{"id":23777,"date":"2009-12-22T19:32:12","date_gmt":"2009-12-22T19:32:12","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23777"},"modified":"2009-12-22T19:32:12","modified_gmt":"2009-12-22T19:32:12","slug":"confecom-uma-primeira-vitoria-uma-nova-etapa-na-longa-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23777","title":{"rendered":"Confecom: uma primeira vit\u00f3ria, uma nova etapa na longa luta"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">Era um, era dois, era cem<\/p>\n<p>Era um dia, era claro<\/p>\n<p>Quase meio<\/p>\n<p>Encerrar meu cantar<\/p>\n<p>J&aacute; conv&eacute;m<\/p>\n<p>Prometendo um novo ponteio<\/p>\n<p>Certo dia que sei<\/p>\n<p>Por inteiro<\/p>\n<p>Eu espero n&atilde;o v&aacute; demorar<\/p>\n<p>Esse dia estou certo que vem<\/p>\n<p>Digo logo o que vim<\/p>\n<p>Pr&aacute; buscar<\/p>\n<p>Correndo no meio do mundo<\/p>\n<p>N&atilde;o deixo a viola de lado<\/p>\n<p>Vou ver o tempo mudado<\/p>\n<p>E um novo lugar pr&aacute; cantar&hellip;<\/p>\n<p>Quem me dera agora<\/p>\n<p>Eu tivesse a viola<\/p>\n<p>Pr&aacute; cantar<\/p>\n<p>Ponteio!&hellip;<\/p>\n<p><em>Ponteio &#8211; Edu Lobo e Capinam<\/em><\/p>\n<p>Basta tomar as manchetes rancorosas da grande m&iacute;dia capitalista contra a primeira Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o para comprovar que o evento representa indiscutivelmente uma importante vit&oacute;ria das for&ccedil;as progressistas no Brasil. Especialmente a TV Globo e o jornal &ldquo;O Globo&rdquo; dedicaram espa&ccedil;os para destruir a imagem desta primeira Confecom na hist&oacute;ria do Brasil, como se n&atilde;o fosse poss&iacute;vel fazer um evento democr&aacute;tico na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o sem a anu&ecirc;ncia destes setores. Este era um tema proibido, hoje &eacute; agenda do Estado e da sociedade.<\/p>\n<p>Nestas manchetes, revela-se que os grandes magnatas da m&iacute;dia sentiram o golpe, pois para eles &eacute; inadmiss&iacute;vel que este tema Democracia na Comunica&ccedil;&atilde;o seja tratado p&uacute;blica e democratimente. Muito menos aceit&aacute;vel, para eles, &eacute; que o governo patrocine tal evento. Para a oligarquia midi&aacute;tica qualquer a&ccedil;&atilde;o feita com o sentido de cria&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; inevitavelmente censura estatal, porque tratam a comunica&ccedil;&atilde;o como se fosse um latif&uacute;ndio, um ind&uacute;stria de alimentos contaminados, uma f&aacute;brica qualquer de medicamentos falsificados , embora bem embalados.<\/p>\n<p>A grande diferen&ccedil;a &eacute; que o governo atual n&atilde;o est&aacute; interessado em censura mas em promover a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. E para isto cuidou de construir uma alian&ccedil;a com os movimentos sociais e com setores n&atilde;o monopolistas do empresariado para viabilizar a Confecom, neutralizando, de certa maneira, a sabotagem organizada pela Abert, Anj e Aner. Primeiro &eacute; preciso reconhecer em geral o acerto desta t&aacute;tica de construir alian&ccedil;as entre governo e sociedade organizada, mas tamb&eacute;m com setores do empresariado dispostos a aceitar que a comunica&ccedil;&atilde;o seja discutida por toda a sociedade e n&atilde;o apenas pelos pequenos c&iacute;rculos oligopolistas de sempre. Pode-se prever que o tom de cr&iacute;ticas a Lula ser&aacute; ainda mais azedo e odioso, do mesmo modo como tamb&eacute;m condenam e insultam Ch&aacute;vez, Rafael Correa, Evo Morales e Cristina Kirchner por promoverem medidas de democratiza&ccedil;&atilde;o na comunica&ccedil;&atilde;o e por terem tido a coragem de questionar e enfrentar os indecentes privil&eacute;gios que aqueles magnatas da comunica&ccedil;&atilde;o sempre tiveram. Eles n&atilde;o perdoar&atilde;o jamais a Lula por ter convocado uma Confer&ecirc;ncia oficial para tornar a comunica&ccedil;&atilde;o tema de todos os brasileiros.