{"id":23619,"date":"2009-11-23T16:18:02","date_gmt":"2009-11-23T16:18:02","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23619"},"modified":"2009-11-23T16:18:02","modified_gmt":"2009-11-23T16:18:02","slug":"mais-de-500-pessoas-participam-da-conferencia-gaucha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23619","title":{"rendered":"Mais de 500 pessoas participam da confer\u00eancia ga\u00facha"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--><span class=\"padrao\">A 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Estadual de Comunica&ccedil;&atilde;o do Rio Grande do Sul, realizada nos dias 17 e 18 de novembro no Audit&oacute;rio Dante Barone da Assembl&eacute;ia Legislativa, reuniu cerca de 500 pessoas, entre jornalistas, comunicadores, estudantes, militantes dos movimentos sociais, empres&aacute;rios e representantes do poder p&uacute;blico. Antes disso, foram realizadas 20 confer&ecirc;ncias livres e municipais entre os meses de setembro e novembro. As propostas discutidas nestas etapas ser&atilde;o somadas &agrave;s apresentadas pelos participantes da confer&ecirc;ncia estadual e enviadas &agrave; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom), que se realizar&aacute; entre os dias 14 e 17 de dezembro.<\/p>\n<p>A aus&ecirc;ncia de debates em torno das proposi&ccedil;&otilde;es marcou a etapa ga&uacute;cha. Al&eacute;m da imposi&ccedil;&atilde;o do regimento elaborado pela Comiss&atilde;o Organizadora Nacional, que estabeleceu que as confer&ecirc;ncias estaduais n&atilde;o votassem mas apenas reunissem propostas, a programa&ccedil;&atilde;o destinou pouco tempo aos grupos de trabalho.<\/p>\n<p>Com os atrasos na aprova&ccedil;&atilde;o do Regimento Interno e na realiza&ccedil;&atilde;o dos pain&eacute;is, o espa&ccedil;o destinado aos Grupos de Trabalho, inicialmente previsto para 1h15, acabou reduzido para um tempo m&aacute;ximo de 40 minutos. N&atilde;o houve debates em torno das propostas apresentadas e sequer as propostas foram lidas, j&aacute; que o tempo dispon&iacute;vel permitiu apenas a cita&ccedil;&atilde;o das entidades que as encaminharam. Entre as propostas apresentadas, est&aacute; a da cria&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, apoiada por toda a sociedade civil.<\/p>\n<p>Com isso, a realiza&ccedil;&atilde;o dos grupos de trabalho teve car&aacute;ter simb&oacute;lico. Ao longo da confer&ecirc;ncia, houve apenas dois momentos de debates p&uacute;blicos: por ocasi&atilde;o da defini&ccedil;&atilde;o da delega&ccedil;&atilde;o do setor empresarial e durante a apresenta&ccedil;&atilde;o de mo&ccedil;&otilde;es na Plen&aacute;ria Final.<\/p>\n<p><strong>Abertura<\/p>\n<p><\/strong>A confer&ecirc;ncia ga&uacute;cha foi convocada pelo presidente da Assembl&eacute;ia Legislativa, deputado Ivar Pavan (PT), dada a aus&ecirc;ncia de manifesta&ccedil;&atilde;o da governadora Yeda Crusius (PSDB) no prazo determinado pelo regimento. A mesa de abertura do encontro contou com a presen&ccedil;a de Ottoni Fernandes J&uacute;nior, subchefe executivo da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. Em sua manifesta&ccedil;&atilde;o, ele criticou a aus&ecirc;ncia de cobertura das etapas preparat&oacute;rias &agrave; Confecom pela grande m&iacute;dia. &ldquo;Mas o debate ocorre mesmo assim&rdquo;, afirmou Ottoni.<\/p>\n<p>O representante da Secom defendeu em seu pronunciamento a oferta de internet em banda larga para as pessoas mais pobres e a cria&ccedil;&atilde;o de um marco regulat&oacute;rio capaz de atender &agrave;s necessidades atuais de regula&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e de participa&ccedil;&atilde;o social sobre o monitoramento da m&iacute;dia. &ldquo;Nossa legisla&ccedil;&atilde;o &eacute; toda fragmentada. A internet e a transmiss&atilde;o digital, inclusive, n&atilde;o t&ecirc;m regula&ccedil;&atilde;o&rdquo;, lembrou.