editores de Revistas e ANJ &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Jornais, afirmava, dentre outros pontos, o seguinte:<\/p>\n<p><em>Por defini&ccedil;&atilde;o, as entidades empresariais t&ecirc;m como premissa a defesa dos preceitos constitucionais da livre iniciativa, da liberdade de express&atilde;o, do direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e da legalidade.<\/p>\n<p>Observa-se, no entanto, que a perseverante ades&atilde;o a estes princ&iacute;pios foi entendida por outros interlocutores da Comiss&atilde;o Organizadora como um obst&aacute;culo a confec&ccedil;&atilde;o do regimento interno e do documento-base de convoca&ccedil;&atilde;o das confer&ecirc;ncias estaduais, que precedem a nacional.<\/p>\n<p>Deste modo, como as entidades signat&aacute;rias n&atilde;o t&ecirc;m interesse algum em impedir sua livre realiza&ccedil;&atilde;o, decidiram se desligar da Comiss&atilde;o Organizadora Nacional, a partir desta data.<br \/><\/em><br \/>&Eacute; importante registrar que permaneceram na Comiss&atilde;o Organizadora duas entidades empresariais: a ABRA &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifusores, uma dissid&ecirc;ncia da ABERT fundada pelas redes Bandeirantes e Rede TV!, em maio de 2005; e a TELEBRASIL &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, criada em 1974, que tem como miss&atilde;o &ldquo;congregar os setores oficial e privado das telecomunica&ccedil;&otilde;es brasileiras visando a defesa de seus interesses e o seu desenvolvimento&rdquo;.<br \/><strong><br \/>Controle social e censura<\/strong><\/p>\n<p>A realiza&ccedil;&atilde;o da Confecom &ndash; a &uacute;ltima confer&ecirc;ncia nacional a ser convocada de todos os setores contemplados pelo &ldquo;T&iacute;tulo VIII &#8211; Da Ordem Social&rdquo; na Constitui&ccedil;&atilde;o de 88 &ndash; sempre encontrou enormes resist&ecirc;ncias dos grandes grupos de m&iacute;dia. N&atilde;o seria novidade, portanto, que na medida mesma em que avan&ccedil;assem as dif&iacute;ceis e complexas negocia&ccedil;&otilde;es, e antes mesmo do desligamento das seis entidades empresariais, surgissem tamb&eacute;m os &ldquo;bord&otilde;es de combate&rdquo; &agrave; sua concretiza&ccedil;&atilde;o, reiterados na narrativa jornal&iacute;stica <em>(cf. OI n. 550, Controle Social da M&iacute;dia &ndash; Por que n&atilde;o discutir o assunto?).<\/em><\/p>\n<p>O que foi inicialmente identificado na nota dos empres&aacute;rios como uma diverg&ecirc;ncia interna em torno dos &ldquo;preceitos constitucionais da livre iniciativa, da liberdade de express&atilde;o, do direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e da legalidade&rdquo; na Comiss&atilde;o Organizadora, foi aos poucos se transformando em insinua&ccedil;&atilde;o permanente de que at&eacute; mesmo a simples realiza&ccedil;&atilde;o da confer&ecirc;ncia se constitu&iacute;a em grave amea&ccedil;a &agrave; liberdade de express&atilde;o. Seu foco, dizia a grande m&iacute;dia nas rar&iacute;ssimas ocasi&otilde;es em que o tema foi pautado, era o amea&ccedil;ador controle social da m&iacute;dia, isto &eacute;, o retorno aos tempos do autoritarismo atrav&eacute;s da censura oficial praticada pelo Estado.<\/p>\n<p>No dia de abertura da 1&ordf; Confecom, 14 de dezembro, o Jornal Nacional da Rede Globo, que at&eacute; ent&atilde;o silenciara sobre sua realiza&ccedil;&atilde;o, deu uma nota que exemplifica a postura da grande m&iacute;dia: questiona a representatividade do evento e insinua que seu foco seria o controle social da m&iacute;dia, equacionado sem mais com a censura que cerceia a liberdade de express&atilde;o e o direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o. Vale conferir:<\/p>\n<p><em>APRESENTADORA F&Aacute;TIMA BERNARDES: Come&ccedil;ou hoje, em Bras&iacute;lia, a primeira Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, que pretende debater propostas sobre a produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es jornal&iacute;sticas e culturais no pa&iacute;s. Entre as propostas est&atilde;o o controle social da m&iacute;dia por meio de conselhos de comunica&ccedil;&atilde;o e uma nova lei de imprensa. O f&oacute;rum foi convocado pelo Governo Federal e conta com 1.684 delegados, 40% vindos da sociedade civil, 40% do empresariado e 20% do poder p&uacute;blico.