<strong><\/p>\n<p>Organizar o campo popular da comunica&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>A Confecom aprovou temas importantes, seja medidas de aplica&ccedil;&atilde;o imediata, consideradas exeq&uuml;&iacute;veis porque dependem exclusivamente de ato de governo legitimado por um presidente que teve 63 milh&otilde;es de votos e agora tem o respaldo de uma confer&ecirc;ncia nacional. Exemplo disto &eacute; que quando em 2004 o presidente Lula assinou decreto-lei criando a Rede de TVs Institucionais, que levaria o sinal destas emissoras a todos os munic&iacute;pios ( que tamb&eacute;m poderiam ter espa&ccedil;o de produ&ccedil;&atilde;o local de uma pequena parte da programa&ccedil;&atilde;o ), encontrou ampla oposi&ccedil;&atilde;o da Abert taxando o decreto de estatizante. Mas, tamb&eacute;m a Fenaj se op&ocirc;s &agrave; cria&ccedil;&atilde;o da RTVI especialmente por discordar da via do decreto. Sem respaldo, e com outras dificuldades, Lula recuou. Agora tem consigo as resolu&ccedil;&otilde;es aprovadas da Confecom, legitimadas pela ampla participa&ccedil;&atilde;o da sociedade, inclusive de um setor do empresariado. O que n&atilde;o elimina a necessidade do fortalecimento do campo democr&aacute;tico e popular de comunica&ccedil;&atilde;o para a implementa&ccedil;&atilde;o das resolu&ccedil;&otilde;es, consistindo na manuten&ccedil;&atilde;o da alian&ccedil;a entre governo, partidos pol&iacute;ticos, movimentos sindicais, movimentos da sociedade e segmentos empresariais n&atilde;o monopolistas.<\/p>\n<p>Agora a Confecom lhe d&aacute; o respaldo para que, por meio de atos de governo, seja portaria, seja decreto ou regulamenta&ccedil;&atilde;o, muitas resolu&ccedil;&otilde;es aprovadas sejam transformadas em realidade. Aqui inclu&iacute;das uma boa parte das 59 propostas que a Secom aprovou na confer&ecirc;ncia, tendo como linha o fortalecimento da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, como a cria&ccedil;&atilde;o do Operador Nacional &Uacute;nico de Rede nas m&atilde;os da EBC, a mudan&ccedil;a de crit&eacute;rios para a publicidade institucional que tamb&eacute;m alcan&ccedil;ar&aacute; a comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, a inclus&atilde;o dos canais comunit&aacute;rios na TV digital em sinal aberto, a distribui&ccedil;&atilde;o equitativa de concess&otilde;es na era digital para os segmentos p&uacute;blico, estatal e privado, uma nova rela&ccedil;&atilde;o com as r&aacute;dios comunit&aacute;rias a partir de estruturas espec&iacute;ficas para desburocratizar seus pleitos, o fim da criminaliza&ccedil;&atilde;o ao setor, inclusive porque passar&atilde;o a fazer parte tamb&eacute;m, oficialmente, da pauta de publicidade institucional, o que &eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o concreta entre estado e movimentos sociais que sustentam a radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria.<\/p>\n<p>Deste modo, o pessimismo ou o ceticismo de muitos delegados, que s&oacute; durante o transcorrer da Confecom foram se convencendo que est&atilde;o de fato fazendo avan&ccedil;ar e concretizando um leque de reivindica&ccedil;&otilde;es que, durante d&eacute;cadas, eram apenas alardeadas como algo muito remoto, devem ser transformados n&atilde;o em otimismo inconsequente, mas num realismo ativo, construtivo, indicando que foi feita uma Confecom poss&iacute;vel, com resultados pr&aacute;ticos e com conte&uacute;do pol&iacute;tico e program&aacute;tico justo para a continuidade de uma luta que exige medidas de fundo, muito mais radicais, que s&oacute; num outro governo e com outras rela&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;a poder&atilde;o ser adotadas.