{"id":23569,"date":"2009-11-13T15:26:27","date_gmt":"2009-11-13T15:26:27","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23569"},"modified":"2014-09-07T02:58:58","modified_gmt":"2014-09-07T02:58:58","slug":"empresarios-apresentam-demandas-para-revisao-do-marco-regulatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23569","title":{"rendered":"Empres\u00e1rios apresentam demandas para revis\u00e3o do marco regulat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\"><span class=\"padrao\">O semin&aacute;rio organizado pela C&acirc;mara dos Deputados para discutir a atualiza&ccedil;&atilde;o e a consolida&ccedil;&atilde;o das leis que organizam a comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, realizado na ter&ccedil;a-feira (10), foi uma oportunidade para o esclarecer as demandas do setor empresarial sobre um novo marco regulat&oacute;rio. Demandas que devem, inclusive, dar o tom da participa&ccedil;&atilde;o do empresariado na 1&ordf; Confer&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o, que acontece entre os dias 14 e 17 de dezembro, em Bras&iacute;lia. O encontro foi uma iniciativa do Grupo de Trabalho de Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis, coordenado pelo deputado Jos&eacute; Mentor (PT-SP). <\/p>\n<p>Os deveres dos produtores de conte&uacute;do na internet foi um dos assuntos centrais no debate. O diretor-geral do Grupo RBS em Bras&iacute;lia, Paulo Tonet Camargo, afirmou que antes de pensar na consolida&ccedil;&atilde;o das atuais leis, &eacute; necess&aacute;rio revis&aacute;-las. Uma das preocupa&ccedil;&otilde;es colocadas por Paulo Tonet diz respeito &agrave; prolifera&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos pelas empresas de telefonia, principalmente os jornal&iacute;sticos.<\/p>\n<p>Ele lembrou que empresas jornal&iacute;sticas t&ecirc;m restri&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; propriedade por pessoas jur&iacute;dicas e por empresas de capital estrangeiro, mas n&atilde;o as teles. Segundo ele, um portal de internet, por exemplo, &eacute; empresa jornal&iacute;stica e tem previs&atilde;o constitucional de como devem funcionar. &ldquo;Onde &eacute; que fica o princ&iacute;pio constitucional da igualdade?&rdquo;, indagou.<\/p>\n<p>J&aacute; o representante de uma das maiores empresas de telefonia do pa&iacute;s tem opini&atilde;o diferente sobre os  portais. &ldquo;Vejo na internet uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino; um parque de divers&otilde;es; um cassino; uma biblioteca. Tem um pouco de jornalismo tamb&eacute;m, mas &eacute; um pouco de exagero reduzir a internet a apenas uma das coisas que ela &eacute;&rdquo;, disse Jo&atilde;o de Deus, diretor de Planejamento Executivo da Oi. <\/p>\n<p>A advogada Vanda Nogueira tamb&eacute;m defendeu regras para os sites noticiosos. Segundo ela, os portais est&atilde;o fazendo jornalismo sem nenhuma regulamenta&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Temos que regulamentar os portais como comunica&ccedil;&atilde;o social e desregulamentar e desburocratizar um pouco a radiodifus&atilde;o, chegando a um denominador comum&rdquo;, disse ela. <\/p>\n<p>O consultor jur&iacute;dico do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, Marcelo Bechara, afirmou que a pasta n&atilde;o tem uma posi&ccedil;&atilde;o sobre o assunto. Mas defendeu que h&aacute; provedores de acesso que n&atilde;o devem estar sujeitos &agrave; regula&ccedil;&atilde;o ou controle. &ldquo;S&oacute; vale &agrave; pena discutir uma regula&ccedil;&atilde;o para os provedores de conte&uacute;do que seja exeq&uuml;&iacute;vel. Como far&iacute;amos com servidor colocado fora do pa&iacute;s? Estariam submetidos &agrave;s mesmas regras estabelecidas para empresas jornal&iacute;sticas e de radiodifus&atilde;o? E como far&iacute;amos em rela&ccedil;&atilde;o aos blogueiros?&rdquo;, questionou.<\/p>\n<p>A Constitui&ccedil;&atilde;o limita a participa&ccedil;&atilde;o de capital estrangeiro nas empresas de comunica&ccedil;&atilde;o (r&aacute;dio, televis&atilde;o e imprensa escrita) a 30% do capital com direito a voto e do capital total. At&eacute; 2002, a participa&ccedil;&atilde;o estrangeira era proibida no setor e a propriedade de meios de comunica&ccedil;&atilde;o era permitida s&oacute; a brasileiros natos ou com mais de dez anos de naturaliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Marco legal<\/strong><\/p>\n<p>O foco do semin&aacute;rio, por&eacute;m, n&atilde;o era a discuss&atilde;o espec&iacute;fica da regulamenta&ccedil;&atilde;o da internet. O evento estava voltado a colher opini&otilde;es a respeito do <a href=\"http:\/\/www2.camara.gov.br\/homeagencia\/materias.html?pk=125135\" target=\"_blank\">Projeto de Lei n&ordm; 3.516\/2008<\/a>, que tramita na C&acirc;mara dos Deputados, de autoria do deputado Bruno Rodrigues (PSDB-PE). Ele pretende organizar &ndash; e n&atilde;o alterar &#8211; as leis relativas &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o em um s&oacute; dispositivo legal. Hoje, a legisla&ccedil;&atilde;o do setor &eacute; feita por um conjunto disperso de regula&ccedil;&otilde;es, como o C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, de 1962, e a Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, de 1997, e um outro grande n&uacute;mero de leis espec&iacute;ficas, como a Lei da Radiodifus&atilde;o Comunit&aacute;ria e a Lei do Cabo.