<\/p>\n<p>Ottoni defendeu o modelo ingl&ecirc;s de controle p&uacute;blico sobre a m&iacute;dia, no qual se destaca a figura do OfCom (<em>Office of Communications<\/em> &#8211; Escrit&oacute;rio de Comunica&ccedil;&atilde;o), entidade que acompanha &ldquo;desde a concess&atilde;o at&eacute; o conte&uacute;do veiculado&rdquo;. O jornalista tamb&eacute;m citou o modelo franc&ecirc;s de monitoramento como outra alternativa de estrutura&ccedil;&atilde;o deste controle, com a diferen&ccedil;a que, neste, o controle se d&aacute; em cada &aacute;rea das comunica&ccedil;&otilde;es por um &oacute;rg&atilde;o separadamente.<\/p>\n<p>&ldquo;O Brasil tem uma lei que n&atilde;o &eacute; cumprida. Ela diz que n&atilde;o podemos deixar de estimular os programas de jornalismo e de entretenimento produzidos regionalmente, mas n&atilde;o &eacute; cumprida porque ningu&eacute;m controla quem define as macro-pol&iacute;ticas. Esta confer&ecirc;ncia tem que ajudar a preencher este vazio. Temos que ter um organismo e regras claras. Hoje, o processo [de concess&otilde;es] &eacute; muito lento. E quanto mais a gente diversificar as fontes de informa&ccedil;&atilde;o, mais vai democratizar este processo&rdquo;, afirmou Ottoni na noite de ter&ccedil;a, no primeiro dia da confer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>O representante da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o do governo federal enfatizou ainda a  necessidade de mecanismos de controle sobre a propriedade privada. &ldquo;Os Estados Unidos t&ecirc;m este controle. Colocar limites &agrave; propriedade cruzada significa investir na qualidade da informa&ccedil;&atilde;o recebida&rdquo;, declarou, antes de abordar tamb&eacute;m o tema das r&aacute;dios comunit&aacute;rias: &ldquo;O Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es tem que ser mais &aacute;gil. N&atilde;o pode continuar tratando as r&aacute;dios comunit&aacute;rias como caso de pol&iacute;cia. No Brasil, 44% das r&aacute;dios s&atilde;o comunit&aacute;rias.&rdquo;<\/p>\n<p>Ottoni ressaltou que ainda est&aacute; em vig&ecirc;ncia uma portaria da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) que pro&iacute;be a veicula&ccedil;&atilde;o de an&uacute;ncios publicit&aacute;rios nas r&aacute;dios comunit&aacute;rias, o que n&atilde;o ocorre com as TVs comunit&aacute;rias. Ainda assim, desde a posse do presidente Lu&iacute;s In&aacute;cio Lula da Silva, o governo teria aumentado de 400 para 2,5 mil o n&uacute;mero de r&aacute;dios que recebem verbas relacionadas &agrave; publicidade federal. &ldquo;&Eacute; dinheiro p&uacute;blico, tem que ser distribu&iacute;do com crit&eacute;rio. E o crit&eacute;rio &eacute; a audi&ecirc;ncia. &Eacute; um crit&eacute;rio transparente, de m&iacute;dia t&eacute;cnica&rdquo;, observou ele.<strong><\/p>\n<p>Grupos de trabalho<\/p>\n<p><\/strong>No segundo e &uacute;ltimo dia da confer&ecirc;ncia, foram realizados pain&eacute;is tratando dos temas ligados aos tr&ecirc;s eixos propostos para a Confecom: Produ&ccedil;&atilde;o de Conte&uacute;do; Meios de Distribui&ccedil;&atilde;o; Cidadania: Direitos e Deveres.<\/p>\n<p>Entre os painelistas, estavam o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Pedrinho Guareschi; a coordenadora do programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Christa Berger; e Roseli Goffmann, integrante do Conselho Federal de Psicologia. Em praticamente todos os pain&eacute;is, o setor empresarial foi representado por advogados contratados e n&atilde;o por diretores das companhias.