{"id":23653,"date":"2009-11-27T18:39:10","date_gmt":"2009-11-27T18:39:10","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23653"},"modified":"2009-11-27T18:39:10","modified_gmt":"2009-11-27T18:39:10","slug":"o-que-e-o-plano-nacional-de-banda-larga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23653","title":{"rendered":"O que \u00e9 o plano nacional de banda larga?"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">S&Atilde;O PAULO &#8211; O Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es entregou ao presidente Lula um estudo de 197 p&aacute;ginas que prev&ecirc; a cria&ccedil;&atilde;o de um plano nacional de banda larga.<\/p>\n<p>A ideia &eacute; reunir R$ 75 bilh&otilde;es em investimentos p&uacute;blicos e privados nas redes de telefonia at&eacute; 2014 e levar banda larga de pelo menos 1 Mbps a todos os munic&iacute;pios brasileiros por pre&ccedil;os acess&iacute;veis pelas popula&ccedil;&otilde;es de baixa renda.<\/p>\n<p>O centro do plano &eacute; usar redes de fibra &oacute;ptica que j&aacute; existem pelo pa&iacute;s, mas est&atilde;o ociosas e criar conex&otilde;es com redes m&oacute;veis para atender zonas rurais e munic&iacute;pios afastados dos grandes centros.<\/p>\n<p>O principal debate, no momento, &eacute; qual o melhor modelo para gerir os investimentos nesta rede.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/o-brasil-em-alta-velocidade1.pdf\">Veja o PDF com a &iacute;ntegra do projeto<\/a> <\/p>\n<p>Est&atilde;o na disputa pelo menos tr&ecirc;s ideias, uma que prev&ecirc; a cria&ccedil;&atilde;o de uma grande estatal, sob o nome da Telebr&aacute;s, para fornecer banda larga, outra que prev&ecirc; a entrega das redes p&uacute;blicas &agrave; iniciativa privada e um terceiro modelo, que prev&ecirc; conjugar empresas p&uacute;blicas e privadas para administrar a nova rede. Veja abaixo os principais pontos do plano.<\/p>\n<p><strong>Qual o objetivo do plano nacional de banda larga?<\/strong><\/p>\n<p>Organizar investimentos p&uacute;blicos e privados para aumentar a concorr&ecirc;ncia no setor de banda larga nas grandes cidades e levar internet at&eacute; os munic&iacute;pios que n&atilde;o contam com servi&ccedil;o de qualidade.<\/p>\n<p>O programa prev&ecirc; duas fazes. Na primeira, com conclus&atilde;o em 2012, todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s seriam atendidas, exceto a Norte. Na segunda, com conclus&atilde;o em 2014, o plano atenderia &agrave;s regi&otilde;es afastadas do Norte do Brasil, como os munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia.<\/p>\n<p>A meta &eacute; conectar &agrave; web 50% dos domic&iacute;lios brasileiros at&eacute; 2014 o que permitiria que mais de 90 milh&otilde;es de brasileiros tenham internet em casa, al&eacute;m daqueles pode podem usar a web no trabalho, em escolas e centros p&uacute;blicos. De acordo com o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, atualmente 17,8% dos domic&iacute;lios t&ecirc;m acesso &agrave; web.<\/p>\n<p><strong>Como a internet vai chegar at&eacute; os novos usu&aacute;rios?<\/strong><\/p>\n<p>O plano do governo &eacute; usar como base redes de fibra &oacute;ptica sob seu controle e que est&atilde;o ociosas, como as redes constru&iacute;das pela Petrobr&aacute;s e Eletrobr&aacute;s, o que inclui a rede de Furnas.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, o governo espera obter o controle sobre uma rede da Eletronet, empresa falida que det&eacute;m 16 mil quil&ocirc;metros de fibras espalhados pelo Brasil. Para isso, o governo precisar&aacute; entrar em acordo com os credores da Eletronet, o que inclui grandes empresas como a Alcatel-Lucent, que briga na Justi&ccedil;a para receber por servi&ccedil;os n&atilde;o pagos.<\/p>\n<p>Quando tiver esta grande rede em m&atilde;os, o governo prev&ecirc; fazer novos investimentos para melhorar a rede e criar conex&otilde;es sem fio entre os pontos onde termina o cabeamento de fibra &oacute;ptica e os pequenos munic&iacute;pios brasileiros. Uma das ideias &eacute; usar conex&otilde;es de r&aacute;dio para atender &agrave;s zonas rurais.<\/p>\n<p>Para fazer estes investimentos o governo espera usar recursos do Funtel, um fundo p&uacute;blico usado para ampliar o acesso &agrave; telefonia no pa&iacute;s. Depois de feitos todos os investimentos, o governo precisa decidir quem administrar&aacute; essa nova rede. H&aacute; tr&ecirc;s propostas em debate: uma estatal, outra privada e uma mista.