{"id":23583,"date":"2009-11-16T18:06:52","date_gmt":"2009-11-16T18:06:52","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23583"},"modified":"2009-11-16T18:06:52","modified_gmt":"2009-11-16T18:06:52","slug":"confecom-deve-quebrar-tabu-na-discussao-da-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23583","title":{"rendered":"&#8220;Confecom deve quebrar tabu na discuss\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Em entrevista ao Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o, o professor Giovandro Marcus Ferreira, diretor da Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o da UFBA e membro da Comiss&atilde;o Organizadora Estadual da Confer&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o da Bahia, fala sobre o processo pioneiro do seu estado na realiza&ccedil;&atilde;o, ainda em 2008, da 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Estadual de Comunica&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m sobre as interfaces da academia com o processo confer&ecirc;ncia. <\/p>\n<p>Coordenador do rec&eacute;m fundado Centro de Comunica&ccedil;&atilde;o Democracia e Cidadania (CCDC), o professor explica a fun&ccedil;&atilde;o do projeto que une organiza&ccedil;&otilde;es sociais e academia na busca pela promo&ccedil;&atilde;o e garantia do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o, realizando, dentre outras coisas, o monitoramento da m&iacute;dia local.<\/p>\n<p>Giovandro Ferreira &eacute; doutor e mestre em Ci&ecirc;ncias da Informa&ccedil;&atilde;o pelo Instituto Franc&ecirc;s de Imprensa e Comunica&ccedil;&atilde;o (IFP), Universidade de Paris 2 (Panth&eacute;on-Assas) e, atualmente, al&eacute;m de professor da gradua&ccedil;&atilde;o da UFBA, &eacute; professor do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o e Cultura Contempor&acirc;nea da mesma Universidade.<\/p>\n<p><strong>A confer&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o da Bahia, realizada ano passado, foi pioneira neste processo que hoje ocorre em todo o pa&iacute;s, com a confer&ecirc;ncia nacional.  Na sua opini&atilde;o, qual foi saldo daquela experi&ecirc;ncia no estado? &Eacute; poss&iacute;vel dizer que houve mais integra&ccedil;&atilde;o, ac&uacute;mulo ou maior sensibilidade para o tema da comunica&ccedil;&atilde;o entre entidades civis e movimentos sociais no estado?<br \/><\/strong>&Eacute; preciso destacar que o pioneirismo da Bahia na organiza&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Estadual de Comunica&ccedil;&atilde;o j&aacute; faz parte de um ac&uacute;mulo de manifesta&ccedil;&otilde;es e lutas pela democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o. Desde 2004, 2005 que temos atividades em conjunto, que re&uacute;nem sindicatos, associa&ccedil;&otilde;es, ONG&#39;s e institui&ccedil;&otilde;es de ensino. Organizamos v&aacute;rias Semanas de Comunica&ccedil;&atilde;o ao longo destes &uacute;ltimos anos, oferecemos disciplinas na Facom-UFBA sobre o tema, atua&ccedil;&atilde;o no interior e na regi&atilde;o metropolitana na forma&ccedil;&atilde;o de comunicadores comunit&aacute;rios, etc. O problema &eacute; que muitas destas atividades n&atilde;o t&ecirc;m visibilidade p&uacute;blica, n&atilde;o fazem parte do interesse da grande m&iacute;dia, infelizmente. Por&eacute;m, o ponto de maior aglutina&ccedil;&atilde;o foi na &uacute;ltima campanha eleitoral para governo do estado, quando analisamos os programas dos candidatos e percebemos pouca coisa no tocante &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o. Elaboramos um documento intitulado &ldquo;Proposi&ccedil;&otilde;es de entidades da sociedade civil para uma pol&iacute;tica de comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica no Estado da Bahia&rdquo; e apresentamos, na ocasi&atilde;o, &agrave; equipe de transi&ccedil;&atilde;o, pois, a reda&ccedil;&atilde;o final do documento, elaborado por diversas m&atilde;os, ficou pronta logo ap&oacute;s o resultado que confirmou vit&oacute;ria ao governador Jacques Wagner. Um dos pontos de reivindica&ccedil;&otilde;es foi a realiza&ccedil;&atilde;o da confer&ecirc;ncia, que acredito, deu um salto qualitativo a discuss&atilde;o na Bahia. Mobilizamos mais de 2.000 pessoas numa discuss&atilde;o sobre um tipo de pol&iacute;tica p&uacute;blica sem grandes lastros hist&oacute;ricos, que assiste a sensibiliza&ccedil;&atilde;o da esquerda recentemente.