{"id":23579,"date":"2009-11-16T16:50:03","date_gmt":"2009-11-16T16:50:03","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23579"},"modified":"2009-11-16T16:50:03","modified_gmt":"2009-11-16T16:50:03","slug":"lula-recebe-propostas-para-politicas-de-banda-larga-dia-24","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23579","title":{"rendered":"Lula recebe propostas para pol\u00edticas de banda larga dia 24"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O assessor especial da presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica e coordenador do Comit&ecirc; de Inclus&atilde;o Digital do governo, Cezar Alvarez, falou nesta segunda, 16, no semin&aacute;rio &quot;Alternativas para o desenvolvimento da infraestrutura de acesso em banda larga&quot;, promovido pelo Ipea e pela Secretaria de Assuntos Estrat&eacute;gicos da presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. Alguns aspectos da fala de Alvarez chamam a aten&ccedil;&atilde;o: a &ecirc;nfase no uso da express&atilde;o massifica&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o universaliza&ccedil;&atilde;o da banda larga; a &ecirc;nfase na import&acirc;ncia da parceria com as empresas privadas; a reafirma&ccedil;&atilde;o de que a infraestrutura de fibra-&oacute;ptica pertencente a estatais dever&aacute; ser usada no Plano Nacional de Banda Larga; e o estabelecimento de um f&oacute;rum permanente de discuss&atilde;o do tema.<\/p>\n<p>Alvarez informou que na pr&oacute;xima ter&ccedil;a, dia 24, &agrave;s 15h30, a proposta do Plano Nacional de Banda Larga ser&aacute; discutida com o presidente Lula. Alguns aspectos parecem estar definidos, contudo. Segundo Alvarez, a ideia &eacute; articular, em conjunto com as empresas, a constru&ccedil;&atilde;o da infraestrutura que permitir&aacute; a massifica&ccedil;&atilde;o da banda larga. Ele reiterou uma percep&ccedil;&atilde;o j&aacute; manifestada durante o Painel Telebrasil de que a banda larga no Brasil &eacute; &quot;cara, lenta, concentrada e limitada&quot;, e para corrigir esse cen&aacute;rio n&atilde;o se pode abrir m&atilde;o dos 21 mil km de redes p&uacute;blicas de fibra &oacute;ptica. &quot;A rede da Eletronet ser&aacute; usada para isso e n&atilde;o para destruir mercados. &Eacute; um ativo em discuss&atilde;o. Se ser&aacute; usada para a constru&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s aneis e extens&atilde;o do backbone onde o mercado n&atilde;o chega com a presteza e qualidade necess&aacute;rias, s&atilde;o hip&oacute;teses que estar&atilde;o dispon&iacute;veis para o forum permanente com as empresas incumbents e autorizadas&quot;, disse Alvarez.<\/p>\n<p>O governo, disse Alvarez, quer colabora&ccedil;&atilde;o e parceria com as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es, e diz que n&atilde;o h&aacute; nenhuma resist&ecirc;ncia em discutir quest&otilde;es tribut&aacute;rias, mas ressaltou que &quot;essa n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica causa do pre&ccedil;o da banda larga&quot;. O governo tamb&eacute;m sinalizou que espera disposi&ccedil;&atilde;o de compartilhamento e abertura das redes e disse que essas quest&otilde;es todas ser&atilde;o permanentemente discutidas em um f&oacute;rum que ter&aacute; entre os participantes empresas, o pr&oacute;prio governo, entidades de sociedade civil etc.<br \/><strong><br \/>Contrapropostas<\/strong><\/p>\n<p>Apesar do discurso sensivelmente mais conciliador com rela&ccedil;&atilde;o a uma parceria com as incumbents, a tens&atilde;o entre governo e grandes empresas ainda n&atilde;o acabou. O ponto de conflito continua sendo a falta de uma proposta clara, da parte dos empres&aacute;rios, com rela&ccedil;&atilde;o ao Plano Nacional de Banda Larga. Alvarez afirmou que n&atilde;o tem se encontrado com as grandes teles e chegou a cancelar algumas reuni&otilde;es agendadas com executivos por conta de problemas de agenda. A despeito disso, o assessor provocou as teles cobrando qual seria a contrapartida aos pedidos de desonera&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;rias que as empresas desejam.