<\/p>\n<p><strong>Bandeiras hist&oacute;ricas e propostas exeq&uuml;&iacute;veis<\/strong><\/p>\n<p>Todas as demandas hist&oacute;ricas do movimento pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foram debatidas &#8211; a profundidade dos debates foi enormemente prejudicada pela p&eacute;ssima organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhos a cargo da FGV, com erros t&atilde;o prim&aacute;rios que o governo est&aacute; na obriga&ccedil;&atilde;o de investigar &#8211; e em boa medida aprovadas. H&aacute; consci&ecirc;ncia de que estas bandeiras hist&oacute;ricas, relacionadas &agrave; regulamenta&ccedil;&atilde;o do cap&iacute;tulo da Comunica&ccedil;&atilde;o Social na Constitui&ccedil;&atilde;o, dependem de um ac&uacute;mulo de for&ccedil;as muito maior na sociedade brasileira. Se aceitarmos uma estimativa de que a Confecom envolveu a participa&ccedil;&atilde;o de 30 mil pessoas que estiveram nas confer&ecirc;ncias municipais, confer&ecirc;ncias estaduais, confer&ecirc;ncias livres, semin&aacute;rios sindicais, encontros de segmentos, talvez estejamos diante da necessidade de aceitar que ainda falta muito para transformar radicalmente uma tirania midi&aacute;tica instalada h&aacute; d&eacute;cadas, com poderes de fato para interferir nos rumos do processo pol&iacute;tico, econ&ocirc;mico e social. S&oacute; agora, a partir da Confecom o debate da comunica&ccedil;&atilde;o poder&aacute; deixar de ser coisa de especialistas, de comunic&oacute;logos, ou de jornalistas, para ganhar de fato a aten&ccedil;&atilde;o de amplos setores da sociedade.<\/p>\n<p>Desse modo, &eacute; importante vit&oacute;ria que as concess&otilde;es de TV e r&aacute;dio sejam debatidas e questionadas n&atilde;o apenas por c&iacute;rculos pequenos acad&ecirc;micos ou sindicais, que haja propostas para a democratiza&ccedil;&atilde;o de suas outorgas e que a renova&ccedil;&atilde;o destas concess&otilde;es sejam obrigatoriamente submetidas ao crivo da participa&ccedil;&atilde;o da sociedade, por meio de audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas. &Eacute; tamb&eacute;m enorme vit&oacute;ria a aprova&ccedil;&atilde;o pela Confecom de resolu&ccedil;&otilde;es visando regulamentar a Constitui&ccedil;&atilde;o que j&aacute; prev&ecirc; a proibi&ccedil;&atilde;o do oligop&oacute;lio e monop&oacute;lio, que exige o uso educativo e informativo destes servi&ccedil;os, que estabelece a complementaridade entre os segmentos p&uacute;blico, estatal e privado, apontando na dire&ccedil;&atilde;o do fortalecimento dos segmentos p&uacute;blico e estatal, largamente preteridos na atualidade pelos indecorosos privil&eacute;gios que o setor privado recebeu ao longo de d&eacute;cadas.<\/p>\n<p><strong>Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social<\/strong><\/p>\n<p>A Confecom foi al&eacute;m ao aprovar resolu&ccedil;&otilde;es contra a discrimina&ccedil;&atilde;o racial ou de g&ecirc;nero, contra a publicidade anti-sa&uacute;de promotora de consumo irrespons&aacute;vel e destrutivo, contra as agress&otilde;es publicit&aacute;rias &agrave; crian&ccedil;a. Especialmente por ter aprovado a cria&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, proposta tamb&eacute;m de iniciativa do governo Lula. Sem desprezar a recupera&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o do Congresso, hoje paralisado. Certamente, tais lutas demandar&atilde;o enorme esfor&ccedil;o de continuidade