<\/p>\n<p><strong>Trabalhadores-empres&aacute;rios<\/p>\n<p><\/strong>Seguindo a determina&ccedil;&atilde;o do regimento nacional, que estipulou o n&uacute;mero de delegados por estado e a divis&atilde;o destes por segmento, o Rio Grande do Sul ter&aacute; 86 representantes do estado &agrave; Confecom, sendo 38 da sociedade civil empresarial, outros 38 da sociedade civil n&atilde;o-empresarial e 10 do poder p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Para garantir o qu&oacute;rum m&iacute;nimo que d&aacute; direito &agrave;s vagas de delegado, cada segmento deveria credenciar no m&iacute;nimo duas pessoas na confer&ecirc;ncia para cada vaga de delegado do setor. No segmento empresarial, este qu&oacute;rum foi garantido com o credenciamento de v&aacute;rios trabalhadores de empresas de radiodifus&atilde;o e telecomunica&ccedil;&otilde;es, que foram liberados de seus hor&aacute;rios de trabalho para participarem do encontro. Entre estes participantes, quase todos eram jornalistas e outros profissionais que s&atilde;o contratados por estas empresas como pessoa jur&iacute;dica. Esta situa&ccedil;&atilde;o pode ser constatada na nominata da delega&ccedil;&atilde;o do segmento: a maior parte s&atilde;o jornalistas em fun&ccedil;&atilde;o de dire&ccedil;&atilde;o ou chefia.<\/p>\n<p>Todos estes participantes negaram-se a assinar as mo&ccedil;&otilde;es apresentadas pelos movimentos sociais, com afirma&ccedil;&otilde;es do tipo &ldquo;prefiro n&atilde;o me comprometer&rdquo;.<\/p>\n<p>Outra particularidade registrada no segmento empresarial foi a negativa das empresas de radiodifus&atilde;o e de telecomunica&ccedil;&otilde;es em aceitar a inscri&ccedil;&atilde;o de microempres&aacute;rios como candidatos a delegados. Um grupo de cinco empreendedores resolveu apresentar uma chapa com cinco nomes para concorrer com os jornalistas, engenheiros e administradores que representavam as empresas. Com a inscri&ccedil;&atilde;o de duas chapas, o grupo esperava que fosse considerado o crit&eacute;rio da proporcionalidade na elei&ccedil;&atilde;o dos delegados eleitos.<\/p>\n<p>Houve debate em plen&aacute;rio, defesa da representa&ccedil;&atilde;o dos microempres&aacute;rios na delega&ccedil;&atilde;o e pedidos de considera&ccedil;&atilde;o pela pluralidade. Entretanto, a presid&ecirc;ncia da Comiss&atilde;o Organizadora Estadual encaminhou o pedido &agrave; comiss&atilde;o eleitoral do segmento empresarial, que rejeitou a inscri&ccedil;&atilde;o da segunda chapa. A comiss&atilde;o eleitoral em quest&atilde;o estava representada na outra  chapa, formada pelos representantes das grandes empresas.<\/p>\n<p><strong>N&atilde;o empres&aacute;rios<\/p>\n<p><\/strong>Na chapa da sociedade civil n&atilde;o empresarial, formada pelos movimentos sociais, a delega&ccedil;&atilde;o foi formada por consenso e eleita em plen&aacute;rio. As representa&ccedil;&otilde;es dos movimentos e organiza&ccedil;&otilde;es sociais do estado j&aacute; vinham sendo discutidas nas etapas e reuni&otilde;es do segmento realizadas antes da confer&ecirc;ncia e houve um esfor&ccedil;o entre os diversos movimentos para garantir a representa&ccedil;&atilde;o dos diversos setores envolvidos na constru&ccedil;&atilde;o da confer&ecirc;ncia no estado, o que garantiu a unidade em torno da composi&ccedil;&atilde;o da chapa antes da realiza&ccedil;&atilde;o da plen&aacute;ria final.