<\/p>\n<p>&quot;Toda discuss&atilde;o tem duas m&atilde;os; &eacute; vai e volta. Estamos dispostos a discutir a quest&atilde;o tribut&aacute;ria mas, em contrapartida, o que vai ganhar a popula&ccedil;&atilde;o brasileira? N&atilde;o pode ser desonerar por desonerar&quot;, declarou Cezar Alvarez. Para o assessor especial, as teles precisam se posicionar e n&atilde;o ser&aacute; o governo quem ir&aacute; definir onde elas se encaixar&atilde;o no plano. &quot;Elas &eacute; que t&ecirc;m que definir o seu pr&oacute;prio papel. Eu n&atilde;o posso definir por elas.&quot;<\/p>\n<p>Na discuss&atilde;o sobre carga tribut&aacute;ria e pol&iacute;ticas de acesso o novo f&oacute;rum de debates que ser&aacute; criado no &acirc;mbito da implanta&ccedil;&atilde;o do plano deve ter papel estrat&eacute;gico. Alvarez lembrou que, da carga tribut&aacute;ria de aproximadamente 40% que incide sobre telecomunica&ccedil;&otilde;es, dois ter&ccedil;os s&atilde;o de impostos estaduais (ICMS). Como o f&oacute;rum deve contar com participantes dos estados, al&eacute;m de representantes da sociedade, a quest&atilde;o fiscal certamente ser&aacute; assunto neste grupo de debates. &quot;N&atilde;o h&aacute; como falar em um plano de banda larga ser ter uma discuss&atilde;o federativa&quot;, destacou Alvarez sobre a import&acirc;ncia que o f&oacute;rum ter&aacute;.<\/p>\n<p><strong>Subs&iacute;dio cruzado e discrimina&ccedil;&atilde;o de tarifas<\/strong><\/p>\n<p>Uma pe&ccedil;a do quebra-cabe&ccedil;as do Plano Nacional de Banda Larga &eacute; qual meio utilizar para viabilizar pol&iacute;ticas de subs&iacute;dio direto ao consumidor. &quot;Temos que discutir a volta do subs&iacute;dio cruzado. Por que todos t&ecirc;m que pagar o mesmo pre&ccedil;o de um servi&ccedil;o se as pessoas t&ecirc;m situa&ccedil;&otilde;es financeiras diferentes?&quot;, comentou Alvarez, indicando um interesse do governo em agir nesse sentido.<\/p>\n<p>Ocorre que h&aacute; anos prevalece uma interpreta&ccedil;&atilde;o da Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (LGT) de que n&atilde;o seria permitida a discrimina&ccedil;&atilde;o de clientes nem que o alvo fosse favorecer a baixa renda com pol&iacute;ticas sociais. Essa an&aacute;lise foi refor&ccedil;ada pela Casa Civil na &eacute;poca em que se implantava o Aice e o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es tentou encampar o Telefone Social como alternativa a este servi&ccedil;o. A inciativa da Minicom fracassou ap&oacute;s a pondera&ccedil;&atilde;o da Casa Civil sobre a LGT.<\/p>\n<p>Mas, para Alvarez, a discuss&atilde;o foi restrita ao caso Aice e do Telefone Social. Assim, o assessor sinalizou que a Casa Civil pode ter uma interpreta&ccedil;&atilde;o diversa quando o assunto &eacute; a diferencia&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os da banda larga e poder&aacute; rever sua interpreta&ccedil;&atilde;o ou delibitar melhor sua vis&atilde;o sobre as limita&ccedil;&otilde;es da LGT.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O assessor especial da presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica e coordenador do Comit&ecirc; de Inclus&atilde;o Digital do governo, Cezar Alvarez, falou nesta segunda, 16, no semin&aacute;rio &quot;Alternativas para o desenvolvimento da infraestrutura de acesso em banda larga&quot;, promovido pelo Ipea e pela Secretaria de Assuntos Estrat&eacute;gicos da presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. 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