da amplia&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as hoje em a&ccedil;&atilde;o para que possam efetivamente virar realidade. Mas, para isto, j&aacute; conta com o fortalecimento do campo p&uacute;blico da comunica&ccedil;&atilde;o, incluindo a expans&atilde;o das emissoras ligadas &agrave; EBC, as TVs e r&aacute;dios educativas, legislativas, comunit&aacute;rias e universit&aacute;rias, o que n&atilde;o depende de aprova&ccedil;&atilde;o do Congresso Nacional, o que seria improv&aacute;vel a curto prazo. &Eacute; fundamental que o Campo Popular da Democratiza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m aponte a sua luta para formar uma Bancada da Comunica&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica nas elei&ccedil;&otilde;es de 2010, al&eacute;m de fazer com que os presidenci&aacute;veis se posicionem e se comprometam claramente com as resolu&ccedil;&otilde;es da Confecom, como ali&aacute;s, Lula mencionou na abertura do evento.<\/p>\n<p><strong>Propostas estrat&eacute;gicas<\/strong><\/p>\n<p>H&aacute; ainda um leque de medidas de cunho estrat&eacute;gico aprovadas na Confecom, especialmente aquelas reiteradas reivindica&ccedil;&otilde;es para que o governo promova, como pol&iacute;tica de estado, um Plano Nacional de Banda Larga, democr&aacute;tico, inclusivo, chegando aos grot&otilde;es deste pa&iacute;s. Para isto &eacute; necess&aacute;rio um instrumento estatal, j&aacute; que a participa&ccedil;&atilde;o dos empres&aacute;rios de telefonia na Confecom estava dirigida a arrancar privil&eacute;gios tribut&aacute;rios e or&ccedil;ament&aacute;rios para que sejam eles os protagonistas desta a&ccedil;&atilde;o, o que seria temer&aacute;rio. Sem a presen&ccedil;a de um instrumento estatal o cinema brasileiro retrocedeu largamente, por isto, &eacute; importante a resolu&ccedil;&atilde;o aprovada no sentido de cria&ccedil;&atilde;o de uma empresa p&uacute;blica para estimular a produ&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e exibi&ccedil;&atilde;o do cinema brasileiro. Da mesma forma, sem descartar a participa&ccedil;&atilde;o de segmentos empresariais no Programa de Banda Larga, sobretudo do pequeno e m&eacute;dio empresariado nacional, &eacute; indispens&aacute;vel a exist&ecirc;ncia de uma empresa estatal capaz de operar e ditar as regras do jogo para que as amplas camadas de brasileiros pobres tamb&eacute;m tenham acesso &aacute; internet p&uacute;blica em banda larga.<\/p>\n<p><strong>Um grande equ&iacute;voco<\/strong><\/p>\n<p>Houve notas negativas nesta Confecom, e n&atilde;o apenas pela prec&aacute;ria administra&ccedil;&atilde;o e sistematiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhos a cargo da FGV. A aprova&ccedil;&atilde;o da flexibiliza&ccedil;&atilde;o do programa Voz do Brasil, atendendo a uma campanha antiga da Abert e da ANJ que nem presentes estavam, pode causar enorme preju&iacute;zo ao povo brasileiro. Trata-se de programa radiof&ocirc;nico que se constitui na &uacute;nica possibilidade de milh&otilde;es de brasileiros que vivem nos lugares mais remotos, sejam ribeirinhos, cai&ccedil;aras, ind&iacute;genas e quilombolas, de terem algum tipo de informa&ccedil;&atilde;o de natureza p&uacute;blica. A m&iacute;dia privada n&atilde;o lhes d&aacute; tal oportunidade.