<\/p>\n<p>Foi estabelecido como crit&eacute;rio para a forma&ccedil;&atilde;o da chapa &uacute;nica a representa&ccedil;&atilde;o de uma pessoa por entidade envolvida no processo de constru&ccedil;&atilde;o da Confecom-Etapa RS, assim como a representa&ccedil;&atilde;o de uma pessoa para cada confer&ecirc;ncia livre ou municipal realizada no Estado e presente no encontro estadual. A maior parte dos delegados da sociedade civil s&atilde;o jornalistas, representando entidades sindicais, e membros de organiza&ccedil;&otilde;es de defesa da democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de comunicadores com atua&ccedil;&atilde;o em emissoras comunit&aacute;rias.<\/p>\n<p>A delega&ccedil;&atilde;o do poder p&uacute;blico tamb&eacute;m foi apresentada em consenso e aprovada em plen&aacute;rio. Como havia apenas 19 pessoas inscritas no segmento e presentes no momento da vota&ccedil;&atilde;o, garantiu-se o m&iacute;nimo necess&aacute;rio para preencher as dez vagas previstas.<\/p>\n<p><strong>Mo&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p><\/strong>Al&eacute;m da disputa pelos crit&eacute;rios que definiram a elei&ccedil;&atilde;o da delega&ccedil;&atilde;o empresarial, o outro momento de debate na Confecom-Etapa RS tamb&eacute;m se deu na plen&aacute;ria final, mas durante a vota&ccedil;&atilde;o das mo&ccedil;&otilde;es, todas apresentadas pelos movimentos sociais. No total, quatro textos foram apreciados. Apenas uma delas foi aprovada sem que houvesse manifesta&ccedil;&otilde;es em contr&aacute;rio ou restri&ccedil;&otilde;es, justamente a primeira a ser apresentada em plen&aacute;rio. Foi ela a mo&ccedil;&atilde;o de rep&uacute;dio pelo fim da exig&ecirc;ncia de diploma para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o de jornalista, apresentada pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>A partir da&iacute;, houve alguma discuss&atilde;o e desentendimento na apresenta&ccedil;&atilde;o das mo&ccedil;&otilde;es. Todas foram submetidas a voto. Por duas vezes, houve tentativa de contagem manual dos crach&aacute;s erguidos, mas alguns representantes do setor empresarial n&atilde;o aceitaram o placar, o que criou tumulto no plen&aacute;rio. Ficava n&iacute;tido, pela primeira e &uacute;nica vez em toda a confer&ecirc;ncia, o antagonismo entre os movimentos sociais e os trabalhadores que estavam ali representando as empresas.<\/p>\n<p>Ao final, por contraste, ou seja, a partir da compara&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de crach&aacute;s erguidos a favor e contra as propostas, os movimentos sociais aprovaram as outras tr&ecirc;s mo&ccedil;&otilde;es: de rep&uacute;dio &agrave; criminaliza&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais pela m&iacute;dia e em favor da reforma agr&aacute;ria, apresentada pelo Intervozes &#8211; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social; em favor da agiliza&ccedil;&atilde;o do processo de outorga de uma r&aacute;dio comunit&aacute;ria ga&uacute;cha que teve sua sede invadida recentemente pela pol&iacute;cia, apresentada pela Abra&ccedil;o\/RS; e de rep&uacute;dio ao monop&oacute;lio de propriedade da m&iacute;dia, proposta pelo Conselho Regional de Radiodifus&atilde;o Comunit&aacute;ria (Conrad).<\/p>\n<p><strong>Avalia&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p><\/strong>Para Bruno Rocha, integrante da Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifus&atilde;o Comunit&aacute;ria (Abra&ccedil;o\/RS), a etapa ga&uacute;cha da Confecom representou um avan&ccedil;o dos  movimentos sociais em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; unidade, pois suas disputas internas estariam se dando de forma &ldquo;menos personalista e mais &eacute;tica&rdquo;. &ldquo;Se este ambiente continuar, e houver luta direta, a confer&ecirc;ncia para n&oacute;s foi uma vit&oacute;ria&rdquo;, enfatiza ele.