<\/p>\n<p><strong>Ainda sobre a confer&ecirc;ncia baiana de 2008, do ponto-de-vista pr&aacute;tico, o governo estadual tem levado em conta ou realizado algumas das resolu&ccedil;&otilde;es tiradas?<br \/><\/strong>Quero, inicialmente, dizer que houve uma ousadia do governo em ser um ator na realiza&ccedil;&atilde;o de tal confer&ecirc;ncia. O mundo pol&iacute;tico tem muito medo e dedos em abordar quest&otilde;es relacionadas aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. As elei&ccedil;&otilde;es batem &agrave; porta a cada dois anos em nosso pa&iacute;s e a maioria dos pol&iacute;ticos tem uma atitude de bajula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, diria mesmo um comportamento servi&ccedil;al. &Eacute; uma esp&eacute;cie de atropelamento do projeto pol&iacute;tico pelo projeto de poder, o equil&iacute;brio entre esses dois projetos n&atilde;o &eacute; nada f&aacute;cil. Especificamente sobre os encaminhamentos das resolu&ccedil;&otilde;es da 1&ordf;. Confer&ecirc;ncia, h&aacute; realiza&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m omiss&otilde;es. Por exemplo, o Irdeb &ndash; Instituto de Radiodifus&atilde;o do Estado da Bahia &ndash; tem realizado forma&ccedil;&atilde;o de comunicadores comunit&aacute;rios, um bonito trabalho. Mas ainda falta implementar o conselho estadual de comunica&ccedil;&atilde;o, a forma&ccedil;&atilde;o de uma secretaria estadual de comunica&ccedil;&atilde;o entre outras.<\/p>\n<p><strong>Na sua opini&atilde;o, qual seria a import&acirc;ncia desta primeira Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o para o pa&iacute;s e que ganhos poderemos ter ap&oacute;s a sua realiza&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong>Primeiramente, quebrar um tabu acerca da discuss&atilde;o sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o. As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o como vacas sagradas, algo que poucos t&ecirc;m &ldquo;permiss&atilde;o&rdquo; de tocar. Logo, haver&aacute; uma dessacraliza&ccedil;&atilde;o deste dom&iacute;nio, e conseq&uuml;entemente, uma sensibiliza&ccedil;&atilde;o e envolvimento da sociedade brasileira sobre as pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o. Pois bem, minhas esperan&ccedil;as ficam por aqui, vendo as contradi&ccedil;&otilde;es e limites da realiza&ccedil;&atilde;o desta 1&ordf; Confer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>O senhor tem acompanhado e participado do processo das confer&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o, desde a confer&ecirc;ncia da Bahia ano passado, quando ainda n&atilde;o estava definida a confer&ecirc;ncia nacional deste ano. Na sua opini&atilde;o, olhando nacionalmente,o senhor tem sentido um envolvimento devido da Academia neste processo? <br \/><\/strong>O envolvimento existe, por&eacute;m, n&atilde;o devidamente. O envolvimento maior &eacute; dos alunos, ali&aacute;s, como tem sido historicamente no que se refere &agrave;s lutas por pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no Brasil. Talvez como acad&ecirc;mico minha miss&atilde;o deva come&ccedil;ar pelo meu local de trabalho, temos consci&ecirc;ncia disto e procuramos fazer tal aproxima&ccedil;&atilde;o. Devo lhe confessar que n&atilde;o &eacute; uma luta f&aacute;cil, mas necess&aacute;ria. A Academia, o mundo da educa&ccedil;&atilde;o deve refletir sobre sua contribui&ccedil;&atilde;o na constru&ccedil;&atilde;o de um Brasil mais justo e democr&aacute;tico. Sair dos dois extremos que ora ela &eacute; bloqueada e omissa pela bandeira de uma suposta objetividade, a partir da qual se fica nas conclus&otilde;es das pesquisas e de outras atividades acad&ecirc;micas, jamais chegando &agrave;s conseq&uuml;&ecirc;ncias deste trabalho ao n&iacute;vel social, pol&iacute;tico; ora ela fica, igualmente, bloqueada e &ldquo;viajando na maionese&rdquo; numa esp&eacute;cie de dogmatismo, orgulho ideol&oacute;gico onde o &ldquo;conceito&rdquo; transborda a realidade, invertendo a frase de um grande fil&oacute;sofo medieval. Percebo mudan&ccedil;a na Aacademia, por&eacute;m ela ainda s&atilde;o lentas, aqu&eacute;m da necessidade do nosso pa&iacute;s, do nosso povo.