<\/p>\n<p>Enquanto a converg&ecirc;ncia aproxima os servi&ccedil;os de transmiss&atilde;o de voz, dados e imagens, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifusores (Abert) acredita que a separa&ccedil;&atilde;o no marco regulat&oacute;rio entre a radiodifus&atilde;o e telecomunica&ccedil;&atilde;o deve ser mantida. O diretor jur&iacute;dico da entidade, Rodolfo Machado Moura, embora considere que a atual legisla&ccedil;&atilde;o precise ser atualizada, defende a consolida&ccedil;&atilde;o das leis como um primeiro passo. Uma das premissas &eacute; a divis&atilde;o do servi&ccedil;o de transporte (telecomunica&ccedil;&otilde;es) do servi&ccedil;o de conte&uacute;do (radiodifus&atilde;o). &ldquo;Pelo menos enquanto isso estiver posto na Constitui&ccedil;&atilde;o&rdquo;, argumentou. <\/p>\n<p>A advogada Vanda Nogueira, consultora na &aacute;rea da radiodifus&atilde;o e ex-funcion&aacute;ria do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, defendeu a atual legisla&ccedil;&atilde;o da radiodifus&atilde;o, o CBT, dizendo que &ldquo;s&oacute; uma lei forte dura 40 anos&rdquo;. Segundo ela, a lei da d&eacute;cada de 60 n&atilde;o atrapalhou nenhum avan&ccedil;o tecnol&oacute;gica e precisa apenas de reparos. Para ela, os reparos seriam para desburocratizar o setor e citou como exemplo o projeto de lei do atual ministro H&eacute;lio Costa que desobriga a notifica&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as societ&aacute;rias das concession&aacute;rias [<a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=23528\">saiba mais<\/a>]. <\/p>\n<p>Alguns deputados tamb&eacute;m participaram do semin&aacute;rio para discutir o papel do Legislativo na moderniza&ccedil;&atilde;o das leis para a &aacute;rea. Alguns deles avaliam que &eacute; preciso revisar leis antes de consolid&aacute;-las. O deputado Gilmar Machado (PT-MG), por exemplo, criticou o fato de ainda existirem artigos sem regulamenta&ccedil;&atilde;o no Cap&iacute;tulo da Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Constitui&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Se a TV &eacute; uma concess&atilde;o, elas t&ecirc;m que participar da regionaliza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, citou, em refer&ecirc;ncia a um dos pontos desregulamentados. &ldquo;Precisamos cobrar das concession&aacute;rias uma melhora nas suas grades de programa&ccedil;&otilde;es&rdquo;, completou.<\/p>\n<p>A consultora Vanda Nogueira fez uma defesa em sentido totalmente oposto. Pregou o fim de exig&ecirc;ncias que ela considera &ldquo;excessos de regulamenta&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Entre os excessos, citou destinar no m&iacute;nimo 5% do hor&aacute;rio de sua programa&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria &agrave; transmiss&atilde;o de servi&ccedil;o noticioso; limitar no m&aacute;ximo 25% do hor&aacute;rio de sua programa&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria o tempo destinado a comerciais; integrar gratuitamente as redes de radiodifus&atilde;o quando convocadas pela autoridade competente.<\/p>\n<p><\/span>O coordenador de Comunica&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifus&atilde;o Comunit&aacute;ria (Abra&ccedil;o),  Josu&eacute; Lopes, fez quest&atilde;o de frisar os problemas da atual legisla&ccedil;&atilde;o, principalmente para o setor que representa. Segundo ele, &eacute; preciso alterar os marcos legais para enquadrar a radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria no sistema p&uacute;blico e permitir que as r&aacute;dios comunit&aacute;rias operarem em rede, por exemplo. Ele tamb&eacute;m defendeu a regulamenta&ccedil;&atilde;o do Cap&iacute;tulo V da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e a submiss&atilde;o do concession&aacute;rio de r&aacute;dio e TV ao controle social, por meio, por exemplo, da reinstala&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do Senado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O semin&aacute;rio organizado pela C&acirc;mara dos Deputados para discutir a atualiza&ccedil;&atilde;o e a consolida&ccedil;&atilde;o das leis que organizam a comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, realizado na ter&ccedil;a-feira (10), foi uma oportunidade para o esclarecer as demandas do setor empresarial sobre um novo marco regulat&oacute;rio. 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