{"id":23474,"date":"2009-10-28T18:59:33","date_gmt":"2009-10-28T18:59:33","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23474"},"modified":"2009-10-28T18:59:33","modified_gmt":"2009-10-28T18:59:33","slug":"estatal-de-internet-banda-larga-deve-mesmo-sair-do-papel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23474","title":{"rendered":"Estatal de internet banda larga deve mesmo sair do papel"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A solu&ccedil;&atilde;o para fazer deslanchar o Programa Nacional de Banda Larga, em estudo no governo, pode passar pela ado&ccedil;&atilde;o de um modelo h&iacute;brido, pelo qual seria criada uma estatal para atuar s&oacute; no &quot;atacado&quot; do setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es, transmitindo dados. A oferta de servi&ccedil;os de internet ao usu&aacute;rio final, por sua vez, ficaria a cargo do setor privado, especialmente as empresas de telefonia. A decis&atilde;o ainda n&atilde;o foi tomada, mas segundo fontes do governo, essa composi&ccedil;&atilde;o garantiria o in&iacute;cio da implanta&ccedil;&atilde;o do projeto em 2010, antes do fim do mandato do presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva.<\/p>\n<p>Na pr&oacute;xima semana, os t&eacute;cnicos do governo que est&atilde;o trabalhando na elabora&ccedil;&atilde;o do projeto apresentar&atilde;o os estudos numa reuni&atilde;o do comit&ecirc; gestor do programa, que envolve v&aacute;rios minist&eacute;rios, entre eles Casa Civil, Comunica&ccedil;&otilde;es e Planejamento. A ideia &eacute; concluir a proposta at&eacute; o dia 10 de novembro, quando ser&aacute; apresentada ao presidente Lula, que tomar&aacute; a decis&atilde;o final.<\/p>\n<p>A estatal de transmiss&atilde;o seria constitu&iacute;da com as redes &oacute;pticas de empresas do governo, como a Petrobr&aacute;s e a Eletrobr&aacute;s, al&eacute;m da Eletronet &#8211; empresa falida que tem a Eletrobr&aacute;s como acionista -, que somam cerca de 30 mil quil&ocirc;metros de cabos em todo o Pa&iacute;s. Numa analogia com o setor el&eacute;trico, esta empresa seria uma esp&eacute;cie de &quot;linh&atilde;o&quot; de transmiss&atilde;o, enquanto a distribui&ccedil;&atilde;o do produto aos clientes seria feita pelas operadoras privadas.<\/p>\n<p>O objetivo principal do programa &eacute; baixar os pre&ccedil;os dos servi&ccedil;os e massificar a banda larga, hoje restrita a 18 milh&otilde;es de assinantes em todo o Pa&iacute;s. Nesse sentido, a infraestrutura estatal funcionaria como uma rede neutra, para vender capacidade de transmiss&atilde;o de dados a qualquer empresa que quisesse atuar na ponta oferecendo os servi&ccedil;os de banda larga. &quot;Essa infraestrutura seria usada pelo governo para estimular a competi&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o para competir&quot;, avaliou um t&eacute;cnico.<\/p>\n<p>A ideia de um modelo h&iacute;brido n&atilde;o inviabilizaria a possibilidade de a Telebr&aacute;s ser a gestora da estatal de transmiss&atilde;o. Mas ainda n&atilde;o est&aacute; claro no grupo de estudos se este &eacute; o melhor caminho ou se seria mais indicado criar uma empresa nova para gerenciar essa infraestrutura, caso a op&ccedil;&atilde;o a ser adotada pelo governo seja a de utiliza&ccedil;&atilde;o das fibras &oacute;pticas.<\/p>\n<p>O debate sobre o assunto come&ccedil;ou de forma polarizada dentro do governo entre uma proposta mais estatizante, apresentada pelo secret&aacute;rio de Log&iacute;stica e Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio do Planejamento, Rog&eacute;rio Santanna, e outra pr&oacute;-empresas, defendida pelo ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa. As discuss&otilde;es agora, segundo um dos integrantes do grupo, est&atilde;o caminhado para o &quot;bom senso&quot;.<\/p>\n<p><strong>Operadoras<\/strong><\/p>\n<p>No in&iacute;cio do m&ecirc;s, Costa pediu aos presidentes da Telef&ocirc;nica, Oi, Embratel, Vivo, TIM e Claro que elaborassem uma proposta de participa&ccedil;&atilde;o no programa de banda larga, para tamb&eacute;m ser apresentada ao presidente Lula. Uma nova reuni&atilde;o entre t&eacute;cnicos das operadoras e do minist&eacute;rio est&aacute; prevista para hoje.<\/p>\n<p>A meta do minist&eacute;rio &eacute; chegar a 2014 com 90 milh&otilde;es de acessos &agrave; internet em banda larga, a um pre&ccedil;o m&aacute;ximo de R$ 30 e uma velocidade de conex&atilde;o entre 250 quilobits por segundo (Kbps) e 1 megabit por segundo (Mbps). O p&uacute;blico alvo s&atilde;o as classes C e D. Partindo dessas diretrizes, as empresas est&atilde;o levantando os custos do projeto e fontes de financiamento.<\/p>\n<p>Pesa a favor das teles o fato de que elas j&aacute; estariam prontas para oferecer, de imediato, os servi&ccedil;os de banda larga a grande parte da popula&ccedil;&atilde;o, enquanto uma eventual nova empresa levaria tempo para instalar suas redes. As fibras &oacute;pticas das estatais s&oacute; poderiam come&ccedil;ar a ser utilizadas, na previs&atilde;o das fontes, em meados do pr&oacute;ximo ano.<\/p>\n<p>Durante o evento Futurecom, h&aacute; duas semanas, a proposta original de Santanna, que previa a cria&ccedil;&atilde;o da estatal, sem a participa&ccedil;&atilde;o das grandes empresas, recebeu cr&iacute;ticas das operadoras. O pr&oacute;prio secret&aacute;rio, no entanto, j&aacute; se mostrou menos radical, falando em parcerias em um dos pain&eacute;is.<\/p>\n<p><strong>Pol&ecirc;mica<\/strong><\/p>\n<p>Propostas: Rog&eacute;rio Santanna, secret&aacute;rio de Log&iacute;stica e Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio do Planejamento, propunha a cria&ccedil;&atilde;o de uma estatal para competir com as grandes operadoras privadas. O ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, defendeu que o Plano de Banda Larga seja feito em parceria com as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es. O projeto a ser entregue ao presidente Lula deve ser um meio-termo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A solu&ccedil;&atilde;o para fazer deslanchar o Programa Nacional de Banda Larga, em estudo no governo, pode passar pela ado&ccedil;&atilde;o de um modelo h&iacute;brido, pelo qual seria criada uma estatal para atuar s&oacute; no &quot;atacado&quot; do setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es, transmitindo dados. 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