{"id":23502,"date":"2009-11-03T12:20:11","date_gmt":"2009-11-03T12:20:11","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23502"},"modified":"2009-11-03T12:20:11","modified_gmt":"2009-11-03T12:20:11","slug":"relator-propoe-um-terco-de-canais-brasileiros-na-tv-por-assinatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23502","title":{"rendered":"Relator prop\u00f5e um ter\u00e7o de canais brasileiros na TV por assinatura"},"content":{"rendered":"<p>O deputado Paulo Lustosa (PMDB-CE) prop&ocirc;s em substitutivo uma nova cota para os pacotes oferecidos pelas operadoras da televis&atilde;o por assinatura: dever&atilde;o ser brasileiros pelo menos um ter&ccedil;o dos canais que comp&otilde;em o pacote e que t&ecirc;m espa&ccedil;o qualificado &#8211; que veiculam no hor&aacute;rio nobre filmes, s&eacute;ries e document&aacute;rios. A cota &eacute; limitada a no m&aacute;ximo 12 canais.<\/p>\n<p>Lustosa &eacute; o relator na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica do Projeto de Lei 29\/07, que estabelece novas regras para a televis&atilde;o por assinatura e permite que as empresas de telefonia atuem nesse setor.<\/p>\n<p>Em seu texto, Lustosa estabeleceu ainda que, entre esses canais brasileiros, pelo menos um ter&ccedil;o dever&aacute; ser programado por programadora independente. Al&eacute;m disso, um mesmo grupo econ&ocirc;mico n&atilde;o poder&aacute; deter mais do que um ter&ccedil;o dos canais brasileiros empregados para o cumprimento da cota do pacote.<\/p>\n<p><strong>80% do mercado<\/strong><\/p>\n<p>A inten&ccedil;&atilde;o, segundo o deputado, &eacute; estimular o crescimento das programa&ccedil;&otilde;es nacionais e independentes. &quot;Hoje, o maior operador de TV a cabo juntamente com o maior operador de televis&atilde;o paga por sat&eacute;lite do pa&iacute;s distribuem conte&uacute;do nacional do mesmo fornecedor e det&ecirc;m quase 80% do mercado de televis&atilde;o por assinatura&quot;, destacou o deputado.<\/p>\n<p>Lustosa manteve o sistema de cotas de programa&ccedil;&atilde;o nacional aprovado na Comiss&atilde;o de Defesa do Consumidor, que assegura tr&ecirc;s horas e meia semanais de conte&uacute;do nacional em hor&aacute;rio nobre em todos os canais com programa&ccedil;&atilde;o composta majoritariamente por conte&uacute;dos qualificados. Ficam exclu&iacute;dos dessa cota, pelo substitutivo, os canais er&oacute;ticos e &eacute;tnicos (canais internacionais n&atilde;o legendados para o portugu&ecirc;s).<\/p>\n<p>Ainda com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mesma cota, como o objetivo &eacute; estimular a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos in&eacute;ditos, foi estabelecido que, a partir de quatro anos ap&oacute;s a promulga&ccedil;&atilde;o da lei, pelo menos a metade dos conte&uacute;dos veiculados dever&aacute; ter sido produzida h&aacute; menos de sete anos.<br \/><strong><br \/>Insufici&ecirc;ncia de conte&uacute;dos<\/strong><\/p>\n<p>Outra novidade do substitutivo de Lustosa &eacute; o artigo que prev&ecirc; que a Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema (Ancine) estar&aacute; habilitada a dispensar o cumprimento parcial ou integral das cotas quando o disposto na lei n&atilde;o puder ser cumprido &quot;em virtude de comprovada insufici&ecirc;ncia de conte&uacute;dos ou de canais de programa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis&quot;.<\/p>\n<p>O relator tamb&eacute;m estabeleceu o prazo de 12 anos para a vig&ecirc;ncia da pol&iacute;tica de cotas: dois anos de transi&ccedil;&atilde;o e dez anos de vig&ecirc;ncia integral do sistema. &quot;A ideia &eacute; que esses dispositivos sejam empregados apenas como indutores da produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do nacional e da sua veicula&ccedil;&atilde;o no mercado de televis&atilde;o por assinatura. Nossa expectativa &eacute; a de que, decorrido esse per&iacute;odo, as produtoras e programadoras locais possam dispensar as cotas nesse mercado&quot;, disse Lustosa.