<\/p>\n<p>APRESENTADOR WILLIAM BONNER: Mas a representatividade da confer&ecirc;ncia ficou comprometida sem a participa&ccedil;&atilde;o dos principais ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o do Brasil. H&aacute; quatro meses, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Internet, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de TV por Assinatura, a Associa&ccedil;&atilde;o dos Jornais e Revistas do Interior do Brasil, a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Editores de Revistas e a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Jornais divulgaram uma nota conjunta em que exp&otilde;em os motivos de terem decidido n&atilde;o participar da confer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Todos consideraram as propostas de estabelecer um controle social da m&iacute;dia uma forma de censurar os &oacute;rg&atilde;os de imprensa, cerceando a liberdade de express&atilde;o, o direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e a livre iniciativa, todos previstos na Constitui&ccedil;&atilde;o. Os organizadores negam que a inten&ccedil;&atilde;o seja cercear direitos. A confer&ecirc;ncia foi aberta com a participa&ccedil;&atilde;o do presidente Lula.<\/em><\/p>\n<p><strong>A reclama&ccedil;&atilde;o do presidente e a resposta dos empres&aacute;rios<br \/><\/strong><br \/>Na abertura da 1&ordf; Confecom o presidente Lula fez uma queixa p&uacute;blica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; aus&ecirc;ncia das entidades empresarias e manifestou desconhecer as raz&otilde;es que teriam levado a tal comportamento. Disse ele:<\/p>\n<p>Lamento que alguns atores da &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o tenham preferido se ausentar desta Confer&ecirc;ncia, temendo sabe-se l&aacute; o qu&ecirc;. Perderam uma &oacute;tima oportunidade para conversar, defender suas id&eacute;ias, lan&ccedil;ar pontes e derrubar muros. Eu, que sou um homem de conversa e de di&aacute;logo, volto a dizer: lamento. Mas cada um &eacute; dono de suas decis&otilde;es e sabe onde lhe aperta o calo. Bola pra frente, e vamos tocar nossa Confer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Dois dias depois, <a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/estadaodehoje\/20091216\/not_imp482710,0.php\">mat&eacute;ria publicada no jornal O Estado de S&atilde;o Paulo<\/a>  ouviu representantes de duas das seis associa&ccedil;&otilde;es que se retiraram da Confecom sobre a reclama&ccedil;&atilde;o do presidente e sobre quais teriam sido as raz&otilde;es da retirada. Eles insistem em que o problema foi a amea&ccedil;a do controle social da m&iacute;dia.<\/p>\n<p>Roberto Muylaert, presidente da ANER, afirmou:<\/p>\n<p><em>&quot;N&atilde;o temos nada contra os movimentos sociais, mas os representantes das empresas ficaram em minoria, em grande desvantagem&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Um controle (social da m&iacute;dia) pressup&otilde;e uma mudan&ccedil;a da Constitui&ccedil;&atilde;o, que atualmente assegura a livre-iniciativa&quot;.<\/p>\n<p>J&aacute; Miguel &Acirc;ngelo Gobbi, presidente da Adjori-Brasil disse:<\/p>\n<p>&quot;Quer&iacute;amos ter voz ativa, mas &eacute;ramos voto vencido&quot; (&#8230;) (participamos) &quot;de quase 45 horas de reuni&otilde;es sem conseguir avan&ccedil;ar&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Controle social da m&iacute;dia &eacute; algo que arrepia todo mundo&quot;.<\/em><\/p>\n<p><strong>Li&ccedil;&otilde;es para o futuro<br \/><\/strong><br \/>No nosso pa&iacute;s, n&atilde;o h&aacute; tradi&ccedil;&atilde;o de debate democr&aacute;tico entre os atores dominantes (governo e grupos privados de m&iacute;dia) e a sociedade civil na defini&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas do setor de comunica&ccedil;&otilde;es. Em outras ocasi&otilde;es, tenho chamado de &ldquo;n&atilde;o-atores&rdquo; os movimentos sociais que lutam historicamente pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O processo constituinte de 1987\/88 talvez tenha sido o exemplo mais acabado de como os atores dominantes conseguem articular e fazer prevalecer seus interesses ignorando as reivindica&ccedil;&otilde;es da sociedade civil ou fazendo concess&otilde;es aparentes que se transformam em letra morta, simplesmente porque n&atilde;o regulamentadas pelo Legislativo.