{"id":23503,"date":"2009-11-03T16:36:22","date_gmt":"2009-11-03T16:36:22","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23503"},"modified":"2014-09-07T02:58:55","modified_gmt":"2014-09-07T02:58:55","slug":"sem-cobertura-legal-antenistas-tem-de-buscar-acordos-com-operadoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23503","title":{"rendered":"Sem cobertura legal, antenistas t\u00eam de buscar acordos com operadoras"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t      <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Desde que a Lei 8.977\/95 regulamentou a TV por assinatura via cabo, o servi&ccedil;o de distribui&ccedil;&atilde;o dos sinais de televis&atilde;o aberta por redes alternativas de cabos prestado desde a d&eacute;cada de 70 pelos chamados antenistas no Rio de Janeiro entrou para a ilegalidade. Se, de um lado, a legisla&ccedil;&atilde;o estabeleceu par&acirc;metros para a atua&ccedil;&atilde;o das empresas no mercado de TV paga, de outro as regras deste mercado fazem com que, at&eacute; hoje, centenas de pessoas operem na clandestinidade para que milhares de pessoas que n&atilde;o s&atilde;o &ldquo;de interesse comercial&rdquo; possam ter acesso &agrave; televis&atilde;o. As operadoras  licenciadas n&atilde;o tiveram interesse no mercado de baixa renda no qual operavam os antenistas e, tampouco, contribu&iacute;ram para a regulariza&ccedil;&atilde;o desse servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>A atividade dos antenistas consiste na distribui&ccedil;&atilde;o dos sinais de televis&atilde;o aberta nas &aacute;reas que s&atilde;o tecnicamente conhecidas como &ldquo;&aacute;reas de sombra&rdquo;, regi&otilde;es onde n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel captar os sinais de televis&atilde;o devido &agrave;s barreiras naturais formadas por morros ou grande concentra&ccedil;&atilde;o de &aacute;rvores. No Rio de Janeiro, uma vasta regi&atilde;o urbana montanhosa, este tipo de servi&ccedil;o &eacute; freq&uuml;ente nos morros da cidade, onde tamb&eacute;m reside boa parte da popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda da capital. <\/p>\n<p>O fato de os sinais de televis&atilde;o n&atilde;o chegarem a essas &aacute;reas nunca foi motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o do empresariado de radiodifus&atilde;o. N&atilde;o foi diferente com as operadoras de televis&atilde;o por assinatura, ainda que o custo para aquisi&ccedil;&atilde;o do sinal neste caso seja diretamente repassado ao consumidor. H&aacute; mais ou menos 20 anos, as operadoras de televis&atilde;o a cabo iniciaram a cobertura do servi&ccedil;o em alguns morros cariocas. Contudo, o trabalho foi suspenso quando apenas 10% das &aacute;reas estavam cobertas e hoje a opera&ccedil;&atilde;o &eacute; feita quase que exclusivamente por antenistas.<\/p>\n<p>De acordo com  Giovander Silveira, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Empresas de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, Melhoramentos de Imagens e Atividades Afins (Abetelmim), 120 mil pessoas s&atilde;o assistidas s&oacute; pelas entidades associadas. A Abetelmim representa as microempresas que prestam servi&ccedil;os com sistema de antenas coletivas comunit&aacute;rias na capital e no interior fluminense.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o d&aacute; para um servi&ccedil;o que &eacute; prestado a milhares de pessoas ficar na ilegalidade. Todo mundo que mora em condom&iacute;nio pode colocar uma antena coletiva que n&atilde;o h&aacute; perturba&ccedil;&atilde;o. Por que na comunidade a gente n&atilde;o pode prestar legalmente esse servi&ccedil;o?