{"id":23775,"date":"2009-12-22T19:18:04","date_gmt":"2009-12-22T19:18:04","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23775"},"modified":"2009-12-22T19:18:04","modified_gmt":"2009-12-22T19:18:04","slug":"confecom-cop-eventos-sem-instrumentos-resultados-comprometidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23775","title":{"rendered":"Confecom &#038; COP: Eventos sem instrumentos, resultados comprometidos"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t            <\/p>\n<p style=\"margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm; line-height: 100%\" class=\"western\">Todas as confer&ecirc;ncias se parecem: todas mobilizam, todas produzem ru&iacute;do, todas geram formid&aacute;veis expectativas e quase todas deixam enorme saldo de frustra&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Os organizadores da Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a do Clima (COP-15), reunida em Copenhague, n&atilde;o tinham o direito de errar. Dispunham do suporte das maiores entidades internacionais, s&atilde;o experimentados na organiza&ccedil;&atilde;o de grandes eventos e apoiados por todos os tipos de Gs &ndash; do G-2 ao G-77. E, no entanto, erraram.<\/p>\n<p>A Rio-92, Eco-92 ou C&uacute;pula do Clima foi organizada com metas menos ambiciosas: consagrar um novo conceito de progresso, o desenvolvimento sustent&aacute;vel. Produziu um compromisso (a Agenda 21) e criou uma ag&ecirc;ncia, a Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel dentro do Conselho Econ&ocirc;mico e Social das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.<\/p>\n<p>Em 1997, no Jap&atilde;o, o mundo voltou a se reunir para discutir e proclamar o Protocolo de Kyoto, que deveria ser subscrito por todos os participantes e iniciar o controle efetivo das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. O ent&atilde;o presidente americano George W. Bush n&atilde;o concordou, o protocolo dan&ccedil;ou.<\/p>\n<p><\/span><strong>Metas precisas<\/p>\n<p><\/strong><span class=\"padrao\">Os organizadores da COP-15 foram ousados e\/ou delirantes: acreditavam que a comunidade internacional estava suficientemente alertada e motivada para os riscos do aquecimento global e que ao longo de doze dias as grandes lideran&ccedil;as, devidamente pressionadas, seriam capazes de chegar a algum tipo de consenso. Efetivamente chegaram a um consenso: o de que o consenso era imposs&iacute;vel. Naquelas circunst&acirc;ncias.<\/p>\n<p>O mundo cansou-se do foguet&oacute;rio dos eventos, a sociedade do espet&aacute;culo j&aacute; n&atilde;o se anima com espet&aacute;culos, prefere menos holofotes e mais transpira&ccedil;&atilde;o. Os mais poderosos l&iacute;deres mundiais hoje t&ecirc;m predile&ccedil;&atilde;o por trabalhar em surdina, com menos exposi&ccedil;&atilde;o e menos press&atilde;o. N&atilde;o est&atilde;o ali para fazer sucesso pessoal, colher aplausos e ganhar direitos autorais. T&ecirc;m contas a prestar a eleitores (no caso de democracias) ou aos bir&ocirc;s pol&iacute;ticos (no caso de regimes autorit&aacute;rios). Igualmente exigentes.<\/p>\n<p>O sabor de fracasso da Confer&ecirc;ncia de Copenhague certamente produzir&aacute; um elenco de iniciativas mais realistas. Instrumentos podem produzir milagres desde que precedidos de intensas negocia&ccedil;&otilde;es, em cima de agendas e metas precisas. O desenlace negativo talvez tenha sido extremamente positivo.<\/p>\n<p><\/span><strong>Tudo como dantes<\/p>\n<p><\/strong><span class=\"padrao\">A 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom) realizada em Bras&iacute;lia teve todos os defeitos estruturais dos eventos, acrescidos da falta de experi&ecirc;ncia. Vil&atilde; foi a aus&ecirc;ncia das seis maiores corpora&ccedil;&otilde;es empresariais &ndash; que n&atilde;o se importaram em assumir publicamente o papel de algozes do consenso. N&atilde;o queriam o confronto e ingenuamente ajudaram a prepar&aacute;-lo a m&eacute;dio prazo. Isso n&atilde;o &eacute; estrat&eacute;gia, &eacute; absoluta falta de inspira&ccedil;&atilde;o e de mal&iacute;cia.<\/p>\n<p>O erro maior foi a fascina&ccedil;&atilde;o com o espet&aacute;culo pol&iacute;tico. O governo que assistiu impass&iacute;vel &agrave; brutal liquida&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social (CCS) deveria t&ecirc;-lo<\/span>!&#8211; \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t&#8211;&gt;<span class=\"padrao\"> reavivado no in&iacute;cio de 2009. Reeleito para presidir o Senado, Jos&eacute; Sarney jamais permitiria o renascimento de uma entidade que detesta antes mesmo de regulamentada (ver &quot;<\/span><a href=\"http:\/\/www.observatoriodaimprensa.com.br\/obsabril\/observ.htm\"><font color=\"#000000\"><font size=\"2\"><u>E a sociedade civil?<\/u><\/font><\/font><\/a><span class=\"padrao\">&quot;, na edi&ccedil;&atilde;o n&ordm; 1 desde<\/span><span class=\"padrao\">&nbsp;<\/span><em>Observat&oacute;rio<\/em><span class=\"padrao\">). O governo n&atilde;o tentou demov&ecirc;-lo, preferia n&atilde;o amea&ccedil;ar a coes&atilde;o da base aliada.<\/p>\n<p><\/span><span class=\"padrao\">O CCS seria o incubador natural de uma agenda para desintoxicar o ambiente, modernizar a estrutura e distender as posturas do setor de m&iacute;dia. Como &oacute;rg&atilde;o auxiliar do Congresso Nacional, desprovido de poder, poderia ao menos identificar as car&ecirc;ncias, produzir diagn&oacute;sticos e reconhecer oportunidades mais vis&iacute;veis.<\/p>\n<p><\/span><span class=\"padrao\">Ao longo dos seus dois anos de exist&ecirc;ncia efetiva (2003-2005), o CCS jamais registrou confrontos entre empres&aacute;rios, profissionais e representantes da sociedade civil. Num ambiente restrito, obrigatoriamente marcado pela civilidade, seria poss&iacute;vel desenvolver aquela pequena plataforma de conviv&ecirc;ncia e negocia&ccedil;&atilde;o. Isso n&atilde;o interessava aos quase 50% de parlamentares-concession&aacute;rios (Sarney inclu&iacute;do). Muito menos &agrave;s redes de radiodifus&atilde;o &agrave;s quais est&atilde;o atrelados.<\/p>\n<p><\/span><span class=\"padrao\">A Confecom fez barulho, chamou a aten&ccedil;&atilde;o, obrigou o grosso do empresariado a revelar a sua intransig&ecirc;ncia, mas dificilmente produzir&aacute; qualquer altera&ccedil;&atilde;o substantiva antes das pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais.<\/p>\n<p><\/span><span class=\"padrao\">Eventos chamam a aten&ccedil;&atilde;o, mobilizam apoios e tamb&eacute;m estimulam resist&ecirc;ncias. &Eacute; t&ecirc;nue a linha que separa o evento exitoso do evento fracassado. Instrumentos produzem resultados.<\/span> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todas as confer&ecirc;ncias se parecem: todas mobilizam, todas produzem ru&iacute;do, todas geram formid&aacute;veis expectativas e quase todas deixam enorme saldo de frustra&ccedil;&otilde;es. 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