<br \/><strong><br \/>Fomento<\/strong><\/p>\n<p>Al&eacute;m das cotas, o relator estabeleceu uma nova f&oacute;rmula para garantir mais recursos para a produ&ccedil;&atilde;o audiovisual brasileira. Em vez de propor o aumento dos recursos da Contribui&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento da Ind&uacute;stria Cinematogr&aacute;fica Nacional (Condecine), como fez o substitutivoda Comiss&atilde;o de Defesa do Consumidor, Lustosa optou por reduzir em 11% os recursos arrecadados pela Taxa de Fiscaliza&ccedil;&atilde;o de Funcionamento (TFF), prevista na Lei do Fistel e j&aacute; paga pelas operadoras de telecomunica&ccedil;&otilde;es e TV por assinatura, e, ao mesmo tempo, adicionar o valor correspondente na Condecine. Assim, esses recursos passam a ser destinados integralmente ao Fundo Nacional da Cultura (FNC).<\/p>\n<p>O montante estimado para essas receitas, da ordem de R$ 340 milh&otilde;es, dever&aacute; ser utilizado integralmente para o fomento do audiovisual mediante aloca&ccedil;&atilde;o no Fundo Setorial do Audiovisual, sendo 30% nas regi&otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste. &quot;Ao mesmo tempo que asseguramos recursos complementares para a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, mantivemos inalterada a carga tribut&aacute;ria do setor&quot;, afirmou Lustosa.<br \/><strong><br \/>Ancine<\/strong><\/p>\n<p>Paulo Lustosa ampliou as atribui&ccedil;&otilde;es da Ancine em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; TV por Assinatura. Ele incluiu entre as atribui&ccedil;&otilde;es da Ag&ecirc;ncia a de regular e fiscalizar as atividades de programa&ccedil;&atilde;o e empacotamento no setor.<\/p>\n<p>Pelo texto de Lustosa, a Ancine tamb&eacute;m dever&aacute; manifestar-se previamente nos processos de an&aacute;lise concorrencial que envolverem as atividades de produ&ccedil;&atilde;o, programa&ccedil;&atilde;o ou empacotamento de conte&uacute;dos audiovisuais. A Ag&ecirc;ncia tamb&eacute;m ter&aacute; a prerrogativa de tomar, de seus regulados, compromisso de ajustamento de conduta &agrave;s exig&ecirc;ncias legais no &acirc;mbito de suas compet&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>O limite para a publicidade nos canais pagos tamb&eacute;m ser&aacute; estabelecido em regulamenta&ccedil;&atilde;o da Ancine e dever&aacute; ser inferior ao fixado para a televis&atilde;o aberta (25% a cada hora de programa&ccedil;&atilde;o).<br \/><strong><br \/>Tramita&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>O projeto j&aacute; foi aprovado pela Comiss&atilde;o de desenvolvimento Econ&ocirc;mico, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio. O prazo de cinco sess&otilde;es para apresenta&ccedil;&atilde;o de emendas &agrave; proposta na comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia come&ccedil;a nesta sexta-feira (30). Lustosa prev&ecirc; que o relat&oacute;rio analisando as emendas fique pronto no dia 16 de novembro e que seja inclu&iacute;do na pauta na comiss&atilde;o no dia 18.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O deputado Paulo Lustosa (PMDB-CE) prop&ocirc;s em substitutivo uma nova cota para os pacotes oferecidos pelas operadoras da televis&atilde;o por assinatura: dever&atilde;o ser brasileiros pelo menos um ter&ccedil;o dos canais que comp&otilde;em o pacote e que t&ecirc;m espa&ccedil;o qualificado &#8211; que veiculam no hor&aacute;rio nobre filmes, s&eacute;ries e document&aacute;rios. 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