&rdquo;, queixa-se o presidente da Abetelmim. &ldquo;Nosso objetivo &eacute; a distribui&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria de TV aberta. Existem mais de 600 canais abertos nos sat&eacute;lites que est&atilde;o transmitindo atualmente, n&oacute;s oferecemos de 30 a 40 canais, s&oacute; os abertos, e os p&uacute;blicos como a TV Alerj, por exemplo.&rdquo;<\/p>\n<p>Ainda de acordo com Silveira, a luta dos antenistas hoje &eacute; para que a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) abra um edital de licita&ccedil;&atilde;o para que os antenistas possam funcionar como as operadoras de televis&atilde;o por assinatura voltadas para um p&uacute;blico espec&iacute;fico &ndash; e esquecido pelo mercado &ndash;, moradores das periferias das grandes cidades e pequenas cidades do interior. &ldquo;Tendo essa pol&iacute;tica, a gente pode avan&ccedil;ar na TV por assinatura para as classes C e D&rdquo;, defende  Silveira.<\/p>\n<p><span style=\"background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial\">&ldquo;Ningu&eacute;m quer prestar esses servi&ccedil;os nesses lugares. Eles n&atilde;o enxergam, n&atilde;o vislumbram esse mercado. Eles n&atilde;o querem se adequar a esta realidade e s&oacute; oferecem pacote casado. Se isso n&atilde;o for mudado as classes C e D n&atilde;o v&atilde;o nunca ter acesso a esse tipo de televis&atilde;o. O que eles querem &eacute; que o mercado se torne cada vem mais restrito e que ao final apenas seis grandes empresas dominem tudo&rdquo;, protesta o presidente da Abetelmim.<\/p>\n<p><\/span><strong>Regula&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>T&atilde;o antiga quanto o problema da n&atilde;o capta&ccedil;&atilde;o dos sinais nas &aacute;reas de morro &eacute; a tramita&ccedil;&atilde;o de projetos que visam a regulamenta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o prestado pelos antenistas. De acordo com a Anatel, na legisla&ccedil;&atilde;o atual, se alguma empresa ou associa&ccedil;&atilde;o faz a distribui&ccedil;&atilde;o de sinal de TV (aberta ou por assinatura) sem a devida licen&ccedil;a de TV por assinatura (cabo, DTH, MMDS ou TVA) &eacute; um prestador clandestino. <\/p>\n<p>Em 2001, o ex-deputado Salvador Zimbaldi (PSDB-SP) apresentou o Projeto de Lei 4.904 propondo a regulamenta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de antenistas. O PL tramitou pela Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica da C&acirc;mara dos Deputados e teve como relator o ent&atilde;o deputado Jorge Bittar (PT-RJ), que ao final deu seu parecer favor&aacute;vel a regulamenta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de distribui&ccedil;&atilde;o do sinal de televis&atilde;o aberta nos locais onde havia defici&ecirc;ncia de capta&ccedil;&atilde;o dos sinais convencionais. <\/p>\n<p>Atualmente, este projeto tramita no Senado como PL 36\/2005 e tamb&eacute;m teve voto favor&aacute;vel do relator, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-SP). Contudo, ainda n&atilde;o se tem perspectiva de quando esse projeto de lei ir&aacute; &agrave; vota&ccedil;&atilde;o em Plen&aacute;rio.<\/p>\n<p>O assunto tamb&eacute;m est&aacute; implicado em outro projeto de lei, o PL-29, que trata da regulamenta&ccedil;&atilde;o tanto da quest&atilde;o de conte&uacute;do como de distribui&ccedil;&atilde;o da TV paga. Neste projeto, lembra o professor Marcos Dantas, da PUC-Rio, &ldquo;tentou-se incluir metas de universaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de televis&atilde;o por assinatura com pol&iacute;ticas focadas para o favorecimento da presta&ccedil;&atilde;o desse tipo de servi&ccedil;o nas &aacute;reas carentes&rdquo;. Tais metas constavam da relatoria feita tamb&eacute;m pelo ex-deputado Bittar na CCTCI, mas a vers&atilde;o do projeto aprovada na Comiss&atilde;o de Defesa do Consumidor e que agora tramita na C&acirc;mara cont&eacute;m uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as nestes itens.