<\/p>\n<p>Bruno destaca que &eacute; preciso reconhecer as r&aacute;dios comunit&aacute;rias como um sistema de comunica&ccedil;&atilde;o que existe de fato e que est&aacute; sob controle direto da popula&ccedil;&atilde;o. E que, portanto, &eacute; necess&aacute;rio regular e subsidiar o funcionamento deste sistema como um sistema p&uacute;blico. &ldquo;&Eacute; melhor que esta verba venha por um fundo do que venha como fatia do bolo publicit&aacute;rio. O ideal &eacute; que tirem dinheiro do bolo publicit&aacute;rio e coloquem no fundo. Assim n&atilde;o precisaremos disputar as verbas publicit&aacute;rias, com as propagandas de governo, e n&atilde;o de Estado, que tamb&eacute;m s&atilde;o comprometedoras, pois vinculam a m&iacute;dia p&uacute;blica &agrave; chapa-branca&rdquo;, pondera Bruno Rocha.<\/p>\n<p>O representante da Abra&ccedil;o tamb&eacute;m afirmou ser necess&aacute;rio separar o sistema estatal em uma m&iacute;dia p&uacute;blica controlada por um conselho, de car&aacute;ter independente do governo, e outra do Executivo, como funcionam a TV Justi&ccedil;a e a TV Senado. <\/p>\n<p>Diretor da Regional Sul do Grupo Bandeirantes, o jornalista Leonardo Meneghetti tamb&eacute;m esteve presente na confer&ecirc;ncia e a considerou um momento importante para o aprofundamento dos debates em torno da comunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O Grupo Bandeirantes de Comunica&ccedil;&atilde;o e a Abra [Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifusores] n&atilde;o se omitiram e n&atilde;o se negaram a participar. N&oacute;s participamos de todas as etapas do processo, n&atilde;o s&oacute; aqui no Rio Grande do Sul, mas em todo o pa&iacute;s. Participamos aqui, inclusive, como integrantes da comiss&atilde;o organizadora&rdquo;, lembrou ele.<\/p>\n<p>Meneghetti tamb&eacute;m destacou a presen&ccedil;a de equipes de r&aacute;dio e TV da empresa na cobertura jornal&iacute;stica da Confecom-Etapa RS para demonstrar o que considera ser &ldquo;um momento delicado da nossa comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;. &ldquo;Estamos &agrave;s v&eacute;speras de uma elei&ccedil;&atilde;o, estamos com esta quest&atilde;o do diploma dos jornalistas estagnada, decidida mas ainda com a possibilidade de ser revertida&rdquo;, ponderou ele.<\/p>\n<p>O jornalista qualificou o debate de &ldquo;muito rico&rdquo;. &ldquo;Tivemos aqui opini&otilde;es bem contradit&oacute;rias, bem divergentes. Confronto apenas de id&eacute;ias, num excelente n&iacute;vel, pelo menos at&eacute; agora. E acho que estamos todos saindo daqui  vencedores e vitoriosos, mas apenas cumprindo uma etapa do processo. J&aacute; que a grande etapa, a etapa final e decisiva, acontece em bras&iacute;lia no m&ecirc;s de dezembro&rdquo;.<\/p>\n<p>O diretor defende a cria&ccedil;&atilde;o de um &oacute;rg&atilde;o espec&iacute;fico para a fiscaliza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia e critica a &ldquo;pulveriza&ccedil;&atilde;o&rdquo; representada pela estrutura atual, com atribui&ccedil;&otilde;es divididas entre a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), o Minist&eacute;rio da Cultura e o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Talvez a gente possa criar, a partir desta Confecom, um &oacute;rg&atilde;o com a participa&ccedil;&atilde;o de todos os segmentos &ndash; sociedade civil organizada, sociedade empresarial, governo federal, outras entidades relevantes com rela&ccedil;&atilde;o