{"id":23711,"date":"2009-12-09T14:56:03","date_gmt":"2009-12-09T14:56:03","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23711"},"modified":"2009-12-09T14:56:03","modified_gmt":"2009-12-09T14:56:03","slug":"fml-discute-sustentabilidade-dos-projetos-de-midia-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23711","title":{"rendered":"FML discute sustentabilidade dos projetos de m\u00eddia livre"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A sustentabilidade das m&iacute;dias livres foi um dos temas mais debatidos durante o II F&oacute;rum de M&iacute;dia Livre, que foi realizado em Vit&oacute;ria, neste &uacute;ltimo fim-de-semana (4 a 6). Toda uma manh&atilde; e uma tarde do encontro foram dedicadas &agrave; discuss&atilde;o do problema do financiamento, que j&aacute; foi respons&aacute;vel pelo fechamento de ve&iacute;culos e projetos alternativos importantes. O caminho apontado pelos participantes deve ser o de aproximar os chamados midialivristas da rede de economia solid&aacute;ria e criar uma rede pr&oacute;pria, da comunica&ccedil;&atilde;o. At&eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de uma moeda social surgiu nas conversas.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; simples. Al&eacute;m de pensar formas de captar verba para criar e manter projetos de comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;rios e alternativos, ainda h&aacute; o impasse sobre como o modelo de financiamento pode manter a independ&ecirc;ncia e autonomia dessas m&iacute;dias. O que fazer diante de tal situa&ccedil;&atilde;o? Recorrer ao mercado tradicional? Criar outro tipo de mercado? Cobrar investimentos do Estado? Essas foram algumas das d&uacute;vidas que guiaram o debate. <\/p>\n<p>Tomando como exemplo experi&ecirc;ncias constru&iacute;das com mais freq&uuml;&ecirc;ncia em outras &aacute;reas, a presta&ccedil;&atilde;o e a troca de servi&ccedil;os e produtos entre os grupos midialivristas foi bastante citada nos debates do F&oacute;rum de Vit&oacute;ria. Um dos pontos positivos desse modelo &eacute; a possibilidade de conseguir recursos a partir de algo que o grupo cultural ou midi&aacute;tico j&aacute; produz. Isso pode diminuir a necessidade de buscar aux&iacute;lio em editais abertos por &oacute;rg&atilde;os ou empresas p&uacute;blicas, por exemplo, que n&atilde;o necessariamente podem atender o conjunto de produtores de uma determinada &aacute;rea e tamb&eacute;m podem variar de acordo com os governos vigentes. <\/p>\n<p>Algumas iniciativas j&aacute; est&atilde;o sendo realizadas neste sentido, pelo menos dentro de outros circuitos, como os dos Pontos de Cultura. O projeto iTEIA, idealizado pelo Instituto InterCidadania, vai criar a partir do ano que vem um ambiente digital em seu site para que os grupos divulguem e troquem produtos e servi&ccedil;os entre si. &ldquo;A gente j&aacute; trabalha com a troca presencialmente. O que o Pont&atilde;o do iTEIA pretende fazer agora &eacute; criar um m&oacute;dulo onde isso pode ser feito de maneira virtual&rdquo;, explica o coordenador de Articula&ccedil;&atilde;o e Treinamento do projeto, Pedro Jatob&aacute;. Ele tamb&eacute;m diz que isso ser&aacute; feito em parceria com o grupo Cirandas, que mant&eacute;m um portal de economia solid&aacute;ria na internet.<\/p>\n<p>Essa esp&eacute;cie de &ldquo;escambo moderno&rdquo;, por&eacute;m, pode tamb&eacute;m trazer seus riscos para determinados grupos. &Eacute; o que avalia Marco &ldquo;Amarelo&rdquo; Konopacki , integrante do Coletivo Soylocoporti. Sua an&aacute;lise parte da perspectiva de que nem todos os produtores culturais e de m&iacute;dia livre podem estar interessados em oferecer um produto. &ldquo;A gente n&atilde;o pode ficar sempre ref&eacute;m de que toda cultura vai se tornar um produto de entretenimento e que vai poder ser vendido&rdquo;, diz. <\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, ele acredita que a pr&aacute;tica precisa ser pensada a partir de quem a utiliza. &ldquo;&Eacute; diferente falar de cooperativas e associa&ccedil;&otilde;es que fazem alguma disputa pol&iacute;tica. A cooperativa tem a fun&ccedil;&atilde;o de trabalho, que utiliza seu tempo para organizar trabalhadores e obter renda com isso. Agora, associa&ccedil;&otilde;es tem basicamente uma fun&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Ent&atilde;o, se elas passam a prestar servi&ccedil;o e &agrave;s vezes tem que adaptar seu discurso para ir para o mercado e obter renda, &eacute; perigoso&rdquo;, compara Amarelo. E defende: &ldquo;De fato, o caminho do meio poderia ser uma boa alternativa. Ou seja, parte um financiamento p&uacute;blico e parte do financiamento do mercado.&rdquo;<\/p>\n<p>Embora n&atilde;o discorde da efici&ecirc;ncia do modelo, o gerente de Comunica&ccedil;&atilde;o e Mobiliza&ccedil;&atilde;o Social da Funda&ccedil;&atilde;o Banco do Brasil, Claiton Mello, refor&ccedil;a a import&acirc;ncia do Estado no fomento &agrave;s m&iacute;dias livres. Ele lembra que as empresas de comunica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de subs&iacute;dios, recebem recursos p&uacute;blicos por meio de publicidades vindas dos governos e de empresas e autarquias ligadas a eles. &ldquo;Essa &eacute; uma forma de garantir que esse segmento industrial exista&rdquo;, diz Claiton. Por isso, seria justo reivindicar que essas verbas tamb&eacute;m contemplassem as m&iacute;dias livres. <\/p>\n<p>Talvez a tese mais aceita para solucionar o problema da falta de sustentabilidade seja a combina&ccedil;&atilde;o das v&aacute;rias sa&iacute;das poss&iacute;veis, j&aacute; que cada uma delas tem seus por&eacute;ns. &ldquo;O problema da gente &eacute; achar, &agrave;s vezes, que vir&aacute; uma resposta que &eacute; uma regra geral que todos devem copiar. &Eacute; o que tem acontecido com os editais. Parece que todo mundo tem que parar suas a&ccedil;&otilde;es, que j&aacute; s&atilde;o sustent&aacute;veis, e botar uma equipe de cinco, seis pessoas escrevendo projeto para todos editais e criando id&eacute;ias mirabolantes&rdquo;, acredita Pedro Jatob&aacute;.<\/p>\n<p>O conselheiro do jornal <em>Le Monde Diplomatique Brasil<\/em><span style=\"font-style: normal\">, <\/span>Antonio Martins, mais do que apresentar uma proposta, fez uma observa&ccedil;&atilde;o sobre a atual conjuntura, que acelera esse tipo de debate. &ldquo;H&aacute; um decl&iacute;nio do trabalho assalariado para algo que pode ser muito bacana, mas pode ser muito ruim&rdquo;, analisa.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rede nos moldes da economia solid&aacute;ria, participa&ccedil;&atilde;o na publicidade estatal e financiamento p&uacute;blico s&atilde;o algumas das sa&iacute;das discutidas em Vit&oacute;ria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[952],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23711"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23711"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23711\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23711"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23711"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23711"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}