<\/p>\n<p><strong>Acordos<\/p>\n<p><\/strong>O que &eacute; poss&iacute;vel ser feito hoje, segundo a Anatel, &eacute; uma outra entidade atender locais espec&iacute;ficos e com infra-estrutura deficiente atrav&eacute;s de acordo com uma operadora devidamente licenciada. &ldquo;Neste caso, uma associa&ccedil;&atilde;o, por exemplo, faz acordo com uma prestadora. A prestadora informa a Anatel, pois nessas regi&otilde;es as metas de qualidade teriam outros &iacute;ndices. Quem presta o servi&ccedil;o e continua respons&aacute;vel perante a Anatel &eacute; a prestadora e n&atilde;o a associa&ccedil;&atilde;o, por exemplo, que solicitou e firmou acordo com a prestadora&rdquo;, explica a Anatel.<\/p>\n<p>De acordo com a Net, operadora que oferece este tipo de servi&ccedil;o no Rio de Janeiro e &eacute; respons&aacute;vel por quase 80% do mercado de TV por assinatura no pa&iacute;s, uma iniciativa neste sentido est&aacute; sendo feita com a comunidade do Batan, em Realengo. Ainda de acordo com a operadora, a regulariza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de TV por assinatura na comunidade foi um acordo firmado entre a operadora e o governo do Rio de Janeiro e tem como apoio legal o Plano Geral de Metas de Qualidade de TV por Assinatura da Anatel, previsto no Artigo 6&ordm; da Resolu&ccedil;&atilde;o 411 de 2005.<\/p>\n<p>O acordo, segundo a operadora, prev&ecirc; que a Net disponibilize o sinal de TV a cabo e a distribui&ccedil;&atilde;o ser&aacute; feita por meio de uma empresa local com acompanhamento da Associa&ccedil;&atilde;o de Moradores Jardim Batan. &ldquo;Essa empresa tamb&eacute;m ser&aacute; o ponto de contato do cliente para aspectos administrativos, t&eacute;cnicos e de atendimento. A Net receber&aacute; um valor mensal correspondente &agrave; programa&ccedil;&atilde;o e transporte do sinal at&eacute; a comunidade&rdquo;, informou a operadora. <\/p>\n<p>A programa&ccedil;&atilde;o ofertada tem 25 canais, o que inclui os chamados canais b&aacute;sico de utiliza&ccedil;&atilde;o gratuita &#8211; os canais abertos, os canais p&uacute;blicos (TVs Senado, C&acirc;mara e Alerj) e o canal comunit&aacute;rio &#8211;  e uma sele&ccedil;&atilde;o de canais de not&iacute;cias, filmes, document&aacute;rios e programa&ccedil;&atilde;o infantil. Os valores cobrados por este servi&ccedil;o, que &eacute; de R$ 29,90, chega a ser o dobro do valor cobrado em determinados lugares pelo servi&ccedil;o prestado pelos antenistas.<\/p>\n<p>O presidente da Abetelmim diz tamb&eacute;m que projeto semelhante &eacute; feito em parceria entre a associa&ccedil;&atilde;o e a Net em Vilas Canoas. &ldquo;&Eacute; um projeto anterior a este do Batam&rdquo;, lembra Silveira. Entretanto, esses acordos pontuais n&atilde;o foram ainda capazes de mudar de fato a realidade da presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o que &eacute; massificado na grande maioria  dos morros cariocas.<\/p>\n<p><strong>Negocia&ccedil;&otilde;es no Vidigal<\/strong><\/p>\n<p>No Morro do Vidigal, uma das &aacute;reas onde h&aacute; forte presen&ccedil;a dos antenistas <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=23494\">[saiba mais]<\/a>  e que, para al&eacute;m da retransmiss&atilde;o dos sinais de TV aberta, eles j&aacute; retransmitem um canal da pr&oacute;pria comunidade com produ&ccedil;&atilde;o local e independente <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=23484\">[saiba mais]<\/a> , as negocia&ccedil;&otilde;es com a Net e com o poder p&uacute;blico avan&ccedil;am a passos lentos. A deputada federal Cida Diogo (PT-RJ) acompanha o caso espec&iacute;fico do Vidigal e vem tentando intermediar entre poder p&uacute;blico, operadoras e antenistas um acordo que tire da clandestinidade o trabalho de distribui&ccedil;&atilde;o de sinais de