<\/p>\n<p>A incapacidade cr&ocirc;nica de se avan&ccedil;ar em rela&ccedil;&atilde;o, por exemplo, &agrave; regula&ccedil;&atilde;o das r&aacute;dios e televis&otilde;es comunit&aacute;rias e a lament&aacute;vel situa&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social falam por si s&oacute; <em>(cf. OI 565, CCS: Tr&ecirc;s anos de ilegalidade)<\/em>.<\/p>\n<p>Por tudo isso, a 1&ordf;. Confecom &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de uma reivindica&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica dos movimentos sociais e constitui um avan&ccedil;o democr&aacute;tico com o qual os grupos privados de m&iacute;dia, atores historicamente dominantes no setor, n&atilde;o souberam lidar. Apesar de interessar a todos os atores um marco regulat&oacute;rio atualizado para as comunica&ccedil;&otilde;es, os empres&aacute;rios privados parecem acreditar que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas continuar&atilde;o sendo indefinidamente estabelecidas com a exclus&atilde;o da cidadania. N&atilde;o s&oacute; porque, de outra forma, seus interesses correriam riscos, mas tamb&eacute;m porque n&atilde;o est&atilde;o acostumados a negociar com a sociedade civil, a levar em conta o interesse p&uacute;blico que se manifesta de forma organizada e, sobretudo, democr&aacute;tica.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil compreender, portanto, porque, mesmo afirmando que sua retirada da Comiss&atilde;o Organizadora &ldquo;n&atilde;o (impediria) que os associados decidam, individualmente, qual ser&aacute; sua forma de participa&ccedil;&atilde;o &#8211; uma demonstra&ccedil;&atilde;o cabal de nosso &acirc;nimo agregador e construtivo em rela&ccedil;&atilde;o a este evento&rdquo; a grande m&iacute;dia tenha sistematicamente insinuado &ndash; apesar de saber, por &oacute;bvio, que as confer&ecirc;ncias s&atilde;o f&oacute;runs propositivos e n&atilde;o deliberativos &ndash; que a amea&ccedil;a da 1&ordf;. Confecom era a restaura&ccedil;&atilde;o da censura atrav&eacute;s de um controle social da m&iacute;dia definido &agrave; priori como autorit&aacute;rio.<\/p>\n<p>Est&aacute; com raz&atilde;o o presidente Lula ao conclamar na abertura da 1&ordf;. Confecom:<\/p>\n<p><em>O Pa&iacute;s precisa travar um debate franco e aberto sobre a comunica&ccedil;&atilde;o social. N&atilde;o ser&aacute; enfiando a cabe&ccedil;a na areia, como avestruz, que enfrentaremos o problema. N&atilde;o ser&aacute; tampouco fechando os olhos para o futuro ou pretendendo congelar o passado que lidaremos corretamente com a nova situa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Isso vale para todos n&oacute;s: governo, empresas de comunica&ccedil;&atilde;o e de telecomunica&ccedil;&otilde;es, trabalhadores, movimentos sociais, leitores, ouvintes, telespectadores e internautas.<\/p>\n<p>&Eacute; chegada a hora de uma nova pactua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o social que resgate os acertos do passado, mas tamb&eacute;m corrija seus erros, e seja capaz de responder &agrave;s enormes interroga&ccedil;&otilde;es e &agrave;s extraordin&aacute;rias oportunidades que temos diante de n&oacute;s.<br \/><\/em><br \/>Espera-se que as seis entidades empresariais que se retiraram da Comiss&atilde;o Organizadora da 1&ordf;. Confecom, sempre t&atilde;o zelosas na defesa da liberdade de express&atilde;o e da democracia, revejam suas posi&ccedil;&otilde;es e participem ativamente da organiza&ccedil;&atilde;o e dos debates da 2&ordf;. Confecom.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 1&ordf; Confecom&nbsp; constitui um avan&ccedil;o democr&aacute;tico com o qual atores historicamente dominantes no setor n&atilde;o souberam lidar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[144],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23781"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23781"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23781\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28078,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23781\/revisions\/28078"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}