<\/p>\n<p><strong>O senhor &eacute; membro da Comiss&atilde;o Organizadora (CO) estadual da Confer&ecirc;ncia na Bahia. Tomando a Bahia como exemplo, na sua avalia&ccedil;&atilde;o, est&aacute; havendo uma boa sintonia das COs estaduais com a CO Nacional? Ou h&aacute; problemas e  dificuldades que est&atilde;o sendo enfrentadas nessa rela&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong>H&aacute;, na verdade, nessa rela&ccedil;&atilde;o, uma busca de adequa&ccedil;&atilde;o da COs estaduais &agrave;s determina&ccedil;&otilde;es da CO Nacional. Numa futura confer&ecirc;ncia seria interessante um maior entrosamento entre estas duas inst&acirc;ncias, obviamente. Talvez por termos feito uma 1&ordf; Confer&ecirc;ncia, nos sentimos, de uma certa maneira, deslegitimados no trabalho anteriormente feito. Digo isso, acerca de alguns encaminhamentos, que j&aacute; n&atilde;o eram de consenso entre os membros da antiga comiss&atilde;o organizadora. Por&eacute;m, este &eacute; um dos riscos do pioneirismo. H&aacute; a abertura do caminho e depois ele &eacute; refeito de diferentes maneiras. O importante &eacute; que ele n&atilde;o est&aacute; sendo abandonado, mas sim alargado e colocado em relevo, como &eacute; o caso da discuss&atilde;o sobre as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Determinados temas da comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o bastante dif&iacute;ceis e muito t&eacute;cnicos ou envolvem dimens&otilde;es pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas ou legais bastante complexas. Algo que pode afastar o cidad&atilde;o comum, muitas vezes leigo nesses diversos temas. Na sua avalia&ccedil;&atilde;o, o que precisa ser feito para trazer o cidad&atilde;o comum para este debate?<br \/><\/strong>Este &eacute; o grande desafio nas pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o e de qualquer outra pol&iacute;tica: envolver o cidad&atilde;o nas suas discuss&otilde;es e, por conseguinte, na elabora&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o em outros diferentes momentos. J&aacute; dizia Gramsci, que todos s&atilde;o fil&oacute;sofos em diferentes n&iacute;veis. Somos tamb&eacute;m elaboradores de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em diferentes n&iacute;veis. Eis, ent&atilde;o, a import&acirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o deste f&oacute;rum chamado de confer&ecirc;ncia para termos uma contribui&ccedil;&atilde;o ampliada e enriquecida, com pessoas que se relacionam e vivem a comunica&ccedil;&atilde;o em lugares diversos. A articula&ccedil;&atilde;o das discuss&otilde;es em grandes eixos (produ&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e cidadania) busca facilitar a aproxima&ccedil;&atilde;o com o tema. Tivemos esta preocupa&ccedil;&atilde;o na primeira confer&ecirc;ncia da Bahia e os eixos de discuss&atilde;o tamb&eacute;m (1. Comunica&ccedil;&atilde;o, Cidadania e novas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o; 2. Comunica&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento territorial; 3. Comunica&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o e 4. Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o) facilitaram o envolvimento do cidad&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>De que modo a Academia pode contribuir em um processo como a Confer&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong>Talvez uma das contribui&ccedil;&otilde;es seja a maneira como se coloca a discuss&atilde;o, ajudando a posicion&aacute;-la tendo o cidad&atilde;o comum como o &ldquo;debatedor modelo&rdquo;, ou seja, apesar de aspectos complexos, o ponto de partida pode ser algo que &eacute; vivido e sentido pela maioria da popula&ccedil;&atilde;o. Um outro aspecto &eacute; avan&ccedil;ando e aprofundando suas atividades acad&ecirc;micas (ensino, extens&atilde;o e pesquisa) no sentido que se tem feito nos movimentos sociais, agora tamb&eacute;m na confer&ecirc;ncia, que &eacute; a busca por pol&iacute;ticas democr&aacute;tica no &acirc;mbito da comunica&ccedil;&atilde;o. Como se tem repetido, s&oacute; teremos sociedade democr&aacute;tica, se tivermos meios de comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;ticos.