<\/p>\n<p>Defendido pelo Minist&eacute;rio do Planejamento, o modelo estatal prev&ecirc; que toda a rede fique sob controle da Telebr&aacute;s.<\/p>\n<p>A empresa p&uacute;blica gerenciaria a rede e venderia servi&ccedil;os de banda larga diretamente ao consumidor. O Minist&eacute;rio avalia que, uma vez que o governo fez todos os investimentos sozinho, ele &eacute; quem merece ficar com o controle da rede. Nesse cen&aacute;rio, a Telebr&aacute;s atuaria como uma concorrente das empresas j&aacute; estabelecidas, como Telef&ocirc;nica, GVT, NET e Oi.<br \/><strong><br \/>Ponto a favor:<\/strong> O governo ter&aacute; total liberdade para definir pre&ccedil;os e usar sua rede com finalidades sociais, al&eacute;m de pressionar as teles privadas a melhorar seus servi&ccedil;os para n&atilde;o perder clientes para a Telebr&aacute;s.<br \/><strong><br \/>Ponto negativo:<\/strong> Concentra todos os investimentos no poder p&uacute;blico e h&aacute; o risco de o modelo estatal n&atilde;o ser o mais eficiente para atender os consumidores.<br \/><strong><br \/>2 &#8211; Gerencia Privada<\/strong><\/p>\n<p>Defendida pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, o modelo privado entregaria &agrave;s grandes teles a infraestrutura da nova rede.<\/p>\n<p>Para levar web at&eacute; as zonas rurais e pequenas cidades, o governo ofereceria incentivos fiscais para compensar as teles por atender regi&otilde;es onde n&atilde;o h&aacute; interesse econ&ocirc;mico. Al&eacute;m disso, o projeto prev&ecirc; o compartilhamento das redes m&oacute;veis em regi&otilde;es afastadas, diminuindo o custo das teles.<br \/><strong><br \/>Ponto a favor:<\/strong> Permite atrair investimentos privados e entrega a gest&atilde;o &agrave;s companhias que j&aacute; t&ecirc;m expertise no setor.<br \/><strong><br \/>Ponto negativo:<\/strong> N&atilde;o aumenta a competi&ccedil;&atilde;o no setor e n&atilde;o garante pre&ccedil;os baixos pelo servi&ccedil;o, j&aacute; que as teles teriam liberdade para definir seus pre&ccedil;os.<br \/><strong><br \/>3 &#8211; Gerencia Mista<\/strong><\/p>\n<p>Defendida pelo Minist&eacute;rio da Casa Civil, o modelo misto deixa toda a gest&atilde;o da rede sob os cuidados da Telebr&aacute;s.<\/p>\n<p>A companhia p&uacute;blica, no entanto, n&atilde;o atenderia diretamente aos consumidores, mas apenas pequenos provedores. Estas empresas &eacute; que seriam respons&aacute;veis pelo servi&ccedil;o de &uacute;ltima milha, ou seja, levar a conex&atilde;o at&eacute; a casa do usu&aacute;rio. O Estado pode operar como provedor apenas pontualmente, nas regi&otilde;es rurais onde n&atilde;o houver interesse de empresas privadas.<br \/><strong><br \/>Ponto a favor:<\/strong> O modelo criaria milhares de novos concorrentes no setor de banda larga para competir com as empresas tradicionais.<br \/><strong><br \/>Ponto negativo:<\/strong> N&atilde;o agrada aos interesses das teles e concentraria todos os investimentos em infraestrutura no setor p&uacute;blico.<\/p>\n<p><strong>Quais s&atilde;o as d&uacute;vidas do presidente Lula?<\/strong><\/p>\n<p>Caber&aacute; ao presidente escolher qual o melhor modelo. O presidente pediu mais estudos pois n&atilde;o h&aacute; certeza sobre a viabilidade jur&iacute;dica de v&aacute;rios aspectos do programa nem est&aacute; claro de onde vir&aacute; o dinheiro para o programa.<\/p>\n<p>Existe a chance, por exemplo, de o governo n&atilde;o obter sinal verde para sacar recursos do Funtel e us&aacute;-los em banda larga, j&aacute; que o estatuto do fundo prev&ecirc; gastos para melhorar o acesso &agrave; telefonia tradicional.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m h&aacute; d&uacute;vidas sobre como resolver, na Justi&ccedil;a, o imbr&oacute;glio que envolve a Eletronet. A Presid&ecirc;ncia quer seguran&ccedil;a de que ser&aacute; poss&iacute;vel usar a rede ociosa j&aacute; no in&iacute;cio de 2010. Se o caso se arrastar na Justi&ccedil;a, o programa pode fracassar.<\/p>\n<p>Lula deve anunciar sua decis&atilde;o em at&eacute; tr&ecirc;s semanas. O presidente tem pressa em decidir a quest&atilde;o pois, entre outros motivos, espera usar o programa como argumento a favor de seu governo durante as elei&ccedil;&otilde;es do ano que vem.<br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S&Atilde;O PAULO &#8211; O Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es entregou ao presidente Lula um estudo de 197 p&aacute;ginas que prev&ecirc; a cria&ccedil;&atilde;o de um plano nacional de banda larga. 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