<\/p>\n<p>A Voz do Brasil &eacute; a &uacute;nica informa&ccedil;&atilde;o que chega a todos os grot&otilde;es deste pa&iacute;s, numa popula&ccedil;&atilde;o que majoritariamente n&atilde;o tem qualquer acesso &agrave; leitura de jornal. Flexibilizada, ser&aacute; exibida pela madrugada, tal como se faz com o Telecurso Segundo Grau, que embora produzido com verbas p&uacute;blicas, &eacute; escondido de seu p&uacute;blico alvo. Tornar a Voz do Brasil inaud&iacute;vel &eacute; o primeiro passo neoliberal para elimin&aacute;-la. Desconsiderou-se nesta medida a &uacute;ltima pesquisa de opini&atilde;o p&uacute;blica realizada, quando mais 73 por cento dos brasileiros declararam-se favor&aacute;veis e ouvintes da Voz do Brasil e contr&aacute;rios &agrave; sua extin&ccedil;&atilde;o. A estranha alian&ccedil;a entre setor p&uacute;blico, um setor dos movimentos sociais e o empresariado contr&aacute;rio a qualquer forma de regulamenta&ccedil;&atilde;o de programa&ccedil;&atilde;o pode &ldquo;proporcionar&rdquo; mais uma hora de baixaria, de propaganda, de m&uacute;sica de pouca qualifica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Os gringos avan&ccedil;am com IV Frota e Voz da Am&eacute;rica&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>O correto seria defender &#8211; como na proposta original &#8211; a manuten&ccedil;&atilde;o da Voz do Brasil, sua qualifica&ccedil;&atilde;o e aperfei&ccedil;oamento. A come&ccedil;ar pela destina&ccedil;&atilde;o de um pequeno percentual de seu tempo como uma esp&eacute;cie de Direito de Antena para segmentos sociais atualmente sem voz. Com a flexibiliza&ccedil;&atilde;o, prepara-se o terreno para que ela seja inaud&iacute;vel, facilitando sua extin&ccedil;&atilde;o. &Eacute; importante que tal equ&iacute;voco seja corrigido. Que seja realizada uma consulta popular para que o povo brasileiro possa dar a &uacute;ltima palavra. Especialmente num momento em que o programa Voz da Am&eacute;rica, do governo dos EUA, organiza e amplia uma rede de 400 emissoras de r&aacute;dio na Am&eacute;rica Latina para, segundo declara&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis pelo programa, impedir o processo de transforma&ccedil;&atilde;o comunicativa em curso na Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p>O Brasil tamb&eacute;m &eacute; parte de processo de mudan&ccedil;as, com seu ritmo pr&oacute;prio e diferenciado, seja pelas peculiaridades do desenvolvimento capitalista no Brasil e tamb&eacute;m porque ainda n&atilde;o se registra uma maioria parlamentar que viabilize, como em outros pa&iacute;ses, mudan&ccedil;as democr&aacute;ticas na comunica&ccedil;&atilde;o social. Mesmo assim, foi realizada a Confecom poss&iacute;vel, com medidas concretas de curto prazo e consolida&ccedil;&atilde;o das bandeiras hist&oacute;ricas da luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o que v&atilde;o nortear esta caminhada longa daqui em diante. Mas, j&aacute; com o governo fazendo suas essas bandeiras. N&atilde;o houve uma &ldquo;virada de mesa&rdquo;, era previs&iacute;vel que n&atilde;o houvesse. Mas, j&aacute; h&aacute; um leque de for&ccedil;as, um Campo Popular da Comunica&ccedil;&atilde;o que precisa manter-se atuante, organizado, com plen&aacute;rias regulares, reuni&otilde;es peri&oacute;dicas, vencendo o desafio de ampliar a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade nesta luta, que ainda &eacute; insuficiente para as metas gigantescas pretendidas diante de inimigos t&atilde;o poderosos. Mas, j&aacute; estamos numa etapa mais avan&ccedil;ada desta caminhada.<\/p>\n<p><em>Beto Almeida &eacute; presidente da TV Cidade Livre de Bras&iacute;lia.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os grandes magnatas da m&iacute;dia sentiram o golpe da Confecom<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[562],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23777"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23777"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23777\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}