<\/p>\n<p><strong>A Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o da UFBA lan&ccedil;ou recentemente em novembro o Centro de Comunica&ccedil;&atilde;o, Democracia e Cidadania (CCDC) em parceria com entidades civis. Qual o objetivo desta iniciativa e quais as a&ccedil;&otilde;es em curso? <br \/><\/strong>Estabelecemos v&aacute;rios objetivos na cria&ccedil;&atilde;o do centro: (a) reunir pesquisadores, docentes, profissionais, agentes sociais no desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es diversas no &acirc;mbito da Comunica&ccedil;&atilde;o, Democracia e Cidadania; (b) ser um espa&ccedil;o catalisador de diferentes experi&ecirc;ncias no tocante &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o como construtora de democracia e de cidadania; (C) acompanhar, de maneira cr&iacute;tica, as pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o implementadas no pa&iacute;s e nos diferentes Estados, em especial na Bahia; (d) estimular e apoiar pesquisas, a&ccedil;&otilde;es e lutas pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o pela comunica&ccedil;&atilde;o; (e) ser um agente na luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s etc. Enfim, grosso modo, podemos sintetizar como uma contribui&ccedil;&atilde;o para divulgar e efetivar o Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; o grande objetivo do CCDC, que lan&ccedil;amos no dia 22 de&nbsp;outubro, no audit&oacute;rio da Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o (Facom), da Universidade&nbsp;Federal da Bahia (UFBA). Hoje, estamos empenhados na mobiliza&ccedil;&atilde;o, na capital e no interior, tendo em vista uma maior participa&ccedil;&atilde;o das Confer&ecirc;ncias de Comunica&ccedil;&atilde;o no Estado e nacional e estamos num projeto de monitoramento de casos de viola&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos na m&iacute;dia televisiva. Juntamente com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico buscando colaborar com a melhoria dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o no tocante ao respeito &agrave; pessoa humana. A Cip&oacute; Interativa e o Intervozes s&atilde;o dois parceiros neste projeto, que conta tamb&eacute;m com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ford.<\/p>\n<p><strong>E qual a import&acirc;ncia ou pertin&ecirc;ncia da parceria da universidade p&uacute;blica com organiza&ccedil;&otilde;es civis em iniciativas conjuntas como esta do CCDC? O senhor acredita que isso deveria ser uma regra e n&atilde;o uma exce&ccedil;&atilde;o, como &eacute; atualmente no pa&iacute;s?<\/strong><br \/>A Universidade n&atilde;o &eacute; uma ilha na sociedade, logo temos que explorar as suas interfaces com outras organiza&ccedil;&otilde;es sociais. Todos saem ganhando nessa associa&ccedil;&atilde;o, sobretudo a universidade, que poder&aacute; trabalhar com quest&otilde;es que ter&atilde;o repercuss&atilde;o no desenvolvimento do pa&iacute;s, na vida das pessoas. Neste &acirc;mbito, sou realmente otimista. Tenho visto em diversas universidades, na Universidade Federal da Bahia, e em especial na Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o da UFBA, um interesse de alguns professores e alunos em estabelecer essas parcerias. Como tenho uma hist&oacute;ria de atua&ccedil;&atilde;o no movimento social, acabei explorando, juntamente com outros colegas, essa parceria em torno do CCDC, que &eacute; fruto de toda a hist&oacute;ria que comecei contando no in&iacute;cio desta entrevista, que se inicia com a organiza&ccedil;&atilde;o das semanas de democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e outras lutas que travamos ao longo dos &uacute;ltimos anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professor de comunica&ccedil;&atilde;o da UFBA fala sobre a rela&ccedil;&atilde;o da Academia com esse processo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[363,1155],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23583"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23583"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23583\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}