direta com a &aacute;rea &ndash; e que possam fiscalizar alguns excessos que s&atilde;o cometidos pela nossa televis&atilde;o. N&oacute;s temos alguns programas que incitam a viol&ecirc;ncia, inclusive no canal a cabo, n&atilde;o s&oacute; na televis&atilde;o aberta. Nas emissoras de r&aacute;dio tamb&eacute;m. Abusos que s&atilde;o cometidos, at&eacute; algumas faltas graves, no sentido de cr&iacute;ticas que se tornam muito pessoais, que passam completamente a fronteira da responsabilidade e da conseq&uuml;&ecirc;ncia. Acho que isso cabe, isso &eacute; importante.&rdquo;<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m para o superintendente de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e presidente da comiss&atilde;o organizadora estadual da Confecom, Celso Schr&ouml;der, a  confer&ecirc;ncia ga&uacute;cha correspondeu &agrave;s expectativas. &ldquo;Dado o tempo ex&iacute;guo, o prazo curto entre o &uacute;ltimo momento de formula&ccedil;&atilde;o do Regimento Interno, os materiais de divulga&ccedil;&atilde;o que chegaram tarde no Rio Grande do Sul, em que pese tudo isso, a confer&ecirc;ncia me parece extremamente satisfat&oacute;ria. Mais do que isso, acho que foi uma boa confer&ecirc;ncia. T&iacute;nhamos contradi&ccedil;&otilde;es no campo empresarial, t&iacute;nhamos uma politiza&ccedil;&atilde;o suficiente no movimento social, t&iacute;nhamos um governo suscet&iacute;vel a isso. Ent&atilde;o a realiza&ccedil;&atilde;o da confer&ecirc;ncia j&aacute; &eacute; uma grande vit&oacute;ria&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p>Schr&ouml;der reconhece que h&aacute; limites impostos sobre a representatividade e o aprofundamento do debate em um modelo de confer&ecirc;ncia como o constru&iacute;do para a Confecom, mas destaca que h&aacute; tamb&eacute;m aspectos bastante positivos na sua realiza&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A capacidade de representa&ccedil;&atilde;o &eacute; obviamente limitada pela novidade do tema, pela inexist&ecirc;ncia anterior deste debate, pela n&atilde;o organicidade dos movimentos &ndash; diferente da sa&uacute;de, diferente da cultura, onde h&aacute; uma organicidade do munic&iacute;pio &agrave; inst&acirc;ncia federal que n&oacute;s n&atilde;o temos na comunica&ccedil;&atilde;o. Mas eu confesso que fiquei surpreendido, por exemplo, pela quantidade de confer&ecirc;ncias municipais que pipocaram pelo Rio Grande do Sul, o que demonstra, primeiro, a sintonia e o acerto da proposta da confer&ecirc;ncia, e tamb&eacute;m a necessidade da popula&ccedil;&atilde;o brasileira discutir isso&rdquo;. Para o presidente da comiss&atilde;o organizadora estadual, n&atilde;o h&aacute; mais como questionar a necessidade de debate sobre o tema das comunica&ccedil;&otilde;es, porque os debates at&eacute; agora retratam &ldquo;uma demanda reprimida&rdquo;.<\/span> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boa participa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se reflete sobre a qualidade dos debates; restri&ccedil;&otilde;es &agrave; vota&ccedil;&atilde;o de propostas fizeram com que GT&#39;s tivessem car&aacute;ter simb&oacute;lico<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[419],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23619"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23619"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23619\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23619"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23619"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23619"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}