TV aberta nas comunidades de baixa renda do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>&ldquo;Infelizmente, n&atilde;o h&aacute; um amparo legal que de fato regularize esse tipo de servi&ccedil;o. Para isso poder avan&ccedil;ar, tem que ser por meio de di&aacute;logo, tem que haver esfor&ccedil;o de todos os setores que tenham interesse em garantir o acesso aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o nas periferias, e n&atilde;o &eacute; um processo f&aacute;cil&rdquo;, enfatiza a deputada. <\/p>\n<p>Outras comunidades tamb&eacute;m est&atilde;o fazendo sua produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do e abrindo espa&ccedil;os na internet para interatividade, como &eacute; o caso do Espa&ccedil;o Line, p&aacute;gina em constru&ccedil;&atilde;o mas que vai oferecer acesso aos conte&uacute;dos produzidos pelas associadas da Abetelmim, comunica Giovander Silveira.<\/p>\n<p>A experi&ecirc;ncia destas comunidades com a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do local caminha no sentido contr&aacute;rio da regulamenta&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do e distribui&ccedil;&atilde;o da TV por assinatura  que vem sendo proposta pelo PL-29. A maior das disputas que marcam o processo de negocia&ccedil;&atilde;o do projeto &eacute; a tentativa de setores ligados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o audiovisual nacional e independente de garantir mais espa&ccedil;o neste tipo de servi&ccedil;o. A briga, at&eacute; o momento, vem sendo vencida pelas grandes empresas do setor, que insistem em manter o empacotamento de programas internacionais.<\/p>\n<p>Para Marcos Dantas, a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas que envolve a quest&atilde;o do acesso e da  distribui&ccedil;&atilde;o deste servi&ccedil;o s&oacute; poder&aacute; ser resolvida se todos os servi&ccedil;os de comunica&ccedil;&otilde;es forem prestados em regime de servi&ccedil;o p&uacute;blico. Isso significaria que todo o servi&ccedil;o prestado por operadoras ou concession&aacute;rias seja universalizado.<\/p>\n<p>Hoje, apenas a telefonia fixa &eacute; prestada em regime p&uacute;blico e segue um plano de metas de universaliza&ccedil;&atilde;o. Contudo, ressalta o professor, a telefonia fixa &ldquo;logo logo ser&aacute; algo do passado&rdquo; e, portanto, daqui por diante a regulamenta&ccedil;&atilde;o das novas tecnologias, as plataformas digitais sobre as quais poder&atilde;o ser prestados todo tipo de servi&ccedil;o de comunica&ccedil;&atilde;o, dentre elas a banda larga, tem que ser regulado como servi&ccedil;o de regime p&uacute;blico.<\/p>\n<p><strong>*** VEJA TAMB&Eacute;M ***<\/strong><br \/><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=23484\">Com um ano de vida, TV Vidigal &eacute; assistida por 20 mil pessoas <\/a><br \/><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=23494\">No Vidigial, antenistas driblam regras do mercado para moradores assistirem TV<\/a>  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Falta de lei espec&iacute;fica e total desinteresse do mercado dificultam a distribui&ccedil;&atilde;o de sinal de TV em &aacute;reas &#39;de infra-estrutura deficiente&#39;<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[1139],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23503"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23503"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23503\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28053,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23503\/revisions\/28053"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23503"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23503"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23503"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}